terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Nº. 5963 - Doutrina Cooperativista


1. Fechamos o ano de 2019 com chave de ouro: a doutrina cooperativista.

2. Logo, só a multiplicação das unidades cooperativas poderá satisfazer racionalmente as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

3. Claro que não se trata de estabelecer clubes de ruas e/ou de bairros, mas sim de definir o que importa - consumo, produção, serviços, etc. - e muito diálogo.

4. Estamos fartos da carneirada política e/ou do clubismo alegadamente desportivo em que uma minoria dirigente se vai locupletando com os tostões dos carenciados, organizando espectáculos circenses.

5. A partidocracia só poderá ser erradicada através de um forte movimento cooperativo onde os associados saibam o que querem e planifiquem as suas actividades.

6. Sem dúvida que é nos centros comerciais onde se concentra o maior número de serviços e ofertas de produtos. Porém, a deslocação de uma só pessoa poderá economizar os custos de transporte de 10 ou mais para a mesma função.

7. A sardinhada à italiana não é carne, nem peixe, apenas a conveniência de alguns tirar vantagens políticas para si próprio ou para um grupo vicioso.

Nau


segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Nº. 5962 - Portal Comunalista


1. Aproxima-se do fim do inglório duo milésimo décimo nono ano do Velho Continente.

2. A Wall Street estrebucha tresandando a mercados onde se compram e vendem mercadorias, sobretudo a força de trabalho.

3. Porém, diletantes oráculos vaticinam que os problemas sociais dos nossos dias resultam da fresca aposentação uma vez que a longevidade se aproxima dos senta e tal anos.

4. Claro que, para a burguesia republicana dominante, a mão-de-obra barata é negligenciável; porém, a reforma da classe média, sobretudo de quadros administrativos é, dentro em breve, insuportável.

5. Urge aumentar a idade de aposentação para níveis, quiçá, superiores aos setenta e tal anos, até porque a modesta força laboral apenas serve para atrapalhar as estatísticas hospitalares.

6. A hipótese de uma administração pública digitalizada e de uma produção industrial automática, efectuando operações da mais variada natureza, sem intervenção humana, está fora de questão.

7. O anarco-monarquismo de base cooperativista e gládio na mão avança inexoravelmente.

Nau


domingo, 29 de dezembro de 2019

Nº. 5961 - Psyche


1. A existência real e não imaginária ou fictícia resulta do modo de ser próprio do homem.

2. O relevo dado aos aspectos voluntário e sentimental do estado de consciência constituem a face objectiva desta.

3. Logo, o absurdo da existência posta entre o nada da sua existência e o seu destino de cessação final é a realidade.

4. Dependendo do modelo correspondente à maneira como apreendemos os objectos, a visão do real é dado ao cérebro através do nervo óptico.

5. Porém, a informação obtida a partir dos olhos, ouvidos e impressões provenientes de outros órgãos, cria no cérebro uma imagem mental.

6. Claro que a informação acumulada no cérebro não depende apenas dos sentidos, mas também do estudo e desenvolvimento intelectual.

7. Sem dúvida que as histórias alternativas poderão conduzir a realidades abstrusas; porém, segundo Albert Einstein, "a coisa mais incompreensível acerca do universo é ele poder ser compreendido".

Nau

sábado, 28 de dezembro de 2019

Nº. 5960 - Fim de Semana 52


1. Platão admitia a existência de três faculdades mentais localizadas, respectivamente, no fígado, no coração e no encéfalo, supondo que estes órgãos seriam os espíritos adequados a cada função.

2. Hoje em dia é geralmente aceite estarem as faculdades puramente intelectuais associadas com os lobos frontais; logo as cabeçadas políticas na assembleia da república têm sido inevitáveis.

3. A "Causa Tradicionalista Portuguesa", segundo os hábitos e usanças cá da malta académica, terminou a sua actividade em 18 de Junho de 2015 com uma sentida homenagem ao Regimento de Infantaria XIX, de Cascais (com bandeira e tudo!) além de homenagem e apelo ao regresso do Rei D. Miguel I - "A Causa Tradicionalista precisa de ti" - pelo que presumimos que a dita Causa o tenha ido buscar.

4. Os valores comunalistas são basicamente a cooperação e a solidariedade. O cooperativismo é um conceito social muito peculiar, singular e excepcional.

5. "Oitenta natais vividos e tantos rostos amados perdidos na voragem do tempo! Tantos lugares vazios à lareira da saudade! Mas, em cada Dezembro, o presépio antigo da minha mocidade, durante o ano esquecido, figuras gastas de tons desmaiados, renova todos os natais passados e celebra a esperança no Menino renascido". José Travaços Santos dixit.

6. O presérpio surgiu em 1223, pela representação que Filipe de Assis, frade católico, montou como cenário ao vivo, a figura do Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José, juntamente com um boi, um jumento e outros animais. A figura do Pai Natal dos nossos dias foi inspirada na prática  de São Nicolau, arcebispo de Mira na Turquia, no séc. IV, que costumava ajudar, anonimamente, as pessoas carenciadas.

7. Sejamos claros, a luta popular tem por razão: a Liberdade, Equidade, Solidariedade, bem como o Comunalismo, tendo este como nova forma de organização política, social e económica de base cooperativa.

