sexta-feira, 31 de março de 2017
Nº. 1960 - Luta Popular
1. Acreditamos nas bem-aventuranças celestiais e nas promessas dos arcanjos de proveniência eleitoral.
2. Claro que a força superior e irresistível que rege o curso dos acontecimentos e da vida dos homens impôs a República para benefício dos seus corifeus.
3. Tudo é gratuito - desde o agir condicionado ao pensar abstruso - por sancionamento eleitoral das figuras devotas ao nicho dirigente, orquestradas por demagogos e fieis apaniguados.
4. O sucesso individual - quer no empreendimento, quer como empresário - é aleatório pelo que nos envolvemos em jogos azarados de intento mal definido.
5. Sem dúvida que o efeito de decidir é todo nosso, porém abdicamos pontualmente de toda a responsabilidade para nos conformarmos ou simplesmente criticar os resultados.
6. A mudança profunda de atitude em relação à burguesia republicana dominante deverá ser pelo próprio ensaiada, sem titubeações e sem demoras.
7. Urgente é a multiplicação das células cooperativas porquanto o futuro a nós pertence.
Nau
quinta-feira, 30 de março de 2017
Nº. 1959 - Prelo Real
Tempo para Haikais
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Na berma do caminho
florescia uma malva
o cavalo comeu-a
Matsu Bashô
poeta japonês séc. XVII
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Pastoreiam os tubarões
ronda o país o abismo
e Costa rasteira-o
Nau
escravo português séc. XXI
terça-feira, 28 de março de 2017
Nº. 1958 - RAC
1. Falar da pátria com enlevo - sendo esta o lugar onde o indivíduo nasceu ou ao qual pertence como cidadão - é prática nitidamente republicana.
2. Abro aqui um parêntesis para salientar que o cidadão - indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado - é igualmente um conceito associado à pátria.
3. Claro está que cidadão é o substantivo que pretende equivaler à palavra súbdito - aquele que está sujeito à jurisdição de um soberano - associado à ideia de reino.
4. Ora o reino é o conjunto de seres e de coisas da natureza com longa maturação histórica, de práticas, técnicas e interesses comuns.
5. Logo, a figura do soberano - hereditário e vitalício nas modernas instituições monárquicas europeias - é a referência da comunidade, nada tendo a ver com o estratagema da burguesia republicana dominante.
6. Sem dúvida que a dita burguesia carece de um soberano a prazo porquanto este faz parte do jogo pardidário em que, na divisão da comunidade, se robustece o espírito da classe prevalecendo aquela com maior poder económico.
7. Avançam os cripto-republicanos com vários pretendentes denegando o direito do actual herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio, embora este simplesmente careça da aclamação das Cortes ou assembleia congénere.
Nau
Nº. 1957 - Doutrina Cooperativista
1. Cooperar é a concorrência de auxílio, de forças, de meios para um objectivo comum.
2. Logo, o cooperativismo é um conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe um apoio mútuo, isto é, a solidariedade.
3. Fundamentada na liberdade humana, o cooperativismo procura dinamizar uma Economia Social a fim de melhorar a qualidade de vida e boa convivência na comunidade.
4. Tal objectivo resume-se na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados numa empresa de propriedade colectiva e gestão própria.
5. As unidades cooperativas são associações de pessoas de natureza civil e forma jurídica sui generis, regidas por legislação específica.
6. Obviando o recurso a intermediários, bem como aos meios financeiros especulativos, as quotas dos seus associados não podem ser transferidas a terceiros.
7. A multiplicação das células cooperativas robustecerá a capacidade decisória do homem na consolidação de uma comunidade mais sã e justa.
Nau
segunda-feira, 27 de março de 2017
Nº. 1956 - Portal Comunalista
1. A Europa aposta em operários com sólida formação a fim de estes sustarem os ímpetos das massas ignaras que apenas exigem pão e circo.
2. Claro que os quadros intermédios procurarão manter as grandes empresas em funcionamento porquanto a alternativa será aplicarem os conhecimentos adquiridos em pequenas unidades pelas quais são únicos responsáveis.
3. Por outro lado, os grandes empresários vendem a sua tecnologia de ponta a terceiros de modo angariarem fundos para investimentos mais rentáveis, se possível, em comparticipações no mercado internacional.
4. Entretanto as potências regionais emergentes procuram introduzir os seus produtos com a moderna tecnologia adquirida em mercados de largo consumo - tanto o europeu como o norte-americano - a preços muito competitivos.
