segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Nº. 5969 - Portal Comunalista
1. Após a Revolução Industrial, o liberalismo propunha a liberdade do homem em todas as situações históricas e, inspirado na antiga classificação dos três estados - clero, nobreza e povo - alçapremou o último como nação politicamente organizada.
2. Como organismo político administrativo, o Estado engloba o poder legislativo, executivo e judicial numa assembleia em que os representantes de cada distrito, de conexão sectária local, se agrupam em facções nas disputas parlamentares.
3. O próprio Chefe de Estado, igualmente de origem sectária, e suposto ser o moderador da assembleia multipartidária, assume por vezes os poderes de chefe do governo em alguns regimes de cariz centralizador.
4. A classe social gerada historicamente com a criação de centros de transacções comerciais na Idade Média alcançou notável desenvolvimento com a Revolução Industrial, tendo o seu poder no controlo de fábricas e nos esquemas usurários aumentado substancialmente, convertendo-se em classe política dominante.
5. Ora propondo a não-intervenção estatal na economia, ora impondo o centralismo burocrático na administração pública, a burguesia republicana dominante deixou de representar os interesses da maioria, passando a impor os esquemas por si gizados.
6. Logo, o anarco-comunalismo, através da multiplicação das unidades cooperativas (estas real expressão da vontade popular) exigindo a destruição do Estado burguês e do regime partidocrático vigente, abre o caminho para o regresso do Rei.
7. De facto, o soberano consensual, hereditário e vitalício robustece a ideia peregrina de Reino em que as comunidades afins se articulam numa administração pública digital, a par de um conjunto de técnicas de automatização dos procedimentos industriais.
Nau
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