sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nº. 890 - Fim de Semana 17


1. Quando se fala em corrupção (mormente a política) todos abanam as orelhas apontando o dedo para o protagonista do momento, mas tanto a grande corrupção como a pequena são prática milenar.

2. Sem dúvida que a apropriação impulsiva e a persecução doentia do lucro são a mola-real do consumismo, parceiras naturais da corrupção, que, na aparente satisfação imediata de prazeres, multiplica o suplício de Tântalo.

3. Delegar decisões próprias a outrem por via sufragista é estratagema das minorias dirigentes que nas receitas do mercado (lucro) e/ou na promessa de uma distribuição mais igualitária dos bens comuns apenas satisfazem interesses particulares.

4. Logo, as cooperativas, como associações de pessoas determinadas, são um bom instrumento para vivificar o fraco mercado do trabalho, através de serviços propiciadores de salários justos, sem a intermediação de empresários privados e/ou estatais - real alternativa aos liberalismo e socialismos em voga.

5. De facto, o CMC (cooperativismo monárquico-omunalista) não é a panaceia mas o escudo possível para a reforma das mentalidades, contra o consumismo avassalador e a pecha de (fugindo às responsabilidades) alienar a liberdade própria.

6. Assim, prosseguimos na luta sob o pendão real dado que o nosso Rei é livre consensualmente por obviar disputas partidárias no topo da comunidade; nós, Povo, somos livres porquanto não abdicamos de decisões próprias - somos cooperativistas.

7. Não vemos razão para quaisquer festas no presente até porque, segundo parece, "tudo o mais renova [de mal], isto é sem cura".

Nau

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