5. À semelhança do que aconteceu com a indústria automóvel japonesa à volta dos anos 60 do século transacto (que, nos mercados internacionais, tiveram grande audiência) as novas potências regionais emergentes seguem-lhes a peugada.
6. Recentemente, na Internet, são visíveis os primeiros sinais de pânico em relação ao Império Amarelo, chamando a atenção para produtos impróprios para o consumo, fabricados por mixordeiros, tal como se verifica tanto na Europa como no Novo Mundo.
7. Não é por aí que se evitará a importação dos produtos chineses pelo que voltamos a sublinhar a importância das células cooperativas que, criteriosamente, seleccionarão os produtos para os seus associados.
Nau
domingo, 26 de março de 2017
Nº. 1955 Psyche
1. O Planeta Azul, nos inícios do século transacto, era controlado pela Europa, tendo perdido tal privilégio pelas ambições territoriais da Grã-Bretanha.
2. Em meados do mesmo século, o controlo do dito planeta passou para as mãos dos timocratas estadunidenses que, arrogantemente, tiveram que o partilhar a breve trecho com a URSS.
3. O progresso das novas tecnologias corre célere e potências regionais - Índia, Austrália, Brasil, África do Sul, etc. - passam a contestar a hegemonia dos grandes senhores do passado.
4. Claro que o Império Amarelo será a referência dentro de curto prazo, acrescido dos problemas relativos ao aumento populacional que só poderá ser atenuado pelos continuados morticínios regionais.
5. A colonização dos planetas vizinhos da nossa casa Terra será a alternativa ideal, caso a multiplicação das Sillicon Valleys descambem em confrontações ou passem a diálogos construtivos.
6. Porém, a grande aposta deverá ser orientada para uma verdadeira Economia Social, a fim de conter os ímpetos avassaladores do capitalismo de feição liberal, bem como do centralismo burocrático social-fascista.
7. Só o aumento em número das células cooperativas poderá dar azo à consolidação de uma autêntica Democracia.
Nau
sábado, 25 de março de 2017
Nº. 1954 - Fim de Semana 12
1. A dificuldade na conciliação do sono ou durante o mesmo, bem como os comportamentos anormais associados - tais como o terror nocturno e o sonambulismo - são perturbações devidas a diversas causas, sendo as mais comuns a ansiedade e a depressão.
2. Só os atrasadinhos capricham em fidalguias e nobrezas bacocas, sendo este o tema mais visitado na destrinça que fizemos dos herdeiros de uma extinta classe medieval castreja e uma presunçosa aristocracia de Castros cubanos e
Kim Jong-un coreanos.
3. Arengar acerca do cooperativismo é pouco relevante dado que o que importa é a a acção concertada e, sendo há muito tempo que andamos neste espaço a pregar a respeito dos fundamentos do cooperativismo, ninguém se manifesta interessado no assunto.
4. Acusado de radicalismos - face a uma classe militar há muito tempo já fora de prazo, bem como de um monoteísmo todo de frustrações e meras incertezas feito - ninguém está disponível para o debate de ideias.
5. Vive-se porque a vida dura agarrados a uma pátria mítica de incontrolável miscigenação, entretidos com brinquedos da mais recente tecnologia que, a curto prazo, se transforma em lixo, inexoravelmente lançado para debaixo do tapete.
6. Talvez por falta de sono ou mera senilidade, um político que muito prezamos desanca publicamente os seu companheiros por dá cá aquela palha, afirmando que o terrorismo é a reacção normal contra a táctica dos plutocratas, esquecendo que o Império Amarelo - sem terrorismo - recorre às armas sofisticadas para o equilíbrio de forças no Planeta Azul. Ocorre-nos as palavras de António Botto: "Não fales tão alto, adeus!"
7. Urgente é lutar contra preconceitos remelosos e motivar a cooperação, aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
sexta-feira, 24 de março de 2017
Nº. 1953 - Luta Popular
1. Urgente é lutar contra preconceitos remelosos;
2. Contra o espírito de classe burguesa: primário, secundário e universitário;
3. Contra a apropriação doentia;
4. Contra o bem para nós e o mal para os outros;
5. Contra os cripto-republicanos ronhosos;
6. Contra fideísmos cultivados pela classe sacerdotal;
7. Urgente é motivar a cooperação, aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
quinta-feira, 23 de março de 2017
Nº. 1952 - Prelo Real
Cala-te, não jures mais.
De que serve a tua jura
Se a dúvida que deste
Não se destrói nem apaga?
E o nosso amor,
Nessa dúvida infinita
Anda perdido - e naufraga.
Cala-te, não jures mais.
- Que os restos do meu afecto
Esmoreçam como a flor
Que murcha se alguém a colhe.
Não fales tão alto, - adeus!
- Receio que alguém nos olhe.
António Botto
in "Canções"
quarta-feira, 22 de março de 2017
Nº. 1951 - RAC
1. Acusado de radicalismos - face a uma classe militar há muito tempo já fora de prazo, bem como a um monoteísmo todo de frustrações feito - ninguém está disponível para o debate de ideias.
2. Vive-se porque a vida dura, agarrados a uma pátria mítica de incontrolável miscigenação, entretidos com brinquedos da mais recente tecnologia que, a curto prazo, se transforma em lixo, inexoravelmente lançado para debaixo do tapete.
3. A corrida para um lugar ao sol é exacerbada pois a competição não dá relevo aos melhores, mas salienta as divisões que permitem a uma minoria caprichosa acumular vastos cabedais e com estes disciplinar multidões, mitigando a sua fome de poder.
4. Claro que não se trata de dar satisfação às necessidades económicas, sociais e culturais do bicho-homem, mas de fomentar a produção e o consumo através de esquemas financeiros controlados com mão férrea e orientados para uma optimização dos resultados.
5. Tanto as correntes liberais que, supostamente, dão azo a um empreendedorismo inovador, como as teorias socialistas que burocratizam as decisões tornando-as dependentes da assinatura de vários chefes de repartições públicas que funcionam pela força das circunstâncias, limitando-se a manter o satus quo.
6. Logo, é tempo para cada um de nós assumir a responsabilidade dos seus actos, sem procurar delegar em terceiros a penosa decisão acerca dos mesmos, através de uma cooperação racional e saudável.
7. o CMC é uma hipótese válida e prática acumulada para sustar os ímpetos avassaladores de uma burguesia republicana impante.
Nau
terça-feira, 21 de março de 2017
Nº. 1950 - Doutrina Cooperativista.
1. Arengar acerca do cooperativismo é pouco relevante dado que o que importa é a acção concertada.
2. Há muito tempo já que andamos neste espaço a pregar a respeito dos fundamentos daquele sistema associativo e ninguém se manifesta interessado no assunto.
3. Apelar aos eventuais visitantes para a realização de uma parceria naquele sentido é pouco curial visto ofender o preceito APC.
4. Claro que não temos dúvida acerca da simpatia daqueles que passam os olhos por este tema, nem pomos em causa os talentos dos visitantes.
5. Mas, como é óbvio, a proximidade física dos associados é essencial para uma harmoniosa articulação da actividade cooperativa.
6, Logo, engendrar uma cooperativa que não obedeça aos princípios da amizade, proximidade e capacidade é tempo perdido.
7. E assim lá continuamos nesta penosa arengada pois água mole em pedra dura tanto bate que fura.
Nau
segunda-feira, 20 de março de 2017
Nº. 1949 - Portal Comunalistaa
1. Só os atrasadinhos capricham em fidalguias e nobrezas bacocas.
2. Porém é este o tema mais visitado na destrinça que fizemos dos herdeiros de uma extinta classe medieval castreja e uma presunçosa aristocracia de Castros cubanos e Kim Jong-un norte-coreanos.
3. Apontar o soberano pertencente ao mesmo ramo como herdeiro dinástico é a solução ideal para obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
4. Claro que a alternativa é a eleição de soberanos a prazo - mais fracturante e dispendiosa - porém do agrado da burguesia republicana que joga na divisão das massas para melhor dominar.
5. A comunidade é formada por múltiplas e desvairadas gentes - conjunto de indivíduos da mesma cepa e língua comum, mas credos e etnias diferentes - porém interesses generalizados que caracterizam uma sociedade onde as instituições, as técnicas e os costumes se harmonizam.
6. O soberano, hereditário e vitalício, reina mas não governa, porquanto as gentes assumem-no como referência consolidada, deligenciando em conjunto pela satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais próprias, através da multiplicação das células cooperativas.
7. De facto, Monarquia é governo de um só, i.e., governo das gentes da comunidade, rimando com Democracia, por norma praticada nas células cooperativas.
