sexta-feira, 1 de abril de 2016

Nº. 1597 - Fim de Semana 14


1. Academicamente importa sublinhar que a dor é coisa subjectiva resultante de traumas verificados até pelos nascituros. Porém, a dor psicológica tem uma componente física e emocional manifestada nos tecidos, bem como no comportamento.

2. República - exaustivamente arvorada como coisa pública - é tão-somente o campo onde resfolega a burguesia, sendo o trabalho de arregimentação do maralhal efectuado pelos demagogos. Logo, urge recuperar o verdadeiro conceito de comunidade: espaço onde residem pessoas que labutam para satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, tal como é defendido pelo cooperativismo.

3. Sem dúvida que a República foi, é, bem como será no dia de amanhã, o campo de manobra da burguesia, além do reduto de que se lança mão para alcançar um fim - única via segura para a manutenção do seu domínio sobre o maralhal - na linha das trilogias: "capital+demagogos+serventuários" e "Burguesia+Capital+Demagogos".

4. Os monárquicos andam muito apáticos e os republicanos de múltiplos enganos, sendo claro que os primeiros tiveram eventualmente um toque familiar, o sopro de algum mestre, a influência de um amigo, mas a preguiça, tanto física como mental, nunca os levaram a avançar com as adequadas lucubrações.

5. Por outro lado, os republicanos afirmam-se por mero preconceito, numa alegada superioridade numérica, baseando-se nos chavões inculcados pelos compêndios escolares, não indo além da trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" que tão-pouco assimilaram.

6. "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade", palavras de Almada-Negreiros a que deveremos acrescentar que o último recurso (direi mesmo, a salvação) está no CMC: Cooperativismo Monárquico-Comunalista.

7. Contra uma tecnocracia de cariz liberalista e um centralismo burocrático socialista, deverão os campeadores do cooperativismo lutar por um real movimento de raiz popular, mas de rosto humano.

Nau

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