sábado, 31 de maio de 2014

Nº. 926 - Psyche


1. A invasão silenciosa continua. Felizmente há o espectáculo do futebol!.

2. O velho continente - das várias culturas e diferentes rítmos - não dispensa da mão de obra barata.

3. Procura-se um nível de vida folgado abdicando das joias da coroa: tecnologia e saber de experiências feito.

4. Supremacias periclitantes, alimentadas por rivalidades espúrias, repetem os erros do passado.

5. O apátrido capital mantém as características autofágicas, indiferentes ao sofrimento dos homens.

6. A tolerância aparente germina radicalismos devido às múltiplas frustrações.

7. Salve-se quem puder!. A vasilha da Pandora há muito que se encontra destapada.

Nau

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Nº. 925 - Fim de Semana 22


1. O poder é a expressão sintética da ciência social e, à escala colectiva, implica um esforço reflexivo do homem.

2. Logo, a consciência adquirida sobre si mesmo por via da educação permite uma actividade verdadeiramente comunalista, assente no espírito associativo, sublimada pela cooperação.

3. A cooperativa é a plataforma onde se exercitam as actividades comunalistas, verdadeiramente monárquicas porquanto monarquia significa governo de um só, isto é, governo do povo.

4. Destarte, a opção real vai no sentido do voto consciente adequado à formulação, execução e verificação de projectos, ou seja, planos para a realização de qualquer acção socialmente meritória.

5. Em suma, o cooperativismo opõe a cooperação à apropriação excessiva, bem como à persecução doentia do lucro, estimulando a adequada gestão da propriedade partilhada.

6. A doutrinação "lagosta", nem com muitos "morais" vai lá. A presunção de superioridade dos valores próprios é mera fraqueza argumentativa.

7. Impõe-se uma revolução cooperativista assente numa alteração de hábitos, ideias e sentimentos na opinião pública.

Nau

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Nº. 924 - Luta Popular


1. A revolução consistirá numa mudança profunda na constituição de um Estado, acompanhada de uma alteração de hábitos, ideias e sentimentos na opinião pública.

2. Das vérias revoluções ocorridas nos últimos 4 séculos na Europa, salientamos a revolução inglesa (1641-49) iniciada com a gueera civil entre o rei e o parlamento que acabou com a decapitação de Carlos I.

3. Em França, a abertura dos Estados Gerais (5-5-1789) e o golpe de Estado de Napoleão Bonaparte (18-9-1799) que representou a quebra do Ancien Règime e a consolidação da hegemonia política , económica e social da burguesia.

4. Toda a série de transformações - económicas, sociais e tecnológicas - iniciadas na Grã-Bretanha em 1780 (revolução industrial) caracterizada pela emigração dos meios rurais para as cidades, bem como a formação das grandes corporações com base em mercados e a formação de capital acumulável.

5. A revolução russa liberal de 1905, de Lvov e Kerenski, consolidada pela tomada do poder pela dupla Lenine e Trotski que procuraram  pôr em prática uma tese socialista exposta no programa enunciado em abril de 1917.

6. Finalmente a revolução chinesa iniciada em 1911 e aprofundada por Mao Tsé-Tung, particularmente durante o periodo de 1966-69, tendo evoluido para um capitalismo monopolista cada vez mais interpenetrado pelo aparelho de Estado.

7. A revolução cooperativista é silenciosa, abjurando o conceito hierárquico estático, bem como a realidade burguesa, para ensaiar o cometimento empresarial ponderado e partilhado, sem a persecução doentia do lucro.

Nau

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Nº. 923 - Prelo Real


1. Há já algum tempo, um bem sucedido técnico do Reino Unido, num curto periodo de férias, enamorou-se por uma certa praia portuguesa que passou a visitar regularmente, sempre que a oportunidade se apresentava.

2. Bom garfo e apreciador de marisco o nosso homem não teve qualquer dificuldade em confraternizar com a população local, tendo descoberto, durante as suas perigrinações diárias, um estabelecimento que, em grande cartaz, anunciava: "Há sempre lagosta".

3. De facto, a "Pensão Morais" agora descoberta pouca diferença faria daquela onde se encontrava hospedado, mas o aliciante cartaz, embora provocando eventuais pruridos de uma vaga lealdade, obrigou-o a amesendar de imediato, clamando para si: o meu reino por uma lagosta!.

4. O almejado repasto não foi prontamente servido porquanto o solícito empregado chamou o patrão Morais para que este explicasse ao gourmet a falha do dia (não havia lagosta!) pois, segundo o dito Morais, tal era devido ao elevado consumo verificado naquele dia.

5. Uma boa oportunidade não pode ser levianamente abandonada e o motivado forasteiro passou a visitar regularmente a "Pensão Morais" escutando as explicações do proprietário 'que não passara pelos viveiros de lagosta devido a marés altas'; 'que não conseguira pescar a lagosta com a qual tencionava presentear o seu indefectível cliente'; e outras razões na mesma linha.

6. Não esmorecia o albiónico forasteiro que na terceira ou quarta tentativa falhada não resistiu a avançar com a lógica sugestão - mudança de nome do estabelecimento - em vez de "Pensão Morais, há sempre lagosta", seria "Pensão Lagosta, há sempre Morais".

7. Alguns monárquicos estão convencidos que, com o estratagema da lagosta, isto é, presumidos valores que são comuns aos republicanos, conquistam adversários mas, à semelhança da "Pensão Lagosta", ficam só com os "morais".

Nau

terça-feira, 27 de maio de 2014

Nº. 922 - RAC


1. A real actividade cooperativa - serviços e/ou projectos - será divulgada neste espaço sempre que os interessados o desejarem.

2. Como é óbvio, a informação disponiblizada será da inteira responsabilidade dos proponentes e dentro do esquema de sete parágrafos, o mais sucinto possível.

3. Dada a resposta às questões levantadas, aproveito a oportunidade para sublinhar que, das três correntes políticas em confronto - a liberal, a socialista e a cooperativista - o CMC é a real terceira via.

