quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Nº. 1140 - Prelo Real


1. Segundo me acabaram de informar, há vários êxitos editoriais no ano findo dos quais ainda não tive a oportunidade dos compulsar.

2. "A Chave de Salomão", de José Rodrigues dos Santos, Gradiva Publicações, tem público certo, atendendo à grande capacidade plumitiva do autor.

3. "Não se encontra o que se procura ", de Miguel Sousa Tavares, Clube do Autor, as primeiras páginas aguçam a curiosidade do leitor mas, de certo, que o grosso da obra não o desiludirá.

4. "Cozido à Portuguesa", de Domingos Amaral, edição Casa das Letras. Quando as crónica são escritas de forma apressada e pouco cuidadosa a coisa não sai bem - modéstia do autor.

5. "Amores e saudades de um português arreliado", de Miguel Esteves Cardoso, Porto Editora, desafio para leitura inadiável: "a melhor coisa que pode acontecer a quem escreve é alguém, do outro lado, pensar".

6. "O Meu Programa de Governo", de José Gomes Ferreira, Livros d´Hoje, vale a pena reler esta obra, até no espírito sugerido por Miguel Esteves Cardoso enunciado no parágrafo anterior.

7. "Sócrates que nós conhecemos é um mártir, com corda ao pescoço, que defende(u) a pátria contra o perigo estrangeiro, o Estado Social contra a ganância dos liberais e a moralidade do povo contra 'brejeirices' sobre o pelo púbico. Quem olhar bem, consegue ver um halo sobre a sua cabeça". Palavras proféticas de Vasco Pulido Valente no Público jornal, em Maio de 2011.

Nau

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Nº. 1139 -RAC


1. A real actividade cooperativa terá lugar quando o Povo, decididamente, procurar resolver, através de unidades de solidariedade social, as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

2. Sem dúvida que a cooperativa é uma mesa redonda por excelência em que os amesendados têm a liberdade de formular projectos, bem como decidir acerca daqueles que melhor correspondem às suas necessidades pontuais.

3. O ensaio poderá ser realizado entre o grupo de amigos que, em número nunca inferior a cinco membros, estudarão as obrigações e direitos que terão de assumir ao estabelecer uma unidade cooperativa.

4. Na organização de um projecto cooperativo deverão ser observados os princípios APC - amizade, proximidade, capacidade - os quais possibilitam largos consensos, rápidos contactos entre si e múltiplas valências: profissionais, empreendedoristas, adestrativas.

5. Claro que poderão optar por uma unidade cooperativa já estabelecida, aí procurando integrar-se na actividade da mesma, com espírito aberto e nunca negativo, sempre prontos a replicar a experiência em outras unidades similares, contemplando sectores específicos: serviços, construção, agricultura, ensino, etc.

6. O robustecimento da prática cooperativa, utilizando recursos próprios - financeiros, mão de obra, conhecimentos técnicos, etc. - e a proximidade das unidades similares em uniões, federações e fundações, permitirão realizar um escudo suficientemente forte para confrontar o espírito burguês tutelar.

7. Cedo o clubismo político enveredará para plataformas doutrinárias mais esclarecidas, dando azo a que os partidos estimulem consensos entre si, prescindindo da imposição de credos expletivos e/ou soberanos a prazo.

Nau

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Nº. 1138 - Doutrina Cooperativa, a solução


1. Ser monárquico é amar e respeitar o património histórico e político comum.

2. Ser republicano é amar e respeitar o património histórico e político comum.

3. Para os monárquico deixou de existir (recentemente?) uma Casa Real, bem como um Chefe da Casa Real.

4. Para os republicanos deixou de existir (1910/10/5) uma Casa Real, bem como um Chefe da Casa Real.

5. Alguns monárquicos valem-se dos ideais e asneiras republicanas para legitimarem um suposto herdeiro do trono de Portugal, sem ouvir o coração.

6. Alguns republicanos valem-se dos ideais e asneiras dos monárquicos para legitimarem o regime vigente de soberanos a prazo, por mera eleição.

7. Maior convergência entre monárquicos e republicanos não é possível!. Aguardamos o despertar (tanto de monárquicos, como de republicanos) para um futuro mais cooperativista e saudável.

Nau

domingo, 28 de dezembro de 2014

Nº. 1137 - Portal Comunalista


1. É impressionante o número daqueles que se dizem monárquicos baseados em pressupostos que só eles entendem, limitando-se a afirmar que ser monárquico é amar e respeitar o património histórico e político comum.

2. Para certos republicanos a sua opção política resume-se a um anti-monarquismo militante e, embora amando a pátria onde nasceram, desprezam tudo e todos que não comungam das suas ideias vagamente anarquistas, evocando sempre direitos sem eventuais contrapartidas.

