sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nº. 910 - Luta Popular


1. Quanto aos presumidos condottieri estamos conversados. A luta popular não se resume ao desforço, bem como à via para o escape das tensões sociais.

2. A luta popular será a tomada de consciência individual que, crescendo, sempre com os pés bem assentes na terra, dirimirá sufrágios anódinos que apenas servem para a eternização de oligarcas nas cadeiras do poder.

3. Bom é salientar que o poder exercido por figuras governamentais - estas meros títeres de corporações de minorias que controlam os bens de produção - apenas fomentam o consumismo, simultaneamente impingindo paliativos que atenuam padecimentos e não resolvem quaisquer problemas de fundo.

4. Que largo número de comunidades tomem por recurso a República do "sufrágio engana meninos", continuando a mascarar a democracia de carnaval de vaidades é problema que aos mesmos cumpre apurar e resolver.

5. Mas povos com largo saber todo de experiência feito (mais de oito séculos de história!) continuem, por lassidão, a apostar em rebuscadas formas políticas que à saciedade já demonstraram a sua falência, é masoquismo imperdoável.

6. Já sofremos os desvarios da República maçónica, tão celebrada no Museu da República em Lisboa!; entontecemos com a República salazárquica que, durante 40 anos, pugnou para a conversão do grande Portugal no Portugal dos pequeninos; continuamos a padecer com a República partidocrática do presente - basta de Repúblicas!.

7. O nosso Rei é o garante da democracia por obviar disputas partidárias no topo da comunidade; nós, Povo, almejamos por ser livres das minorias sanguessugas que nos exploram insaciavelmente, o que é possível pelas nossas próprias mãos através da luta esclarecida, isto é, o CMC.

Nau

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