4. O liberalismo defende uma intervenção mínima estatal na economia pretendendo, através de compras e vendas de valores, realizar a acumulação de capital reprodutível.

5. Por outro lado, o socialismo, através da propriedade colectiva dos meios de produção e controlo desta por tecnocratas, procura estabelecer meios produtivos da conveniência dos mesmos, sob a capa de uma distribuição mais igualitária das riquezas.

6. Finalmente, o cooperativismo opõe a cooperação à apropriação excessiva, bem como à persecução doentia do lucro; estimula a gestão da propriedade partilhada para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.

7. A continuada aposta no PCTP/MRPP - que nas últimas eleições tem evidenciado um crescente apoio popular - resulta da necessidade de confrontar os partidos barricados na Assembleia da República com uma organização partidária, esta com soluções em alternativa às políticas criminosas de dissipação da riqueza comum.

Nau

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Nº. 921 - Doutrina Cooperativa


1. No último apontamento, justifica-se a conexão e os conceitos basilares deixando o portal escancarado.

2. De novo aqui se sugere a discussão e a denúncia dos problemas comunais, apercebidos nos velados queixumes circundantes.

3. Sem compreender o fundamento monárquico não haverá revolução comunalista; sem empenhos individuais a cooperação não é possível.

4. Logo, a opção real assumida orienta o voto para a formulação, execução e verificação de projectos.

5. Descentralização administrativa signifia o governo de um só, isto é, do Povo.

6. As cooperativas são a plataforma das operações comunalistas destinadas a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais de cada um.

7. Sem discriminação social, racial, política ou religiosa impõe-se falar do CMC, bem como dos vícios com os quais o pretendem enredar.

Nau

domingo, 25 de maio de 2014

Nº. 920 - Portal Comunalista


1. O comunalismo é uma doutrina social que pugna pela descentralização administrativa.

2. Comunalista é todo aquele que defende racionalmente os privilégios comunais.

3. A descentraliação comunalista assenta no espírito associativo sublimado pela cooperação.

4. Na cooperativa o voto individual (qu não os valores disponibilizados) permite a formulação, execução e verificação dos projectos em curso.

5. A conexão entre a cooperação e o basilar monárquico assenta na figura do rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

6. Monárquico significa adepto do governo de um só, isto é, o Povo.

7. Na cooperativa apenas existem os interesses dos associados em utilizar os serviços desta, assumindo as responsabilidades inerentes, sem discriminação social, racial, política ou religiosa.

Nau

sábado, 24 de maio de 2014

Nº. 919 - Psyche


1. O poder será a possibilidade, o domínio, o direito mas, sobretudo, a expressão sintética da ciência social.

2. A satisfação continuda e/ou completa não é humanamente possível pelo que a felicidade confina-se ao vislumbre de um momento, repetível mas não consecutivo ou perdurável.

3. Logo, a insatisfação - a fome de poder e glória - tem por recurso o chefe aguerrido ou o sabido sacerdote, este usando a crença em forças sobrenaturais para interpretar os desígnios dos deuses, contemporizando ambos, mas o primeiro no foro político e o segundo no campo espiritual.

4. A maioria trabalha arduamente para a sua sobrevivência tomando a tradição como o culto do passado - atencioso e reverente para a herança comum transmitida - e a religião como a via para uma futura e continuada felicidade.

5. O poder real, isto é, próprio do rei que, possivelmente, teve como antepassado um bem sucedido chefe na condução de outros indivíduos, é um poder tradicional, respeitável por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

6. O poder sacerdotal é um misto de curandeiro e do fabuloso mágico que, pela imposição das mãos, acompanhado de preces e cerimónias esotéricas, aliviam as mentes perturbadas e os corpos debilitados, encomendando as almas para o desconhecido e suposto descanso eterno.

7. Finalmente, o poder popular, dito democrático, é mera delegação de direitos e compromissos que, por incapacidade visceral, se delega a minorias ousadas no controlo do poder face à passividade dos mais.

Nau

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Nº. 918 - Fim de Semana 21


1. Substituir a força laboral por sinergias autonómicas, teoricamente poderá significar abundância e desemprego, não suprimindo o espírito de classe, mas criando novos grupos ou novos conjuntos.

2. A democracia esbate-se perante o ímpeto consumista, porquanto a felicidade não é o que se aguarda mas o que se vai deglutindo de imediato, com uma premunição ou insaciabilidade desconhecida.

3. Evoca-se a solidariedade em causa própria e deixam-se as más consequências afectar aqueles que não têm qualquer hipótese escapatória sucumbir como efeitos negativos colaterais.

4. Talvez o Partido dos Arnaldos seja uma alternativa viável à partidocracia vigente, permitindo uma elaboração de estatísticas sofisticadas que poderão manter a Bela Adormecida.

5. Educação, instrução, casamento e família são ideias complexas usadas com a maior simplicidade, cada uma guardando para si possível definição estravagante que, pelo excesso ou desgaste de utilização, ninguém se atreve a questionar.

6. "Para uma Emancipação Económica e Social", de José Travaços Santos, urgente é criar uma verdadeira consciência comunitária tendo por leitmotiv a cooperação em vez da mera apropriação; contemplando o homem que não matérias espúrias.

7. A luta popular no próximo acto eleitoral só poderá ter um objectivo: castigar os partidos com assento na Assembleia da República - vota PCTP/MRPP.

Nau

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Nº. 917 - Luta Popular


1. A luta popular não se identifica com o arruacismo da extrema-direita por este se fundamentar no medo e na intolerância.

2. A luta popular não se firma num sistema político-religioso dito democrata-cristão em que (na asserção feliz de Espártaco do PCTP/MRPP) deus é o capital e a igreja é o mercado.

3. A luta popular não alinha com a tendência social-democrata que preconiza reformas por via parlamentar, tendo por cenoura a redistribuição mais igualitária da riqueza, sempre tolerante ao consumismo que o motiva.

