sábado, 30 de abril de 2016
Nº. 1625 - Fim de Semana 18
1. O yoga, contribuindo para melhorar o estado de saúde físico e mental, há muito que ultrapassou o aspecto de mera prática desportiva, sendo hoje uma verdadeira filosofia de vida.
2. Veneramos os deuses dos altares e os deuses que sobrelevam aos seus semelhantes, graças à acumulação da moeda cunhada, e tudo segue, mais ou menos, na mesma porquanto a autêntica Revolução (transformação política e social profunda) reside na cooperação, tal como é defendido pelo CMC.
3. Como orientação administrativa - quer de associados, quer de comunardos - a doutrina defendida pelo CMC resulta num autofinanciamento e numa autogestão, dado que as unidades cooperativas - consistindo em associações de produtores ou consumidores libertos dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas - são autênticas escolas cívicas.
4. A multiplicação das células cooperativas em que não são praticadas discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, resulta no atenuar da partidocracia vigente, pelo que os soberanos a prazo perdem a razão de existir uma vez que deixam de poder apoiar ou contrariar a cor partidária que não seja da sua afeição.
5. Mário Cesariny de Vasconcelos - o homem dos três ppp - ficará na história da cultura portuguesa como um poeta modernista; um pintor experimentado; um ser pouco convencional e figura incontroversa do movimento surrealista em Portugal, como destacado representante: historiador, organizador de selectas e destacado activista.
6. Na "Intervenção Surrealista" (1953) em parceria com Daniel Filipe, Mário Cesariny tem uma visão futurista: "A África é o último continente surrealista (...) que goza do privilégio raro de não ter produzido nem o cartesianismo nem algum dos sistemas de pensamento e acção baseados em universos de categorias. A Àfrica conhece um mito que nós ignoramos. Julgamo-la adormecida no passado e está talvez perfazendo o futuro".
7. Lutamos como embrião para existir; como nascituros para vir ao mundo; como jovens para arranjar espaço vital na comunidade... porém, a maior parte dos monárquicos aguarda que os outros lutem por eles enquanto nós, como cooperativista e comunardos, lutamos pelo regresso do soberano, vitalício e hereditário.
Nau
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Nº. 1624 - Luta Popular
1. Lutamos como embrião para existir; como feto para, às 10 semanas, começarmos a delinear o nosso rosto.
2. Lutamos cerca de 34 semanas para sermos criança em piscina privada.
3. Lutamos como nascituros para vir ao mundo - mundo em que, só pela força ou técnicas complicadas, virginalmente entramos.
4. Lutamos como infantes para nos adaptarmos à vida dos adultos e crescer.
5. Lutamos quando jovens para arranjar espaço vital na comunidade.
6. A maior parte dos monárquicos aguarda que os outros lutem por eles.
7. Porém, aqui, somos cooperativistas e comunalistas - lutamos pelo regresso do soberano, vitalício e hereditário.
Nau
Nº. 1623 - Prelo Real (apontamento de 28/4/16)
Lembra-te
Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos
Mário Cesariny
in "Pena Capital"
Nº. 1622 - RAC (apontamento de 27/4/16)
1. Pretende-se uma actividade cooperativa duradoura e consciente.
2. Real por ser efectiva (que produz os almejados efeitos) e responder a um só soberano.
3. Hereditário e vitalício, o soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política -obvia disputas partidárias no topo da comunidade.
4. A multiplicação das células cooperativas em que não são praticadas discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, resulta no atenuar da partidocracia vigente.
5. Os soberanos a prazo perdem a razão de existência uma vez que deixam de poder apoiar ou contrariar a cor partidária da sua afeição.
6. Voltamos a sublinhar que os naturais e residentes da comunidade desfrutam as mesmíssimas regalias do seu soberano, este hereditário e vitalício.
7. O Reino de Portugal é o espaço geográfico onde apenas mandam os naturais e residentes, garantindo laboriosamente a sua subsistência.
Nau
Nº. 1621 - Doutrina Cooperativista (apontamento de 26/4/16)
1. Sistematicamente apelamos à cooperação por esta ser uma doutrina tanto filosófica como política.
2. Maneira de pensar e agir, a cooperação robustece os laços sociais na via da subsistência que não do aprovisionamento individual.
3. Como orientação administrativa - quer de associados, quer de comunardos - a doutrina aqui defendida resulta num autofianciamento e numa autogestão sui generis.
4. As unidades cooperativas - consistindo em associações de produtores ou consumidores libertos dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas - são autênticas escolas cívicas.
