terça-feira, 27 de setembro de 2016

Nº. 1775 - Doutrina Cooperativista


1. Alguns indivíduos, pagando quotas numa unidade cooperativa como de um clube recreativo se tratasse, raramente participam nas pertinentes actividades.

2. Outros, sem se darem ao incómodo de contribuir - tanto material como fisicamente - para a existência de uma associação de base cooperativa, arrogam-se o direito de opinar negativamente acerca de uma doutrina que desconhecem.

3. Ainda há aqueles que, com grande capacidade imaginativa, auguram frequentes combates ideológicos (dentro e fora das cooperativas) ignorando que, dentro destas, não existem discriminações sociais, políticas ou religiosas.

4. De facto, a competição é estimulada desde a infância, ao invés dos padrões morais da comunidade que, durante séculos, procuraram incutir preceitos de convivência harmoniosa ou de laços consolidares, preservados por sacerdotes como fundamento religioso.

5. À permuta de bens e serviços tendo por base as necessidades básicas dos participantes seguiu-se, com a inclusão dos esquemas fiduciários, o lucro como objectivo e este fez disparar as trocas comerciais num rítmo competitivo colossal.

6. Logo, à apropriação pouco comedida seguiu-se a acumulação doentia de bens, dando esta origem ao consórcio dos plutocratas que manipulam despudoradamente os centros decisórios ao nível do Planeta Azul.

7. Apenas a solidariedade das unidades cooperativas - exercitadas na prática da autogestão e do autofinanciamento - poderá debelar as investidas do capitalismo burguês.

Nau


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