quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Nº. 5936 - RAC


1. O anarquismo é uma doutrina política-social destruidora do organismo político-administrativo designado por Estado, este imposto pela burguesia republicana dominante.

2. Sendo um animal gregário, o homem primitivo sempre se integrou em grupos sociais em que os mais velhos espelhavam o conhecimento adquirido e os jovens (que o impulso de alma os levava a cometer actos arrojados) se encarregavam da segurança.

3. Na Idade Média, em que os hábitos campestres predominavam sobre os costumes urbanos, o espírito de classe fundamentou-se na importância social de cada um, salientando-se o clero encarregado dos cultos religiosos; a nobreza proveniente da vitalícia administração territorial, e o povo, a parte mais numerosa e menos rica.

4. Várias vezes temos aqui sublinhado que a Revolução Industrial, necessitando de uma mão-de-obra barata para competir nos mercados de consumo, aliciou a população rural com remunerações diárias, normalmente em dinheiro, que minguava em valor de acordo com o aumento em número da força braçal disponível.

5. O liberalismo, campeão do Estado de direito e, sobretudo, da propriedade privada, combate a intervenção dos poderes públicos nos assuntos económicos e sublima a iniciativa privada, convencido que os melhores produzirão maior riqueza e esta poderá ser aplicada na formação ideológica da pequena burguesia, bem como no suprimento dos mais carenciados.

6. Por outro lado, os socialistas, lutando em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção; da supressão das classes sociais e de uma distribuição igualitária das riquezas, impõem uma ditadura em nome do proletariado e/ou  mero centralismo burocrático, descambando este em uma partidocracia do tipo liberal.

7. O anarcomunalismo, face à robotização da indústria; à administração pública digitalizada e fim da circulação de moeda fiduciária, pugna pela multiplicação das unidades cooperativas (autogestionárias e destinadas a satisfazer as necessidades sociais e culturais dos associados) apoia o regresso do soberano consensual, hereditário e vitalício, como referência das comunidades afins.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário