sábado, 4 de janeiro de 2020

Nº. 5967 - Fim de Semana 1


1. A existência real e não imaginativa ou fictícia resulta do modo de ser próprio do homem. O relevo dado aos aspectos voluntário e sentimental do estado de consciência constituem a face objectiva desta. Logo, o absurdo da existência posta entre o nada da sua origem e o seu destino de cessação final é a realidade.

2. Porém, diletantes oráculos vaticinam que os problemas sociais dos nossos dias resultam de fresca aposentação uma vez que a longevidade se aproxima dos setenta e tal anos. Claro que, para a burguesia republicana dominante a mão-de-obra é negligenciável; porém, a reforma da classe média, sobretudo de quadros administrativos, é, dentro em breve, insuportável.

3. Estamos fartos da carneirada política e/ou do clubismo alegadamente desportivo em que uma minoria dirigente se vai locupletando com os míseros tostões dos carenciados, organizando espectáculos circenses.

4. A talho de foice, recomenda-se igualmente uma visita ao "Blogue Chaves", no Sapo.pt, o qual celebrou o seu 15º. aniversário no dia 2 de Janeiro, encontrando-se o dito blogue recheado de admiráveis fotografias da cidade de Chaves e arredores, que lamentavelmente ainda não tivemos tido tempo para visitar.

5. "Cantilena: Cortaram as asas ao rouxinol. Rouxinol sem asas não pode voar. Quebraram-te o bico, rouxinol! Rouxinol sem bico não pode cantar. Que ao menos a Noite ninguém, rouxinol te queira roubar. Rouxinol sem noite não pode viver". Sebastião da Gama dixit.

6. Vamos lá ver o que se entende por luta popular. Em meados do século transacto, a ralé, os engravatados e as sumidades de presumidos fartos cabedais espelhavam a sociedade lusa.

7. Logo, a luta popular consiste na multiplicação das unidades cooperativas; na destruição do Estado impositivo, reduto da burguesia republicana dominante; no regresso do soberano consensual, hereditário e vitalício. 

Nau

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