Os trabalhos do Amor
de quantos algum dia pratiquei
na cama as alegrias fazem lei
e se me queixo é só de serem breves
eu vivo atado às tuas mãos suaves
num dó deste corpo já não sai
ferve o arco do sol a tarde cai
ardem voando pelos céus as aves
mágoas outrora muitas fabriquei
e em países salobros jornadeei
ao dorso das tristezas almocreves
a vez em que te amei um outro fui
comigo fiz a paz nada mais dói
e os trabalhos de amor nunca são graves
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