3. A comunidade portuguesa sedimentou-se não apenas pelo bairrismo, mas pela vontade daqueles que se impuseram como soberanos. Logo, ser Rei de Portugal não depende de uma vontade messiânica, mas da necessidade de uma representação consensual.

4. Claro que Monarquia significa governo de apenas um soberano e, durante séculos, este foi transmitindo o padrão da unidade e do direito adquirido ao seu primogénito, obviando lutas fracturantes, tal como aquelas que se verificam quando a irmandade procura abocanhar o melhor naco do património do seu progenitor.

5. A alternativa ao soberano hereditário e vitalício será a eleição de um soberano a prazo, mas tal hipótese irá viciar as diferentes opções políticas - conjunto de propostas e orientações administrativas - porquanto o eleito (tanto pelo sufrágio universal, como pelo colégio de notáveis) tendencialmente protegerá as cores do seu clube e da conveniência burguesa.

6. Logo, afirmar que não existe uma Casa Real lusa e/ou um herdeiro da Coroa Portuguesa é sustentar a prática republicana de tudo ao molho e fé em Deus, desprezando a hipótese de consenso e da solução hereditária (de pais a filhos pela via da geração) alimentando querelas cultivadas por cripto-republicanos em busca de poleiro burguesoide.

7. A hodierna Monarquia significa, de facto, governo de um só, isto é, do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, aqueles que se afirmam monárquicos devem cooperar para o bem comum que não enredar por aí fora como meros pandilhas atoleimados.

Nau

sábado, 27 de dezembro de 2014

Nº. 1136 - Psyche


1. A realidade não é o imaginário ou o fictício, nem tão-pouco a verdade, mas puro jogo de palavras.

2. O que existe no nosso pensamento é experiência adquirida fora deste, deturpada, vezes sem conta, pelos nossos sentidos.

3. A experiência e a prática sugerem uma realidade objectiva, porém o conhecimento exacto e o raciocinado em certas circunstâncias não é ciência rigorosa.

4. A matéria cria o espírito e, correspondendo o objecto à representação que temos dele e da sua eventual utilização, provável é as percepções concordarem com a realidade fora de nós.

5. Existindo a matéria no espaço e no tempo, a transformação é inexorável, cultivando-se a memória com base nas necessidades do momento, certos de uma referência esbatida.

6. O espírito, a arte, as ideias têm grande importância na escolha dos caminhos a percorrer, embora estes sejam condicionados por meras circunstâncias.

7. Nascemos, crescemos e morremos.

Nau

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Nº. 1135 - Fim de Semana 54


1. Segundo Pascal, "A felicidade do Paraíso é infinita. Portanto, mesmo que seja baixa a probabilidade de Deus existir, se multiplicarmos essa probabilidade por infinito tornar-se-á uma certeza"; logo, a almejada satisfação espectável num elaborado projecto é obstáculo certo para a realização do mesmo.

2. Nascemos para morrer e no intervalo papagueamos, macaqueamos, crescemos, egocentramos, coexistimos, reproduzimo-nos e vivemos, enquanto a vida dura, sempre lutando pela subsistência, algum conforto e ideais míticos, sendo estes (religiosos, políticos, estéticos) que nos estimulam a trabalhar para um futuro melhor e, como seres inteligentes, obviando toda a espécie de fanatismos e/ou sectarismos.

3. A burguesia dirigente é controlada pela minoria monopolista que, escudada em corporações, vai indigitando os seus afilhados para lugares chaves e estes, imitando ridiculamente, em escalões mais modestos, os trejeitos e os faustos dos patronos, repercutem as mesmas denguices até às bases, embora as hipóteses do maralhal desfrutar de idênticas benesses serem muito remotas.

4. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, porquanto a figura do Rei reina, mas não governa, servindo fundamentalmente para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, sem o adestramento da prática cooperativista em que os próprios interessados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, apenas se consolidam os governos minoritários - monopolistas e plutocratas - da burguesia.

5. De José Travaços dos Santos bom é rebuscar o poema "No princípio era o verbo" porquanto neste se levanta a questão da dúvida milenaria e são precisamente estes tipos de dúvidas que realizam o progresso civilizacional: "Admirável é o campo da astrofísica...".

6. De entre o Estado de Direito BB (burguês e burocrático) e a Ditadura em nome dos proletários (centralizadora e mentalmente burguesa) impõe-se o cooperativismo para a satisfação das aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, como a verdadeira luta popular.

7. Porém, os mais interessados deixam-se enredar em discussões de lana-caprina esperando que o maná caia miraculosamente  dos céus.

Nau

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Nº. 1134 - Luta Popular


1. A oposição entre a classe operária e a capitalista é designada, por conveniências doutrinárias, como a luta popular por excelência.

