quarta-feira, 30 de abril de 2014

Nº. 895 - Prelo Real


1. Não será um concorrer para a indisciplina, mas hoje o Prelo Real terá que ir à vida porquanto um outro tema, mais alto, se alevanta.

2. Claro que evitei dizer outro valor, isto é, outro tema de peso merece tanta atenção (ou talvez mais) do que a actividade editorial que, na generalidade, vai definhando por falta de clientes.

3. Sem dúvida que as instituições políticas como normas fundamentais são importantes para uma harmoniosa articulação dentro da comunidade, desde que as referidas normas satisfaçam as necessidades públicas.

4. Porém, a República - maçónica na primeira versão; salazarista na segunda; partidocrática na vigente - não satisfaz os interesses do povo, mas sim os caprichos de minorias dirigentes.

5. Obviamente que a alternativa será a Monarquia, mas que raio de Monarquia defendem os Monárquicos? - a Parlamentar?; a do Governo do Rei, Administração do Povo?; a do colégio eleitoral do modelo polaco? - para já o que reina é a confusão total.

6. Facilmente se compreende que a versão parlamentar monárquica pouca diferença faria do passado, bem como do modelo em curso; a República presidencialista francesa vem na linha do 'Governo do Rei, Administração do Povo' (ministro caído em desgraça é demitido e o chefe de Estado de génese partidária mantém-se); os sufragistas monárquicos propõem tão-somente a eleição colegialda figura do Rei!.

7. Nós, cooperativistas, somos a alternativa possível - tanto às minorias dirigentes, como aos centralismos tecnocráticos - porquanto, nas unidades cooperativas os votos sectários encontram-se esbatidos pelos votos criteriosos (acção repercutida nas fedrações, uniões, confederações. etc.), justificando-se plenamente a figura do Rei por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

terça-feira, 29 de abril de 2014

Nº. 894 - RAC


1. Nos princípios cooperativos ontem evocados, a "Adesão voluntária e livre" reza assim: 'As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a todas as pessoas aptas a utilizar os seus serviços e dispostas a assumir as responsabilidades de membro, sem discriminação de sexo, sociais, políticas, raciais ou religiosas'.

2. Sublinhamos o "Princípio 1" porquanto, segundo parece, alguns gestores das cooperativas portuguesas, embora no seio destas façam o acolhimento de sócios "sem discriminação de sexo, sociais, políticas, raciais ou religiosas", receiam que, ao publicitarem as suas actividades neste espaço, fiquem comprometidos com a orientação política do mesmo.

3. Comecemos por lembrar que, neste espaço, já fizemos a apresentação de várias cooperativas - "Espaço das Aguncheiras" que tem por mentora São José Lapa; "Instituto Piaget, Cooperativa para o Desenvolvimento Humano, Integral e Ecológico"; "Quinta dos 7 Nomes: Cooperativa Ecológica"; et cetera - e nenhum gestor ou membro das referidas unidades cooperativas se sentiu enleado com o pensamento político aqui exposto.

4. Talvez não seja displiscente lembrar que a CASES, Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, empresa de interesse público para o fortalecimento da economia social aprofundando a cooperação entre o Estado e as organizações que a integram, ostenta galhardamente o nome de uma figura monárquica, embora se cultive a pecha de omitir tal facto para não melindrar os republicanos lusos que, ao fim e ao cabo, apenas são preconceituosos anti-monárquicos.

5. Nós somos res publicanos, logicamente comunalistas por colocar a causa pública acima dos interesses particulares, e por apoiar a figura do rei, dado que esta obvia disputas partidárias no topo da comunidade, ao invés dos chefes de Estado a prazo de génese partidária.

6. A proliferação das repúblicas tem por fundamento o estratagema do sufragismo em que o voto do eleitor criterioso tem valor idêntico ao do maralhal, este facilmente explorado por demagogos ao serviço das minorias possidentes que, cultivando o consumismo, mantêm o manacial do lucro a seu favor.

7. Liberdade é a faculdade do homem agir por seu livre arbítrio, isto é, não estar preso a preconceitos abstrusos, sndo esta aqui a possível tribuna para os vossos comentários, conquanto a publicidade tenha portal de entrada pelo: maria.augustajr@yahoo.co.uk.

Nau

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Nº. 893 - Doutrina Cooperativa: Princípios


1. Princípio: Adesão voluntária e livre.

2. Princípio: Gestão democrática pelos membros.

3. Princípio: Participação económica dos membros.

4. Princípio: Autonomia e independência.

5. Princípio: Educação, formação e informação.

6. Princípio: Intercooperação.

7. Princípio: Interesse pela comunidade.

N.B.: Código Cooperativo, Cap. I, Disposições Gerais, Artº. 3.

Nau

domingo, 27 de abril de 2014

Nº. 892 - Portal Comunalista


1. O sucesso negativo ao ardentemente expectável pode causar desalentos irreparáveis.

2. Uns agarram-se a credos religiosos; outros sobrevivem porque a vida dura; poucos encontram o modo de vencer ocasionais dificuldades.

3. Quem não arrisca poderá deixar fugir a oportunidade da sua vida ou descambar em fatalidade maior no esforçado acometimento.

4. Acomodar-se é a atitude da maioria que pretende alijar responsabilidades a terceiros por má fortuna, repetidos erros, insegurança congénita.

