quinta-feira, 30 de junho de 2016

Nº. 1686 - Prelo Real


                           

                        A Arte de Furtar

                       (Epígrafe)


                 Roubam-me Deus,
                          outros o Diabo
                          - quem cantarei?

                          roubam-me a Pátria;
                          e a Humanidade
                          outros ma roubam
                          - quem cantarei?

                          sempre há quem roube
                          quem eu deseje;
                          e de mim mesmo
                          todos me roubam
                          - quem cantarei?

                          roubam-me a voz
                          quando me calo,
                          ou o silêncio 
                          mesmo se falo
                          - aqui del-rei!

                                    Jorge de Sena




                   

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nº. 1685 - RAC


1. O afastamento do Reino Unido da União Europeia apenas significa que a maioria dos votantes receia que a nova onda migrante baixe, ainda mais, o custo da mão-de-obra sem contrapartidas sociais.

2. Por outro lado, a classe política britânica alimenta grandes expectativas quanto às negociações que vão ser concertadas com os burocratas de Bruxelas, dado que, da sua esmorecida comunidade e periclitante libra esterlina, já foi chão que deu uvas, tal como nos vínculos tradicionais.

3. O espantalho da Alemanha querer mandar na Europa é avançado por duas razões: o fluxo migrante da mão-de-obra barata tornar os produtos industriais germânicos mais competitivos; a classe política berlinense ser mais eficaz que todos os petits Hollandes e extrema-direitas concertadas.

4. Enquanto os timocratas norte-americanos continuam entretidos a tratar do seu quintal no Novo mundo com os Trumps que por lá abundam - Obama é a excepção - a capacidade industrial dos países emergentes, designadamente da China e da Índia, tornar-se-à em incontornáveis abcessos do Velho Continente.

5. Claro que os jogos políticos britânicos poderão ser equilibrados com uma maior aproximação à Rússia mas, para isso, seria necessário que esta abandonasse a política imperialista, cultivando referências tradicionais que nada têm a ver com o regime soviético do camarada Estaline.

6. Logo, controlando os esquemas de produção/consumo financiado pelo capitalismo através da multiplicação das células cooperativas, e apostando nas energias renováveis que o Planeta Azul gratuitamente disponibiliza, poderemos sustar a fome de poder da classe burguesa (patrícios, sacerdotes e quejandos) dando azo a comunidades mais sãs e justas.

7. Bom é ter presente que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, sendo a figura do Rei - hereditária e vitalícia - apenas o símbolo da comunidade, obviando disputas partidárias no seio desta.

Nau

terça-feira, 28 de junho de 2016

Nº. 1684 - Doutrina Cooperativista



1. Mesmo aqueles que nada querem fazer dão-se ao trabalho de matar o tempo.

2. Logo, trabalhar é o nosso fado, embora a capacidade do exercício intelectual ou físico varie de indivíduo para indivíduo.

3. Além disso, há sempre aqueles que, por todos os meios, procuram desfrutar do trabalho alheio, reservando para si as tarefas leves e/ou incontornáveis.

4. Não é correcto dizer que o trabalhador é aquele dado ao trabalho, uma vez que muitos são os que agenciam a vida trabalhando na óptica do parágrafo anterior.

5. Claro que o trabalho mais profíquo será aquele realizado pela via cooperativa, associando produtores e/ou consumidores, sendo o objecto libertar os associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas.

6. A formação de pequenas células cooperativas será o primeiro passo, evitando que, dentro destas, o vedetismo ultrapasse o espírito pioneirista, cultivando os laços de  proximidade às células afins.

7. Bom é ter presente que as unidades cooperativas se espraiam por diversas áreas: agrícola; artesanato; comercialização; consumo; crédito; cultura; ensino; habitação e construção; pescas; produção operária; serviços; solidariedade social; federações e confederações.

Nau

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nº. 1683 - Portal Comunalista


1. O comunalismo advoga uma organização social e económica assente nas células cooperativas e na figura do rei.

2. A comuna - circunscrição territorial em que os residentes exercem a jurisdição efectiva, inspirada na prática da autogestão e do autofinanciamento do cooperativismo - é a expressão autonómica de um conjunto de acções que asseguram a integração dos indivíduos num meio do seu agrado.

3. Num planeta em que as funções de produção e do consumo são controladas pelos interesses dos plutocratas que, esportulando vitualhas aos seus apaniguados, isto é, a burguesia, esta partilha um cheiro de poder que a inebria, actuando como o podengo sevandijo, mas acutilante.

4. Logo, o combate ao capitalismo avassalador e ao espírito burguês dos seus sequazes só é possível através de uma cooperação esclarecida, abjurando os esquemas - tanto liberais, como socialistas - que, na guerrilha de menos Estado ou mais Estado (burocrático e centralizador) apenas favorecem a República de génese patrícia, isto é, burguesóide.