Nau

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Nº. 5959 - Luta Popular


1. Sejamos claros, a luta popular tem por razão:

2. a Liberdade, Equidade, Solidariedade como trilogia;

3. a Cooperação, como fundamento;

4. o Anarquismo como doutrina político-social destruidora do reduto da burguesia republicana dominante, i.e., o Estado;

5. o Comunalismo, como nova forma de organização política, social e económica de base cooperativa;

6. a Monarquia, como padrão da Comuna em que o soberano consensual, hereditário e vitalício, reina mas não governa - tido como referência;

7. a Consciência, como percepção de si próprio, da existência transitória e disposição natural para o bem-estar.

Nau

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Nº. 5758 - RAC


1. A troca de lugares foi meramente circunstancial pois o nosso editor achou por bem, no dia do aniversário natalício, primar a poesia, embora o início da quadra já tivesse sido assinalado na semana anterior.

2. Inicialmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol, estabelecido no calendário romano a 25 de Dezembro, posto que a órbita aparente que o Sol descreve em volta da Terra a inclinação máxima tenha lugar a 21 de Dezembro.

3. A troca de presentes e muitos outros aspectos da festa popular do Dies Natalis Solis do Império Romano, só a partir do século III foi mantida como o nascimento de Jesus da Nazaré, embora os países eslavos e ortodoxos a celebração tenha lugar a 7 de Janeiro.

4. Claro que era na época mais fria no hemisfério Norte que as actividades agrícolas, por força das circunstâncias reduzidas, tinham lugar, encontrando-se as terras em pousio, logo mais adequada para a celebração das festas populares.

5. As trocas de presentes da quadra natalícia correspondem a um aumento da actividade comercial - tanto no hemisfério Norte, como no do Sul - logo mais adequada para a celebração de festejos populares.

6. O presépio surgiu em 1223, pela representação que Filipe de Assis, frade católico, montou como cenário ao vivo, a figura do Menino Jesus, da Virgem Maria e de São José, juntamente com um boi, um jumento e outros animais.

7. A figura do Pai Natal dos nossos dias foi inspirada na prática de São Nicolau, arcebispo de Mira na Turquia, no século IV, que costumava ajudar, anonimamente, as pessoas carenciadas.

Nau













quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Nº. 5957 - Prelo Real



                    Presépio


          Oitenta natais vividos
          e tantos rostos amados
          perdidos
          na viagem do tempo!
          Tantos lugares vazios
          à lareira da saudade!

          Mas, em cada Dezembro,
          o presépio antigo
          da minha mocidade,
          durante o ano esquecido,
          figuras gastas de tons desmaiados,
          renova todos os natais passados
          e celebra a esperança
          no Menino renascido.

                         José Travaços Santos

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Nº. 5956 - Doutrina Cooperativista


1. Os valores comunalistas são basicamente a cooperação e a solidariedade.

2. Claro que os primeiros passos no seio da família configuram o homem de amanhã.

3. A instrução pública - tanto a oficial como a particular - é complementada através da prática social.

4. Qualquer curso superior poderá habilitar o instruendo a exercer a profissão que lhe for proporcionada.

5. Porém, o ensino contínuo é característico da unidade cooperativa uma vez que todas actividades humanas se articulam nesta.

6. Logo, não basta exibir o cartão de sócio de qualquer unidade cooperativa mas fazer parte integrante da mesma.

7. O cooperativismo é um conceito social muito peculiar, singular e excepcional.

Nau

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Nº. 5955 - Portal Comunalista


1. Na rotina dos blogues monárquicos, voltámos a tropeçar no "Caderno Diário" que, segundo parece, tinha por mentor Pedro Manuel Correia e uma derradeira mensagem - "Palavras Certas" - datada de 15 de Maio de 2012.

2. Como divisa, o "Caderno Diário" afirma-se "Por uma Monarquia Constitucional em Democracia", isto é, o mais do mesmo, com a atenuante do soberano não provir das hordas sectárias, fundamentando-se o sistema político na minoritária burguesia republicana dominante.

3. No blogue "Risco Contínuo", apareceu em 13 de Julho de 2014, o comentário de José Aníbal Marinho Gomes rebatendo o apontamento de Paulo von Halfe Vieira em que este apoda "A Monarquia como sistema de governo que reside no passado, avesso à democracia...". Vale a pena acompanhar os comentários dos vários intervenientes.

4. Em "Delito de Opinião", Pedro Correia à data de 13 de Agosto de 2009, considera a substituição da bandeira municipal, na sede camarária de Lisboa, pela bandeira da monarquia como uma travessura juvenil de Rodrigo Moita de Deus, bem como do parceiro deste Henrique Burnay. De facto, problema grave seria caso a bandeira municipal tivesse sido substituída pela de um clube desportivo, pois clubes há muitos e a polémica iria ao rubro.

5. A "Causa Tradicionalista Portuguesa", segundo os hábitos e usanças cá da malta académica, terminou a sua actividade em 18 de Junho de 2015 com uma sentida homenagem ao Regimento de Infantaria Nº. XIX, de Cascais, (com bandeira e tudo!) além da homenagem e apelo ao regresso do Rei D. Miguel I - "A Causa Tradicionalista precisa de ti" - pelo que presumimos que a dita Causa  o tenha ido buscar. 