5. Logo, a multiplicação das células cooperativas - articuladas por uniões, federações e confederações - são os escudos eficaz para dirimir os ímpetos oligolopolistas.
6. Sendo o objectivo das células cooperativas a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, tal padrão motiva a excelsa função comunalista.
7. Bom é ter presente que a comuna é um espaço geográfico onde naturais e residentes desfrutam as mesmas regalias do seu soberano, hereditário e vitalício.
Nau
Nº. 1620 - Portal Comunalista (apontamento de 25/4/16)
1. Celebramos o quê? A contradança nas cadeiras do poder? - saem uns; entram outros e tudo fica mais na mesma.
2. Exaltamos a ousadia dos vencedores; o infortúnio dos vencidos e tudo fica, mais ou menos, na mesma.
3. Sublinhamos as conquistas da revolução tal como faziam os vencedores do passado e tudo fica cada vez mais na mesma.
4. Comemoramos nomes daqueles que se notabilizaram pelo oportunismo - quer pelo compadrio, quer pela apropriação pardacenta - tudo como dantes, isto é, mais na mesma.
5. Formamos doutores, de borla e capelo, sem mula ruça mas veículos topo de gaga, com pouca ou nenhuma consciência social e sem matéria cinzenta, papagueando, mais ou menos como dantes, e tudo na mesma.
6. Veneramos os deuses dos altares e os deuses que sobrelevam aos seus semelhantes graças à acumulação da moeda cunhada, e tudo segue, mais ou menos, na mesma.
7. A autêntica Revolução - transformação política e social profunda - reside na cooperação, tal como é defendido pelo CMC.
Nau
Nº. 1619 - Psyche (apontamento de 24/4/16)
1. Retomando a prelenga da semana passada, bom é sublinhar que o yoga, contribuindo para melhorar o estado de saúde física e mental, há muito que ultrapassou o aspecto de mera prática desportiva.
2. Hoje o yoga é tido como uma verdadeira filosofia de vida, sendo necessário assegurar um bom ambiente - calmo e arejado - para a realização dos diferentes exercícios, além de vestuário, tapete ou manta, qualquer deles pouco atreito a rugas e adequados à função pretendida.
3. Num conceito simplista, o numeral do primeiro algoritmo da série dos números inteiros representa a nossa pessoa - tendência para referir tudo a si mesmo - agravada pela disposição de baralhar a realidade pessoal e a realidade objectiva: existimos enquanto a vida dura.
4. De igual modo, o segundo algoritmo corresponde ao alter ego - tanto na ligação por outra pessoa, como na relação por alguém que satisfaça as carências quer emocionais, quer fisiológicas - durante o periodo em que a essência é criada pela existência.
5. O algoritmo que representa o dois mais um afirma-se como a continuidade assegurada, servindo a excepção para confirmar a regra assumida pela hermafrodita que mitologicamente se reproduz por si só.
6. Claro que os restantes numerais serão simples múltiplos contendo duas, três ou mais vezes outros grupos de algoritmos mas, no caso vertente, basta o sete, correspondendo à série de sete dias consecutivos - tempo decorrido numa semana.
7. Logo, sete são as posturas básicas para a prática do yoga.
Nau
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Nº. 1618 - Fim de Semana 17 (apontamento de 23/4/2016)
1. O yoga é uma forma de descontracção, contribuindo para a flexibilidade do corpo. Porém, os neófitos deverão moderar o seu entusiasmo seguindo as instruções de um professor habilitado.
2. Alguém - opinativa e opinosa - lamentou no facebook a apatia dos monárquicos que, na sua abalizada maneira de ver, se mostram pouco dinâmicos e falhos de ideias mas nós, aqui, paulatinamente vamos expondo o nosso pensamento que, de certo, não tem agradado às opiniáticas pessoas e, talvez por carência verbal ou mera cortesia, se coíbem de fazer os pertinentes comentários.
3. Uma vez que é urgente reformar a mentalidade burguesa - espírito de classe em função das disponibilidades pecuniárias na subordinação gradativa da mesma - bom é cultivar o associativismo local (células cooperativas), regional, comunal e internacional, contribuindo para o aluimento do triunfalismo capitalista.
4. A cooperação foi o recurso do homem primitivo encarar as adversidades do meio ambiente, acto desvirtuado por elementos do mesmo grupo que, cientes das suas aptidões particulares, procuram tirar proveito das mesmas.
5. Largo número de visitantes que entraram neste espaço saíram confusos e, embora reincidentes a curto prazo, mantêm-se arreigados a uma tradição mítica de santos e heróis que presumem ser o substrato da Monarquia.