5. O soberano - vitalício e hereditário - originalmente impunha-se pela sua capacidade voluntariosa e jurisdicional, amparado pela força do sacerdote (aquele que tinha o poder espiritual, tratando dos assuntos religiosos em que comungavam os fideístas) fora postergado pela virulência capitalista.

6. Porém, o estratagema de "um homem, um voto" - em que no escrutínio da votação a decisão cabe a uma maioria irresponsável e inimputável - apenas serve os interesses dos soberanos a prazo que unicamente valem para contrariar ou apoiar a sua cor política.

7. Este é o espaço aberto para a discussão da doutrina do CMC a qual defende a figura do rei - hereditária e vitalícia - por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 26 de junho de 2016

Nº. 1682 - Psyche


1. As perturbações mentais poderão ser esquematizadas em três grandes grupos: neuroses, psicoses e atrasos mentais ou oligofrenias.

2. Variam as neuroses de paciente para paciente, embora os traços comuns sejam as ansiedades manifestadas sob a forma da histeria, fobia e neuroses obsessivo-cmpulsivas.

3. Nas psicoses endógenas - esquizofrénicas e afectivas - bem como as orgânicas ou exógenas - paralisia de origem sifilítica ou demências senis - há uma doença somática evidente.

4. O atraso mental (oligofrenia), caracterizado por uma inteligência inferior ao normal desde o nascimento, poderão resultar por infecções intra-uterinas, lesão durante o parto ou alterações genéticas.

5. Mas voltemos ao yoga, na postura torção da coluna em posição sentada sobre um cobertor dobrado, pernas flectidas e voltadas para o lado esquerdo; mão esquerda sobre o joelho direito. Rode o ombro, alinhando a mão direita com a coluna, tocando no chão com as pontas dos dedos.

6. Empurre o joelho direito com a mão esquerda, firmando a postura com as pontas dos dedos da mão direita apoiadas no chão, enquanto roda o tronco até este ficar alinhado com a perna direita.

7. Faça uma ligeira extensão da cabeça como fitando o horizonte. Depois, rode a cabeça de forma a olhar sobre o ombro direito, com o queixo recuado para baixo. Repita o mesmo exercício para o lado oposto, mantendo cada postura durante dois minutos.

Nau

sábado, 25 de junho de 2016

Nº. 1681 - Fim de Semana 26


1. Os melhores sensores do nosso corpo encontram-se localizados nas pontas dos dedos e no rosto, em contacto privilegiado com o cérebro.

2. Porém, nem o tacto, nem a expressão facial conseguem revelar o que nos passa pela cabeça quando somos prejudicados pela amoralidade dos nossos governantes.

3. Muito boa gente entra neste espaço com ideias preconcebidas, ora tomando-o como a proposta para um comunalismo religioso, ora como uma posição meramente política, de fundamento anarco-comunalista.

4. O cooperativismo, como sistema associativo destinado a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais daqueles que trabalham juntamente para esse fim, é a via mais eficaz para combater o capitalismo.

5. Na prática cooperativa, a coisa fia, como sói dizer-se, mais fino, discutindo os cooperadores as hipóteses e as achegas de cada um dos associados; entrando nos registos as deliberações finais.

6. As "Cantigas" de Afonso Duarte, in "Ritual do Amor", perdura nos nossos ouvidos - "Quem ama liga-se à terra, / Quem canta, ao reino dos céus / Quem pára que Deus o salve, / Quem anda que vá com Deus".

7. A luta popular aqui aventada sugere a aliciação pelo encadeamento dos juízos lógicos e actos ponderados que não ânimos ao rubro, pouco conciliadores.

Nau

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Nº. 1680 - Luta Popular


1. Encher linguados de papel com o tema da luta popular poderá ser muito revolucionário, mas pouco convincente.

2. Na luta política o essencial é muita presença de espírito e ausência de corpo, uma vez que as forças vivas, por mor da sua fogosidade, poderão ou não aniquilar eventuais resistências.

3. Porém, o sistema de terra queimada é susceptível de fazer voltar tudo à estaca zero, desperdiçando riquezas difíceis de recuperar, mas impondo o domínio do mais forte.

4. Logo, a luta popular aqui aventada sugere a aliciação pelo encadeamento de juizos lógicos e actos ponderados que não ânimos ao rubro pouco conciliadores.

5. O termo popular - tudo o que é do agrado do povo - não se limita ao pão e circo, mas à satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do povo.

