quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Nº. 6208 - Real Anarco-Comunalismo 8/9/2020

 1. No apontamento de ontem, sublinhámos os propósitos dos anarco-comunalistas e a convicção que, pela via da autogestão associativa, caminhamos a par e passo da administração pública e da produção industrial electrónicas.

2. Obviamente que não procuramos ser pau mandado de um sofisticado sistema de circulação de cargas eléctricas que, accionando um mecanismo cibernético (o cérebro mecânico) satisfará as necessidades básicas do ser humano - sustento, saúde e solidariedade.

3. A cibernética usa a informação monitorizada em constante actualização para servir de amparo individual ao perecível ser humano, de temperamento variável, permitindo a este agir, de um ou outro modo - inclusive não agir - por seu livre arbítrio.

4. Claro que o meio ambiente em que o homem foi gerado - familiar, social, linguístico, regional, etc. - espelham a civilização, i.e., o estado de adiantamento e cultura social de uma comunidade adequada ao espaço geográfico e à tradição adquirida.

5. Bom é ter presente que a tradição não é algo estático porquanto resulta de experiências positivas e vivenciadas, tal como a figura do rei consensual, hereditário e vitalício, por este obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

6. Exaustivamente, André Malraux no relato de um museu imaginário e comentários acerca da criação artística, deu à estampa "As Vozes do Silêncio" que, de aparente contra-senso, sublinha a criatividade humana que não conhece limites de um país ou região.

7. Viajar ou andar por longes terras não faz esquecer as raízes adquiridas, mesmo quando aparentes modernices são doentiamente adoptadas no local em que a nossa força de alma, firmeza moral e coerência nos actos foram adquiridos.

Nau

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