quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nº. 916 - Prelo Real


1. Com o título "Para uma Emancipação Económica e Social", José Travaços Santos deu à estampa, em 1962, uma série de 4 artigos publicados no semanário "O Alcoa", do Distrito de Leiria.

2. Já naquele recuado tempo e na peugada do seu correligionário António Sérgio, o referido autor fazia uma contundente análise política nos seguintes termos: "Ainda não existe, entre nós, uma verdadeira consciência social, nem a educação conservadora que se ministr à juventude pode estimular nela essa consciência".

3. Segundo o nosso mentor, tanto o "preconceito de sujeição política", definido por este como "desvio" para sectarismos espúrios; como o "sentimento sebastianista" que presume tudo solucionar através de revoluções, quedas de governo ou partidos redentores, apenas adiam decisões que só a nós pertencem.

4. Os "celeiros comuns", dos meados do século XVI, poderão ser considerados como os avós das cooperativas de crédito em Portugal, tendo florescido particularmente no Alentejo, onde chegaram a existir mais do que um por Concelho, ora emprestando trigo para semear, ora alimentando a população, com um prémio anual de 3 a 6 alqueires por moio.

5. Também "a Bolsa Marítima de Flandres, criada no reinao de D. Dinis, as Bolsas de Lisboa e Porto do reinado de D. Fernando I, podem considerar-se, em certa medida, cooperativas de seguro tal como as mútuas de gado dos carreteiros dos arredores do Porto...".

6. Claro que o moderno cooperativismo português foi oficialmente definido no reinado de D. Luis I pela pena de Andrade Corvo (a famosa Lei Basilar) conforme aqui referido em anteriores apontamentos, havendo ainda muito pano para mangas e matéria a discutir aerca destes assuntos.

7. O Prelo Real, como empresa editora, não está esquecido e, à moda alentejanês, vamos indo... .

Nau

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