6. Uma vez mais sublinhamos que as religiões são fraude e nefastas ao género humano, uma vez que prometem segurança e felicidades - até para além da morte! - embora se pretenda apenas harmonia, isto é, paz e cooperação entre os homens.
7. Deliberadamente evitamos a palavra amor - sentimento que nos impelo para o objecto dos nossos desejos - tanto fisiológicos como materiais - uma vez que o que motiva o homem é o poder e o bem-estar.
Nau
Nº. 1617 - Luta Popular (apontamento do dia 22/4/16)
1. Largo número de visitantes que entraram neste espaço saíram confusos e, embora reincidentes a curto prazo, mantêm-se arreigados a uma tradição mítica de santos e heróis que presumem ser o substrato da Monarquia.
2. Ora a crença religiosa é um simples modo de ver pessoal e, embora comungada por grande número de fieis, nunca convenceram a população do Planeta Azul, tanto a nível continental, regional ou local, como a nível doutrinário.
3. Por outro lado, o culto prestado às divindades normalmente correspondiam a conjuntos de bons costumes que, impondo boas práticas aos membros das várias comunidades, protegiam estas das prepotências das autoridades religiosas e/ou comunitárias.
4. Logo, todas as religiões são fraude e nefastas ao género humano, uma vez que prometem segurança e felicidade - até para além da morte! - se bem que se pretenda apenas harmonia, isto é, paz e cooperação entre os homens.
5. Deliberadamente evitamos a palavra amor - sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos, tanto fisiológicos como materiais - uma vez que é o poder e o bem-estar que motiva o homem.
6. A faculdade ou possibilidade de dominar - ser senhor do seu destino e dispor de meios inesgotáveis - é sentimento egoísta uma vez que apenas contempla a sua pessoa e os seus interesses, alheando-se de tudo mais.
7. A luta popular, semanalmente conjecturada neste espaço, assenta na possibilidade real do CMC ser a alternativa, tanto ao liberalismo tecnocrático, como ao socialismo de secretarias, isto é, ao grande capitalismo, regime que mantém o poder político dependente dos detentores de capitais.
Nau
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Nº. 1616 - Prelo Real
Ainda me Lembro
De quando nos meus braços te entregaram.
Ainda me recordo,
De como por Jogos de Espelhos brincávamos.
Ainda te sinto,
Ali ao meu lado quando abraçado estávamos...
Ainda te oiço,
Quando cantavas os Adágios que eu ouvia...
Ainda agora partiste,
Mas já te trago há muito dentro de mim.
Paulo Especial
09 - 11 - 2009
in Espaço Cultural
monarquicos.com indice
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Nº. 1615 - RAC
1. Embora o homem apenas de si dependa, culturalmente admite que forças sobrenaturais o condicionam.
2. Na classificação científica do mesmo grupo taxionómico basilar, o homem apresenta dissemelhanças entre si, tanto em configuração externa, como em qualidade do que é apto.
3. Cedo apercebendo-se das forças naturais superiores às suas capacidades, o homem procura associar os diferentes talentos da sua espécie para vencer as dificuldades decorrentes e assegurar a sua subsistência, tornando o viver em comunidade mais confortável.
4. Logo, a cooperação foi o recurso do homem primitivo para encarar as adversidades do meio ambiente, acto desvirtuado por elementos do mesmo grupo que, cientes das suas aptidões particulares, procuraram tirar partido das mesmas.
5. Destarte se afirmou o chefe, tanto o imperativo como o espiritual - arrogante um; tartufo o outro - ambos cultivando a subserviência dos mais em benefício próprio, impondo a cooperação ao maralhal e apropriando-se de tudo que lhes seja vantajoso.
6. Urgente é reformar o espírito de classe em vigor cultivando a real actividade cooperativa através da multiplicação das células baseadas na associação de produtores e consumidores, bem como na prática da autogestão criteriosa e autofinanciamento equilibrado.
7. As ditas células cooperativas têm por fim libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas, tal como é defendido pelo CMC.
Nau
terça-feira, 19 de abril de 2016
Nº. 1614 - Doutrina Cooperativista
1. No apontamento nº. 1530, de 26 de Janeiro último, evocamos os fundamentos da doutrina cooperativista.
2. Ao longo dos meses seguintes temos, esporadicamente, recorrido a algumas regras então enunciadas, apenas para simples meditação.
3. Hoje cabe dedicar à 6ª regra de ouro (associativismo) a reflexão que esta merece, uma vez que, aparentemente trivial, tem uma pesada carga ideológica.