5. Delegar e/ou dependência total assumida são recursos inestimáveis, porém a solução adoptada pelo maralhal, assim garantindo a existência de minorias dirigentes.

6. Protestar é a porta de saída, contudo nada de positivo garante, pelo que a via mais adequada será o diálogo e a cooperação.

7. Em vez de queixumes exigem-se debates esclarecedores mas, segundo parece, a capacidade e/ou disponibilidade argumentativa escasseia.

Nau

sábado, 26 de abril de 2014

Nº. 891 - Psyche


1. Definir real como existência verdadeira, não imaginária ou fictícia, parece ser consensual.

2. Porém, há várias realidades, todas elas verdadeiras, dependendo estas do modelo adoptado, de acordo com a observação num dado momento e segundo a conveniência do observador.

3. O modelo poderá ser científico ou simplesmente mental - consciente ou subconsciente - este último tido na interpretação do nosso mundo real.

4. Desde os tempos imemoriais, o homem pretendeu compreender o mundo, atribuindo a um criador a existência do mesmo e, sem questionar tal existência, cultivou teologias a esmo.

5. Provavelmente, a linguagem escrita ou os rudimentos desta tiveram lugar apenas há 7000 anos da civilização europeia, permitindo os registos dos primeiros conceitos filosóficos.

6. Claro que o mero filosofar levou à detecção da regularidade de certos fenómenos que, permitindo a previsão repetitória, passaram a ser denominados por leis da Natureza.

7. O problema é de não haver conceitos da realidade independentes de teorias, por mais abstrusas que estas pareçam.

Nau

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nº. 890 - Fim de Semana 17


1. Quando se fala em corrupção (mormente a política) todos abanam as orelhas apontando o dedo para o protagonista do momento, mas tanto a grande corrupção como a pequena são prática milenar.

2. Sem dúvida que a apropriação impulsiva e a persecução doentia do lucro são a mola-real do consumismo, parceiras naturais da corrupção, que, na aparente satisfação imediata de prazeres, multiplica o suplício de Tântalo.

3. Delegar decisões próprias a outrem por via sufragista é estratagema das minorias dirigentes que nas receitas do mercado (lucro) e/ou na promessa de uma distribuição mais igualitária dos bens comuns apenas satisfazem interesses particulares.

4. Logo, as cooperativas, como associações de pessoas determinadas, são um bom instrumento para vivificar o fraco mercado do trabalho, através de serviços propiciadores de salários justos, sem a intermediação de empresários privados e/ou estatais - real alternativa aos liberalismo e socialismos em voga.

5. De facto, o CMC (cooperativismo monárquico-omunalista) não é a panaceia mas o escudo possível para a reforma das mentalidades, contra o consumismo avassalador e a pecha de (fugindo às responsabilidades) alienar a liberdade própria.

6. Assim, prosseguimos na luta sob o pendão real dado que o nosso Rei é livre consensualmente por obviar disputas partidárias no topo da comunidade; nós, Povo, somos livres porquanto não abdicamos de decisões próprias - somos cooperativistas.

7. Não vemos razão para quaisquer festas no presente até porque, segundo parece, "tudo o mais renova [de mal], isto é sem cura".

Nau

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Nº. 889 - Luta Popular


1. Prosseuimos na nossa luta. Não somos socialistas, nem tão pouco liberais - somos cooperativistas.

2. Prosseguimos na nossa luta. Damos o primado à cooperação, abjurando a apropriação indevida - somos cooperativistas.

3. Prosseguimos na nossa luta. Tomamos a liberdade como direito de dispor de si que não mera opção - somos cooperativistas.

4. Prosseguimos na nossa luta. Delegamos minudências, nunca o essencial, pois a liberdade, reafirmamos, é um direito inalienável - somos cooperativistas.

5. Prosseguimos na nossa luta. Sufragar é porta aberta aos demagogos ou a esquemas ínvios adequados às minorias possidentes - somos cooperativistas.

6. Prosseguimos na nossa luta. Dizemos não ao racismo, aos credos dogmáticos, aos caprichos partidários e/ou clubísticos - somos cooperativistas.

7. Prosseguimos na nossa luta. O nosso Rei é livre consensualmente por obviar disputas partidárias no topo da comunidade; nós somos livres por nossas próprias mãos - somos cooperativistas.

Nau

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Nº. 888 - Prelo Real


1. Renovamos os nossos públicos agradecimentos a todos aqueles que, por palavras e ajudas materiais, têm incentivado o projecto ciclópico do Prelo Real.

2. Hoje, em vez de uma resenha de livros, atrevemo-nos a comentar o sítio da "Real Beira Litoral: Aqui d'el-Rei" que nos tem sido recomendado, até por elementos cá desta casa.

3. Ao visitar o sítio da "Real Beira Litoral" ficamos com a sensação de excesso e, simultaneamente, de escassez de qualquer coisa (talvez falta de juventude!) porquanto a profusão de imagens de santos e mensagens religiosas recriam uma vetusta sacristia.

4. Comecemos pelo nome. O acrónimo da "Real Beira Litoral" (REBEL...) indicia o natural inconformismo de uma juventude que tem o seu futuro hipotecado e é convidada a emigrar após o esbanjamento público de uma formação profissional.

5. Porém, em vez de "REBEL..." o que é oferecido é o conformismo de um Povo que sempre foi "de muitas e desvairadas gentes"; uma Pátria mítica que futuras gerações evocarão como estâncias de férias; um Rei que muitos dos seus súbditos censuram por dá cá aquela palha.

