segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nº. 1683 - Portal Comunalista


1. O comunalismo advoga uma organização social e económica assente nas células cooperativas e na figura do rei.

2. A comuna - circunscrição territorial em que os residentes exercem a jurisdição efectiva, inspirada na prática da autogestão e do autofinanciamento do cooperativismo - é a expressão autonómica de um conjunto de acções que asseguram a integração dos indivíduos num meio do seu agrado.

3. Num planeta em que as funções de produção e do consumo são controladas pelos interesses dos plutocratas que, esportulando vitualhas aos seus apaniguados, isto é, a burguesia, esta partilha um cheiro de poder que a inebria, actuando como o podengo sevandijo, mas acutilante.

4. Logo, o combate ao capitalismo avassalador e ao espírito burguês dos seus sequazes só é possível através de uma cooperação esclarecida, abjurando os esquemas - tanto liberais, como socialistas - que, na guerrilha de menos Estado ou mais Estado (burocrático e centralizador) apenas favorecem a República de génese patrícia, isto é, burguesóide.

5. O soberano - vitalício e hereditário - originalmente impunha-se pela sua capacidade voluntariosa e jurisdicional, amparado pela força do sacerdote (aquele que tinha o poder espiritual, tratando dos assuntos religiosos em que comungavam os fideístas) fora postergado pela virulência capitalista.

6. Porém, o estratagema de "um homem, um voto" - em que no escrutínio da votação a decisão cabe a uma maioria irresponsável e inimputável - apenas serve os interesses dos soberanos a prazo que unicamente valem para contrariar ou apoiar a sua cor política.

7. Este é o espaço aberto para a discussão da doutrina do CMC a qual defende a figura do rei - hereditária e vitalícia - por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

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