quarta-feira, 28 de junho de 2017
Nº. 2049 - RAC
1. Os jornalistas portugueses são a única classe profissional que goza dois períodos irregulares de férias.
2. Claro que o descanso dos ditos profissionais será tão longo quanto à vivência do governo que decidiram apoiar ou lhe não são afectos.
3. A distinção ente os não apoiantes e os que não gozam da simpatia governamental é muito ténue, talvez mais do estilo.
4. Normalmente os jornalistas lusos são de uma ignorância enciclopédica, porém cumpre-lhes a missão de explicar ao grande público o inexplicável.
5. São uma espécie de comentadores de jogos de futebol em que tudo se justifica, passando ao largo dos escândalos e das incontornáveis fraudes.
6. Excepções são louváveis, embora limitadas àqueles que, por serem homens de letras consagrados - exemplo, Miguel Esteves Cardoso - são de uma verticalidade indubitável.
7. Esperamos que o fumo da tragédia de Pedrógão se esteja a esvaecer, a fim de que o branqueamento das responsabilidades se verifique antes do próximo acto eleitoral.
Nau
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