4. Os princípios sociais, políticos, religiosos, etc. assentam numa base comum - a união entre muitas pessoas para um determinado fim - até porque todas as operações intelectuais se reduzem a associações de ideias.
5. Uma vez que se pretende reformar a mentalidade burguesa - espírito de classe em função das disponibilidades pecuniárias na subordinação gradativa da mesma - urge cultivar a adequada alternativa.
6. Logo, o acto de cooperar de modo deliberado é a trave mestra do associativismo de inspiração cooperativista, robustecedora do carácter solidário, isto é, da responsabilidade recíproca.
7. Cultivar o associativismo local (células cooperativas), regional, comunalista e internacional é contribuir para o aluimento do triunfalismo capitalista.
Nau
domingo, 17 de abril de 2016
Nº. 1613 - Portal Comunalista
1. Alguém - opinativa e opinosa - lamentou no facebook a apatia dos monárquicos que, na sua abalizada maneira de ver, se mostravam pouco dinâmicos e falhos de ideias.
2. Contrariando tal asserção, meia dúzia de facebookianos apressaram-se a afirmar no rodapé o seu acordo quanto à falta de iniciativa, bem como a toda espécie de representação mental.
3. Porém, o nome daquela trupezupe ficou imortalizada no mero apontamento facebookiano que, à semelhança do que acontece com um nosso correligionário brasileiro, será visitado diariamente a fim do texto ser decorado e os comentários imortalizados.
4. De facto, as manifestações expontâneas são normalmente realizadas com muitas palavras de ordem, excursionistas aliciados por uma jornada recreativa e largo número de mirones que se embasbacam com agrupamentos de mais de 10 pessoas. Cartazes alegóricos são imprescindíveis!.
5. Nós aqui, paulatinamente, vamos expondo as nossas ideias que, de certo, não têm agradado às opináticas pessoas e, talvez por carência verbal ou mera cortezia, se coibem de fazer os pertienentes comentários.
6. Sim, minha Caríssima Facebookiana, também nós lamentamos a apatia daqueles que se presumem monárquicos, mas continuamos a remar, contra ventos e marés, rumo ao futuro.
7. Claro que o futuro é o cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
Nº. 1612 - Psyche
1. O yoga é uma forma de descontracção, contribuindo para a flexibilidade do corpo.
2. Há cerca de 2000 anos as bases do yoga foram lançadas na Índia como filosofia de vida integrante.
3. Porém, os neófitos deverão moderar o seu entusiasmo ao optar pela modalidade do yoga que não é tão simples como parece.
4. Em todo o caso, bom é receber instruções e acompanhamento de um professor de yoga habilitado.
5. Os primeiros ensaios, como é curial, começam pelo esvaziar prévio tanto da bexiga, como dos intestinos.
6. Forçoso é planear qualquer tipo de refeições para depois dos exercícios de yoga, mas nunca iniciar estes com menos de três horas de intervalo.
7. Tomar um duche - antes e depois - da prática do yoga, bastando cerca de 15 minutos de exercício uma ou duas vezes por dia.
Nau
sábado, 16 de abril de 2016
Nº. 1611 - Fim de Semana 16
1. O estado de quem é feliz poderá ser um sonho fugaz mas agradável e necessário ao bem-estar individual. Claro que o sonho é importante para o cérebro e complemento do acto de repousar, este tido para a retêmpera das energias.
2. Bom é ter presente que o erário resulta da contribuição pecuniária do comunalista, i.e., os residentes num determinado espaço geográfico onde labutam e asseguram a sua subsistência. Logo, os pagantes dos incontornáveis impostos pressupõem que, através do cumprimento das suas obrigações comunalistas, lhes é garantida a segurança e bem-estar na comunidade.
3. Por outro lado, os membros das unidades cooperativas procuram satisfazer naturalmente as suas necessidades económicas, sociais e culturais, através de um autofinanciamento equilibrado e uma autogestão responsável. Porém, a globalização que tanto se apregoa é mero cavalo de troia das Repúblicas as quais, tendo por soberano supremo o Capital, instigam os sectarismos mórbidos e os nacionalismo espúrios, pois quanto maior for a discórdia, mais musculados serão os governos.
4. A actividade cooperativa entende-se como mera faculdade de exercer a função com dinamismo e prontidão que se augura da sua excelsa doutrina, entendendo-se por excelsa doutrina o tal sistema associativo com base nas unidades cooperativas estruturadas para combater o capitalismo, robustecendo o espírito comunalista que preconiza a subdivisão territorial, frontalmente opondo-se aos centralismos burocráticos - tanto socialistas, como liberais de raiz tecnocrática.
