quarta-feira, 2 de abril de 2014
Nº. 867 - Prelo Real
1. O Prelo Real não tem estado de braços cruzados e, na falta de investidores - em contrapartida com a abundância de obras susceptíveis de serem impressas - tem procurado, em estreita colaboração com algumas cooperativas mormente do serviço social, avançar com o projecto da razão da sua existência.
2. Não gostamos de exibir penas de pavão e, por sensatez e pudicícia, limitamo-nos a sugerir a impressão daquilo que nos parece meritório, quer o trabalho seja de autores nos seus primeiros passos, quer de veteranos de muito calo votados ao ostracismo pelas grandes editoras visto os ditos veteranos se encontrarem fora das luzes da ribalta.
3. A quadra que se aproxima - princípio da festa religiosa dos judeus, celebrada anualmente no 14º. dia depois do equinócio da Primavera, em comemoração da saída do Egipto encabeçada por Moisés, festa esta empalmada pelos cristãos como festa da ressurreição de Jesus no domingo seguinte à Páscoa dos judeus ortodoxos - é tempo de festa.
4. Data de manifestações de júbilo, de descompressão psicológica, de troca de felicitações e votos de boa ventura com oferta de amêndoas em profusão que neste espaço (e não só) ficarão reduzidas a palavras até porque, como todos têm presente, estamos em tempo de compressão de despesas devido ao regabofe imposto pelos governantes da 3ª República de mau porte.
5. Assim, limitamo-nos a sugerir algo mais valioso - a oferta de livros - nomeadamente "O Retrato da Mãe de Hitler", obra de Domingos Amaral, até porque a acção narrada por este tem lugar em Lisboa, com a intervenção de agentes secretos ingleses e um enredo muito superior ao de Forsyth nas melhores obras deste.
6. No carrinho com os livros de oferta é bom não esquecer os livros de Miguel Esteves Cardoso, particularmente o "Como é Linda a Puta da Vida", com observações muito interessantes e momentos indesmentidamente geniais.
7. E já que estamos na casa dos Migueis, porque não incluir a obra de Miguel Sousa Tavares a "Madrugada Suja", desmascarando a corrupção política, desde a Reforma Agrária ocorrida no Alentejo durante a Revolução dos Cravos de Abril até aos nossos dias.
Nau
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