Bucólica
de uma borrega aflita.
Que coração atento a pôde ouvir?
Onde a ovelha-Mãe, onde o pastor
que viesse enxugar seu pranto de alma?
Baliu, pela mudez da Noite, dolorida...
O Poeta, esse, ouviu.
Mas tinha, sobretudo,
de rimar os balidos da borrega
com aquele abandono desumano.
E nem sequer a Noite lhe acudiu...
Sebastião da Gama
in "Cabo de Boa Esperança"
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