4. A luta popular nãovai na cantiga da soceidade sem classes baseada na propriedade colectiva dos instrumentos de produção que, para eles, quando mais tarde melhor, na mira de transformar homens válidos em pensionistas do Estado.

5. A luta popular não embarca no sistema político, económico  e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade por via de ditaduras, orientando estas os indivíduos a "contribuirem segundo as suas capacidades e a receberem de acordo com as suas necessidades".

6. A luta popular só merecerá tal nome quando enveredar pela cooperação, abjurando determinadamente a apropriação indevida; quando renunciar à persecução doentia do lucro; quando, pelas suas próprias mãos criar as adequadas estruturas associativas com o objectivo de satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. A luta popular, no próximo acto eleitoral, tomará logicamente o distanciamento de todos os partidos com assento na Assembleia da República, votando em força nos candidatos do PCTP/MRPP.

Nau

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nº. 916 - Prelo Real


1. Com o título "Para uma Emancipação Económica e Social", José Travaços Santos deu à estampa, em 1962, uma série de 4 artigos publicados no semanário "O Alcoa", do Distrito de Leiria.

2. Já naquele recuado tempo e na peugada do seu correligionário António Sérgio, o referido autor fazia uma contundente análise política nos seguintes termos: "Ainda não existe, entre nós, uma verdadeira consciência social, nem a educação conservadora que se ministr à juventude pode estimular nela essa consciência".

3. Segundo o nosso mentor, tanto o "preconceito de sujeição política", definido por este como "desvio" para sectarismos espúrios; como o "sentimento sebastianista" que presume tudo solucionar através de revoluções, quedas de governo ou partidos redentores, apenas adiam decisões que só a nós pertencem.

4. Os "celeiros comuns", dos meados do século XVI, poderão ser considerados como os avós das cooperativas de crédito em Portugal, tendo florescido particularmente no Alentejo, onde chegaram a existir mais do que um por Concelho, ora emprestando trigo para semear, ora alimentando a população, com um prémio anual de 3 a 6 alqueires por moio.

5. Também "a Bolsa Marítima de Flandres, criada no reinao de D. Dinis, as Bolsas de Lisboa e Porto do reinado de D. Fernando I, podem considerar-se, em certa medida, cooperativas de seguro tal como as mútuas de gado dos carreteiros dos arredores do Porto...".

6. Claro que o moderno cooperativismo português foi oficialmente definido no reinado de D. Luis I pela pena de Andrade Corvo (a famosa Lei Basilar) conforme aqui referido em anteriores apontamentos, havendo ainda muito pano para mangas e matéria a discutir aerca destes assuntos.

7. O Prelo Real, como empresa editora, não está esquecido e, à moda alentejanês, vamos indo... .

Nau

terça-feira, 20 de maio de 2014

Nº. 915 - RAC


1. A educação consiste num processo de socialização - próprio para o viver em comunidade - orientado para o desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança.

2. Por outro lado, a instrução resume-se ao conjunto de exercícios de adestramento - actividade física, habilitação a conhecimentos e regras - bem como a trabalhos escolares com o objectivo de treinar o aluno em determinadas matérias.

3. Bom é sublinhar que a educação - como desenvolvimento da capacidade intelectual e moral - não se limita à infância, mas a todo o ser humano de qualquer faixa etária, visando a sua melhor integração individual e social.

4. Parecendo muito ténua a fronteira entre a educação e a instrução, por vezes estas são tomadas como sinónimas, imputando-se ao Estado a obrigação de educar; arrogando-se este a missão de inculcar preceitos sem curar da respectiva assimilação.

5. Claro que muitos progenitores - submetidos a um processo de socialização deficiente - pouco ou nada poderão transmitir de educação cívica aos seus descendentes, em regra assoberbados por trabalho embrutecedor.

6. A simples actividade cooperativa resultante da concorrência de auxílio, de forças, de meios para fins de interesse comum, poderá ajudar a colmatar as deficiências - tanto as educacionais, como as da falha da instrução - que persistem nas sociedades contemporâneas.

7. Criticar não basta. Porque não ensaiar as teses aqui enunciadas?.

Nau

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nº. 914 - Doutrina Cooperativa


1. Há muito, muito trmpo já propus ao meu homónimo brasileiro a promoção do PA (Partido dos Arnaldos) que, pela sua força numérica, cedo ou tarde teria acesso às cadeiras do poder.

2. O conjunto dos bons sentimentos - força de alma, firmeza moral, coerência nos actos e, sobretudo, a faculdade cognoscitiva - tornaria o PA, uma vez determinado a assumir as suas responsabilidades, como um movimento político imparável.

3. Todo o mundo tem presente que o nome Arnaldo - do germânico arn (águia) + wald (governante) - é desígnio formado pelos deuses para os homens com este nome serem os eleitos para conduzir os mais à glória da comunidade perfeita, isto é, ao conceito social que opõe a cooperação à aproprição indevida.

4. A prova indesmentível de tal facto é a existência do "Grupo Musical Arnaldo e Inês" que corrobora os pressupostos enunciados nos parágrafos anteriores, demonstrando que, até na arte que se expressa no concerto de instrumentos e vozes, os Arnaldos marcam presença indelével.

5. Espero que me relevem a verborragia na referência ao "Grupo Musical Arnaldo e Inês" que, no próximo sábado, dia 25 de Maio, em Fátima, organiza o convívio dos Arnaldos, devendo a presença dos "correligionários" ser urgentemente confirmada para o número 914 075 812.

6. Lamentavelmente, distância geográficas não me permitem a deslocação para esse convívio, mas faço votos que largo número de Arnaldos ocorram a este evento, confirmando uma das qualidades dos meus homónimos: estar presente.

7. Para já deixo uma recomendação às associações portugueses que, na diáspora, mitigam as saudades pelo distante torrão natal convidando artistas portugueses a actuar nos seus locais de convívio - o "Grupo Musical Arnaldo e Inês" será uma boa opção.

