sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Nº. 5952 - Luta Popular
1. A rivalidade franco-britânica após a Revolução Industrial teve como antecedentes o apoio dado pelos bretões aos refugiados do Antigo Regime francês e a contrapartida gaulesa na independência norte-americana.
2. Nos finais do século XIX - a febre de aquisições de territórios pela conquista e estabelecimento de colónias; pela imposição do sistema capitalista; pela existência de um mercado global - a competição exercitou a rivalidade e o adverso da cooperação.
3. O declínio da Europa teve início na segunda década do século XX através da ocupação militar do Velho Continente pelos norte-americanos na primeira metade dos anos 40, após a exaustão do nacional-socialismo germânico que, apesar da alta tecnologia adoptada, soçobrou pela carência de combustíveis.
4. A reconstrução europeia foi lenta e deveu-se, sobretudo, à mão-de-obra barata dos emigrantes de sectores não-beligerantes, bem como do norte de África, da empobrecida Índia e até da América do Sul em que a neocolonialismo do Tio Sam era mais premente.
5. Claro que a hegemonia norte-americana não era devida a factores tecnológicos, mas ao desafio ideológico dos sovietes russos que, disfarçavam a ditadura da burguesia republicana dominante com uma estrutura piramidal, apresentando esta como o nivelador social.
6. Logo que os políticos europeus concertaram uma união de povos (alás sugerida pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson na segunda década do século transacto) e se preparavam para organizar uma corporação militar adequada, logo o Tio Sam torceu o nariz e arrastou consigo a Grã-Bretanha para desestabilizar o projecto à nascença.
7. Porém, a contestação à hegemonia norte-americana vem do Império Amarelo que, igualmente em estrutura política piramidal, aposta na contestação em vez da cooperação e da robótica, bem como da administração pública digitalizada.
Nau
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