6. Nesta asserção, basta cultivar, sistematicamente, a formação de pequenas células cooperativas que, através da multiplicação destas, serão o escudo eficaz para sustar os ímpetos avassaladores do capitalismo.

7. A unidade cooperativa é a fortaleza onde a prática da autogestão e do autofinanciamento nos une e motiva para a reforma possível da mentalidade burguesa.

Nau

Nº. 1679 - Prelo Real



                            Cantigas


                  Não há pressas, nem demoras,
             No coração das cantigas;
             Nem os relógios dão horas
             Quando cantam as raparigas.

             Como algum dia ando hoje;
             Sou o mesmo apaixonado;
             Quem disser que o tempo foge
             É de nunca ter amado.

             A saudade é queda d'água
             Que ao longe quebra, ao bater; 
             É um compasso de mágua
             Marcado por te não ver.

             Como um adeus de saudade
             Não há palavra tão louca:
             Dizer adeus, ninguém há-de
             Ouvi-lo da minha boca.

             Quem ama liga-se à terra,
             Quem canta, ao reino dos céus;
             Quem pára que Deus o salve,
             Quem anda que vá com Deus.

                                   Afonso Duarte
                                  in "Ritual do Amor"


            

                       

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Nº. 1678 - RAC


1. Em Portugal, há duas hipóteses para solucionar os problemas graves. Primeira hipótese: ignorar o problema; segunda hipótese: adiar qualquer eventual solução.

2. Tal critério advém da larga experiência da Assembleia da República; esta, em presença de mais do que uma hipótese, nomeia uma comissão de inquérito que, invariavelmente, opta pela primeira suposição.

3. Logo, antes de serem tiradas quaisquer conclusões acerca de eventuais inquéritos da dita assembleia, os eclécticos investigadores tomarão conhecimento da solução mais bafejada que, para melhor clareza, será a primeira.

4. De facto, após os temas em confronto terem sido exaustivamente discutidos em plenário, seria redundante qualquer decisão que não correspondesse à primeira hipótese amplamente divulgada.

5. Na prática cooperativa, a coisa fia, como sói dizer-se, mais fino, discutindo os cooperadores as hipóteses e as achegas de cada um dos associados, entrando nos registos as deliberações finais.

6. Para melhor compreensão do tema trazido neste espaço à colação, basta reler o primeiro parágrafo, sem quaisquer comentários, uma vez que o negócio é a alma do segredo.

7. No caso de mínima dúvida, melhor será solicitar um inquérito à Assembleia da República, com a promessa dos apoiantes ao inquérito receberem um lugar de administradores na CGD.

Nau

terça-feira, 21 de junho de 2016

Nº. 1677 - Doutrina Cooperativista


1. O cooperativismo, como sistema associativo destinado a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais daqueles que trabalham juntamente para esse fim, é a via mais eficaz para combater o capitalismo.

2. Libertando os associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de usurários, a unidade cooperativa robustece-se através da prática da autogestão e autofinanciamento próprios, bem como do espírito de trabalho em comunidade.

3. Delegar o nosso poder de decisão a terceiros - chefes de facções políticas, de doutrinas esotéricas ou de sistemas religiosos - é postergar soluções ou cobardia em assumir responsabilidades, viciosamente lamentando frustrações por goradas expectativas.

4. Tanto as propostas liberais - menos Estado e maior dependência de grupos de interesses privados - como as de grupos partidários encarniçados na conquista das cadeiras do poder para satisfação pessoal dos corifeus e contentamento dos seus apaniguados - apenas subsistem por apatia e incoerência do maralhal.

5. Vários foram as pessoas com quem nos cruzámos que demonstraram diferentes capacidades de trabalho, de organização, de dinamismo, de segurança com as quais delineámos acções casuais que tiveram continuidade ou morreram à nascença.

6. Bom será cultivar o espírito associativo, orientado para a satisfação dos nossos interesses materiais que representem progresso sob o aspecto económico palpável, em vez de desperdiçar tempo e energias em actividades lúdicas que, embora acidentalmente necessárias, não são essenciais.

7. Sem  dúvida que o cooperativismo significa concorrência de auxílio, de forças, de meios para satisfação das necessidades da comunidade em que a figura do rei se impõe a fim de obviar disputas partidárias, estas apenas do agrado da burguesia dominante.

Nau

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Nº. 1676 - Portal Comunalista


1. Muito boa gente entra neste espaço com ideias preconcebidas, ora tomando-o como a proposta para um comunalismo religioso, ora como uma posição meramente política, de fundamento anarco-comunalista.

2. Quanto a hipotéticas tendências religiosas suponho não restarem quaisquer dúvidas, uma vez  que sempre temos afirmado considerar todas as religiões fraudulentas e nefastas ao género humano, apenas cultivadas por interesses sacerdotalistas.

