domingo, 20 de abril de 2014

Nº. 885 - Portal Comunalista


1. Por simples meditação, concluimos neste espaço ser o sentimento ou o raciocínio (talvez um pouco de ambos) o fundamento da opção monárquica.

2. A disposição afectiva à doutrina em que a pessoa do rei é identificada com a comunidade advem da simpatia pelas coisas do passado; por dissabor das soluções do presente; por tradição familiar ou influência intelectual de outrém.

3. Claro que o trajecto de vida própria e o gosto pelas coisas da inteligência são convicção suficiente para um segundo passo que consiste no articular dos interesses pessoais com os da comunidade em que se encontra integrado.

4. Este segundo passo abre as portas às questões sociais que carecem de um sistema que trate dos negócios públicos através de uma orientação administrativa, referente tanto ao poder central, como às corporações regionais e locais, numa via liberal ou centralizadora.

5. O liberalismo pugna por uma mínima intervenção do Estado, baseado na compra e venda de mercadorias, isto é, tudo o que é susceptível de ser trasanccionado com lucro, permitindo um eficaz controlo da propriedade privada dos meios de produção que favorecem grupos de pessoas mais aventuradas, bem como impondo uma oligarquia da feição destas.

6. Por outro lado, o socialismo luta em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas através de uma burocracia centralizadora e colegial.

7. O cooperativismo fundamenta-se no apoio mútuo, na concorrência de auxílio de forças, de meios para algum fim, em suma, na cooperação porquanto só o próprio - sem possibilidade de ser representado por outrém - poderá dialogar e concertar aquilo que mais lhe interessa. Logo, continua aberta a discussão.

Nau

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