2. No entanto, o adjectivo popular assinala apenas o que é do povo, que pertence ao povo, que é próprio do povo. Logo, a luta de classes nem sempre poderá ser adjectivada como popular.

3. Por outro lado, operário é o indivíduo que presta os seus serviços, mediante salário, numa construção, em estabelecimentos industriais ou agrícolas, etc., logo, colaborar na realização do bem-estar comum não é apanágio só desta classe.

4. A classe mercantil, por mérito próprio e o beneplácito do rei, progressivamente, libertou-se da tutela dos Senhores Feudais assumindo estes, à semelhança do povo em geral, a posição de meros clientes.

5. Pela acumulação de fartos cabedais provenientes das suas actividades mercantilistas, fácil foi para a burguesia neutralizar a nobreza dos pergaminhos, arredando esta das suas funções administrativas.

6. Como classe social dominante no modo de produção capitalista, a burguesia apressou-se a substituir o direito penal do liberalismo por complementos penais de carácter positivista, a fim de se proteger do assalto das classes materialmente pouco favorecidas.

7. De entre o Estado de Direito BB (burguês e burocrático) e a Ditadura em nome dos proletários (centralizadora e mentalmente burguesa) impõe-se o cooperativismo para a satisfação das aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, como a verdadeira luta popular.

Nau

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Nº. 1133 - José Travaços Santos


                              No princípio era o verbo

 
                                             Admirável é o campo da astrofísica
                                              que aprofunda as origens das origens
                                              até onde se alcançaram
                                              os limites físicos do Infinito,
                                              desvenda os núcleos negros das galáxias,
                                              fontes donde elas brotaram
                                              e seus implacáveis destinos,
                                              e a explosão inicial da semente
                                              dos mundos,
                                              seu gigantesco despertar.
                                              Mas o investigador, por mais astuto,
                                              deixa sempre um ponto controverso
                                              por desvendar:
                                              quem foi o semeador,
                                              que, no nada absoluto,
                                              lançou a primeira semente
                                              do Universo
                                              e a fez germinar.
 
            
                    do opúsculo "No princípio era o verbo"
 
 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Nº. 1132 - RAC


1. Por incrível que pareça um jovem, na Internet, declarou-se monárquico e tradicionalista.

2. Claro que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, porquanto a figura do Rei reina, mas não governa, servindo fundamentalmente para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

3. Tradicionalistas são aqueles que preferem os costumes e técnicas ancestrais mostrando um certo agastamento pela ideia do progresso, embora não dispensem a utilização dos modernos meios de comunicação, no caso vertente, a Internet.

4. No campo filosófico, o tradicionalismo sustentava, em finais dos século XIX, que o conhecimento da verdade e a prática do bem eram inacessíveis ao homem sem a intervenção divina, pelo que a religião e o absolutismo unidos seria a fórmula mais adequada.

5. Porém, a tradição é frequentemente associada ao fluxo de água no leito de um rio que, mantendo as mesmas origens, se renova continuadamente, sem refluxos contra natura.

6. Afirmar que o governo ao Rei pertence, numa Comunidade descentralizada e sem partidos - logo, com corporações iniludível e sectariamente instrumentalizadas - faz jus a uma caldeirada à fragateiro.

7. Sem o adestramento da prática cooperativa em que os próprios interessados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, apenas se consolidam os governos minoritários - monopolistas e plutocratas - da burguesia.

Nau





















































































































































































































segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Nº. 1131 - Doutrina Cooperativista


1. Aos meus ouvidos continuam a chegar as admoestações dos Velhos do Restelo que não têm qualquer dúvida que o maralhal não quer aceitar a responsabilidade das decisões - quer ser governado para depois criticar, isto é, dizer mal do que se faz, pôr defeitos no que se faz, censurar por que se faz - lamentando a sua triste sorte.

2. Os Velhos do Restelo, depois de conjecturarem profundamente, chegam à conclusão que apenas uma minoria residual deverá governar - o que é música celestial para os ouvidos da burguesia que, a seu tempo, arredou a decrépita nobreza com o Estado de Direito -  assumindo-se como a providencial classe dirigente.

3. Minoria residual porquanto se vai apossando de tudo e de todos, eliminando os menos dotados; controlando  a produção dos bens essenciais; impondo o consumismo como droga para a satisfação de apetites vorazes que, à semelhança daquele dos podengos das casas senhoriais, se alimentam dos nacos de carne que lhes são providenciados, rosnando entre si e dando à cauda na expectativa de novas vitualhas.