3. Por outro lado, o comunalismo libertário, de cariz anarquista, apenas pretende subverter a ordem social, quer através de actos terroristas, quer apoiando os sindicatos operários de tendências revolucionárias, ideal apenas grato aos intelectuais de pacotilha.

4. A comuna aqui defendida procura ser uma nova forma de organização política, social e económica da população que, à semelhança das células cooperativas, se articula a partir das uniões, federações e confederações.

5. O objecto do cooperativismo comunalista é disseminar a prática da autogestão e do autofinanciamento, pondo cobro ao regimen partidocrático vigente que apenas tem servido para alcandoramento de demagogos e seus apaniguados.

6. Que a comuna, como unidade administrativa, possa redundar num acerbado centralismo burocrático devido à globalização em curso conduzida pelos plutocratas e a burguesia dominante, depende de todos nós, isto é, daqueles que nem capitalistas, nem sacerdotalistas se assemelham.

7. A figura do rei, hereditária e vitalícia, será a referência da comunidade, obviando as disputas partidárias dos soberanos a prazo que apenas servem os interesses das suas facções.

Nau

domingo, 19 de junho de 2016

Nº. 1675 - Psyche


1. A percepção das sensações físicas é detectada pelos receptores corporais e, mor parte destas, transmitidas ao cérebro.

2. Os melhores sensores do nosso corpo encontram-se localizados na ponta dos dedos e no rosto, em contacto privilegiado com o cérebro.

3. Localizados nos músculos e nas articulações, outros receptores mantêm-nos informados acerca da posição corporal e da respectiva tensão muscular.

4. A postura do triângulo aberto do exercício yoga de hoje consiste de três fases que, após executadas     à direita, deverão ser repetidas no lado oposto.

5. Costas apoiadas à parede e pernas afastadas cerca de 90 cm; braços estendidos ao nível dos ombros, tocando estes, bem como a bacia, os dedos mínimos e a maior parte da coluna na parede enquanto roda o pé direito 90º para a direita e o esquerdo 50º na mesma direcção.

6. Respire regular e compassadamente, estendendo o braço direito, bem como o tronco para a direita.

7. De seguida, coloque a mão direita sobre a perna do mesmo lado, enquanto eleva o braço esquerdo com a palma da mão virada para o lado de fora, rodando a cabeça a fim de fixar o olhar no polegar da mão esquerda. Após 30 segundos, repita o exercício para o lado esquerdo.

Nau

sábado, 18 de junho de 2016

Nº. 1674 - Fim de Semana 25


1. A integração do indivíduo na comunidade resulta de uma longa aprendizagem.

2. Embora o cérebro atinja cerca de 90% do tamanho adulto aos seis anos de idade, o processo de maturação depende da mielinização dos axónios que transportam os sinais eléctricos de um neurónio ao outro.

3. O desenvolvimento das capacidades intelectuais e físicas dependem do meio ambiente, bem como das estruturas pré-frontal do cérebro que geram os comportamentos.

4. No último Portal Comunalista voltou-se a enfatizar a importância do diálogo, não só do rectângulo ibérico, como da população migrada, atendendo à diferentes experiências sociais ocorridas.

5. A cooperação foi a mola do progresso ancestral, tanto na superação de dificuldades, como na consolidação dos laços de vizinhança; no espírito corporativo, bem como na actividade mercantil.

6. Claro que a religião é o culto que se presta à divindade, variando este em múltiplas cerimónias de acordo com as práticas meramente locais.

7. Porém, a tradição é algo que se renova e adapta ao presente como pura reminiscência, jamais hábitos ou rotinas ancilosantes que o CMC combate no rumo ao futuro.

Nau

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Nº. 1673 - Luta Popular


1. Visita relâmpago a espaços monárquicos confirma o ramerrame da Real Beira Litoral.

2. No "Caderno Diário" a opção monárquica manifestada assenta em presumidos valores, pouco diferentes daqueles assumidos pelos antimonárquicos, porém mais ancorados na religião e no passado.

3. "Monarquia Portuguesa.blogs.sapo.pt" encontra-se recheado de notícias fresquinhas acerca de próceres inestimáveis, mas do início do século transacto.

4. Limitado aos comentários amargos de Longair - o último dos Abencerragens com espasmos circenses - no "Monárquicos.com indice", a doutrina rareira.

5. "O Ouriço", na prática, não pica - só arranha.

6. Do "Dioguinho.blog" apenas faits divers datados, com várias semanas de atrazo.

7. De doutrina monárquica, nem o cheiro...

Nau

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Nº 1672 - Prelo Real




               Soneto Imperfeito da Caminhada Perfeita


       Já não há mordaças, nem ameaças, nem algemas
       que possam perturbar a nossa caminhada,
       em que os poetas são os próprios versos dos poemas
       e onde cada poema é uma bandeira desfraldada.