Nau
domingo, 19 de março de 2017
Nº. 1948 . Psyche
1. A dificuldade na conciliação do sono ou durante o mesmo, bem como os comportamentos anormais associados - tais como o terror nocturno e o sonambulismo - são perturbações devidas a diversas causas, sendo as mais comuns a ansiedade e a depressão.
2. Embora se desconheça a razão por que se dorme, o facto é que o sono é necessário, variando de 4 a 9 horas diárias nos adultos saudáveis, decrescendo estas no número total a partir dos 65 anos.
3. Da vigília ao sono REM verificam-se, normalmente, fazes diferenciadas, cerca de 5 a 6 vezes durante a noite, dado que o sono profundo é realmente curto nas fases 3 e 4, sendo a vigília e a fase primeira a mais superficial, acordando a pessoa facilmente.
4. Na fase 4 - o grau de maior profundidade - o tónus muscular, a pressão arterial e a frequência cardíaca e a respiratória estão diminuidas ao máximo, embora a actividade eléctrica no cérebro seja inusitadamente alta (um pouco semelhante a um estado de vigília) com movimentos oculares rápidos - sono REM.
5. A maioria dos sonos ocorre nas fases de profundidade máxima do REM - que poderá ocorrer a todo o momento - e na fase intermédia onde o falar a dormir, os terrores nocturnos e o sonambulismo se verificam com mais frequência, dando a percepção de que, ao despertar, o sono foi insuficiente.
6. O padrão das 6 fases do sono não é rígido, podendo sofrer alterações provocadas por razões alimentares, estados de ansiedade, dores físicas, depressão, uso de fármacos ou stress.
7. A hipersónia (aumento das horas absolutas de sono), a narcolepsia (alteração caracterizada por crises recidivantes), a apneia (repetida suspensão respiratória), etc., são fenómenos que carecem de uma avaliação por técnico qualificado.
Nau
sábado, 18 de março de 2017
Nº. 1947 - Fim de Semana 11
1. Todos nós temos a capacidade de produzir trabalho, exercer força, demonstrar vigor e, com segurança, procurar estabelecer uma vida comum mais sã e justa.
2. Pretender uma reforma social com base nos preconceitos do início do século passado é nítida subserviência ao espírito da burguesia prevalecente.
3. A integração nas instituições europeias poderia ter dado azo à modernização da indústria e do comércio, porém os fundos disponibilizados serviram apenas para colmatar os desvarios revolucionários e privilegiar o betão.
4. Os políticos - com estatuto elevado na condução dos negócios públicos - não passam de serventuários de plutocratas porquanto estes, fomentando a produção e o consumo, aumentam ainda mais os seus réditos pessoais.
5. Através da autogestão e do autofinanciamento, os cooperativistas procuram sustar os ímpetos avassaladores dos capitalistas e, sobretudo, provocar a ruína destes, construindo uma real Economia Social.
6. O que agrada ao povo é pão e circo, pois a maioria apenas pretende que lhe seja aligeirada a carga dos trabalhos e garantida a subsistência.
7. A luta remível, só é gratificante através da multiplicação das unidades cooperativas.
Nau
sexta-feira, 17 de março de 2017
Nº. 1946 - Luta Popular
1. O que agrada ao povo é pão e circo.
2. Logo, o que a maioria pretende é que lhe seja aligeirada a carga dos trabalhos e garantida a subsistência.
3. Claro que o plutocrata também ama o lazer, especialmente quando lhe é assegurado a intangibilidade dos seus cabedais.
4. Graças aos demagogos - que excitam as paixões populares e se mostram defensores dos interesses destes - medram os políticos.
5. A classe média da sociedade, pouco empreendedora e/ou de fraco sucesso na profissão abraçada, resgata-se na política.
6. Medianeiros de capitalistas, demagogos e políticos - autênticos proxenetas da corrupção - a burguesia republicana dominante aposta no voto anódino e em fraudes eleitorais para a sua sobrevivência.
7. A luta remível só é gratificante através da multiplicação das unidades cooperativas em que a autogestão e o autofinanciamento são práticas inovadoras.
Nau
quinta-feira, 16 de março de 2017
Nº. 1945 - Prelo Real
Bucólica
de uma borrega aflita.
Que coração atento a pôde ouvir?
Onde a ovelha-Mãe, onde o pastor
que viesse enxugar seu pranto de alma?
Baliu, pela mudez da Noite, dolorida...
O Poeta, esse, ouviu.