6. Aqui evocamos a figura do rei como garante da democracia oir este obviar disputas partidárias no topo da comunidade; procuramos motivar grupos de pessoas a associarem-se em unidades cooperativas - sem preconceitos de raças, de credos religiosos, de sectarismos políticos e/ou clubísticos.

7. O CMC (cooperativismo monárquico-comunalista) será o escudos possível contra o consumismo avassalador, seja este de cariz liberal ou de feição socialista.

Nau

terça-feira, 22 de abril de 2014

Nº. 887 - RAC


1. Forçoso é reconhecer que muitas das cooperativas existentes em Portugal funcionam como simples bancadas de Fulano e Sicrano.

2. Aparentemente, tais cooperativas cumprem os objectivos e obrigações legais sob a batuta de Fulano e Sicrano, mas falham no aliciamento de novos associados, definhando como meros cadáveres adiados.

3. Desenvolvendo as suas actividades de acordo com a legislação existente, as cooperativas poderão agrupa-se em uniões, federações, confederaçõese em outras formas legais.

4. Porém, o virus individualista de uns e a condescendência de outros coarctam novos voos, deinhando a cooperativa e, à semelhança de muitos institutos estatais, existem, mas não funcionam.

5. As cooperativas, como associações de pessoas, são uma boa acha para vivificar o fraco mercado de trabalho, através de serviços propiciadores de salários justos, sem a intermediação de empresários privados e/ou estatais.

6. Como instrumento de grande interesse social e económico na via de uma comunidade mais sã e judiciosa, importa dar o máximo relevo às cooperativas que continual fieis aos seus princípios.

7. Esta a razão pela qual disponibilizamos aqui este espaço: maria.augustajr@yahoo.co.uk.

Nau

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nº. 886 - Doutrina Cooperativa


1. Muitos dos trabalhadores, das profissões elementares mais variadas, utilizam tendencialmente a força física que não a destreza mental.

2. Claro que nas profissões mais sofisticadas o que prevalece é a formação específica e a prática, independentemente do quociente de inteligência do trabalhador.

3. Sem dúvida que o exercício mental aumenta a capacidade de resolver situações problemáticas através da reestruturação dos dados perceptores.

4. No entanto, a rapidez da percepção interna (vulgo, a consciência) é variável em grupos restritos, o que enriquece as deliberações dos mesmos.

5. A troca ou discussão de ideias com vista à solução de problemas é o esquema que robustece a prática cooperativa, esbatendo protagonismos e fomentando consensos.

6. Fugir às responsabilidades delegando as decisões próprias a outrém é sofisma sufragista alimentado por oligarcas, tanto os de direita, como os de esquerda.

7. Os cooperativistas esbatem os ímpetos liberais e socialistas através do diálogo e consensos, em suma, por via da cooperação.

Nau

domingo, 20 de abril de 2014

Nº. 885 - Portal Comunalista


1. Por simples meditação, concluimos neste espaço ser o sentimento ou o raciocínio (talvez um pouco de ambos) o fundamento da opção monárquica.

2. A disposição afectiva à doutrina em que a pessoa do rei é identificada com a comunidade advem da simpatia pelas coisas do passado; por dissabor das soluções do presente; por tradição familiar ou influência intelectual de outrém.

3. Claro que o trajecto de vida própria e o gosto pelas coisas da inteligência são convicção suficiente para um segundo passo que consiste no articular dos interesses pessoais com os da comunidade em que se encontra integrado.

4. Este segundo passo abre as portas às questões sociais que carecem de um sistema que trate dos negócios públicos através de uma orientação administrativa, referente tanto ao poder central, como às corporações regionais e locais, numa via liberal ou centralizadora.

5. O liberalismo pugna por uma mínima intervenção do Estado, baseado na compra e venda de mercadorias, isto é, tudo o que é susceptível de ser trasanccionado com lucro, permitindo um eficaz controlo da propriedade privada dos meios de produção que favorecem grupos de pessoas mais aventuradas, bem como impondo uma oligarquia da feição destas.

6. Por outro lado, o socialismo luta em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas através de uma burocracia centralizadora e colegial.

7. O cooperativismo fundamenta-se no apoio mútuo, na concorrência de auxílio de forças, de meios para algum fim, em suma, na cooperação porquanto só o próprio - sem possibilidade de ser representado por outrém - poderá dialogar e concertar aquilo que mais lhe interessa. Logo, continua aberta a discussão.

Nau

sábado, 19 de abril de 2014

Nº. 884 - Páscoa


1. Acabaram de me contar uma saborosa história alusiva à presente Quadra que tentarei reproduzir na íntegra.

2. Na Semana Santa, ao assomar a uma janela do seu palácio no cair da noite, o soberano deparou-se com uma cidade apagada e tristonha.

3. De imediato mandou chamar o seu secretário e, entregando a este 100 Contos, recomendou-lhe que sugerisse ao primeiro-ministro uma iluminação festiva para o fim do dia pascal.

4. Prontamente o dito secretário se dirigiu ao primeiro-ministro e, entregando 50Contos, lhe transmitiu os desejos do soberano, fazendo questão em sublinhar que tal deveria ocorrer na noite das aleluias.

5. Claro que o primeiro-ministro chamou de imediato o comissário da polícia e, entregando 20 Contos, disse-lhe querer a cidade iluminada na noite de Domingo de Páscoa, para agradar ao soberano.