       Ninguém fala em parar ou regressar.
       Ninguém teme mordaças ou algemas,
       - o braço que bater há-de cançar
       e os poetas são os próprios versos dos poemas.

       Versos brandos... Ninguém os peça agora.
       Eu já não me pertenço: Sou da Hora.
       E não há mordaças, nem ameaças, nem algemas

      Que possam perturbar a nossa caminhada,
      onde cada poema é uma bandeira desfraldada
      e os poetas são os próprios versos dos poemas.


                                        Sidónio Muralha






quarta-feira, 15 de junho de 2016

Nº 1671 - RAC


1. Alguns cavalheiros, que se dizem monárquicos, trazem o credo sempre na boca, confundindo religião com tradição.

2. A religião é o culto que se presta à divindade, variando este em múltiplas cerimónias, de acordo com práticas meramente locais.

3. Uma estimativa dos anos 80 do século passado, as principais religiões do Planeta Azul não atingia três mil milhões de fiéis.

4. Sendo a população mundial estimada em 7,2 mil milhões, o largo número de credos (acima de 11) há muito em queda livre de praticantes,  a importância religiosa já não é o que era.

5. Por outro lado, a tradição é algo que se renova e adapta ao presente como pura reminiscência incontornável, jamais hábitos ou rotinas acilosantes.

6. Logo, fundamentar uma opção política em temas tão inconsistentes, melhor será aplicar-se no estudo do cooperativismo.

7. A prática cooperativa seria mais profícua, mas tal é demasiado para inveterados fideístas ultramontanistas.

Nau


terça-feira, 14 de junho de 2016

Nº. 1670 - Doutrina Cooperativista


1. O exercício material ou intelectual para satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do homem tem, na concorrência de auxílio, de forças, de meios, a potência eficaz para, da realidade do Planeta Azul, superar a resistência da mesquinhez humana.

2. Muitos são aqueles que cruzam os braços desfrutando do trabalho alheio por mor dos bens transmitidos (por sucessão, legado ou mera apropriação) que o Estado de direito, gizado pelas forças dominantes, protege e cristaliza, através dos peões de brega que os coadjuvam.

3. A cooperação foi a mola do progresso ancestral, tanto na superação de dificuldades, como na consolidação dos laços de vizinhança; no espírito corporativo (que "A Casa dos 24" exemplifica) bem como na actividade mercantil que o recurso usurário desvirtuou incutindo o lucro como objectivo que não equilíbrio económico

4. O espírito cooperativo verificado nas explorações agrícolas e suas respectivas caixas de crédito, adestrou-se nos sectores do consumo e da produção, obviando as viciosas margens de lucro dos intermediários; tornando-se uma escola prática da autogestão e do autofinanciamento, fundamentada na prudência e em consensos alargados.

5. Hoje, o movimento cooperativo não se limita a proteger a população mais carenciada, ambicionando reformar a mentalidade burguesa, esta apoiada no regimen republicano em que o poder se encontra limitado aos ricos e seus apaniguados.

6. O capital da unidade cooperativa, realizado através da quotização dos associados e acrescido dos fundos criteriosamente constituidos, articulando a sua actividade com unidades similares - uniões, federações e confederações - dirimirá a intervenção dos demagogos na comunidade,bem como dos clubismos, tanto os multipartidários, como os monopartidários.

7. Claro que o regresso do rei, tal como da administração autenticamente comunalista, será o coroar do espírito cooperativo: todos iguais; todos diferentes.

Nau

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Nº. 1669 - Portal Comunalista


1. Aqui seria o espaço adequado para discussão dos fundamentos do CMC.

2. Para denunciar os vícios do regimen vigente e apontar novos rumos.

3. Transvazando os limites da fronteira peninsular, os emigrados lusos continuam mudos e quedos.

4. Porém, nos esporádicos contactos em comunidades de acolhimento, são prolixos na apresentação dos bons exemplos a adoptar.

5. A eloquência é convincente e as promessas de regular intervenção não faltam.

6. Na prática, poucos são aqueles que se aventuram em estabelecer pontes realistas.

7. De Cabo Verde ao Extremo-Oriente, nem novas, nem mandados.

Nau

domingo, 12 de junho de 2016

Nº. 1668 - Psyche


1. O comportamento humano é condicionado pela cultura, isto é, pelo conjunto de acções disponibilizadas que asseguram a integração dos indivíduos numa comunidade.