Nau

domingo, 18 de maio de 2014

Nº. 914 - Portal Comunalista


1. Nos dias de hoje, é corrente imputar à chancelerina alemã todos os males que ocorrem no epaço europeu, condenando, por tabela, a subserviência dos outros governos nacionais.

2. Sem dúvida que Merkel procura assegurar o voto dos seus eleitores aproveitando as oportunidades oferecidas pela recessão em curso; disponibilizando créditos financeiros a taxas superiores àquelas por si angariadas.

3. Outros comparsas europeus, à semelhança do impagável Monsieur Hollande, tudo prometem para alcançar as cadeiras do poder e, já refastelados nos ditos assentos, contemporizam, aliás, baixam a grimpa perante a realidade da situação.

4. A solidariedade - propalado fundamento da União Europeia - é invocado em nome daqueles que sofrem, mas completamente esquecida nas contas que se fazem em casa onde os que arcam com o peso dos impostos são aqueles que não se podem eximir à extorsão destes.

5. Os que pretendem ganhar as simpatias da chancelerina lá vão comprando submarinos; assegurando mão de obra barata para os projectos externos da indústria alemã; almejando pelos turistas daquelas bandas.

6. A democracia oblige e as grandes corporações estão atentas a todas ocasiões favoráveis para manter o controlo dos mercados, fomentndo consumismos subjugantes.

7. O espírito comunalista saudável, apoiado num cooperativismo empreendedor, sem a preocupação doentia do lucro, poderá mitigar o desemprego mediante soluções mais realistas.

Nau

sábado, 17 de maio de 2014

Nº. 912 - Psyche


1. Igualar - colocando ao mesmo nível ou pretendendo conformar a um determinado padrão - poderá ser um ideal mas nunca um processo eliminatório das diferenças sociais.

2. Presumir que o Estado - organismo político-administrativo internacionalmente reconhecido como pessoa jurídica de direito público - constitui a soma aritmética das vontades individuais dos súbditos é uma leviandade.

3. O todo não exprime a soma das pessoas relativamente à comunidade pois esta consiste de grupos sociais cujas relações são o resultado das actividades e a razão da existência da mesma.

4. A vontade particular não diz respeito à coisa pública e exprime o que é próprio do génio de cada um, logo um interesse limitativo, dificilmente englobante.

5. Por via da apropriação torno o comum em próprio, sendo tal possível devido à existência de um Estado de Direito, naturalmente do agrado dos apropriadores.

6. Proceder de maneira que a razão do acto praticado possa consubstanciar uma lei universal poderá reflectir o espírito kantiano, mas receita para lograr expectativas.

7. A democracia social só poderá ser uma realidade através do conceito cooperativo.

Nau

Nº. 911 - Fim de Semana 20


1. Sem dúvida que o sufragismo de uso corrente pouco atrai os cidadãos, servindo apenas para justificar a democracia formal que se encontra arredada do verdadeiro espírito democrático.

2. Por outro lado, o grupo constituido por várias famílias e vivendo na mesma região, sujeitos às mesmas leis, terá o nome colectivo de Povo, a que nós, cooperativistas, designamos por comunidade.

. Tanto a República maçónica (1910 -1926), como a República partidocrática vigente sobrevivem - umas na má memória, outras no tempo presente - graças ao sectarismo instilado por minorias que controlam os meios de produção; a salazarquia limitou-se a impor o barrte frígio pela via confessional.

4. A crença religiosa que reune pessoas que professam a mesma doutrina sem conmtemplar outras da mesma jaez; a pátria mítica limitada à terra natal esquecendo eventuais contribuintes forasteiros; o soberano hereditário e vitalício que diletantemente se contesta - não basta para aliciar possíveis correligionários.

5. Se os homens fossem todos iguais o progresso seria letra morta (ou, pelo menos, de pouca saúde) porquanto a emulação positiva, o consenso, a cooperação assente na diferença de aptidões e no conjunto destas é o fundamento da doutrina cooperativa.

6. Povos com largo saber todo de experiências feito (mais de oito séculos de história!) continuam, por lassidão a apostar em rebuscadas formas políticas que à saciedade já demonstraram a sua falência, é masoquismo imperdoável.

7. Tempo para reflexão. Para quê, no próximo acto eleitoral, votar nos partidos com assento na Assembleia da República?.

Nau

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nº. 910 - Luta Popular


1. Quanto aos presumidos condottieri estamos conversados. A luta popular não se resume ao desforço, bem como à via para o escape das tensões sociais.

2. A luta popular será a tomada de consciência individual que, crescendo, sempre com os pés bem assentes na terra, dirimirá sufrágios anódinos que apenas servem para a eternização de oligarcas nas cadeiras do poder.

3. Bom é salientar que o poder exercido por figuras governamentais - estas meros títeres de corporações de minorias que controlam os bens de produção - apenas fomentam o consumismo, simultaneamente impingindo paliativos que atenuam padecimentos e não resolvem quaisquer problemas de fundo.

4. Que largo número de comunidades tomem por recurso a República do "sufrágio engana meninos", continuando a mascarar a democracia de carnaval de vaidades é problema que aos mesmos cumpre apurar e resolver.

5. Mas povos com largo saber todo de experiência feito (mais de oito séculos de história!) continuem, por lassidão, a apostar em rebuscadas formas políticas que à saciedade já demonstraram a sua falência, é masoquismo imperdoável.

6. Já sofremos os desvarios da República maçónica, tão celebrada no Museu da República em Lisboa!; entontecemos com a República salazárquica que, durante 40 anos, pugnou para a conversão do grande Portugal no Portugal dos pequeninos; continuamos a padecer com a República partidocrática do presente - basta de Repúblicas!.

7. O nosso Rei é o garante da democracia por obviar disputas partidárias no topo da comunidade; nós, Povo, almejamos por ser livres das minorias sanguessugas que nos exploram insaciavelmente, o que é possível pelas nossas próprias mãos através da luta esclarecida, isto é, o CMC.