5. Os cabelos brancos do avô de Afonso Duarte que tanta admiração causara ao poeta quando este era menino, reapareceram na sua madura fronte, com a teimosia dos vetustos anos, prolongando a tristeza de quando era criança e legando fecunda obra à posteridade.
6. Logo, combate os infundados conceitos; domina os ímpetos clubísticos; questiona a posição daqueles que, reconhecendo a burla do voto anódino, nada fazem; debate as tuas ideias acerca dos prós e contras do capitalismo; promove a discussão acerca do capitalismo; porfia em demonstrar que os soberanos a prazo representam apenas a cor do seu partido e daqueles que nele votaram.
7. O cooperativismo monárquico-comunalista é a estrada real para a reforma da mentalidade burguesa.
Nau
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Nº. 1610 - Luta Popular
1. Combate os infundados conceitos, pouco sérios e nada razoáveis; quiçá meras superstições.
2. Domina os ímpetos clubísticos que manifestas de modo exagerado em relação à sociedade desportiva com a qual te identificas.
3. Questiona a posição daqueles que reconhecem a burla do sistema eleitoral e do voto anódino.
4. Debate as tuas ideias acerca dos prós e dos contras do capitalismo em via de globalização.
5. Promove, em tudo que é sítio, discussões acerca do comunalismo e do contributo da excelsa doutrina cooperativa.
6. Porfia em demonstrar que os soberanos a prazo representam apenas a cor do seu partido e daqueles que nele votaram.
7. Luta, luta pela liberdade, equidade e solidariedade, lema sublime do cooperativismo.
Nau
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Nº. 1609 - Prelo Real
Cabelos Brancos
Não vou a festas. E não vou, não vou.
Vou para a aldeia, com os meus tamancos,
Cuidar as hortas. E não vou, não vou.
Cabelos brancos, vá, sejamos francos,
Minha inocência quando os encontrou
Era um mistério vê-los: Tive espantos
Quando os encontrei, menino, em meu avô.
Nem caiu neve, nem vieram gêlos:
Com a estranheza ingénua da mudança,
Castanhos remirava os meus cabelos;
E, atenta à cor, sem ter outra lembrança,
Ruços cabelos me doía vê-los...
E fiquei sempre triste de criança.
Afonso Duarte
in "Ossadas"
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Nº. 1608 - RAC
1, Real porque obviamente existe e, não sendo imaginário, promete tornar-se efectível.
2. A actividade entende-se como mera faculdade de exercer a função, com dinamismo e presteza, que se augura da sua excelsa doutrina.
3. Claro que por excelsa doutrina se entende o cooperativismo, o tal sistema associativo com base nas unidades cooperativas estruturadas para combater o capitalismo.
4. A globalização em curso - aqui frequentemente condenada por ser a estratégia implementada para o aumento do consumo a fim de escoar a produção - assenta no investimento do grande capital.
5. O espírito cooperativista - formado na prática em libertar os associados das unidades cooperativas dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas ~- é a força do movimento comunalista.
6. Como é sabido (mas nunca é demais repetir) o comunalismo é a doutrina política que preconiza a subdivisão territorial oposta aos centralismos burocráticos - tanto socialistas, como liberais de raiz tecnocrático.
7. Portanto, somos cooperativistas, monárquicos e comunalistas.
Nau
terça-feira, 12 de abril de 2016
Nº. 1607 - Doutrina Cooperativista
1. Nas unidades cooperativas não são admitidas discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas.
2. Os cooperadores procuram naturalmente satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, através de um autofinanciamento equilibrado e uma autogestão responsável.
3. Portugal não é terra defesa de monárquicas, nem tão-pouco de republicanos mas espaço geográfico de contornos definidos em que as comunas se estabilizam de acordo com a vontade dos seus naturais e residentes.
4. A ideia de reino define o grupo de comunidades com tradições afins, sublimado por uma coroa real que exprime a perenidade do círculo que teve origem verosímil, mas fim indefinível.
5. O soberano (aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política) é o Rei de Portugal e não o Presidente da República que sendo um soberano a prazo apenas representa aqueles que nele votaram.
6. A globalização que tanto se apregoa é mero cavalo de troia das Repúblicas as quais, tendo por soberano supremo o Capital, instigam os sectarismos mórbidos e os nacionalismos espúrios, pois quanto maior a discórdia, mais musculados serão os governos.