6. O blogue "Monárquicos.com indice" encontra-se ponteado de interrogações que desvirtuam os textos. A "Monarquia Tradicional" de Pedro Reis é disponível em parte incerta (pelo menos aqui, o nosso secretariado não teve acesso a esta). O mesmo se passa com o "31 da Armada" que presumimos ter fechado a porta por exaustão natural.

7. Continuo a aguardar o apoio do nosso secretariado, antecipadamente agradecendo o empenho manifestado na selecção e rapidez no envio dos respectivos textos.

Nau

domingo, 22 de dezembro de 2019

Nº. 5954 - Psyche


1. O conjunto dos doze nervos que emergem de cada lado do encéfalo e os trinta e um que saem de cada lado da medula espinal constitui o sistema nervoso periférico.

2. Como é óbvio, o cérebro está relacionado com as faculdades intelectuais, exercendo também influência sobre o resto do sistema nervoso, sem que seja essencial para a vida.

3. Porém, os duzentos e trinta deputados da assembleia da república em nada se equiparam aos oitenta e seis do sistema nervoso periférico humano, sendo o trabalho da assembleia legislativa supérfluo para a comunidade lusa.

4. Relacionado com as faculdades intelectuais do ser humano e exercendo influência sobre o resto do sistema nervoso, a dita assembleia continua a respirar e, embora multipartidária, raramente se motiva.

5. Também o cérebro da rã quando tornada inerme, esta continua a respirar e o seu coração a bater, saltando quando picada e nadando quando dentro de água mas, abandonada a si própria, não se move.

6. Platão admitia a existência de três faculdades mentais localizadas, respectivamente, no fígado, no coração e no encéfalo, supondo que estes órgãos seriam os espíritos adequados a cada função.

7. Hoje em dia é geralmente aceite estarem as faculdades puramente intelectuais associadas com os lobos frontais; logo, as cabeçadas políticas na dita assembleia têm sido inevitáveis.

Nau


sábado, 21 de dezembro de 2019

Nº. 5953 - Fim de Semana 51


1. Normal é nascer, crescer e morrer, como tudo que existe neste planeta. O real à face da Terra está inexoravelmente sujeito a este ciclo de vida que nem a preservação da ossada redime.

2. Pululam pela Internet os blogues monárquicos - jactantes os unipessoais; associativos os outros - de pulsões diversas que as praxes académicas aproximam. No nosso grupo de fundamento cooperativista, cresce em número os adeptos do anarquismo porquanto este, de uma só cajadada, mata o Estado da burguesia republicana dominante, procurando instilar o concerto autónomo comunalista apartidário.

3. O cooperativismo é um movimento e doutrina que promove a organização das unidades cooperativas. Fundamentalmente, a unidade cooperativa é uma associação autónoma que procura satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

4. Aproximando-se o Ano Novo, é tempo para se deambular pelos blogues monárquicos a fim de nos apercebermos da função destes. A Real Associação de Lisboa (RAL)apresenta um judicioso artigo de João Távora, datado de 6 do corrente, "A actualidade e imperativa da Casa Real Portuguesa", óptimo para reler e meditar pois o tempo urge.

5. Dia de Natal: "Hoje é dia de ser bom. É dia de passar a mão pelo rosto das crianças, de falar e de ouvir com mavioso tom, de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças. É dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem, de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a miséria, de perdoar aos nossos amigos, mesmo aos que não merecem, de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria"...

6. ... "Dia de Confraternização Universal. Dia de Amor, de Paz, de Felicidade, de Sonhos e Venturas. É dia de Natal. Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. Glória a Deus nas Alturas". António Gedeão (Rómulo de Vasco da Gama de Carvalho).

7. A reconstrução europeia foi lenta e deveu-se, sobretudo, à mão-de-obra dos emigrantes de sectores não-bligerantes, bem como do norte de África, da empobrecida Índia e até da América do Sul em que o neo-colonialismo do Tio Sam era mais premente. Porém, a contestação à hegemonia norte-americana vem do Império Amarelo que, igualmente em estrutura política piramidal, aposta na contestação em vez da cooperação.

Nau

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Nº. 5952 - Luta Popular


1. A rivalidade franco-britânica após a Revolução Industrial teve como antecedentes o apoio dado pelos bretões aos refugiados do Antigo Regime francês e a contrapartida gaulesa na independência norte-americana.

2. Nos finais do século XIX - a febre de aquisições de territórios pela conquista e estabelecimento de colónias; pela imposição do sistema capitalista; pela existência de um mercado global - a competição exercitou a rivalidade e o adverso da cooperação.

3. O declínio da Europa teve início na segunda década do século XX através da ocupação militar do Velho Continente pelos norte-americanos na primeira metade dos anos 40, após a exaustão do nacional-socialismo germânico que, apesar da alta tecnologia adoptada, soçobrou pela carência de combustíveis.

4. A reconstrução europeia foi lenta e deveu-se, sobretudo, à mão-de-obra barata dos emigrantes de sectores não-beligerantes, bem como do norte de África, da empobrecida Índia e até da América do Sul em que a neocolonialismo do Tio Sam era mais premente.

5. Claro que a hegemonia norte-americana não era devida a factores tecnológicos, mas ao desafio ideológico dos sovietes russos que, disfarçavam a ditadura da burguesia republicana dominante com uma estrutura piramidal, apresentando esta como o nivelador social.

