sexta-feira, 16 de junho de 2017

Nº. 2037 - Luta Popular


1. A luta popular - aquela do agrado do povo - tornado um lugar-comum, apenas serve para confrontos partidários, acicatando disputas politiqueiras.

2. A frente popular ou o governo do povo é mais do mesmo, servindo tão-somente para concentrar o poder de decisão num grupo minoritário, fascistóide ou comunistóide, consoante a inclinação política.

3. Claro que a arregimentação à direita corresponde a práticas conservadoras (pátria, família, património); no campo oposto se perfilam os adeptos do centralismo burocrático (pátria, família, património) em que os assuntos são tratados por escriturários e dependem da assinatura de vários funcionários.

4. Tanto as normas de procedimento adoptadas pela direita, como as directrizes traçadas pela esquerda obedecem às orientações do grupo minoritário que tem assento nas cadeiras do poder, dançando a maralha de acordo com o grupo musical da burguesia republicana dominante.

5. Logo, a luta popular - liberta de quaisquer compromissos liberais, socialistas e/ou fideístas - deverá ser orientada para a prática da autogestão e autonomia financeira, onde os associados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

6. Bom é ter presente que existem muitas cooperativas que apenas exibem a titularidade mas não funcionam como tal  por não obedecerem aos fundamentos APC - amizade, proximidade, capacidade - ou sofrerem um inveterado desequilíbrio estrutural.

7. A luta popular deverá ter como padrão os fundamentos mencionados no parágrafo anterior, estes consubstanciados nas respectivas federações e confederações.

Nau

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