6. Nesse mesmo dia, o comissário da polícia fez circular um edital em que avisava os residentes da sua cidade que deveriam manter, ao cair da noite de Páscoa, as suas casa iluminadas, sugeitando-se os prevaricadores a uma coima de 10 vezes o valor da respectiva factura electrica mensal.

7. N noite aprazada, o soberano poude verificar como era linda a sua cidade iluminada de uma ponta à outra! - Moral da história: a corrupção vem de longe.

Nau

Nº. 883 - Fim de Semana 16


1. " ... o equilíbrio cerebral-abdominal permite um bom controlo das emoções, actuando as funções intelectivas em consonância com as necessidade reais do homem que não como complexo gerador de frustrações capciosas".

2. " ... a comuna é a forma de organização política, social e económica da população num espaço geográfico com autonomia própria [onde] se manifestam sentimentos (a figura do rei), vontades (o parlamento) e modus faciendi (o governo)".

3. "O~^exito [da cooperativa] depende da sustentabilidade do projecto; da aplicação m conduzir o dito a bom porto; do empenho, tanto dos cooperadores, bem como dos eventuais técnicos auxiliares, em aceitarem uma acção eficaz e harmoniosa".

4. Bom é que a real actividade cooperativa seja divulgada neste espaço pelos respectivos associados a fim destes aliciarem potenciais cooperadores, além de disponibilizarem serviços, produtos, bases de apoio, etc., para o robustecimento de uma verdadeira economia social.

5. " ... o dilatado arranque do Prelo Real é, sobretudo, devido a carências materiais, mas nada ajudam aqueles que teimam em clamar no Restelo ou por mágica atentem resolver os problemas que só por nossas mãos poderão ser resolvidos".

6. A luta popular prossegue inexoravelmente mas, em vez de se continuar a apostar nos bonzos do costume, legítimo é alijar os responsávies da presente crise - PSD, PS, PCP, CDS/PP e BE - votando PCTP/MRPP.

7. Moral da história: se não somos nós a diligenciar para o bom andamento dos nossos assuntos há sempre oportunistas de permeio.

Nau

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nº. 882 - Luta Popular


1. No início deste mês, o PCTP/MRPP entregou a sua lista de candidatos ao Parlamento Europeu: No 'Em Foco' (ETV), Garcia Pereira comenta o "aumento do salário mínimo nacional" apodando-o de "cenoura do charlatão".

2. Entretanto, na Internet, o PCTP/MRPP abre novo espaço - www.sairdoeuro.pt - para quem deseje acompanhar as próximas eleições e dizer de sua justiça acerca das mesmas, não esquecendo que, devido à gravidade política e económica do país, uma ampla discussão torna-se incontornável.

3. Numerosas são as vozes que se levantam contra o Euro na esperança de que o regresso do Escudo possa ser uma menos penosa alternativa, tal como aconteceu nas duas primeiras décadas do século passado, tendo presente que a dívida pública  portuguesa atinge 220,6 mil milhões de Euros, isto é, 135% do PIB.

4. Um comentário muito feliz assinado por Espártaco no "Luta Popular", este começa por dizer: "Para os ideólogos e políticos, do capitalismo, incluindo os socialistas europeus, deus é o capital e a igreja o mercado", na sua análise da situação política/económica da Grécia, Irlanda e Portugal - vale a pena ler e comentar.

5. O desespero pelas medidas de um socialismo burguês que se diz de esquerda leva a que o eleitorado europeu se aproxime da extrema direita que, como é óbvio, também não apresenta soluções milagrosas, mas penaliza as trapalhadas do PS, do PCP e do BE.

6. Leopoldo Mesquita, do PCTP/MRPP, dá a cara pela lista dos candidatos ao Parlamento Europeu sendo uma bo alternativa à equipa dos meninos de coro que, cantam, cantam e nada de positivo dizem no dito parlamento.

7. Nas próximas eleições - europeias, nacionais ou regionais - só há uma hipótese: votem bem, votem PCTP/MRPP.

Nau

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Nº. 881 - Prelo Real


1. Por vezes, as casa editoras devem a sua existência a obras de mérito duvidoso, mas a candência do assunto ou o carisma do autor são razão suficiente para assegurar o êxito do produto.

2. Temas como doutrina monárquica ou cooperativa só aos veteranos e neófitos interessa, mormente para os primeiros criticarem o modus faciendi e os segundos a lerem transversalmente.

3. A vetustez tem os seus pergaminhos e, como reduto, António Sardinha; os principiantes tomam, como referência, Mário Saraiva que dá azo a um percurso sinuoso até à modernidade.

4. Tanto os primeiros como os segundos tiveram/têm impulsos comuns: o sentimento ou a razão, isto é, disposição afectiva a coisas do passado bem como às tradições familiares; faculdade de avaliar e ponderar acerca de ideias universais.

5. Como vai sendo habitual na política, os que se interessam por esta assumem posições radicais ora adversos a qualquer contemporização, ora pretendendo reformas absolutas na orgânica social e económica.

6. Porém, o que importa é a cooperação, o diálogo e o consenso que poderão ter lugar numa plataforma comum denominada por cooperativa onde os credos religiosos, as divergências políticas e os clubismos se esbatem, rumo à defesa de interesses comuns.

