quinta-feira, 7 de abril de 2016

Nº. 1603 - Luta Popular


1. Voltando à vaca-fria, isto é, ao tema semanal, embora os esforços - físicos e intelectuais - se prolonguem  pela vida fora, a sensação que temos é andar a pregar aos peixinhos.

2. Mas, segundo os nossos maiores, a luta continua até ao final dos tempos, pois sempre haverá quem procure desfrutar do trabalho alheio sem nada ter contribuído para isso, por mero ardil, por vias inconfessáveis, por falta de verticalidade.

3. Pensar é duro; decidir é penoso; melhor será delegar em alguém a solução dos problemas e, quando os resultados não sejam do nosso agrado, lamentar a nossa triste sorte e/ou enveredar pelo vozeio e o murro.

4. O touro enfurecido marra a torto e a direito, até ser vencido pelo cansaço e, bruto por natureza, volta ao curro logo que, para isso, as chocas prestimosas com estridentes chocalhos sirvam de guia às ornamentadas cabeças desnorteadas.

5. Chegado é o tempo para a safra daqueles que, excitadas as paixões populares, se apresentam como defensores dos seus interesses, concertando os arranjinhos que permitem a troca de cadeiras e a manutenção dos stato quo.

6. Ter ideias claras acerca do que é o liberalismo, bem como os objectivos dos movimentos socialistas é estar precavido contra os ardis do Capital -tanto o liberalista (menos Estado), como o estatizado (mais burocracia).

7. A transformação profunda que almejamos tem por substrato a cooperação pelo que o simples acto de constituir já a sua unidade cooperativa - a célula matriz - é a salvaguarda para um futuro mais são e justo.

Nau

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