7. Logo, além de cooperativistas somos monárquicos e comunalistas - CMC.
Nau
segunda-feira, 11 de abril de 2016
Nº. 1606 - Portal Comunalista
1. O tesouro público existe para fazer face às despesas havidas com a administração da comunidade.
2. Claro que o erário resulta da contribuição pecuniária dos comunalistas, i.e., os residentes num determinado espaço geográfico onde labutam e asseguram a sua subsistência.
3. Os pagantes pressupõem que, através do cumprimento das suas obrigações comunalistas, lhes é garantida a segurança e bem-estar na comunidade.
4. À cautela, a fazenda pública vai, através dos seus fiscais, verificando se (por distracção ou ardil) os contribuintes cumprem com as suas obrigações tributárias.
5. Como é óbvio, a administração pública não confia na imaculada declaração de rendimentos do contribuinte, mantendo um esquadrinhador/inquiridor fiscal.
6. Por outro lado, o contribuinte socorre-se de artificiosas despesas a fim de escamotear meios de fortuna ao fisco, i.e., ao departamento da administração pública encarregado da cobrança de impostos.
7. Os comunalistas, esperançosamente, assumirão o duplo critério de administrador/contribuinte normal em toda a célula cooperativa.
Nau
domingo, 10 de abril de 2016
Nº. 1605 - Psyche
1. O estado de quem é feliz poderá ser um sonho fugaz mas agradável e necessário ao bem-estar individual.
2. Claro que o sonho é importante para o cérebro e complemento do estado de repouso, este tido para a retêmpera das energias.
3. Durante o sono as actividades cardíacas, musculares e cerebrais, são reduzidas, permitindo o sonho - tanto a dormir como desperto - e o tal estado de felicidade.
4. O sono tem várias fases: o do movimento rápido dos olhos (REM) e pelo registo eléctrico da actividade do córtex cerebral; o do sono não-REM que apresenta fases intermédias - mais lento, menos lento.
5. Segundo alguns teóricos, o sono consolida as memórias com o vislumbre das castas dulcineias ou dos musculados heróis das histórias aos quadradinhos com que se pretende inculcar na mente dos jovens a possibilidade da existência de seres muito superiores aos meros mortais.
6. Algumas pessoas adormecem a qualquer hora do dia - não porque se encontrem numa sessão da Assembleia da República ou numa aula intoxicada por matéria pouco interessante - quase sempre devido a um distúrbio nervoso de pouca gravidade.
7. Este estado narcoléptico é provocado por alterações no hipotálamo, uma zona próxima da região frontal do cérebro e que controla o sono.
Nau
sábado, 9 de abril de 2016
Nº. 1604 - Fim de Semana 15
1. Sendo diários os apontamentos neste espaço, as visitas são regulares (mas nunca participantes) aumentando o número quando o tema é o sexo.
2. Não há dúvida que o sexo frequente aumenta o número de neurónios na zona do hipocampo responsável da memória, sendo possível que o vol d'oiseau pelos outros apontamentos sejam propiciatórios a esperançosas cogitações.
3. Por outro lado, nas modernas comunas, à semelhança do que se verificava nas pioneiras da Idade Média, os serviços públicos são garantidos pelos residentes que, sem dúvida, conhecem naturalmente os problemas locais, bem melhor do que qualquer centralismo burocrático.
4. Obviamente que o comunalismo aqui defendido se baseia no princípio autonómico original, mas vitalizado pela multiplicação das células cooperativas, tendo este espaço sido mantido para discussão de tal matéria que, não estando directamente relacionado com o sexo, talvez precise deste para reforçar a memória.
5. A real actividade cooperativa é aquela resultante da vontade e dos actos dos autênticos cooperativistas; porém, não basta a mera intenção pessoal dado que a motivação colectiva articula e robustece a cooperação - única via para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores.
6. Certo é que ter ideias claras acerca do liberalismo, bem como dos objectivos dos movimentos socialistas e estar precavido contra os ardis do Capital - tanto o liberalista (menos Estado), como o estatizado (mais burocracia) - torna-se indispensável.
7. A transformação profunda que almejamos para o Reino de Portugal tem por substrato a cooperação pelo que o simples acto de constituir já a sua unidade cooperativa - a célula matriz - é a salvaguarda para um futuro mais são e justo.
Nau
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Nº. 1603 - Luta Popular
1. Voltando à vaca-fria, isto é, ao tema semanal, embora os esforços - físicos e intelectuais - se prolonguem pela vida fora, a sensação que temos é andar a pregar aos peixinhos.