6. Logo que os políticos europeus concertaram uma união de povos (alás sugerida pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson na segunda década do século transacto) e se preparavam para organizar uma corporação militar adequada, logo o Tio Sam torceu o nariz e arrastou consigo a Grã-Bretanha para desestabilizar o projecto à nascença.

7. Porém, a contestação à hegemonia norte-americana vem do Império Amarelo que, igualmente em estrutura política piramidal, aposta na contestação em vez da cooperação e da robótica, bem como da administração pública digitalizada.

Nau






quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Nº. 5951 - Prelo Real


     Dia de Natal

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom, 
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.

É dia de pensar nos outros - coitadinhos - nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a miséria, 
de perdoar aos nossos amigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.

Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir a rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de vidas e de banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes
a voz do locutor 
anuncia o melhor dos detergentes.

De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre um relógio de pulso antimagnético)

Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, efuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.

Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates, 
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa mecânica,
cintilam, sob intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de vidro e de cerâmica.

Os olhos acorrem num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bençãos e favores.

A Oratória de Bach embrucha a atmosfera do amarento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento 
e compra - louvado seja o Senhor! - o que nunca tinha pensado comprado.

Mas a maior felicidade é da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.

Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta,
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.

Ah!!!!!

Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.

Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedora,
veio pôr no sapatinho 
do Pedrinho 
uma metralhadora.

Que alegria
reinou naquela casa em todo santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas 
a cairem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá!

Já está!
E fazias erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mãe e o sizudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.

Dia de Confraternização Universal.
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal!
Paz na Terra aos homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.

                                        António Gedeão
                                    Rómulo Vasco da Gama de Carvalho  





    


quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Nº. 5950 _ RAC


1. Aproximando-se o Novo Ano, é tempo para se deambular pelos blogues monárquicos a fim de nos apercebermos da função destes.

2. Claro que "A Monarquia Portuguesa" pretende ser o maior arquivo de fotos e informações acerca de tal regime. Porém, da doutrinação propriamente dita, apenas alvitra o regresso ao passado da Monarquia Constitucional.

3. A Real Associação de Lisboa (RAL) apresenta um judicioso artigo de João Távora, datado de 6 do corrente, "A actualidade e imperativo da Casa Real Portuguesa", óptimo para reler e meditar pois o tempo urge.

4. Sessenta e tal "Links" são referenciados no RAL (um Povo, uma Pátria, um Rei) aos quais, a seu tempo, nos iremos debruçar, embora tal alargado número pareça ser jactâncias ocasionais de grupos e/ou de meditabundos comparsas.

5. "Lóbi do Chá"declarava, pela pena de Zé Pedro Silva, em 8 de Outubro de 2012, que "o problema da monarquia são os monárquicos", apelando para um referendo à instituição vigente e, segundo parece, a sugestão mantém-se. 

6. "O Blogue das Monarquias", de inspiração côr-de-rosa, conglomerando "A Monarquia Portuguesa" e "As Jóias da Coroa" cultiva o problema de fundo como passatempo (ou sem preparação para o assunto) mas de agrado das tiazinhas convenientes.

7. A deambulação termina hoje pelo blogue de Pedro Furtado Pereira, neste exercício desde Janeiro de 2006, sob a forma de "Caderno Diário", acervo político e de referência nostálgica.

Nau 

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Nº. 5949 - Doutrina Cooperativista.


1. O Cooperativismo é um movimento e doutrina que promove a organização das unidades cooperativas.

2. Fundamentalmente, a unidade cooperativa é uma associação autónoma que procura satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

3. A autonomia cultivada nas unidades cooperativas robustece-se na equidade da partilha e na igualdade do poder de decisão, independentemente de qualquer contribuição (material ou laboral) prestada.

4. Embora a unidade cooperativa possa ser um factor económico local  pela abertura à comunidade onde se encontra integrada, o seu potencial aumenta através da coesão com unidades afins, i.e., uniões, federações e confederações.

5. O movimento cooperativista é complementado por bancos e unidades mutualistas os quais, caracterizados pela ausência de accionistas, actuam como base de apoio do movimento em questão.

6. Caminhando para uma administração pública digitalizada e uma produção industrial robótica, o cooperativismo é a alternativa aos regimes partidários da burguesia republicana dominante, tanto a liberal como a socialista.

7. Em suma: o cooperativismo não é uma associação empresarial fundamentada na economia de mercado, mas tão-somente no respeito das necessidades colectivas, bem como no pluralismo das acções concertadas.

Nau

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Nº. 5948 - Portal Comunalista


1. Pululam pela Internet os blogues monárquicos - jactantes os unipessoais; associativos os outros - de pulsões diversas que as praxes académicas aproximam.

2. Os individuais resultam da confiança em si, bem como da prosápia em argumentar teses à laia de proposições sustentadas e definidas nas escolas superiores.

3. Vingam os mais persistentes, depois do abandono da colegiada alegar a falta de tempo e/ou compromissos laborais, visto que, tanto na actividade empresarial, como na função de manga-de-alpaca, as controvérsias serem inadequadas.

4. O aprazimento dos mais loquazes resume-se à evocação de familiares ilustres; memórias do torrão natal ou veneno partidário que vomitam por encomenda e/ou alternativa clubista.

5. Também há blogues em que, na senda do Facebook, os intervenientes fazem comentários acerca da política, da religião ou doença futebolística, com apoios daqueles que, pela sua intervenção esporádica, pretendem imortalizar o nome próprio.