Nau

Nº. 909 - Prelo Real


1. Algumas cabeças pensantes deste rectângulo plantado na parte mais ocidental da Península Ibérica, face à imensidão atlântica, presurem ser elas as ungidas pelos deuses para conduzir politicamente o povo.

2. Tal convicção não se limita à direita conservadora porquanto os assumidos intelectuais de esquerda comungam da mesma ideia, explorando a passividade de alguns eleitores e, sobretudo, o horror da maioria em tomar sobre si a responsabilidade dos seus actos.

3. Esta vocação dirigista vem de longe e até Caetano Beirão, não fugindo à regra, em plena salazarquia, falava da sua cátedra aos jovens universitários: "urgente é preparar a Nação e informar o Estado para a sua evolução normal, até à cristalização definitiva - o seu primeiro dever é definir esse corpo de doutrina, arejá-lo, dinamizá-lo, impô-lo".

4. Claro que o prior da freguesia já perdeu o talento para conduzir o seu rebanho até à boca das urnas nas assembleias de voto, mas a estratégia do bacalhau a pataco está para dar e durar, utilizada com algumas variantes quer por aqueles com assento nas cadeiras do poder, quer pela oposição que o esgrime com a mesma veemência.

5. A ditadura do proletariado, aliás, a ditadura em nome do proletariado - recurso do camarada Lenine para enfrentar os desafios da revolução que ajudara a despoletar, ditadura ab initio condenada pelo teorizador Marx/Engels - foi exaustivamente utilizada por Lenine para impor a sua ina balável autoridade.

6. Se os homens fossem todos iguais o progresso seria letra morta (ou, pelo menos, de pouca saúde) porquanto a emulação positiva, o consenso, a concertação, em suma, a cooperação assente na diferença de aptidões e no conjunto destas é o fundamento da doutrina cooperativa.

7. Talvez o Prelo Real possa contribuir para a divulgação dos fundamentos cooperativos... Que se adestrem os candidatos.

Nau

terça-feira, 13 de maio de 2014

Nº. 908 - RAC


1. Tudo leva a crer que muitos que se dizem monárquicos apenas o fazem sem questionar o fundamento da sua opção.

2. A crença religiosa que reune pessoas que professam a mesma doutrina sem contemplar outras da mesma jaez;  a pátria mítica limitada à terra natal não tendo em conta eventuais residentes; o soberano hereditário e vitalício que diletantemente se contesta - não basta para aliciar potenciais correligionários.

3. Sem dúvida que as religiões como, por exemplo, a comunista - sistema político/fideísta, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada - ou a islamita - que impõe preceitos sociais e políticos vigiados de perto por sacerdotes que tratam e interpretam as coisas sagradas - são meramente aversas a tudo que não seja da mesma sorte.

4. Vivemos num mundo em transformação constante mas caprichando em modas - liberais, socialistas, colectivistas, fascistas, etc. - entregues nos braços de minorias que controlam os meios de produção e riqueza; impondo o consumo subjugador e uma pseuda democracia apoiada num sufragismo tão aliciante como qualquer credo religioso que abate fronteiras, embora formando novos blocos económicos como o da União Europeia, o da Ásia-Pacífico, o das Américas e outros que tais.

5. Os soberanos, aqueles que ocupam o primeiro lugar na jerarquia política, sejam hereditários como os Reis ou a prazo como os Presidentes da República, apenas servem para obviar as disputas partidárias no topo da comunidade - solução monárquica - ou para apoiar/contrariar as forças políticas que são da sua cor e/ou do seu agrado - solução republicana.

6. Nós cooperativistas monárquico-comunalistas opomos a cooperação à apropriação indevida; consensualmente apoiamos o soberano hereditário e vitalício; fomentamos a disseminação de unidades cooperativas para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados - sem discriminação de sexo, raciais ou religiosas - tendocomo objecto a consolidação de comunidades autónomas a fim de obstar os ditames de forças oligárquicas que controlam os meios de produção e a riqueza comum.

7. Este espaço continua reservado a todos os projectos de cooperativistas que pretendam divulgar as suas actividades/serviços, bastando enviar os pertinentes textos, de acordo com as regras já enunciadas, para: maria.augustajr@yahoo.co.uk.

Nau

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nº. 907 - Doutrina Cooperativa


1. Tendo-me sido recomendado um comentário ao apontamento de Miguel Villas-Boas, "Crónica de uma Monarquia Anunciada", incluido no Real Beira Litoral a 10 do corrente, direi que o gráfico é elucidativo e a escrita fluente.

2. Sem dúvida que o autor da crónica em questão demonstra grande apreço pela doutrina monárquica, embora pouco jus faça através dos argumentos apresentados: pejorativos sempre que se refere à República; encomiásticos em relação à Monarquia.

3. Tanto a República maçónica (1910 - 1926), como a República partidocrática vigente têm sobrevivido graças ao sectarismo instilado pelas minorias que controlam os meios de produção; a salazarquia limitou-se a impor o barrete frígio pela via ultramontanista à portuguesa.

4. Cumpre-nos no entanto sublinhar que, na história portuguesa e ao longo dos séculos, sempre houve periodos felizes e outros francamente maus, pelo que lançar o opóbrio para o campo oposto é demonstrar pouca ginástica reflexiva e tema para muita controvérsia.

5. Em suma: acusando aRepública parlamentar e partidocrática de todos os males, Vilas-Boas sugere uma Monarquia parlamentar e partidocrática da mesma jaez, insinuando que a figura do Rei "será o garamte máximo dos direitos e garantias constitucionais e legais do cidadão".

6. Claro que o soberano a prazo (de génese partidária) se limitará a apoiar ou contrariar o governo e/ou as medidas que não sejam da sua cor política, escudado por um sufragismo que nada tem de democrático.

7. Logo, o que importa é a reforma das mentalidades, tal como tem sido preconizado pelo CMC.

Nau

domingo, 11 de maio de 2014

Nº. 906 - Portal Comunalista


1. Conforme tivemos a oportunidade de sublinhar em recente apontamento, "demos" da Grécia antiga consistia num agrupamento de pessoas residentes num determinado local.