2. Mas, segundo os nossos maiores, a luta continua até ao final dos tempos, pois sempre haverá quem procure desfrutar do trabalho alheio sem nada ter contribuído para isso, por mero ardil, por vias inconfessáveis, por falta de verticalidade.
3. Pensar é duro; decidir é penoso; melhor será delegar em alguém a solução dos problemas e, quando os resultados não sejam do nosso agrado, lamentar a nossa triste sorte e/ou enveredar pelo vozeio e o murro.
4. O touro enfurecido marra a torto e a direito, até ser vencido pelo cansaço e, bruto por natureza, volta ao curro logo que, para isso, as chocas prestimosas com estridentes chocalhos sirvam de guia às ornamentadas cabeças desnorteadas.
5. Chegado é o tempo para a safra daqueles que, excitadas as paixões populares, se apresentam como defensores dos seus interesses, concertando os arranjinhos que permitem a troca de cadeiras e a manutenção dos stato quo.
6. Ter ideias claras acerca do que é o liberalismo, bem como os objectivos dos movimentos socialistas é estar precavido contra os ardis do Capital -tanto o liberalista (menos Estado), como o estatizado (mais burocracia).
7. A transformação profunda que almejamos tem por substrato a cooperação pelo que o simples acto de constituir já a sua unidade cooperativa - a célula matriz - é a salvaguarda para um futuro mais são e justo.
Nau
Nº. 1602 - Prelo Real
Já não escreverei romances
Nem contos da fada e o rei.
Vão-se-me todas as chances
De grande escritor. Parei.
Mas na chispa do verso,
Com Marga a aquecer-me,
Já não serei disperso
Nem poderei perder-me.
Tudo nela é verbo e vida;
Xale, cílio, tosse, joelho,
Tudo respinga e acalma.
Passo, óculos, nada é velho:
Quase corpo, menos que alma.
Já não lavrarei novelas,
Ultrapassado de ficto:
A vida dá-me janelas
A toda extensão do dicto.
Mas sem elas, mas sem elas
(as suas mãos) fico aflito.
Vitorino Nemésio
in "Caderno de Caligraphia e outros Poemas a Marga"
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Nº. 1601 - RAC
1. A real actividade cooperativa é aquela resultante da vontade e dos actos dos autênticos cooperativistas.
2. Não basta a mera intenção pessoal dado que a motivação colectiva articula e robustece a cooperação - única via para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores.
3. O pluralismo no âmago de uma colectividade organizada constitui a dinâmica necessária para vencer as adversidades, particularmente aquelas motivadas pela competição desbragada capitalista.
4. A grande produção e o respectivo consumo estimulado pela minoria que efectua o investimento subjugam o poder político, i.e., tornando-o dependente do Capital sob a máscara de suposta democracia.
5. O investimento burocrático que compromete o erário e as gerações futuras dá o alento aos tecnocratas e apaniguados, multiplica os escriturários, resultando obras faraónicas as quais apenas satisfazem vaidades pessoais da classe dirigente.
6. De facto, o cooperativismo é a verdadeira alternativa - quer ao capitalismo liberal, quer ao regime económico estatal - na linha enunciada pela doutrina monárquica-comunalista.
7. A globalização é estratégia e desafio do Capital, este amparado pelos nacionalismos espúrios. Logo, a comuna é o resultado da multiplicação das células cooperativas sob a Coroa Real por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Nº. 1600 - Doutrina Cooperativista
1. Sempre que se pretende definir uma classe social, imediatamente vem à ideia o grupo de pessoas com atributos semelhantes.
2. Claro que as semelhanças, por vezes, são muito ténues, variando com os padrões adoptados e a comunidade tomada por referência.
3. O conceito liberal impõe o burguês, indivíduo da classe média, pressupondo alguém acima, de fartos cabedais; abaixo, ingénuo e subserviente.
4. Sem o rigor das castas que apenas asseguram os privilégios de alguns, o Estado de direito é o salvo-conduto para toda burguesia, incluindo aquela considerada ordinária, mas com recursos materiais.
5. Os socialistas não alardeiam tanto a liberdade como os liberais, mas impõem um sistema administrativo em que os assuntos são tratados por escriturários e dependem da assinatura de vários funcionários.
6. Em suma: os liberais estabelecem um sistema de produção/consumo que garante altos réditos ao Capital; os socialistas descomplicam - apenas dirigentes e dirigidos, isto é, altos funcionários+apaniguados versus pensionistas do Estado.
