quinta-feira, 22 de maio de 2014

Nº. 917 - Luta Popular


1. A luta popular não se identifica com o arruacismo da extrema-direita por este se fundamentar no medo e na intolerância.

2. A luta popular não se firma num sistema político-religioso dito democrata-cristão em que (na asserção feliz de Espártaco do PCTP/MRPP) deus é o capital e a igreja é o mercado.

3. A luta popular não alinha com a tendência social-democrata que preconiza reformas por via parlamentar, tendo por cenoura a redistribuição mais igualitária da riqueza, sempre tolerante ao consumismo que o motiva.

4. A luta popular nãovai na cantiga da soceidade sem classes baseada na propriedade colectiva dos instrumentos de produção que, para eles, quando mais tarde melhor, na mira de transformar homens válidos em pensionistas do Estado.

5. A luta popular não embarca no sistema político, económico  e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade por via de ditaduras, orientando estas os indivíduos a "contribuirem segundo as suas capacidades e a receberem de acordo com as suas necessidades".

6. A luta popular só merecerá tal nome quando enveredar pela cooperação, abjurando determinadamente a apropriação indevida; quando renunciar à persecução doentia do lucro; quando, pelas suas próprias mãos criar as adequadas estruturas associativas com o objectivo de satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. A luta popular, no próximo acto eleitoral, tomará logicamente o distanciamento de todos os partidos com assento na Assembleia da República, votando em força nos candidatos do PCTP/MRPP.

Nau

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