2. Tais acções poderão ser orientadas para o estudo - aplicação do espírito a temas científicos, artísticos ou especulativos - bem como ao desenvolvimento das faculdades naturais - exercícios para o aumento da musculatura, da agilidade e da resistência física.

3. Lamarck caracterizou o objectivo da biologia como o conhecimento da "origem de todos os seres vivos e das principais causas da sua variedade" integrando-se esta actualmente em ciências tão diferentes como a histologia, a genética, a ecologia, a fisiologia e outras coisas mais.

4. Mas passemos ao yoga e à postura de cão de cabeça para baixo, ajoelhado de frente para a parede, com as nádegas perto dos calcanhares e as mãos espalmadas sobre o chão, começando por erguer-se lentamente, mantendo os braços alinhados com os ombros, e os pés com as ancas, rodando os dedos dos pés para dentro.

5. Eleve completamente o corpo, mantendo os braços direitos e as mãos na posição inicial, flectindo os cotovelos enquanto ergue o corpo (os quadris), ligeiramente empurrando as omoplatas, como se um "V" invertido pretendesse figurar.

6. Sempre num ritmo harmonioso e sereno, baixe lentamente os calcanhares e, à medida que o tendão de Aquiles se distende, toque com estes (obviamente, os calcanhares) no chão, na posição original e cabeça para baixo, entre os braços.

7. Será a postura de cão a espreguiçar-se que procurará manter durante cinco minutos o que, adquirindo maior destreza com a prática, poderá repetir as vezes que lhe aprouver.

Nau

sábado, 11 de junho de 2016

Nº. 1667 - Fim de Semana 24


1. Tomar uma decisão é fácil, desde que não acarrete  um risco pessoal imediato, pois os grupos de neurónios envolvidos resultam da mera acumulação de dados fortuitamente acedidos.

2. O número de visitantes regulares a este espaço é gratificante, embora a falta de diálogo seja confrangedora, dado que urge discutir as teses liberais, socialistas ou sociais-fascistas.

3. No nosso entender, só pela cooperação e prática de uma autogestão responsável e de um autofinanciamento equilibrado será possível sustar os ímpetos de uma burguesia alienante e avassaladora.

4. Por outro lado, bom é ter presente que monárquico poderá ser um mero apoiante da Monarquia, jamais o partidário desta, dado que Monarquia é uma instituição que não um partido político.

5. Como instituição, Monarquia é o alicerce, a razão e o elo que liga a perseverança e a vida do presente ao passado da comunidade, enquanto o voto anódino, irresponsável, apenas favorece a burguesia e a respectiva República.

6. Continua-se a encher a boca com a máxima de que o votar é um dever democrático, embora só os sectários e os nefelibatas votem, sendo os resultados eleitorais sujeitos a uma engenharia matemática caprichosa.

7. A reforma da impante mentalidade burguesa só poderá ser realizada pelas nossas próprias mãos na linha sugerida pelo CMC.

Nau

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Nº. 1666 - Luta Popular


1. Terminei o apontamento da semana passada afirmando: na luta contra os preconceitos e a cultivada alienação a favor das classes dominantes, só as células cooperativas poderão satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais do povo.

2. Porém aguardamos que sejam os outros a fazer qualquer coisa por nós, multiplicando as desculpas para justificar o errático espírito de iniciativa; atribuindo aos outros a falta de confiança no bom êxito de aventados empreendimentos.

3. O ardil do carneiro guisado com batatas para atrair os eleitores à boca da urna dos votos tornou-se obsoleto, uma vez que a prática de imolar vítimas - no caso vertente, mamíferos artiodáctilos ruminantes, da família dos bovídeos - para os oferecer em sacrifício aos deuses perdeu o virginal encanto destes.

4. A estratégia da salazarquia resultou enquanto o patrono teve a vara do poder na mão, dado que a falta de comparência no acto eleitoral seria pouco salutar tanto para os apaniguados, como para os funcionários públicos, embora por baixo de mão até os defuntos votassem.

5. Hoje enche-se a boca com a máxima de que o votar é um dever democrático, embora só os sectários e os nefelibatas votem, sendo os resultados eleitorais sujeitos a uma engenharia matemática caprichosa que, num universo teórico de conjuntos, cumpre com os requisitos impostos pela moderna lógica formal.

6. De(votos) é que a burguesia dominante precisa, quer sufragando demagogos - que, numa ou duas legislaturas, ganham pensões de reforma para o resto da vida - quer através de múltiplas assembleias piramidais designam cândidos delegados, exímios no dizer ámenes.

7. A reforma da impante mentalidade burguesa só poderá ser realizada pelas nossas próprias mãos na linha sugerida pelo CMC.