7. De facto, o arranque do Prelo Real é, sobretudo, devido a carências materiais, mas nada ajudam aqueles que teimam em clamar no Restelo ou por mágica atendem os problemas que só por nossas mãos poderão ser resolvidos.

Nau

terça-feira, 15 de abril de 2014

Nº. 880 - RAC


1. A actividade cooperativa neste espaço não é publicidade, apenas mera informação.

2. Reiteramos os propósitos enunciados em anteriores apontamentos.

3. Logo, toda publicidade enviada para o correo electrónico de referência será eliminada.

4. Aqui serão bem-vindas as informações relativas a projectos em curso e/ou em preparação.

5. Por esta via procura-se aliciar potenciais cooperadores para as unidades cooperativas existentes.

6. Empreendedores cooperativistas poderão sugerir aqui novas actividades.

7. O acesso a este portal é através do: maria.augustajr@yahoo.co.uk .

Nau

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Nº. 879 - Doutrina Cooperativa


1. Claro que a cooperativa poderá ser uma boa acha perante a escassez de actividades remuneradas.

2. Juntando o útil ao agradável, um grupo de pessoas, após gizarem um projecto sustentável, poderão reunir os cobres que lhes restam e avançar para o estabelecimento de uma cooperativa onde serão, simultaneamente, patrões e empregados.

3. Tal façanha, como é óbvio, só é possível através de um projecto bem arquitectado e, embora o capital reunido, por força das circunstâncias, não seja de grande monta, este poderá ser engrandecido por quotização ao longo de um prazo estabelecido.

4. Por via de capital próprio evitam-se recursos financeiros externos ao grupo de pessoas em questão, bem como o encargo de juros que, em operações de risco, atingem números astronómicos.

5. Dado que alguns projectos carecem de técnicos qualificados e estes nem sempre fazem parte do grupo que enforma a nova cooperativa, bom é sublinhar a tais colaboradores que a remuneração destes depende do êxito do empreendimento.

6. A recomendação sugerida no parágrafo antecedente também serve para os membros da cooperativa porquanto, embora patrões, não poderão agir individualmente como tal; como empregados não deverão curar apenas em tirar a remuneração mensal.

7. O êxito depende da sustentabilidade do projecto; da aplicação em conduzir o dito a bom porto; do empenho, tanto dos cooperadores bem como dos eventuais técnicos auxiliares, em concertarem uma acção eficaz e harmoniosa.

Nau

domingo, 13 de abril de 2014

Nº. 878 - Portal do Comunalista


1. Qualquer comunalista tem presente que o espaço geográfico onde exerce a sua actividade - tanto a existencial, como a de modo de vida - pertence a todos que, no referido espaço, desempenham idênticas funções.

2. Logo, a comuna é a forma de organização política, social e económica da população num espaço geográfico com autonomia própria, embora integrada numa comunidade mais vasta, com tradições comuns, bem como órgãos de soberania - chefia de Estado, parlamento, governo - através dos quais se manifestam sentimentos (a figura do rei), vontades (o parlamento) e modus faciendi (o governo).

3. O sentimento colectivo, isto é, o modo de pensar e de sentir comum é assumido pela figura do rei por este simbolizar qualidades específicas, bem como obviar disputas políticas notopo da comunidade devido à sua génese apartidária logo, soberano consensual, hereditário e vitalício.

4. A instituição legislativa que congrega os re presentantes das comunas regionais - estas alfobres e redutos dos valores próprios das comunas associadas - toma por nome original de parlamento por ser o local público onde se falam e se discutem as propostas para a elaboração das leis que regularão as actividades da comunidade das comunidades.

5. O governo é o órgão político incumbido de executar as leis elaboradas pelo parlamento e conduzir os negócios da comunidade no seu todo, isto é, atender a causa pública, dentro e fora das fronteiras políticas.

6. Tendo presente estes pressupostos, o comunalista não será mero propugnador dos privilégios comunais, acérrimo defensor de uma real deescentralização administrativa, mas o campeador do associativismo na forma cooperativa a qual sublima a cooperação opondo esta à apropriação indevida.

7. O portal comunalista é, pois, o átrio onde deverão ser debatidos os problemas da comunidade - erros a evitar; medidas a implementar; lutas a assumir - rumo a um salutar cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

sábado, 12 de abril de 2014

Nº. 877 - Psyche


1. Um fluxo contínuo de energia alimenta os tecidos e os órgãos do bicho homem, bem como da restante natureza.

2. No sistema nervoso - cérebro, espinal medula e as fibras encarregadas da transmissão dos pertinentes estímulos - reside toda actividade do homem.

3. A fraqueza dos nervos, mormente devida a toxinas do ambiente e dos alimentos consumidos, acumulam-se nos ditos nervos e em órgãos sensíveis como o fígado, provocando esgotamentos físicos e mal-estar.

4. Uma alimentação equilibrada, repouso e exercício físico regular estimulam o cérebro, permitindo uma tomada de decisões harmoniosas, através da produção de enzimas do baço/pâncreas que dão azo a uma boa digestão.

5. Sendo o plexo solar constituido por células nervosas espraiadas no peito, sob o coração e atrás do estômago, estas actuam sobre os ditos órgãos abdominais equilibrando as funções dos mesmos, dirimindo as emoções negativas.

6. Logo, o equilíbrio cerebral-abdominal permite um bom controlo das emoções, actuando as funções intelectivas em consonância com as necessidades reais do homem que não como complexo gerador de frustrações capciosas.

