segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Nº. 5983 - Portal Comunalista


1. Questiona-se o mérito da igualdade por suscitar o confronto olvidando a cooperação, esta real substrato da equinimidade.

2. O plano para realizar qualquer acção enquadra várias facetas - objectivos, energias disponíveis, carácter dos participantes, etc. - e, sobretudo, o concerto entre as pessoas envolvidas.

3. Grupos sociais, mais ou menos primitivos, que se distinguiam da tribo nómada por se fixarem em espaços geográficos onde a subsistência própria era assegurada, foram o embrião das modernas comunidades.

4. A partilha dos bens comuns seria mais ou menos equilibrada, tendo por regra a saciedade de uns e a complacência da maioria, porquanto a eventual escassez era temporária.

5. Claro que a permuta de artigos excedentes (utensílios, mercadorias) foi incrementada com o crescimento da comuna e/ou vizinhança afim, em lugares públicos, transaccionada por moeda fiduciária.

6. A credibilidade da moeda deu azo ao entesouramento e a acumulação deste à prática usurária, viciante no sistema económico designado por capitalismo, cultivado pelas minorias dominantes.

7. Logo, o fim da circulação da moeda fiduciária, bem como do Estado  - reduto da burguesia republicana dominante - será a consolidação do anarco-comunalismo assente na liberdade total do homem, no reconhecimento da equidade e no alicerçar da solidariedade, conceitos sociais do cooperativismo.

Nau

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