2. Bom é ter presente que a "demos" não correspondia ao conceito de família prevalecente na tribo, mas de residentes, o que deverá ser entendido como o tem-tem da democracia.

3. O conjunto de pessoas, do mesmo sangue ou ligados por laços de parentesco, vivendo sob o mesmo tecto é a possível definição de família tradicional.

4. Logo, o grupo formado por várias famílias vivendo na mesma região e sujeitos às mesmas leis terá o nome colectivo de Povo, a que nós, cooperativistas, designamos por comunidade.

5. O antigo arranjo entre duas famílias, fixado mais pelos pais do que pelos nubentos, nas famílias tradicionais era tido como o casamento, isto é, a união legítima entre homem e mulher.

6. Hoje, tanto o divórcio, como a cohabitação dispensam as cerimónias sacramentais pelo que a família tradicional apenas sobrevive nos grupos fundamentalistas - vide civilização europeia e/ou chinesa.

7. De facto, a família tradicional constituia uma unidade económica porém, hoje, a igualdade entre sexos, a vida sexual sem finalidade reprodutora, a presença das mulheres no mercado do trabalho limitam a família ao casal e pouco mais.

Nau

sábado, 10 de maio de 2014

Nº. 905 - Psyche


1. Democracia é o sistema político em que a autoridade emana do Povo e se materializa na participação deste nos actos de gestão e/ou meramente administrativos.

2. Porém, mesmo na antiga Grécia onde os agrupamentos populacionais eram designados por "demos", apenas 20% dos residentes tomavam parte nas decisões que o todo comprometia.

3. Hoje, que o mundo, de modo global, se declara democrático - tanto na Europa seu berço como nos outros continentes - pouco ou nada difere do padrão original.

4. A participação dos residentes é ligeiramente superior aos 20% da antiga Grécia - atingindo os 90% nas variações caudilhescas coreanas, nas teocráticas iranianas, bem como noutras partes do Planeta Azul - assentes no sufragismo e em vocacionados demagogos.

5. Segundo parece, a febre democrática tem sido basicamente influenciada pelo progresso das comunicações a nível global mas, dos actuais democratas, ainda persistem alguns mentores políticos que recomendam a "vigilância" do voto.

6. Progressivamente, o dito avanço tecnológico das comunicações tem sido implementado por minorias corporativas que alimentam o consumismo e persistem no controlo dos meios de produção, bem como no Estado de Direito, este suistentáculo da sua existência.

7. O sufragismo, alimentado pelo esquema de um homem um voto, já pouco atrai os cidadãos e apenas serve para impor a democracia formal, esta completamente arredada do verdadeiro espírito democrático.

Nau

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Nº. 904 - Fim de Semana 19


1. Nada nos move contra a Real Beira Litoral - até temos lido, com muito apreço, alguns dos seus apontamentos - mas o pesado estilo confessional parece não ser do agrado dos jovens, porquanto política é política e credos religiosos são de seitas variadas.

2. O centralismo e a burocracia, sempre de mãos dadas, dificilmente são superados pelas novas tecnologias usadas para presumir modernidade e avanço social, mantendo os utentes por volta dos anos 40 do século passado em que os Bilhetes de Identidade eram preenchidos por escrita manual.

3. Sem dúvida que as operações mercantis foram um bom impulso para a relação entre povos relativamente distantes, com uma boa parte negativa que foi o entesouramento por minorias e os primeiros passos nas técnicas para o aumento piramidal do lucro.

4. Não somos adeptos de campanhas publicitárias - nem neste espaço poderá ser dedicado a tais práticas com técnicas agressivas - mas o relato de projectos, actividades e serviços de das diversas cooperativas seria bom serem divulgadas neste espaço, através do: maria.augustajr@yahoo.co.uk.

5. De vez em quando um texto para desopilar o fígado, embora esta facécia procurasse apenas condenar a toleima daqueles que se procuram impor na comunidade por atitudes de pura embófia, agarrando-se a pergaminhos de duvidosa linhagem.

6. O PCPT/MRPP não vive do credo dos sociais-fascistas que, embora sem o apoio material da União Soviética, mantêm as estruturas e práticas daqueles tempos - vive do passado - enquanto o espírito jovem do PCTP/MRPP se afirma puro e inovador, solidarizando-se com os mineiros em greve; conndenando os "milagre económicos"; avançando com candidatos às próximas eleições; apresentando saídas viáveis para a crise que nos foi imposta.

7. Bom é acordar desta letargia. Discutir princípios e ideias. Vencer o medo e a cultivada passividade. "Sem ideologia revolucionária não há movimento revolucionário". Lê, discute e divulga: www.lutapopularonline.org / lutapopular@pctp/mrpp.org.

Nau

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Nº. 903 - Luta Popular


1. Na recolha de opiniões acerca deste espaço, largo número de pessoas se manifestou contra o declarado apoio ao PCPT/MRPP.

2. Esta guerra surda há  já algum tempo que dura, mas forçoso é recordar que Monarquia significa governo de um só - obviamente, do Povo.

3. Etimologicamente, a raiz mono (grego: mónos, -e, -on = único) e o elemento arquia (grego: archos = governo) vão no verdadeiro sentido de democracia (grego: demos = povo, kratein = governo).

4. Claro que a figura do Rei - soberano por ocupar o primeiro lugar na jerarquia política - é a possível garantia democrática por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

5. Sem dúvida que a República é do agrado das minorias dirigentes - oligárquicas, por controlarem os bens de produção; socialistas, pela colectivização dos meios de produção e o controlo político pelo proletariado - basicamente sufragistas.

6. Nós, cooperativistas, opomos o apoio mútuo e a concorrência de auxílio, de forças, de meios face à competitividade entre as pessoas, procurando satisfazer as necessidades comuns - económicas, sociais e culturais - através de unidades de propriedade partilhada e gestão democrática.