Nau

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Nº. 1665 - Prelo Real



                               ... Antítese


                         Num céu intemerato e cristalino
                  Pode habitar talvez um deus distante,
                  Vendo passar em sonho cambiante
                  O Ser, como espectáculo divino.

                  Mas o homem, na terra onde o destino
                  O lançou, vive e agita-se incessante:
                  Enche o ar da terra o seu pulmão possante...
                  Cá da terra blasfema ou ergue um hino.

                  A ideia encarna em peitos que palpitam: 
                  O seu pulsar são chamas que crepitam,
                  Paixões ardentes como vivos sóis!

                  Combatei pois na terra árida e bruta,
                  Té que a revolva o remoinhar da luta,
                  Té que fecunde o sangue dos heróis!

                                             Antero de Quental
                                                            in "Sonetos"



                            

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Nº. 1664 - RAC


1. Monárquico poderá ser o mero apoiante da Monarquia; jamais partidário, dado que Monarquia é uma instituição e não um partido político.

2. Como instituição, Monarquia é o alicerce, a razão e o elo que liga a perseverança e a vida do presente ao passado da comunidade.

3. O regime político em que os conjuntos de regras administrativas são impostas à comunidade pelo voto anódino, irresponsável, orquestrado pela burguesia dominante toma a designação de República.

4. Logo, República é o recurso político destinado a vincular o grosso da população a um património - histórico e material - que a burguesia dominante se arroga como seu.

5. O Lex Duodecim Tabularum teve o condão de apaziguar o povo revoltado pelo despotismo dos patrícios romanos. O Estado de direito foi criado pela burguesia dominante que fomenta, de modo maquiavélico, a partidocracia.

6. Claro que, na partidocracia, o objectivo de cada facção será a conquista das cadeiras do poder , servindo o soberano a prazo para apoiar as suas cores e contrariar as adversas.

7. O soberano na Monarquia também poderá ser sufragado, mas apenas por um número restrito de eleitores. Porém, a prática europeia é, maioritariamente, pela hereditariedade e vitaliciedade do soberano.

Nau


terça-feira, 7 de junho de 2016

Nº. 1663 - Doutrina Cooperativista



1. O género humano, à semelhança doutros animais, tende para a formação de grupos e para a adopção de ideias alheias.

2. Tais grupos poderão resultar das diferentes categorias de indivíduos fundada no mérito, capacidade ou importância pessoal, bem como da profissão ou do estilo de vida adoptado.

3. Logo, o espírito associativo - participação de várias pessoas em actividades de interesse comum - é a mola do progresso, da tendência do género humano para a perfeição.

4. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a aptidão para viver em sociedade resulta do objectivo em satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias, exclusivamente dalguém.

5. Porém, a harmonia social jamais poderá ser atingida através do domínio de minorias sobre a impassibilidade da maralha, porquanto a felicidade não é o paraíso, apenas o trabalhar para o bem-estar comum.

6. A famosa "Casa dos Vinte e Quatro", em Lisboa - declarada apoiante do Mestre de Avis que lhe outorgou poderes, em finais do século XIV, acentuando a queda do feudalismo - foi o embrião do comunalismo aqui defendido.

7. Sem dúvida que a prática cooperativa, projectada na dinâmica comunalista, é razão suficiente para o inadiável regresso do rei.

Nau


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Nº. 1662 - Portal Comunalista


1. O número de visitantes regulares a este espaço é gratificante, embora a falta de diálogo torne monótona a apresentação dos pertinentes temas.

2. Aos indefectíveis companheiros alemães, ucranianos, finlandeses e estadunidenses um muito obrigado pela silenciosa presença, embora o diálogo noutras línguas seja difícil, mas não impossível.

3. Os emigrantes veteranos (França, Reino Unido, Luxemburgo, etc.) alegam enferrujamento na escrita do seu país natal, embora o utilizem, despreocupadamente, no Facebook.

4. Uma coisa é certa - importante é a ideia veiculada que não o insulto soez, este recurso de índole republicana devido à falta de argumentos sustentáveis.

5. Apostar em caudilhos iluminados por teses liberais, socialistas ou sociais-fascistas é adiar reformas que só pela cooperação (autogestão e autofinanciamento) consenso e as nossas próprias mãos poderão ser realizadas.

6. Somos suspeitos de aventar simpatias pelo maoísmo de tendência anti-burocrática e pelo anti-social-fascismo do PCTP/MRPP (hoje mais autofágico do que pioneirista), contudo temo-nos mantido sempre fieis ao CMC.

7. Os campeões das amplas liberdades, particularmente no continente africano, silenciam (ou prouram silenciar) os seus opositores, locupletando-se com tudo que venha à mão. Quem quer usar da palavra?.