6. No nosso grupo, de fundamento cooperativista, cresce em número os adeptos do anarquismo porquanto este, de uma só cajadada, mata o Estado da burguesia republicana dominante, procurando instilar o conceito autónomo comunalista e apartidário.

7. Cada apontamento resume vários debates internos, mantendo latente o inconformismo vegetativo.

Nau

domingo, 15 de dezembro de 2019

Nº. 5947 - Psyche


1. Normal é nascer, crescer e morrer, como tudo que existe neste planeta.

2. O real à face da Terra está, inexoravelmente, sujeito a este ciclo de vida que nem a preservação da ossada redime.

3. Porém, o homem, ao contrário dos outros animais, não se conformando com a extinção, cria paraísos etéreos.

4. O aparente absurdo da existência entre o nada da origem e o termo de vida carece de aprazimento que não contemplações extravagantes.

5. Logo, o que importa é uma vivência cordata baseada na identidade de sentimentos, de ideias sublimes (culturais e científicas) que não de competições doentias.

6. O concerto de instrumentos musicais e vozes de uma peça de música é mais relevante que todas as promessas fantásticas de crendices sem fundamento.

7. A liberdade é mera faculdade de acção que se irmana no senso cooperativo.

Nau

sábado, 14 de dezembro de 2019

Nº. 5946 - Fim de Semana 50


1. George Friedmann, sociólogo francês, cedo apercebeu-se que o concerto das massas populares seria um passo de gigante para melhoria das condições de trabalho, por mais automatizado que este se tornasse. 

2. Nós, anarcomunalistas, apostamos na multiplicação das unidades cooperativas e na formação contínua proporcionada por estas; na administração pública digitalizada e na produção/consumo realizado por sistemas robotizados; na destruição do reduto da burguesia republicana dominante, i.e., o Estado.

3. Por volta dos 60 anos a adenofriboma detecta-se por toque rectal, pelo aumento apreciável do volume da próstata e micção abundante. As infecções poderão ser agudas ou crónicas e, em ambos os casos, possível o recurso paliativo a antibióticos e adequadas massagens.

4. A unidade cooperativa é uma associação autónoma de pessoas destinada a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus comparticipantes, sem fins lucrativos, podendo os serviços e bens materiais ser disponibilizados a terceiros dentro do espírito de articulação desta com a comunidade em que se encontra integrada.

5. O homem é um animal gregário pela tendência de viver em conjunto, i.e., no mesmo domicílio, onde cada um tem o seu espaço e liberdade de agir, esta limitada pela liberdade do próximo. A família é o fundamento da educação, onde o conhecimento e prática de usos e costumes são adquiridos, a par da comunidade onde se encontra integrada.

6. "Chorai arcadas do violoncelo! Convulcionadas, pontes aladas de pesadelos... De que esvoaçam, brancos os arcos... Por baixam passam, se despedaçam, no rio, os barcos. Fundas, soluçam caudais de choro... Que ruínas (ouçam)! se debruçam que sorvedouro!... Trémulos astros... Soidões lacustres... - Lemos e mastros... E os alabastros dos balaústres. Urnas quebrados! Blocos de gelo... Chorai arcadas, despedaçadas, do violoncelo." Camilo Pessanha dixit.

7. Muitos que se dizem monárquicos vanglorizam-se de antepassados de alto estirpe, fanfarronando senhorias espúrias para deslumbramento de papalvos. Outros, mais velhacotes, até se assumem como herdeiros da Coroa Portuguesa, ora por deslumbramento de poucachinhos, ora por desejo ardente de vinganças. Certo é o presuntivo herdeiro há muito tempo já ter assumido as suas responsabilidades dinásticas pelo que aos portugueses cabe aclamarem-no, sem recorrer a escrutíneos republicanóides.

Nau  

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Nº. 5945 - Luta Popular


1. Vaidade de vaidades é apenas vaidade, isto é, desejo infundado de merecer a admiração dos outros.

2. Muitos dos que se dizem monárquicos vangloriam-se de antepassados de alta estirpe fanfarronando senhorias espúrias para deslumbramento de papalvos.

3. Outros, mais velhaquetes, até se assumem como herdeiros da Coroa Portuguesa, ora por deslumbramento de poucochinhos, ora por desejo ardente de vinganças.

4. Certo é o presuntivo herdeiro há muito tempo já ter assumido as suas responsabilidades dinásticas pelo que cabe aos portugueses aclamarem-no, sem recorrer a escrutínios republicanoides.

5. Logo, urge promover a multiplicação das unidades cooperativas uma vez que a administração pública digitalizada avança silenciosamente, prefigurando o fim da burguesia republicana dominante.

6. Entretanto, o camartelo anarquista brandido pelo jovens monárquicos já dá conta do fim do Estado liberal-socialista que, até na versão piramidal, soçobra irremediavelmente.

7. A robotização do sistema produtivo e a distribuição da riqueza de acordo com as necessidades individuais tornarão as comunidades tradicionais, mais sãs e justas.

Nau

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Nº. 5944 - Prelo Real



                    Chorai arcadas...

                 Chorai arcadas
                          Do violoncelo!
                          Convulsionadas,
                          Pontes aladas
                          De pesadelo...