7. Volta-se a sublinhar: alimentação equilibrada e repouso complementado por exercícios físicos regulares permitem o funcionamento cerebral-abdominal vivificante.

Nau

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Nº. 876 - Fim de Semana 15


1. Não basta afirmar-se monárquico nos cíeculos que lhe são afectos; urgente é fazer uma introspecção acerca do assunto.

2. Apenas o bom-senso e a figura do rei poderão dar azo a uma democracia mais harmoniosa, através da prática cooperativa, combantendo a apropriação excessiva, bem como o espírito consumista.

3. "A liberdade, equidade e solidariedade são a alavanca que, num ponto de referência proporcionado pela figura do rei, remove todas as peias (preconceitos, egocentrismos, azedumes, etc.) que corroem a ação concertada".

4. "Nos projectos cooperativos o que importa é a viabilidade dos mesmos; o mutualismo que obsta o recurso usurário; a empregabilidade gerada, sendo esta um elemento muito importante, atendendo à escassez e precariedade do trabalho remunerado".

5. As amêndoas da páscoa continuam aqui a ser sugeridas , na forma de obras literárias, procurando corresponder aos diferentes tipos de contemplados - tradicionalistas ferrenhos ou monárquicos light - com algumas picardias à mistura.

6. A luta popular só é real em parçaria com as unidades cooperativas a fim de combater as agressões - tanto as do capitalismo liberal, como as do capitalismo do Estado.

7. "A nova religião consumista, suportada por uma ronhosa facilidade viciante, permite o usofruto imediato das coisas, escravizando os seus fieis  a pagamentos em cadeia e a prazos diferidos".

Nau

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Nº. 875 - Luta Popular


1. A luta pela sobrevivência motivou o bicho homem nos primeiros arremedos de passos no planeta Terra.

2. Seguiu-se a luta pela subsistência, numa avançada idade da recoleta em que a experiência grupal e a cooperação entre os seus membros satisfaziam a precária existência.

3. O sedentarismo, baseado no amanho da terra e na pastorícia, foi luta de reduto e alfobre de conhecimentos, desenvolvendo o espírito de classe pelas diferentes aptidões naturais de cada membro.

4. Com o aumento da população, a força excedentária na lavoura e no artesanato exercitou-se, primeiro nas lutas fratricidas, depois nas lutas distantes do torrão natal, em estilo de aventura.

5. A prática usurária ganhou novo fôlego com a mecanização industrial e esta impôs-se facilmenteatravés das grandes produções inversamente proporcional à redução dos custos, gerando fregueses cada vez mais sôfregos e apetecíveis.

6. A nova religião consumista, suportada por uma ronhosa facilidade viciante, permite o usufruto imediato das coisas, escravizando os seus fieis a pagamentos em cadeia e a prazos diferidos.

7. A luta popular só através das unidades cooperativas e, sobretudo, imbuida do espírito cooperativo, poderá dirimir as agressões - tanto as liberais, como as socialistas - do capitalismo avassalador.

Nau

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Nº. 874 - Prelo Real


1. As amêndoas da páscoa, convertidas em obras literárias, continuam aqui a ser distribuidas com certa prodigalidade.

2. Ocorre-me o nome de José Rodrigues dos Santos cujos livros, segundo os distribuidores, têm tido larga aceitação, tais como "O Homem de Constantinopla", "A Mão do Diabo" e "O Anjo Branco".

3. Dos poetas do século passado, bom é recordar José Régio, particularmente as obras disponíveis em edições de luxo, adequadas áqueles que rarmente as leem, mas ostentativamente as exibem nas estantes.

4. Também d+a geito um livro de António Sardinha, catrapiscado no alfarrabista ou de colecção própria, pois - embora seja literatura vetusta - há muito tradicionalista que, parado no tempo, se compraz com necrolatrias.

5. Na mesma linha, mas com preocupações mais filosofantes, poderá ter a felicidade de encontrar edições antigas das obras de Álvaro Ribeiro em que o impossível se transforma em realidade pelo absurdo da esperança.

6. E porque não Fernando Pessoa, num trabalho introspectivo de Mário Saraiva que nos surpreende por ambos não terem idade, logo boa matéria para estudos e reflexão.

7. A título de vingançazita, poderá coligir alguns apontamentos deste espaço relativos à doutrina cooperativa e oferecer às pessoas com as quais muito embirra.

Nau

terça-feira, 8 de abril de 2014

Nº. 873 - RAC


1. Sendo este um espaço reservado para a divulgação das actividades concernentes às unidades cooperativas, não há lugar para qualquer outro tipo de publicidade.

2. Também o espartilho enunciado em anteriores apontamentos deverá ser considerado como mera referência, embora a concisão seja, por razões óbvias, recomendada, logo em sete parágrafos, timbre desta casa.

3. Oportunamente chamámos a atenção dos nossos eventuais visitantes para o projecto da produção de cogumelos em Chaves, tendo por base a informação disponibilizada na Internet pelos seus promotores.

4. Temos estado atentos a toda informação relativa aos "Cogumelos de Chaves" e, com grande tristeza, apenas nos temos apercebido dos empatas costumeiros, bem como das jogadas politiqueiras à boca das urnas escrutinizadoras.

5. Nos projectos cooperativos o que importa é a viabilidade dos mesmos; o mutualismo que obsta o recurso usurário; a empregabilidade gerada, sendo esta última um elemento muito importante, atendendo à escassez e precariedade do trabalho remunerado.