Mas tinha, sobretudo,
de rimar os balidos da borrega
com aquele abandono desumano.
E nem sequer a Noite lhe acudiu...
Sebastião da Gama
in "Cabo de Boa Esperança"
quarta-feira, 15 de março de 2017
Nº. 1944 - RAC
1. A 7 do corrente, na rede social do Facebook foram levantadas algumas questões acerca da instituição monárquica.
2. O autor, Paulo Especial, questiona: vigorando a instituição monárquica, qual o sistema político do agrado popular.
3. Numa primeira hipótese, o poder de decisão ao soberano pertenceria, i.e., governo do rei, administração do povo.
4. A segunda hipótese vincularia o soberano a frequentes consultas populares em referendum sistémico, penoso e pouco gratificante.
5. Na terceira hipótese seria mantido o regimen partidocrático, limitando-se a figura do rei ao papel de moderador.
6. Receio bem não ter devidamente interpretado o espírito das hipóteses sucintamente levantadas pelo ideólogo da Causa Monárquica.
7. Porém, a autogestão e o autofinanciamento bandeira do CMC parece ser a alternativa ideal e mais razoável.
Nau
terça-feira, 14 de março de 2017
Nº. 1943 - Doutrina Cooperativista
1. Ao longo dos tempos sempre houve aqueles que se impuseram pela força, pela astúcia ou pelos fartos cabedais.
2. Os primeiros são chefes natos - reis, cabos-de-guerra, políticos, etc. - que, bafejados por uma boa estrela, edificaram a sua posição altaneira.
3. Claro que os mais perspicazes, habituados a contornar as situações difíceis e explorando a fraqueza dos mais, ora são sacerdotes, ora meros "directores executivos".
4. Embora a abastança nem sempre corresponda a alqueires bem medidos, a acumulação de valores materiais proporciona, aos basbaques, alto estatuto social.
5. Porém a maralha (o povoléu, a arraia-miúda, a plebe) apenas existe para servir os senhores e/ou a burguesia republicana dominante através do voto anódino em logros eleitorais.
6. Os políticos - com estatuto elevado na condução dos negócios públicos - não passam de serventuários de plutocratas e estes, continuando a financiar a produção e o consumo, aumentam ainda mais os seus réditos pessoais.
7. Logo, através da autogestão e do autofinanciamento, os cooperativistas procuram sustar os ímpetos avassaladores dos capitalistas e, sobre a ruína destes, construir uma real Economia social.
Nau
segunda-feira, 13 de março de 2017
Nº. 1942 - Portal Comunalista
1. As famílias problemáticas por carência de bens essenciais foi tema do apontamento da semana passada.
2. Pretender uma reforma social com base nos preconceitos do início do século passado é nítida subserviência ao espírito da burguesia republicana prevalecente.
3. Atribuir à execranda salazarquia os cancros sociais que se avolumam na sociedade portuguesa ao cabo de mais de 40 anos da Revolução dos Cravas, digo, Cravos, é de uma impudência doentia.
4. Numa sociedade paternalista e centralizadora com ressonâncias sindicalistas despoletadas no período de 1974/76 foi uma hipótese de avanço social viciosamente gorado.
5. Com legítimas esperanças, a integração na União Europeia daria azo à modernização das unidades industriais, bem como do sector comercial, porém os fundos disponibilizados pelos europeus serviram apenas para colmatar os desvarios revolucionários e privilegiar o betão.
6. O envelhecimento da população é notável e este não será forçosamente devido ao aumento da esperança de vida mas tão-somente ao impulso emigratório não só da mão-de-obra barata, como de quadros de formação universitária.
7. A escolaridade universalizou-se mas a formação média e superior é relativamente baixa, tanto em qualidade como em valores estatísticos.
Nau
domingo, 12 de março de 2017
Nº. 1941 - Psyche
1. Curta é a vida da pessoa natural mas, por mais penosa que esta seja, almejamos eternizá-la num universo em constante mudança.
2. Moldamos o espaço ao nosso redor de acordo com as necessidades ou interesses ocasionais; narcisistas inconfessos apoucamo-nos perante divindades de pacotilha.
3. Quer as teorias clássicas quer as quânticas não nos satisfazem porquanto os múltiplos universos que suspeitamos existir não carecem de autoria mas de conciliação.
4. Tudo o que afecta os nossos sentidos não tem historial definido pelo que poderá ser considerado como um facto social, político, económico, militar e outras coisas mais.
