quarta-feira, 22 de março de 2017

Nº. 1951 - RAC


1. Acusado de radicalismos - face a uma classe militar há muito tempo já fora de prazo, bem como a um monoteísmo  todo de frustrações feito - ninguém está disponível para o debate de ideias.

2. Vive-se porque a vida dura, agarrados a uma pátria mítica de incontrolável miscigenação, entretidos com brinquedos da mais recente tecnologia que, a curto prazo, se transforma em lixo, inexoravelmente lançado para debaixo do tapete.

3. A corrida para um lugar ao sol é exacerbada pois a competição não dá relevo aos melhores, mas salienta as divisões que permitem a uma minoria caprichosa acumular vastos cabedais e com estes disciplinar multidões, mitigando a sua fome de poder. 

4. Claro que não se trata de dar satisfação às necessidades económicas, sociais e culturais do bicho-homem, mas de fomentar a produção e o consumo através de esquemas financeiros controlados com mão férrea e orientados para uma optimização dos resultados.

5. Tanto as correntes liberais que, supostamente, dão azo a um empreendedorismo inovador, como as teorias socialistas que burocratizam as decisões tornando-as dependentes da assinatura de vários chefes de repartições públicas que funcionam pela força das circunstâncias, limitando-se a manter o satus quo.

6. Logo, é tempo para cada um de nós assumir a responsabilidade dos seus actos, sem procurar delegar em terceiros a penosa decisão acerca dos mesmos, através de uma cooperação racional e saudável.

7. o CMC é uma hipótese válida e prática  acumulada para sustar os ímpetos avassaladores de uma burguesia republicana impante.

Nau

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