quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
Nº 5937 - Prelo Real
Vidro Côncavo
Tenho sofrido poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo.
Uma agonia.
Saber a sal.
Maresia.
Vidro côncavo a boiar.
Dói esta corda vibrante.
A corda que o barco prende
a fria argola do cais.
Se uma onda que a levante
vem logo outra que a distende.
Nada tem descanso jamais.
António Gedeão
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