5. A matéria que somos tem uma correspondente antimatéria pelo que a colisão de ambas provoca mútua aniquilação, libertando pura energia.
6. Logo, todos nós temos a capacidade de produzir trabalho, exercer força, demonstrar vigor e, com segurança, procurar estabelecer uma vida comum mais sã e justa.
7. Somos provenientes da matéria interestelar, bem como da matéria escura, unidos pela força da gravidade.
Nau
sábado, 11 de março de 2017
Nº. 1940 - Fim de Semana 10
1. Todas as actividades do ser humano - respirar, dormir, pensar, ouvir, etc. - requerem energia pois esta é a base das estruturas materiais do corpo humano.
2. Segundo constava lá na aldeia, o moço foi crescendo ao deus-dará, difícil na assimilação das primeiras letras, mas hábil nas fisgadas aos pássaros.
3. Por ser uma escola livre onde a prática da autogestão e do autofinanciamento é algo corrente, a multiplicação das unidades cooperativas torna-se no meio mais eficaz para o combate à burguesia republicana dominante.
4. Dedica-se a "RCA - CRL" à transformação, compra e venda, bem como ao apoio da exploração agrícola dos seus membros desde a produção até à comercialização, mas contactos pessoais com esta cooperativa deverão ser realizados com marcação prévia.
5. Al-Berto disse: "Ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar a flor que murcha no estremecer da luz. Levei-os comigo até onde o perfume insensato de um poema os transformou em remota e resignada ausência.
6. Sem dúvida que a propalada democracia saída a jorros da boca da burguesia republicana dominante apenas serve os ditames dos ominosos plutocratas, estes preocupados em entesourar tudo o que satisfaça a sua fome de poder.
7. Não somos patriotas, nem tão-pouco internacionalistas, uma vez que a cooperação é a única via para o regresso do rei.
Nau
sexta-feira, 10 de março de 2017
Nº. 1939 - Luta Popular
1. A luta popular é um apelo às pessoas determinadas a fazer uso do seu poder de decisão, dispensando a turba que, exaltada por paixões sectárias, apenas manifesta a sua cultivada frustração.
2. Sem dúvida que a propalada democracia saída a jorros da boca da burguesia republicana dominante apenas serve os ditames dos ominosos plutocratas, estes preocupados em entesourar tudo que satisfaça a sua fome de poder.
3. Ao lema maquiavélico do dividir para governar deveremos opor o diálogo para uma acção concertada, porquanto a natureza humana é multiforme, robustecendo as decisões da sistemática cooperação.
4. Cultivar maliciosamente a ideia de que haverá sempre uma minoria para mandar e uma turba ignara para obedecer é mero fundamento liberal (capitalismo apátrida), nacional-socialista (nazismo) ou centralização burocrática (comunismo).
5. Importa meter na cabeça dos republicanos inveterados que a comuna é a verdadeira expressão da res publica, uma vez que esta tem por sustentáculo a cooperação - autogestionária e auto-financeiro - sem obediências partidárias.
6. Logo, o cooperativismo é uma verdadeira escola democrática - todos opinam e assumem responsabilidades, solidariamente - sem preconceitos de classe, de raça superior, de religiosidade bacoca ou de caudilhismo chauvinista.
7. Não somos patriotas, nem tão-pouco internacionalistas, uma vez que a cooperação é a única via para o regresso do rei, isto é, a nossa referência.
Nau
quinta-feira, 9 de março de 2017
Nº. 1938 - Prelo Real
Os Amigos
que haviam estendido o sedento corpo
sobre infindáveis areias
tinham os gestos lentos das feras amansadas
e o mar iluminava-lhes as máscaras
esculpidas pelo dedo errante de noite
prendiam sóis nos cabelos entrançados
lentamente
moldavam o rosto lívido como um osso
mas estavam vivos quando lhes toquei
depois
a solidão transformou-os de novo em dor
e nenhum quis pernoitar na respiração
do lume
ofereci-lhes mel e ensinei-os a escutar
a flor que murcha, no estremecer da luz
levei-os comigo
até onde o perfume insensato de um poema
os transformou em remota e resignada ausência
Al-Berto
in "Sete Poemas do Regresso de Lázaro"
quarta-feira, 8 de março de 2017
Nº. 1937 - RAC
1. A "RCA - Real Cooperativa Agrícola, Crl", com sede na Rua Bouça Penedo, nº. 133, 4730-108 Vila Verde, foi constituida anterior a 2006.
