terça-feira, 28 de março de 2017

Nº. 1958 - RAC


1. Falar da pátria com enlevo - sendo esta o lugar onde o indivíduo nasceu ou ao qual pertence como cidadão - é prática nitidamente republicana.

2. Abro aqui um parêntesis para salientar que o cidadão - indivíduo no gozo  dos direitos civis e políticos de um Estado - é igualmente um conceito associado à pátria.

3. Claro está que cidadão é o substantivo que pretende equivaler à palavra súbdito - aquele que está sujeito à jurisdição de um soberano - associado à ideia de reino.

4. Ora o reino é o conjunto de seres e de coisas da natureza com longa maturação histórica, de práticas, técnicas e interesses comuns.

5. Logo, a figura do soberano - hereditário e vitalício nas modernas instituições monárquicas europeias - é a referência da comunidade, nada tendo a ver com o estratagema da burguesia republicana dominante.

6. Sem dúvida que a dita burguesia carece de um soberano a prazo porquanto este faz parte do jogo pardidário em que, na divisão da comunidade, se robustece o espírito da classe prevalecendo aquela com maior poder económico.

7. Avançam os cripto-republicanos com vários pretendentes denegando o direito do actual herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio, embora este simplesmente careça da aclamação das Cortes ou assembleia congénere.



Nau

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