terça-feira, 29 de abril de 2014
Nº. 894 - RAC
1. Nos princípios cooperativos ontem evocados, a "Adesão voluntária e livre" reza assim: 'As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e dispostas a assumir as responsabilidades de membro, sem discriminação de sexo, sociais, políticas, raciais ou religiosas'.
2. Sublinhamos o "Princípio 1" porquanto, segundo parece, alguns gestores das cooperativas portuguesas, embora no seio destas façam o acolhimento de sócios "sem discriminação de sexo, sociais, políticas, raciais ou religiosas", receiam que, ao publicitarem as suas actividades neste espaço, fiquem comprometidos com a orientação política do mesmo.
3. Comecemos por lembrar que, neste espaço, já fizemos a apresentação de várias cooperativas - "Espaço das Aguncheiras" que tem por mentora São José Lapa; "Instituto Piaget, Cooperativa para o Desenvolvimento Humano, Integral e Ecológico"; "Quinta dos 7 Nomes: Cooperativa Ecológica"; et cetera - e nenhum gestor ou membro das referidas unidades cooperativas se sentiu enleado com o pensamento político aqui exposto.
4. Talvez não seja displiscente lembrar que a CASES, Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, empresa de interesse público para o fortalecimento da economia social aprofundando a cooperação entre o Estado e as organizações que a integram, ostenta galhardamente o nome de uma figura monárquica, embora se cultive a pecha de omitir tal facto para não melindrar os republicanos lusos que, ao fim e ao cabo, apenas são preconceituosos anti-monárquicos.
5. Nós somos res publicanos, logicamente comunalistas por colocar a causa pública acima dos interesses particulares, e por apoiar a figura do rei, dado que esta obvia disputas partidárias no topo da comunidade, ao invés dos chefes de Estado a prazo de génese partidária.
6. A proliferação das repúblicas tem por fundamento o estratagema do sufragismo em que o voto do eleitor criterioso tem valor idêntico ao do maralhal, este facilmente explorado por demagogos ao serviço das minorias possidentes que, cultivando o consumismo, mantêm o manacial do lucro a seu favor.
7. Liberdade é a faculdade do homem agir por seu livre arbítrio, isto é, não estar preso a preconceitos abstrusos, sndo esta aqui a possível tribuna para os vossos comentários, conquanto a publicidade tenha portal de entrada pelo: maria.augustajr@yahoo.co.uk.
Nau
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