2. Dedica-se a "RCA" à transformação, compra e venda, apoio da exploração agrícola dos seus membros desde a produção até à comercialização.
3. Efectua a"RCA" quaisquer que sejam os meios e as técnicas por ela utilizadas as operações respeitantes à natureza dos produtos provenientes das explorações dos cooperadores e a prestação de serviços, que se concretizam em cada uma das secções, contribuindo assim para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores seus membros.
4. Promove a conservação, transformação e venda em comum dos produtos agrícolas, provenientes das explorações dos seus cooperadores.
5. Igualmente promove o desenvolvimento da floricultura, da horticultura, micicultura e explorações agrícolas.
6. Realiza a preservação dos recursosnaturais e paisagísticos do mundo rural.
7. Sendo as actividades desta cooperativa tão vastos e sui generis, recomenda-se um contacto pessoal, mediante prévia marcação.
Nau
terça-feira, 7 de março de 2017
Nº. 1936 - Doutrina Cooperativista
1. O fundamento da associação de produtores/consumidores com o objectivo de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados é a cooperação.
2. Libertando os seus associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários e dos encargos financeiros, a unidade que reúne a acção de várias pessoas para esse fim ganha o justo nome de cooperativa.
3. A responsabilidade e dependência mútua que se estabelece entre os membros da unidade cooperativa, tanto na gestão como no financiamento desta, robustecem os laços solidários, ganhando foros de autêntica democracia.
4. Sendo uma escola livre onde a prática da autogestão e do autofinanciamento é algo corrente, a multiplicação das unidades cooperativas torna-se no meio mais eficaz para o combate à burguesia republicana dominante.
5. Logo, dirimindo o poder do capitalismo liberal, bem como do centralismo burocrático socialista, a hidra plutocrática será reduzida a pequenos pólipos com limitado número de tentáculos e único orifício digestivo, funcionando simultâneamente de boca e ânus.
6. Segundo o pensamento de António Sérgio [o cooperativismo] pretende abolir o antagonismo de interesses, tornar possível as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum, assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo, suprimir as barreiras profissionais e de classe"
7. A reforma social jamais será realizada por corifeus endeusados e/ou sacerdotes de pacotilha, mas sim pela via cooperativista.
Nau
segunda-feira, 6 de março de 2017
Nº. 1935 - Portal Comunalista
1. O pai era um homem de baixa estatura e seco de carnes; discurso titubeante e movimentos rápidos aparentam acção e denunciam insegurança.
2. A mãe sempre foi dedicada ao trabalho e cedo escolheu o companheiro para fugir de casa e das querelas paternas que à saciedade confirmavam o provérbio: casa onde não há pão, todos ralham sem razão.
3. O rebento nasceu em tempos difíceis pela míngua de cabedais, fruto das urgências fisiológicas masculinas e da necessidade de consolidar a apressada união que durou uns atribulados 13 anitos.
4. Durante o tempo em que se manteve o enlace matrimonial, a libido masculina foi decrescendo, compensada pela ingestão de bebidas alcoólicas que mitigavam o frio do inverno; refrescando no pino do verão.
5. O moço lá foi crescendo ao deus-dará - difícil na assimilação das primeiras letras, mas hábil nas fisgadas aos pássaros - tendo acompanhado a mãe quando esta abandonou a aldeia e foi procurar trabalho na capital do distrito.
6. A adaptação de ambos à vida citadina foi rápida. O rapaz, até atingir a maioridade, não conseguiu encontrar uma profissão que lhe agradasse. A mãe trocou várias vezes de parceiros alegando estar farta de alimentar chulos.
7. Finalmente, o moço, já com 23 anos feitos, foi devolvido ao pai uma vez que a mãe e o último padrasto lhe negaram guarida e ripanço. Comentários, só nos próximos apontamentos.
Nau
domingo, 5 de março de 2017
Nº. 1934 - Psyche
1. A capacidade de um corpo produzir um efeito, realizar um trabalho, define a energia.
2. Existem diferentes formas de energia que podem transformar-se umas nas outras em presença de matéria formada por átomos.
3. A energia radiante é emitida em forma de ondas electromagnéticas, tal como a luz, as ondas de rádio e os raios infravermelhos.
4. Todas as actividades do ser humano - respirar, dormir, pensar, ouvir, etc. - requerem energia.
5. A energia é a base das estruturas materiais do corpo humano: células, órgãos, ossos, músculos, vasos sanguíneos, nervos e outras coisas mais.