                          De que esvoaçam,
                          Brancos, os arcos...
                          Por baixo passam,
                          Se despedaçam, 
                          No rio, os barcos.

                          Fundas, soluçam 
                          Caudais de choro...
                          Que ruínas, (ouçam)!
                          Se se debruçam,
                          Que sorvedouro!...

                          Trémulos astros...
                          Soidões lacustres...
                          - Lemes e mastros...
                          E os alabastros 
                          dos Balaústres!

                          Urnas quebradas!
                          Blocos de gelo...
                          - Chorai arcadas,
                          Despedaçadas,
                          Do violoncelo.

                                   Camilo Pessanha

                          
 ,
                       
                    

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Nº. 5943 - RAC


1. O homem é um animal gregário pela tendência de viver em conjunto, i.e., no mesmo domicílio, onde cada um tem o seu espaço de liberdade de agir, esta limitada pela liberdade do próximo.

2. A família é o fundamento da educação onde o conhecimento e prática de usos e costumes são adquiridos, a par da comunidade onde se encontra integrada, esta resultante do espaço geográfico onde tradicionalmente residem.

3. No 12º governo da primeira República, nomeado a 29 de Novembro de 1915 e exonerado a 15 de Março de 1916, o Ministro da Instrução Pública, Frederico Ferreira de Simas, Maçon na Loja Pureza, de Lisboa, afecta ao Grande Oriente Lusitano, era figura de relevo do pensamento pedagógico português, não tendo qualquer dúvida quanto ao carácter instrutivo, que não educativo, do seu ministério.

4. Diga-se de passagem que a designação de Ministério da Instrução Pública
foi mantido até 10 de Abril de 1936, alterada pela Reforma de Carneiro Pacheco que, sob a designação de "Lei de Bases da Educação do Estado Novo" procurou estruturar as políticas 'educativa', cultural e de investigação científica do regime.

5. A preocupação da burguesia republicana dominante tem sido de mascarar a instrução pública (explicação dada para terminado fim), escamoteando o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano. Generalizada a confusão entre o estratagema instrutivo e a prática educativa, delegando esta, a maior parte das vezes por razões profissionais, a infantários.

6. O horror que muita gente manifesta pela robótica - métodos e técnicas de automatização dos processos industriais - contradiz a tendência do homem virar a pessoa que executa ordens sem pensar.

7. Tanto o capitalismo como a serventuária burguesia republicana dominante serão expurgados do Planeta Azul quando o reduto destes, i.e., o Estado, for radicalmente expurgado da face da terra pela crescente onda anarquizante. Logo, o anarcomunalismo, em consonância com a multiplicação das cooperativas onde a competição se apaga e a solidariedade robustece, permitindo o regresso do soberano connsensual, hereditário e vitalício, como referência das comunidades afins.

Nau

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Nº. 5942 - Doutrina Cooperativista


1. A unidade cooperativa é uma associação autónoma de pessoas destinada a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus comparticipantes, sem fins lucrativos.

2. Serviços ou bens materiais poderão ser disponibilizados aos membros da cooperativa ou a terceiros, dentro do espírito de articulação desta com a comunidade onde se encontra integrada.

3. A burguesia republicana dominante, tanto a liberal como a socialista, tem procurado estabelecer um quadro legal assente na codificação de normas alegadamente para regular o sector.

4. Porém, a variabilidade do capital social depende da contribuição de cada sócio, tendo estes apenas um só voto nas deliberações da associação, que não nos valores pelos mesmos disponibilizados.

5. A transferibilidade das quotas do capital a terceiros estranhos à cooperativa, ainda que por herança, não é viável.

6. Eventualmente poderá ser atribuído um juro fixo ao capital excedentário proporcionalmente ao valor das operações efectuadas por qualquer sócio.

7. O fundo de reserva, ainda que em caso de dissolução da cooperativa jamais será distribuído pelos sócios, mas delegado a unidades congéneres.

Nau

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Nº. 5941 - Portal Comunalista


1. Troca de apontamentos originou a antecipação do tema reservado para hoje e criou expectativas acerca da informação que nos fora solicitada para o fim-de-semana.

2. A próstata é uma glândula do sexo masculino de volume e forma de castanha situado por baixo da bexiga, atravessada por vários canais com a função secretória do líquido seminal fecundador.

3. Por volta dos 60 anos a adenofribona detecta-se, por toque rectal, pelo aumento apreciável do volume da próstata e micção abundante, sobretudo durante a segunda parte da noite.

4. O tratamento será realizado por adenomectomia retropúbica ou suprapúbica, sendo a algaliação permanente uma hipótese, mas quase sempre temporária.

5. No caso de tumores malignos (carcinona ou sacorma) os sintomas pouco diferem dos da adenoma, porém, no toque rectal este indica uma próstata pétrea.

6. O tratamento poderá ser medicamentoso ou radioterápio, normalmente muito prolongado, pelo que a prostatectomia seja mais recomendada.

7. As infecções poderão ser agudas ou crónicas e, em ambos os casos, possível o recurso paliativo a antibióticos e adequadas massagens.

Nau

domingo, 8 de dezembro de 2019

Nº. 5940 - Psyche


1. Segundo parece, George Friedmann, sociólogo francês, dava grande valor ao trabalho humano, tendo ele próprio exercido vários ofícios, meramente para estudo de problemas sociais.