7. Resta ao maralhal - joguete de liberais e socialistas - as células de espírito cooperativo onde se pratica a autogestão e o autofinanciamento de modo responsável, rumo a uma Economia Social.
Nau
domingo, 3 de abril de 2016
Nº 1599 - Portal Comunalista
1. Quando se fala, acidentalmente, de comuna logo ocorre a ideia de povoação autonómica dos longínquos tempos da Idade Média.
2. Naquela conturbada época a protecção de um grande senhor - homem de domínios sobre vassalos ou criados a quem pagava soldada - era a segurança precária disponível.
3. Porém, tal como ocorre com a justiça dos nossos dias, a segurança não era gratuita e por vezes tão gravosa como o abuso de terceiros que, pela força ou simples ardil, se apropriavam dos bens alheios.
4. A ordem dentro da autonómica povoação era garantida por um equilíbrio de interesses dos grupos que a formavam consistindo estes, maioritariamente, por artesãos e mercadores - logo, defesa exterior e estabilidade interna assegurada.
5. Nas modernas comunas, à semelhança do que se verificava nas pioneiras da Idade Média, os serviços são garantidos pelos residentes que, sem dúvida, conhecem naturalmente os problemas locais, bem melhor do que qualquer centralismo burocrático em voga.
6. Por mero achincalho, também se chama comuna aos sequazes dos regimes monopartidários que, preconizando a abolição da propriedade privada, apenas transforma a maioria da população em pensionistas do Estado.
7. Obviamente que o comunalismo aqui defendido se baseia no princípio autonómico original, mas vitalizado pela multiplicação das células cooperativas, tendo este espaço sido aberto para discussão de tal matéria.
Nau
sábado, 2 de abril de 2016
Nº. 1598 - Psyche
1. O sexo, bem como os problemas relacionados com este, tem larga audiência em todos os espaços - jornais, livros, rádio e televisão.
2. De facto o sexo promove a libertação das hormonas responsáveis pelo bem-estar, aliviando a dor através da oxitocina libertada durante o acto sexual, fundamento do prazer.
3. A dopamina - substância química neurotransmissora - libertada pelo cérebro provoca a sensação de estar drogado e, por vezes, amnésia temporária, rapidamente ultrapassada.
4. Sem dúvida que o coito promove a diminuição da pressão sanguínea, melhorando as situações de abatimento físico, intelectual ou moral.
5. Uma vez que os componentes do sémen - estrogéneo e protaglandinas - têm propriedades antidepressivas, a satisfação do conjunto fêmea e macho sairá realizada.
6. No que não há dúvida é que o sexo frequente aumenta o número de neurónios na zona do hipocampo responsável da memória.
7. Logo, cultive a memória, pela sua saúde.
Nau
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Nº. 1597 - Fim de Semana 14
1. Academicamente importa sublinhar que a dor é coisa subjectiva resultante de traumas verificados até pelos nascituros. Porém, a dor psicológica tem uma componente física e emocional manifestada nos tecidos, bem como no comportamento.
2. República - exaustivamente arvorada como coisa pública - é tão-somente o campo onde resfolega a burguesia, sendo o trabalho de arregimentação do maralhal efectuado pelos demagogos. Logo, urge recuperar o verdadeiro conceito de comunidade: espaço onde residem pessoas que labutam para satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, tal como é defendido pelo cooperativismo.
3. Sem dúvida que a República foi, é, bem como será no dia de amanhã, o campo de manobra da burguesia, além do reduto de que se lança mão para alcançar um fim - única via segura para a manutenção do seu domínio sobre o maralhal - na linha das trilogias: "capital+demagogos+serventuários" e "Burguesia+Capital+Demagogos".
4. Os monárquicos andam muito apáticos e os republicanos de múltiplos enganos, sendo claro que os primeiros tiveram eventualmente um toque familiar, o sopro de algum mestre, a influência de um amigo, mas a preguiça, tanto física como mental, nunca os levaram a avançar com as adequadas lucubrações.
5. Por outro lado, os republicanos afirmam-se por mero preconceito, numa alegada superioridade numérica, baseando-se nos chavões inculcados pelos compêndios escolares, não indo além da trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" que tão-pouco assimilaram.
6. "Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade", palavras de Almada-Negreiros a que deveremos acrescentar que o último recurso (direi mesmo, a salvação) está no CMC: Cooperativismo Monárquico-Comunalista.
7. Contra uma tecnocracia de cariz liberalista e um centralismo burocrático socialista, deverão os campeadores do cooperativismo lutar por um real movimento de raiz popular, mas de rosto humano.
Nau
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