6. Claro que há vícios cultivados na sociedade portuguesa, supondo alguns que os que trabalham deverão subsidiar aqueles que nada querem fazer, sem curar de descobrir uma actividade digna que lhes proporcione prazer e sustento.

7. A felicidade conquista-se e o combate ao consumismo fomentado pelo sistema económico caracterizado pela grande produção controlada por minorias é viável através do CMC.

Nau

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Nº. 872 - Doutrina Cooperativa


1. Liberdade é mera opção, isto é, direito de optar que não artificiosa condição de dispor de si; de fazer ou deixar de fazer alguma coisa; logo, faculdade de acção - física ou moral - responsável.

2. Equidade será, na mesma linha do parágrafo anterior, a virtude moral que inspira o respeito pelo direito de outrem, pressupondo diálogo e concerto nas relações sociais - virtude por corresponder à prática do bem; moral por ser do foro dos bons costumes  e deveres do homem.

3. Solidariedade, isto é, ser solidário não é um direito nem uma obrigação expressa, apenas responsabilidade mútua de partilha com outrem de interesses comuns - fundamento da cooperação; impulso harmonioso que proporciona um trabalho concertado.

4. Logo, os três pressupostos enunciados nos parágrafos antecedentes - Liberdade, Equidade, Solidariedade - são a alavanca que, num ponto de referência proporcionada pela figura do rei, remove todas as peias (preconceitos, egocentrismos, azedumes e coisas da mesma jaez) que corroem a acção concertada.

5. A figura do rei é aqui sublinhada não por disciplina doutrinária, mas por este ser o símbolo da comunidade - a par da bandeira e do hino - obviando disputas partidárias no topo da instituição, regulando a comunidade os direitos e garantias dos cidadãos, bem como a organização política do Estado.

6. Em qualquer parte do mundo e longe do torrão natal - condicionado por usos, costumes e idiomas estrangeiros - o que nos representa não é um chefe de Estado a prazo, conotado com uma opção político/partidária explícita, mas a figura do rei de génese apartidária.

7. Como é óbvio, a doutrina cooperativa baseia-se num sistema associativo destinado a combater o capitalismo - tanto o liberal, como o socialista.

Nau

domingo, 6 de abril de 2014

Nº. 871 - Portal Comunalista


1. No apontamento de ontem sublinhámos que a democracia será praticável através de um cooperativismo monárquico-comunalista

2. Logo, o importante é dar relevo à cooperação e combater a perniciosa apropriação excessiva até porque, tudo o que é demais, não presta.

3. Os grupos de pessoas unidas em ideias e actividades para consecução de certos fins políticos são importantes para o funcionamento harmonioso da democracia.

4. Porém, quando esses grupos se tornam intolerantes procurando, por métodos pouco transparentes, conquistar as cadeiras do poder, só o bom-senso e a figura do rei poderão manter o equlíbrio na comunidade.

5. Quando tudo vale, como aconteceu em recentes actos eleitorais em França, o partido predominante poderá ver contestada a sua maioria, logo o presidente da República demite o primeiro-ministro, este tornado bode expiatório, nomeando outro da mesma cor partidária.

6. Uma vez mais lembramos que a comuna é uma extensão territorial que os seus residentes têm o direito de administrar e governar pelas suas própuias leis, à semelhança do que se pretica numa unidade cooperativa.

7. Este espaço é dedicado áqueles que, de boa fé, querem ventilar as suas ideias acerca destes assuntos.

Nau

sábado, 5 de abril de 2014

Nº. 870 - Psyche


1. Monárquico será o adepto da instituição monárquica, por dedução racional ou mero sentimentalismo.

2. O sentimentalismo monárquico ora se baseia numa recusa em aceitar o presente amorfo, ora se volta para a grandeza mítica do passado.

3. No sentimentalismo monárquico igualmente se cultiva a admiração factícia e tola por ascendentes ilustres que apenas poderão motivar respeito e obrigações morais ao herdeiro que não direitos adquiridos.

4. Por outro lado, o culto ancestral não obriga à repetição de erros verificados nas perseguições do passado daqueles que não comungam do mesmo credo religioso ou defendam opções políticas diferentes.

5. Fácil é verificar e estabelecer a verdade acerca do soberano hereditário  e vitalício, por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

6. O sinal que serve para designar alguma coisa - a bandeira, o hino, a figura do soberano - não precisa de ser sistematicamente referendada para consolidar a democracia.

7. Democracia significa governo do povo, praticável através de um cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Nº. 869 - Fim de Semana 14


1. Ser sectário/a da Monarquia ou da República é, de facto, uma opção, de preferência consciente que não preconceituosa.

2. Razão tem Paulo Especial em ensimesmar-se - que raio de Monarquia pretendem 'certos' monárquicos - subscrevendo eu tal asserção e sublinhando aquilo que, pela minha insistência, irritava Beladona Leonor - a estratégia cripto- republicana.

3. A mudança imediata das instituições políticas vigentes seria apenas cosmética porquanto o que importa é a mudança de atitude - dizer não ao consumismo, simultaneamente desenvolvendo uma economia social.

4. Porém, até no mundo cooperativista se verifica o comodismo e os desafios que temos feito no RAC continual sem resposta, apenas motivando a publicidade anódina.

5. Outro sector que tem registado muitas censuras da parte dos amigos deste blog é o Prelo Real mas, tal como foi exposto no último apontamento, não temos estado sossegadinhos ou de braços cruzados.