2. Acompanhando in loco os primeiros planos quinquenais da União Soviética (1932 - 1936), friedmann apercebeu-se da diferença dos regimes económicos, tanto nas relações de produção como nos aspectos económicos, quando comparados com os da Europa ocidental.

3. Mais tarde, em deslocações às terras do Tio Sam, na década de 60 do século transacto, Friedmann apercebeu-se da dureza das condições de trabalho locais - amontoados de gentes; poluição galopante; sinais de existência penosa - na persecução doentia do lucro.

4. Da experiência oriental europeia, Friedmann ganhou o rancor dos profissionais de esquerda, pelos comentários que fizera acerca de Estaline, afastando-se, prudentemente,  das actividades políticas a fim de obviar o desaire sofrido por Lefebvre que, no final da sua ida a Moscovo, afogou-se 'acidentalmente' no Mar do Norte. 

5. Cedo Friedmann apercebeu-se que o concerto das massas populares seria um passo de gigante para melhoria das condições de trabalho (por mais automatizado que este se tornasse) mantendo a fé no Estado providência.

6. Nós, anarcomunalistas, apostamos na multiplicação das unidades cooperativas na formação contínua proporcionada por estas; na administração pública digital e na produção/consumo realizado por sistemas robotizados; na destruição do reduto da burguesia republicana dominante, i.e., o Estado.

7. Liberais e socialistas que se cuidem pois a partidocracia, tal como o burocratismo piramidal estrebucha perante o camartelo anarquista que se avizinha.

Nau

sábado, 7 de dezembro de 2019

Nº. 5939 - Fim de semana 49


1. Aliás, o que importa é o bem-estar humano pelo que o confronto liberal-socialista resultante da praticada competição imposta pelo capitalismo terá que ser superada pela cooperação.

2. Temos procurado manter um esquema semanal, com escapadelas ocasionais por força das circunstâncias, observando o projecto inicial, atentos a modas e desalentos partilhados por razões profissionais e/ou doenças.

3. O cooperativismo tem por objecto a construção de comunidades mais solidárias  ao serviço do homem universal que não da burguesia republicana dominante.

4. Sem fins lucrativos, na unidade cooperativa o excedente do binómio investimento e resultado será reinvestido na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

5. O anarquismo é uma doutrina político-social destruidora do organismo plítico administrativo designado por Estado, este imposto pela burguesia republicana dominante.

6. "Tenho sofrido poesia como quem anda no mar. Um enjoo. Uma agonia. Saber a sal. Maresia. Vidro côncavo a boiar. Doi esta corda vibrante. A corda que o barco prende a fria argola do cais. Se uma onda que se levante vem logo outra que a distende. Nada tem descanso jamais." António Gedeão dixit.

7. O final da burguesia republicana dominante avizinha-se, uma vez que a doutrina político-social destruidora da actividade estatal desarreigará  tanto esta como as hegemonias espúrias de capitalistas e caudilhos com fome de poder.

Nau

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Nº. 5938 - Luta Popular


1. A luta popular aqui preconizada não carece de armas convencionais, de ataque ou defesa, mas de adequada ponderação.

2. Imparável é o avanço de processos técnicos de automatização dos procedimentos industriais em que os dados introduzidos na máquina fornecem os resultados sob a forma desejada.

3. A capacidade dos discos magnéticos em armazenar, organizar e processar qualquer sinal introduzido no sistema que, por condutores luminosos, faculta resultados numéricos, leituras de textos, esquemas organizativos, bem como procedimentos industriais, é já prática corrente.

4. Por outro lado, a digitalização dos processos da administração pública permitirá a acumulação de dados individuais, sendo as necessidades da população global automaticamente realizadas.

5. Logo, o modo de ser próprio, assegurado o conjunto do que é necessário para sustentar a vida, permitirá ao homem um comportamento social fundamentado na cooperação, assumindo os problemas culturais como actividade aprazível.

6. O final da burguesia republicana dominante avizinha-se, uma vez que a doutrina política-social destruidora da actividade estatal desarreigará tanto esta como as hegemonias espúrias de capitalistas e caudilhos com fome de poder.

7. As comunas terão como leitmotiv a cooperação alicerçada nas usanças locais e, como referência, um soberano consensual, hereditário e vitalício, das comunidades afins.

Nau

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Nº 5937 - Prelo Real



               Vidro Côncavo

              Tenho sofrido poesia
                     como quem anda no mar.
                     Um enjoo.
                     Uma agonia.
                     Saber a sal.
                     Maresia.
                     Vidro côncavo a boiar.

                     Dói esta corda vibrante.
                     A corda que o barco prende
                     a fria argola do cais.
                     Se uma onda que a levante
                     vem logo outra que a distende.
                     Nada tem descanso jamais.

                                              António Gedeão

               

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Nº. 5936 - RAC


1. O anarquismo é uma doutrina política-social destruidora do organismo político-administrativo designado por Estado, este imposto pela burguesia republicana dominante.

2. Sendo um animal gregário, o homem primitivo sempre se integrou em grupos sociais em que os mais velhos espelhavam o conhecimento adquirido e os jovens (que o impulso de alma os levava a cometer actos arrojados) se encarregavam da segurança.

3. Na Idade Média, em que os hábitos campestres predominavam sobre os costumes urbanos, o espírito de classe fundamentou-se na importância social de cada um, salientando-se o clero encarregado dos cultos religiosos; a nobreza proveniente da vitalícia administração territorial, e o povo, a parte mais numerosa e menos rica.

