segunda-feira, 12 de maio de 2014
Nº. 907 - Doutrina Cooperativa
1. Tendo-me sido recomendado um comentário ao apontamento de Miguel Villas-Boas, "Crónica de uma Monarquia Anunciada", incluido no Real Beira Litoral a 10 do corrente, direi que o gráfico é elucidativo e a escrita fluente.
2. Sem dúvida que o autor da crónica em questão demonstra grande apreço pela doutrina monárquica, embora pouco jus faça através dos argumentos apresentados: pejorativos sempre que se refere à República; encomiásticos em relação à Monarquia.
3. Tanto a República maçónica (1910 - 1926), como a República partidocrática vigente têm sobrevivido graças ao sectarismo instilado pelas minorias que controlam os meios de produção; a salazarquia limitou-se a impor o barrete frígio pela via ultramontanista à portuguesa.
4. Cumpre-nos no entanto sublinhar que, na história portuguesa e ao longo dos séculos, sempre houve periodos felizes e outros francamente maus, pelo que lançar o opóbrio para o campo oposto é demonstrar pouca ginástica reflexiva e tema para muita controvérsia.
5. Em suma: acusando aRepública parlamentar e partidocrática de todos os males, Vilas-Boas sugere uma Monarquia parlamentar e partidocrática da mesma jaez, insinuando que a figura do Rei "será o garamte máximo dos direitos e garantias constitucionais e legais do cidadão".
6. Claro que o soberano a prazo (de génese partidária) se limitará a apoiar ou contrariar o governo e/ou as medidas que não sejam da sua cor política, escudado por um sufragismo que nada tem de democrático.
7. Logo, o que importa é a reforma das mentalidades, tal como tem sido preconizado pelo CMC.
Nau
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