7. O PCTP/MRPP não faz parte da partidocracia vigente que persiste na distribuição de cargos administrativos pelas suas clientelas, mantendo-se o PCTP/MRPP como o gládio do Povo, aliado natural do cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Nº. 902 - O soneto e a emenda


1. Por morte do irmão mais velho num acidente rodoviário - o qual igualmente ceifou a vida da cunhada e da sua única sobrinha - Dª Mariana habilitou-se ao título de Marquesa de Pouxacim dado que apenas a estatura marquesal pretendia e os bens dos defuntos pouco valiam.

2. Dispondo de um património confortável, laboriosamente construido pelo amado esposo, Dª Mariana, apesar de muito entrada na casa dos quarentas, caprichou engravidar porquanto um marquesado sem descendentes era coisa impensável e, decisão tomada, participou o facto ao marido, curando do básico pois dinheiro era coisa que não lhe faltava.

3. Más línguas diziam que a partida do casal para Nova Iorque não fora para conseguir uma inseminação assistida, mas a escolha de um progenitor, isto é, um herdeiro digno das suas ambições marquesais, porém o rebento era a cara idiota do pai (segundo Dª Mariana afirmava em círculos privados) e foi crescendo graças aos bons ares da quinta e aos desvelados cuidados da marquesa.

4. Naturalmente, as relações de amizade foram aumentando com a consolidação dos êxitos empresariais do marido e o volume da barriga do mesmo, pelo que o ceremonial de Sr. Marquês generalizou-se, particularmente nos domínios territoriais que se alongavam, não como investimento lucrativo, apenas como sinal de aprazimento pelo mundo rural.

5. Era visita regular da Quinta doMarquês o padre João que, homem de raiz popular era muito conceituado na paróquia, todos tratando por tu - excepto o Sr. e a Srª. marqueses - com uma soltura de língua que, por vezes, metia um praguejar e um "filho da... mãe" de permeio.

6. Numa véspera das festtas natalícias, a Srª marquesa encomendara um presente - quase uma relíquia! - que vira em Roma a qual consistia de um cofre de prata lavrada, com um Menino Jesusresplandecente, de ouro fino, que mecanicamente ascendia até à boca do dito cofre, bastando premir o botão que accionava a abertura da tampa - seria um marquesal acontecimento a exibição de obra tão magnífica na igreja paroquial.

7. Em grande alvoroço foi o padre João chamado à Quinta do Marquês onde a Dª Mariana, na companhia do seu excitado rebento - que pulava como criança que era - o aguardava para exibir o inusitado cofre que, ao surpreender o homem de Deus pelo duplo ressalto, deixou escapar a sua velha imprecação "como salta o filho da... mãe!" que, imediatamente, rectificou "não me refiro à santa imagem, mas ao filho de vossência!". Por vezes é pior a amêndoa do que o cimento!.

Nau

Nota: apontamento inserido no "realistas.org" em 26/6/2011.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Nº. 901 - RAC


1. Tivessem sido incluidas referências a serviços e actividades de cooperativas afectas aos anfitriões deste espaço tal poderia ser, obviamente, apontado como mera publicidade.

2. Caso, durante a existência do RAC, constasse a solicitação de pagamentos a qualquer cooperativa para a inclusão do nome desta em termos encomiásticos tal seria, indubitavelmente, uma tentativa publicitária.

3. No boletim da CASES (Cooperativa António Sérgio para uma Economia Social) a profusa alusão a cooperativas e respectivas actividades parece ser, na maioria dos casos, simples informação corporativa.

4. Basta passar em revista os dados disponibilizados durante a existência deste espaço para facilmente concluir nunca ter existido qualquer viciação selectiva nos exemplos apresentados.

5. Sem dúvida que algumas cooperativas manifestam claras opções políticas, desenvolvendo as suas actividades de acordo com as mesmas e, como será privisível, atraindo associados das mesmas sensabilidades.

6. Tal facto (entenda-se, sectarismo) em nada prejudicará a actividade cooperativa porquanto a prática da gestão democrática, persistindo, em breve atenuará o vício intolerante, tornando este mais urbano.

7. Logo, porque não apresentar a sua cooperativa neste espaço através do maria.augustajr@yahoo.co.uk, segundo as regras já definidas?.

Nau

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Nº. 900 - Doutrina Cooperativa


1. O capitalismo - normalmente definido como um sistema económico que tem por fundamento a maximização do lucro, com base na propriedade privada dos meios de produção e na existência de mercados onde se compram e vendem mercadorias, incluindo a força laboral - tem sido aqui frequentemente apelidade de selvagem.

2. Presume-se que os primeiros passos do capitalismo foram dados pelos comerciantes que, expeditamente, acorriam às necessidades das populações, atentos à grande procura de bens essenciais, artefactos, etc., num local e à relativa abundância noutro, comprando estes a preços moderados que, acrescidos dos encargos de transporte e riscos inerentes, permitiam a venda com uma razoável margem de lucro.

3. Claro que a ideia do capital remonta a tempos mais recuados quando o redil de cabras e ovelhas, a vara de porcos, a cáfila de dromedários, etc., garantiam prosperidade aos esforçados donos que, embora os não pudessem transportar nas suas bolsas ou depositar em herméticas caixas fortes, os trocavam por artigos que mais lhes conviesse e quando mais lhes aprouvesse.

4. Cédulas fiduciárias garantindo obrigações ou promessas do portador tentativamente agilizavam as transacções comerciais, dando origem a outras de curso oficial e valor convencionado, bem como a discos metálicos da mesma sorte que consolidaram definitivamente a actividade mercantil.

5. Destarte, as cabeças de gado (dolat. caput, capitis) sinónimo de riqueza e valores acumulados susceptíveis da produção de novos valores, garantiram na mão de empresários dinâmicos uma importância social e política através de formas jurídicas que lhes facilitam a existência corporativa, bem como a continuada acumulação, ou por via de minorias que controlam o aparelho do Estado, dando origem ao chamado capitalismo monopolista estatal.