4. Várias vezes temos aqui sublinhado que a Revolução Industrial, necessitando de uma mão-de-obra barata para competir nos mercados de consumo, aliciou a população rural com remunerações diárias, normalmente em dinheiro, que minguava em valor de acordo com o aumento em número da força braçal disponível.

5. O liberalismo, campeão do Estado de direito e, sobretudo, da propriedade privada, combate a intervenção dos poderes públicos nos assuntos económicos e sublima a iniciativa privada, convencido que os melhores produzirão maior riqueza e esta poderá ser aplicada na formação ideológica da pequena burguesia, bem como no suprimento dos mais carenciados.

6. Por outro lado, os socialistas, lutando em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção; da supressão das classes sociais e de uma distribuição igualitária das riquezas, impõem uma ditadura em nome do proletariado e/ou  mero centralismo burocrático, descambando este em uma partidocracia do tipo liberal.

7. O anarcomunalismo, face à robotização da indústria; à administração pública digitalizada e fim da circulação de moeda fiduciária, pugna pela multiplicação das unidades cooperativas (autogestionárias e destinadas a satisfazer as necessidades sociais e culturais dos associados) apoia o regresso do soberano consensual, hereditário e vitalício, como referência das comunidades afins.

Nau

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Nº. 5935 - Doutrina Cooperativista


1. O cooperativismo tem por objecto a construção de comunidades mais solidárias ao serviço do homem universal que não da burguesia republicana dominante.

2. Sem fins lucrativos, na unidade cooperativa o excedente do binómio investimento e resultado será reinvestido na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

3. Na função autogestionária, os sócios participam por iniciativa própria em todas as decisões da unidade cooperativa em que se encontram integrados, quer como eventuais secretários, quer como meros associados.

4. A cooperativa mantém-se como unidade nuclear sempre que articulada em uniões, federações e confederações, robustecendo os laços com a comunidade em que se inserem a fim de permitir um desenvolvimento sustentável.

5. Prestar assistência técnica, educacional e social aos associados através da constituição de fundos consolidados que permitam a realização harmoniosa de tais objectivos, bem como fortalecer o movimento cooperativo.

6. Como é óbvio, todos os sócios contribuem equitativamente para as actividades da sua cooperativa - quer por investimento, quer por força laboral - nos seus aspectos económicos, jurídicos e sociais.

7. Em suma: livre adesão, gestão participada, articulação independente, objectivos sociais e ausência de lucro são os objectivos do cooperativismo.

Nau

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Nº. 5934 - Portal Comunalista


1. Embora mudos, o número de visitantes que se abeiram deste espaço é a única referência do interesse acerca dos assuntos aqui abordados.

2. Temos procurado manter um esquema semanal, com escapadelas ocasionais por força das circunstâncias, observando o projecto inicial, atentos a modas e desalentos partilhados por razões profissionais e/ou doenças.

3. A liberdade de cada um ter e propagar as suas próprias ideias é fundamental e, posto que a difusão de opiniões, conceitos, etc., com vista à solução de problemas, admita possíveis divergências.

4. Porém, a cópia avulsa honra o trabalho aqui realizado, mas sabe a pouco em relação aos laboriosos temas expostos ao longo da última década, almejando por uma simples troca de ideias que não propaganda sectarista.

5. A comuna, como espaço geográfico onde residem pessoas identificadas com usanças locais; a doutrina cooperativista na prática da autogestão; a figura do rei como soberano consensual das comunas afins; bem como a faculdade do homem agir por livre arbítrio são o nosso cardápio.

6. Claro que a liberdade de pensamento em divulgar as suas próprias ideias; a determinação em erradicar o Estado, reduto da burguesia republicana dominante; a liberdade de consciência de professar qualquer credo ou nenhum, são a razão deste espaço.

7. A administração pública digital; a robotização do sector produtivo e a redistribuição da riqueza global, sem circulação de moeda fiduciária, mas de acordo com as necessidades individuais avizinham-se.

Nau

domingo, 1 de dezembro de 2019

Nº. 5933 - Psyche


1. De acordo com a opinião de Homens esclarecidos, a filosofia morreu e os cientistas ganham credibilidade pela via biológica molecular.

2. Geólogos, paleontologistas, geoquímicos, etc. sugerem que a vida no Planeta Azul teve início no período de arrefecimento da nébula original.

3. Como resultado das reacções catalíticas biofísicas e formação de numerosos compostos orgânicos, o código genético auto desenvolveu sistemas moleculares de extenso curriculum.

4. Descobertas recentes no campo micropaleontológico e geoquímico de isótopos, permitiu acrescentar novos capítulos à história da vida no planeta que nos acolhe.

5. Porém, teólogos psicogénicos, ameaçada que está a ser a profissão secular abraçada, verboseiam deuses fantásticos para aprazimento de mentes inseguras.

6. Na escala atómica e subatómica, os objectos deslocam-se no universo segundo projectos aleatórios que teorias quânticas hoje contemplam, mas não demovem os propaladores de crendices.

7. Aliás, o que importa, é o bem-estar humano pelo que o confronto liberal-socialista resultante da praticada competição imposta pelo capitalismo terá que ser superada pela cooperação.

Nau