Nau

domingo, 5 de junho de 2016

Nº. 1661 - Psyche


1. Tomar uma decisão é fácil, desde que não envolva um risco pessoal imediato.

2. Decisões ponderadas são meros jogos de palavras para articular a justificação com o efeito optado aleatoriamente.

3. Os grupos de neurónios possivelmente envolvidos nas tomadas de decisão resultam da acumulação de dados acedidos.

4. Porém, a improbabilidade de fazer jackpot no euromilhões é superior às melhores expectativas, mas a hipótese de alguém vir a ser contemplado precipita a cumplicidade.

5. Os governantes auferem largos proventos a partir dos jogos de azar, sendo essa a única via de ir, sem apelo nem agravo, ao bolso dos contribuintes.

6. Os desaires económicos quando previstos em termos matemáticos tornam-se despicientes nos longos prazos.

7. Decisivamente, a resolução à portuguesa fica-se pelo adiamento.

Nau

sábado, 4 de junho de 2016

Nº. 1660 - Fim de Semana 23


1. Os nossos pensamentos e opções são o resultado das leis físicas e químicas do cérebro, relativando a independência da razão.

2. Claro que o tema da nobreza é de um anacronismo confrangedor, apenas aceitável como narração de factos, segundo uma ordem cronológica e indicando as circunstâncias que os determinaram.

3. A doutrina cooperativista suplanta todos os modelos e critérios de associação uma vez que se fundamenta no princípio verdadeiramente democrático da autogestão - gerência pelos sócios eleitos - e autofinanciamento - despesas das actividades e investimentos a partir dos seus próprios réditos.

4. Se mantendo escandalosos níveis de rendimentos não é possível estimular a formação de políticos eficazes e empresários dinâmicos, melhor será cultivar a temperança, permitindo que os actuais estimáveis dirigentes públicos e mestres da nossa economia imigrem para os paraísos fiscais.

5. Logo, elevados vencimentos pecuniários auferidos por administradores, apaniguados e quejandos poderão ser mantidos mas, estabelecido um padrão máximo para todas as funções e cargos, o excesso da tabela deverá reverter em tributos coercitivo.

6. O povo - nome colectivo de todos os indivíduos do mesmo país sujeitos às mesmas leis - não consiste apenas de classes formais: trabalhadores e plutocratas. Na luta contra os preconceitos e a cultivada alienação a favor das classes dominantes, só na multiplicação das células cooperativas o povo poderá satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. A prática da autogestão e do autofinanciamento será o escudo eficaz para sustar a investida do capital e harmonizar a administração comunalista.

Nau

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Nº. 1659 - Luta Popular


1. Sempre que se fala de luta popular logo vem à baila a oposição entre a classe operária e a capitalista.

2. Porém, o povo - nome colectivo de todos os indivíduos do mesmo país e que vivem sujeitos às mesmas leis - não consiste apenas de duas classes.

3. A parte numerosa e mais carenciada da população não são forçosamente operárias uma vez que o salário tanto é pago ao que executa qualquer trabalho físico, como ao que intelectualmente o superintende.

4. O espírito de classe baseado no grupo de pessoas com atributos semelhantes é optativo, emparceirando o intelectual, por vezes, com trabalhadores comuns que não com indivíduos de vastos cabedais.

5. A função de cada personagem - o desempenho de deveres que impõe um emprego em serviço particular, público, etc., mediante a retribuição pecuniária ou granjeamento próprio - faz a diferença, como apaniguado ou cooperador.

6. O cooperador mantém a sua capacidade de diálogo e independência; o apaniguado, sendo mantido por outrem, tem a sua liberdade coarctada, podendo outrossim cultivar a imaginação, o engenho e a inteligência, ultrapassando deliberadamente o espírito de classe.

7. Logo, o povo - na luta contra os preconceitos e a cultivada alienação a favor das classes dominantes - só nas células cooperativas poderá satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, através da prática da autogestão e do autofinanciamento.

Nau

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Nº. 1658 - Prelo Real



                              O Sol é Grande


                         O sol é grande, caem co'a calma as aves,
                    do tempo em tal sazão, que sói ser fria;
                    esta água que d'alto cai acordar-m'ia
                    do sono não, mas de cuidados graves.

                    Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
                    qual é tal coração qu'em vós confia?
                    Passam os tempos vai dia trás dia,
                    incertos muitos mais que ao vento as naves.

                    Eu vira já aqui sombras, vira flores,      
                    vi tantas águas, vi tanta verdura,
                    as aves todas cantavam d'amores.

                    Tudo é seco e mudo; e, de mestura
                    também mudando-m'eu fiz doutras cores:
                    e tudo o mais renova, isto é sem cura.

                                                                                                     
                                                       Sá de Miranda
                                                        in "Antologia Poética"