quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Nº. 5978 - RAC


1. Sendo uma ideologia política fundamentada na cooperação, na solidariedade e na autonomia, o anarquismo apresenta-se como o instrumento de demolição do reduto da burguesia republicana dominante, i.e., o Estado.

2. Tanto o liberalismo, como o socialismo interpretam os problemas sociais como uma luta de classes, ambos apoiados na fatalidade partidocrática, ora na versão parlamentar, ora no centralismo burocrático piramidal.

3. Quer na versão de Estado unitário, carácter peculiar dos povos de uma nação fraccionada (fascismo), quer no socialismo de recurso autoritário (nazismo), ambos adoptam um sistema económico caracterizado pela propriedade privada e o mercado de valores.

4. O centralismo burocrático piramidal igualmente se apresenta como defensora das classes operárias, resumindo os actos eleitorais a fracções económicas, escalando os representantes destas o poliedro que tem por base um polígono qualquer e por faces laterais triângulos no mesmo vértice.

5. Claro que o anarquismo insurrecionalista procurou desestabilizar tanto o Estado liberal, como o socialista, ambos controlados pelo grande capital, dando azo a uma maior repressão liberal/socialista, sem ganhos práticos.

6. Porém, avizinhando-se uma administração pública digital, bem como uma produção automatizada integral no sector da indústria, dentro em breve o homem recuperará a sua independência natural.

7. Sem circulação de moeda fiduciária e subsistência da população de acordo com as necessidades individuais, o anarco-comunalismo recuperará a ideia sublime de Reino em que o soberano consensual, hereditário e vitalício, reina mas não governa.

Nau

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