domingo, 3 de abril de 2016
Nº 1599 - Portal Comunalista
1. Quando se fala, acidentalmente, de comuna logo ocorre a ideia de povoação autonómica dos longínquos tempos da Idade Média.
2. Naquela conturbada época a protecção de um grande senhor - homem de domínios sobre vassalos ou criados a quem pagava soldada - era a segurança precária disponível.
3. Porém, tal como ocorre com a justiça dos nossos dias, a segurança não era gratuita e por vezes tão gravosa como o abuso de terceiros que, pela força ou simples ardil, se apropriavam dos bens alheios.
4. A ordem dentro da autonómica povoação era garantida por um equilíbrio de interesses dos grupos que a formavam consistindo estes, maioritariamente, por artesãos e mercadores - logo, defesa exterior e estabilidade interna assegurada.
5. Nas modernas comunas, à semelhança do que se verificava nas pioneiras da Idade Média, os serviços são garantidos pelos residentes que, sem dúvida, conhecem naturalmente os problemas locais, bem melhor do que qualquer centralismo burocrático em voga.
6. Por mero achincalho, também se chama comuna aos sequazes dos regimes monopartidários que, preconizando a abolição da propriedade privada, apenas transforma a maioria da população em pensionistas do Estado.
7. Obviamente que o comunalismo aqui defendido se baseia no princípio autonómico original, mas vitalizado pela multiplicação das células cooperativas, tendo este espaço sido aberto para discussão de tal matéria.
Nau
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