6. Os líquidos intracelulares e intercelulares desempenham um papel importante na produção de energia eléctrica do corpo humano.
7. A carga eléctrica provoca a activação do organismo e das suas estruturas, logo tida como energia vital.
Nau
sábado, 4 de março de 2017
Nº. 1933 - Fim de Semana 9
1. O avanço tecnológico dos nossos dias, aparentemente imparável, soluciona muitos problemas grandes e dá azo a outros tantos.
2. A Internet é uma imensa távola redonda onde a prática de dialogar é uma hipótese pouco explorada.
3. Muitos são aqueles que da mesa não se aproximam por nada terem a dizer, limitando-se a rabiscar o nome em frustração coprolália.
4. Outros acusam-nos de lirismo por obstinadamente defendermos a cooperação opondo esta ao cenário social dos dirigentes e dirigidos.
5. Definir, em tom dogmático, o que é uma unidade cooperativa, para nada serve, dado que é o espírito daquela actividade que se pretende incentivar.
6. "Porquê o frenesim das partidas se o mar é todo interior e cheio de desenganos e tormentos", segundo o desabafo do poeta José Travaços dos Santos in "Guarda-Livros".
7. Logo, o CMC preconiza a verdadeira luta popular em oposição aos plutocratas inveterados e à burguesia republicana dominante, aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
sexta-feira, 3 de março de 2017
Nº. 1932 - Luta Popular
1. O capitalismo é um regime social tendo por fundamento valores acumulados por minorias, destinados à produção de novos valores - numerário, mercadorias, imóveis, acções e outras coisas mais.
2. Sempre o capital foi utilizado para o caprichoso lançamento de novas empresas, tanto culturais - património religioso, palaciano e/ou res publico - como bélicos - castelos, expansão territorial e/ou estabelecimentos de feitorias.
3. No final do século XVIII, o intercâmbio comercial de cariz expansionista no Velho Continente deu azo ao crescimento da classe burguesa que, praticando actos de comércio e fazendo destes sua profissão, dinamizaram o sector produtivo.
4. A Revolução Industrial teve lugar pelo concerto dos interesses de comerciantes e fabricantes que na banca financeira encontraram o conveniente apoio para um crescimento económico sustentado, com reflexos na acção política que passou a ser condicionada pelo grande capital.
5. Demagogos enchem os ouvidos da população do Planeta Azul com a palavra democracia que - tanto a liberal, como a socialista - consiste na formatação de consumidores sujeitos a divisões partidárias e/ou centralismos burocráticos, ambos exigindo a delegação a terceiros do poder de decisão individual por via de actos eleitorais anódinos.
6. Porém, através da multiplicação das células cooperativas, a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do homem poderão ser realizadas pela prática da autogestão e do autofinanciamento cultivada pela sublime escola democrática do cooperativismo.
7. Logo, o CMC preconiza a verdadeira luta popular em oposição aos plutocratas inveterados e à burguesia republicana dominante, aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
quinta-feira, 2 de março de 2017
Nº. 1931 - Prelo Real
Parto todas as manhãs
Parto todas as manhãs
de imaginários cais
mas a viagem é cada vez
mais curta
sem surpresas
nem novos achamentos.
Porquê o frenesim das partidas
se o mar é todo interior
e cheio de desenganos e tormentos?
José Travaços Santos
in "Guarda-Livros"
quarta-feira, 1 de março de 2017
Nº. 1930 - RAC
1. Há sempre alguém que, das unidades cooperativas, diga cobras e lagartos ou meras baboseiras pelo vício de opinar.
2. Definir, em tom dogmático, o que é uma unidade cooperativa, para nada serve, dado que é o espírito daquela actividade que se pretende aqui incentivar.
3. Não se aperceber da importância do cooperativismo e pretender apoucá-lo para disfarçar a sua parca informação acerca de tal assunto é de uma perversidade gratuita.
4. Claro que sempre haverá empresários pouco escrupulosos que da estrutura cooperativa apenas exibam o nome, gerindo uma associação como património próprio fosse.
5. Basicamente a unidade cooperativa tem por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a juros de intermediários por via de uma autogestão criteriosa.
6. A mentalidade da burguesia republicana dominante há mister de uma ilustríssima e reverendíssima reformação.
7. Sem dúvida que o CMC é a proposta mais equilibrada para consolidar uma autêntica Economia social.
Nau
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