6. Logo, quando se fala de capitalismo selvagm bom é rectificar tal asserção para selvagens do capitalismo porquanto tais minorias - ora sob a capa liberal, or sob o pendão socialista - apenas estão interessadas nas cadeiras do poder, cultivando a submissão da maioria por passividade e/ou falta de vontade própria.

7. Nós, cooperativistas, opomos à competitividade e à persecução doentia do lucro o apoio mútuo e a cooperação; enfrentamos os selvagens do capitalismo com o capital próprio - quotizações e/ou mutualidade - procurando satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais através de associações onde se exercita a gestão democrática através do voto de cada cooperador, independentemente do capital realizado por este.

Nau

domingo, 4 de maio de 2014

Nº. 899 - Portal Comunalista


1. Bons amigos, em relatos à distância, dão, por vezes, a conhecer aspectos do quotidiano português, mas recusam-se a passar os mesmos a letra redonda.

2. Tendo que viajar para lá do continente europeu, o nossso delator viu-se na necessidade de renovar o passaporte, bem como condescender na simples substituição do Bilhete de Identidade pelo Cartão de Cidadão.

3. Claro que lhe foi dito que, com as novas tecnologias, as coisas em Portugal estavam muito facilitadas, tornando-se desnecessária a forçosa deslocação ao consulado português quando do regresso a penates.

4. Assim fez. Dirigiu-se a uma Loja do Cidadão (bem cedo, como lhe tinha sido recomendado) e, ao chegar ao local, deparou-se com uma fila de centenas de pessoas que, durante cerca de 40 minutos aguardou pela abertura das portas que permitiam o acesso à distribuição das senhas de atendimento.

5. Surpresa das surpresas aconteceu, após 20 minutos de marcha lenta, quando correu a notícia que o sistema encravara e técnicos (improvisados) procuravam superar as dificuldades mas, já era hábito, nenhum justificativo seria disponinibilizado a fim de manter as boas expectativas dos mais crentes.

6. Ao fim de uma boa meia hora, a marcha retomou a sua passada lenta pois, segundo constava, as senhas seriam distribuidas manualmente, aumentando a confusão no balcão improvisado em que alguns seguranças procuravam manter em boa ordem.

7. O dia foi salvo por um encontro fortuito com um antigo colega que igualmente penava no local por idênticos problemas, tendo ambos, numa agradável cavaqueira, superado as 8 horas de espera, preenchidas por refeições loco citado e muitos cafés de permeio.

Nau

sábado, 3 de maio de 2014

Nº. 898 - Psyche: Real Beira Litoral


1. UM POVO: o numeral cardinal significará naturalidade (procedência) ou exclusividade?

2. O colectio Povo contempla todos os indivíduos que vivem num país ou apenas os respectivos naturais?

3. UMA PÁTRIA: a pátria será a terra natal de alguém ou o berço originário dos pais?; ou talvez o Estado em que alguma pessoa pertence como cidadão?.

4. Sem dúvida que pátria (do lat. patria) ou antes mãe-pátria (com propriedade, matria) é o local onde nascemos e/ou adoptamos como tal.

5. UM REI: spberano (que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política de um Estado) regendo ou governando o Reino, não deixa qualquer dúvida.

6. Porém, o chefe de Estado a prazo também será o soberano, mas a sua génese partidária sempre o conotará com a pertinente facção - Presidente da República - ao contrário do iniludível Rei de Portugal.

7. Rei de Portugal - a preposição de corresponde ao genitivo indicando pertença, qualidade, valor, símbolo, instrumento e outras coisas mais.

Nau

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Nº. 897 - Fim de Semana 18


1. As leis da Natureza são a nossa realidade, embora dependentes do modelo adoptado.

2. Delegar por sistema é garantir a existência de minorias dirigentes, porquanto o egoísmo e a desconfiança imperam nas relações humanas.

3. Os sete princípios enunciados no Código Cooperativo, Capítulo I, Designações Gerais, Artº. 3º, são a nossa regra de ouro que urge ter em mente.

4. A liberdae é a faculdade do homem agir por seu livre arbítrio, com ponderação e justeza, cônscio de partilhar o Planeta Azul onde o branco é a associação de todas as cores.

5. Bom é não esquecer que a República - maçónica na primeira versão; salazarenga na segunda; partidocrática na vigente - não satisfaz os interesses do povo, mas sim os caprichos de minorias dirigentes.

6. A luta popular robustece-se na prática cooperativa, tendo por fundamento a Liberdade, a Equidade e a Solidariedade, além da figura do Rei que nos identifica.

7. Claro que a partidocracia - espelhada na Assembleia da República - nos tem criado sérias apreensões, logo o voto do protesto no próximo acto eleitoral em um só nome: PCTP/MRPP.

Nau

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Nº. 896 - Luta Popular


1. A luta popular que almejamos não consistirá numa rebelião de massas instigada por demagogos oportunistas.

2. A luta popular que se avizinha resulta do lento despertar das consciências determinadas em tomar parte nos projectos comuns que satisfaçam as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

3. A luta popular que se preconiza tem por fundamento a cooperação, abjurando convictamente toda apropriação indevida, esta orientada para a persecução doentia do lucro.

4. A luta popular tem por objecto imediato erradicar o espírito consumista instigado por corporações que, alegadamente procurando baixar custos de produção para satisfazer maior número de necessitados, apenas aumenta clientelas por dependências.

5. A luta popular exercita-se no espírito da liberdade e no assumir de decisões próprias, respeitando direitos e conceitos díspares, por mais contorversos que estes se perfilem.

6. A luta popular evidencia que os homens raramente são iguais - física, mental e até em necessidades - pelo que a regra de ouro nas inter-relações pessoais é tão-somente a equidade.

7. A luta popular robustece-se através da praticada solidariedade.

Nau

N.B.: No próximo acto eleitoral vote bem, vote PCPT/MRPP.