6. Quanto à luta popular que urge fomentar reconheço que (tanto monárquicos, como republicanos) a maioria continua à espera de Godot - sem Rei e sem Norte.

7. Resta-nos a esperança que alguns políticos esclarecidos despertem a malta e, pelo menos nas próximas eleições, a maioria vote na esquerda que não nos partidos predominantes nesta corrupta III-República.

Nau

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nº. 868 - Luta Popular


1. O progresso técnico é imparável pelo que o homem deverá estar atento à vantagem possível que o mesmo possa contribuir para a sua felicidade.

2. Claro que o contentamento provocado nuns poderá não produzir idêntico efeito noutros, porém o critério da opção é pessoal e a adequabilidade desta terá por fronteira a eventual felicidade de outrem.

3. Novas aplicações do avanço das ciências em técnicas sofisticadas aumentam a insatisfação geral pela ânsia dos usufruir de imediato, mesmo quando nos apercebemos que algo se destroi definitivamente.

4. Segundo parece, caminhamos para um futuro em que as máquinas, dotadas de uma inteligência artificial, executarão todas as tarefas necessárias para a existência confortável do bicho homem.

5. Os sinais do presente assim dão a entender, pois a passividade do maralhal perante desafios que requerem pronta decisão, sistematicamente, são delegados por incúria ou mera aversão em assumir responsabilidades.

6. A luta popular não passa de simples arremedos de frustrações incontidas, dado que poucos estão interessados em, ponderadamente, cooperarem para a realização de algo de interesse comum.

7. Talvez a televisão, o futebol e a ração a esmo seja o novo Eden.

Nau

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nº. 867 - Prelo Real


1. O Prelo Real não tem estado de braços cruzados e, na falta de investidores - em contrapartida com a abundância de obras susceptíveis de serem impressas - tem procurado, em estreita colaboração com algumas cooperativas mormente do serviço social, avançar com o projecto da razão da sua existência.

2. Não gostamos de exibir penas de pavão e, por sensatez e pudicícia, limitamo-nos a sugerir a impressão daquilo que nos parece meritório, quer o trabalho seja de autores nos seus primeiros passos, quer de veteranos de muito calo votados ao ostracismo pelas grandes editoras visto os ditos veteranos se encontrarem fora das luzes da ribalta.

3. A quadra que se aproxima - princípio da festa religiosa dos judeus, celebrada anualmente no 14º. dia depois do equinócio da Primavera, em comemoração da saída do Egipto encabeçada por Moisés, festa esta empalmada pelos cristãos como festa da ressurreição de Jesus no domingo seguinte à Páscoa dos judeus ortodoxos - é tempo de festa.

4. Data de manifestações de júbilo, de descompressão psicológica, de troca de felicitações e votos de boa ventura com oferta de amêndoas em profusão que neste espaço (e não só) ficarão reduzidas a palavras até porque, como todos têm presente, estamos em tempo de compressão de despesas devido ao regabofe imposto pelos governantes da 3ª República de mau porte.

5. Assim, limitamo-nos a sugerir algo mais valioso - a oferta de livros - nomeadamente "O Retrato da Mãe de Hitler", obra de Domingos Amaral, até porque a acção narrada por este tem lugar em Lisboa, com a intervenção de agentes secretos ingleses e um enredo muito superior ao de Forsyth nas melhores obras deste.

6. No carrinho com os livros de oferta é bom não esquecer os livros de Miguel Esteves Cardoso, particularmente o "Como é Linda a Puta da Vida", com observações muito interessantes e momentos indesmentidamente geniais.

7. E já que estamos na casa dos Migueis, porque não incluir a obra de Miguel Sousa Tavares a "Madrugada Suja", desmascarando a corrupção política, desde a Reforma Agrária ocorrida no Alentejo durante a Revolução dos Cravos de Abril até aos nossos dias.

Nau

terça-feira, 1 de abril de 2014

Nº. 866 - RAC


1. Lá pelo meio do mês findo lançámos um desafio aos neófitos e veteranos cooperativistas para estes darem um ar da sua graça neste espaço.

2. Claro que o silêncio foi total. Por razões que os próprios deuses não poderão revelar, monárquicos, republicanos, adeptos do Futebol Clube da Cascalheira, brancos, pretos, amarelos e mulatos não tugiram, nem mugiram.

3. Por esse motivo, o correio electrónico da nossa pugnativa cooperadora maria.augustajr@yahoo.co.uk ficou bloqueado por publicidade anódina, sem qualquer ligação ao universo cooperativista.

4. Regra geral, as informações disponibilizadas na Internet pelas cooperativas são esparsas e pouco actualizadas, embora aquelas ligadas ao sector da exportação devessem ser mais agressivas nesse campo.

5. Há algum tempo um emigrante a trabalhar numa empresa de importação/exportação justificava o pouco interesse acerca dos produtos portugueses devido à falta da pertinente informação.

6. A única exigência que fizemos neste espaço é que a informação a disponibilizar deveria compreender sete parágrafos: identificação; localização; introdução; apresentação do produto e/ou actividade; informação acerca da comunidade em que está inserida; resultados e novos projectos.

7. O esquema mencionado no parágrafo anterior é simplesmente indicativo, sendo publicitado pela ordem de entrada no maria.augustajr@yahoo.co.uk.

Nau