4.  A burguesia dirigente é controlada pela minoria monopolista que, escudada em corporações, vai indigitando os seus afilhados para lugares chaves e estes, macaqueando, em escalão mais modestos, os trejeitos e os faustos dos patronos, repercutem as mesmas denguices até às bases, embora as hipóteses do maralhal desfrutar de idênticas benesses serem muito remotas.

5. Claro que os jogos que se vendem ao público com o alegado fim da distribuição por sorteio de prémios pecuniários fabulosos é mera hipótese de novos impostos serem furtivamente cobrados. Porém, até os mais necessitados arriscam os seus tostões na expectativa de obterem o grande prémio que os permitirá desfrutar do trabalho alheio.

6. A cantada solidariedade - simpatia pelos desprotegidos, pelos que sofrem, etc. - é bandeira tutelar sobre a maioria carente que, por seu lado, pretende viver das esmolas esportuladas por programas sociais onde milhares de burocratas têm o ganha pão assegurado preenchendo estatísticas, redigindo extensos e inúteis relatórios, que apenas servem para manter o statu quo.

7. O planeta Terra a toda a população existente pertence. Logo, cabe a todos nós usufruir das riquezas do mesmo, cooperando entre si, dado que (está mais do que provado) o delegar em celestiais dirigentes é mero adiar de soluções.

Nau

domingo, 21 de dezembro de 2014

Nº. 1130 - Portal Comunalista


1. Nesta quadra de festas todos nós temos algo para celebrar - recordações da infância, recatos da puberdade, audácias académicas, trovadorismos galantes - procurando esquecer o lado negro da vida.

2. Sempre tivemos que trabalhar no duro para corresponder às expectativas dos progenitores, ao desafio dos mais dotados (física e/ou intelectualmente), à conquista de um lugar na comunidade.

3. Os idosos relatam dificuldades (reais e/ou exageradas) ainda maiores do que as nossas havidas nos seus dias, com laivos de amargura e queixumes da inexorável decadência física.

4. Nascemos para morrer e no intervalo papagueamos, macaqueamos, crescemos, egocentramos, coexistimos, reproduzimos-nos e vivemos, enquanto a vida dura, sempre lutando pela subsistência, algum conforto e ideais míticos.

5. São os ideais - religiosos, políticos, estéticos - que nos estimulam a trabalhar para um futuro melhor e, como seres inteligentes, obviando toda a espécie de fanatismos e/ou sectarismos.

6. À diáspora portuguesa, uma vez mais recomendo o estreitamento de relações com a população emigrada - tanto no local onde se encontram, como até noutras comunidades - consolidando amizades.

7. A Internet será uma boa via para a manutenção de contactos e a multiplicação de Reais Associações na comunidade onde residem uma alternativa ao espaço aqui disponibilizado.

Nau

sábado, 20 de dezembro de 2014

Nº. 1129 - Psyche


1. A emoção resultante quando algo coarcta a almejada satisfação espectável num elaborado projecto é obstáculo certo para a realização do mesmo.

2. O esmorecido ânimo inventa razões onde a própria razão escasseia, mas o negativismo sistemático apenas consome o que resta da vida e esta dura enquanto a vida dura.

3. Consultado o oráculo de Delfos, Cresos, imperador da Lídia e da Ásia Menor, ficou a saber o que já era óbvio pois, no confronto com os persas, um grande império sucumbiria mas, contra as suas expectativas, foi o lídio.

4. Segundo as estatísticas, a probabilidade de acertar ao acaso nas cartas saídas de um baralho é de um em quatro o que, em 1200 extracções, corresponderá a 300, mas a maioria das pessoas presume que a sorte lhe será favorável.

5. Aqui faço questão de citar Pascal: "A felicidade do Paraíso é infinita. Portanto, mesmo que seja baixa a probabilidade de Deus existir, se multiplicarmos essa probabilidade por infinito, tornar-se-á uma certeza. Por isso devemos acreditar em Deus".

6. Porém, entre a existência e a essência, situam-se os impulsos hedonísticos que fazem do prazer o bem supremo, acomodando convenientemente a fé em escaninhos tão remotos que só em crises para-anormais se visualizam.

7. Quando experimentamos uma emoção o nosso coração bate mais depressa, as glândulas vertem adrenalina na corrente sanguínea e teremos a sensação de medo e/ou euforia.

Nau

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Nº. 1128 - Fim de Semana 53


1. A faculdade de se governar pelas suas próprias regras e/ou dirigir-se segundo a sua própria vontade é prática cooperativista, e o amor, a liberdade e a aspiração autonómica consubstanciam-se na ideia peregrina da cooperação.

2. Os europeus são o produto da caldeação de povos há muito tempo enredados em ideologias e movimentos políticos regionais, orquestrados por uma burguesia monopolista e governantes apaniguados da mesma. Sem dúvida que a prática cooperativista é a grande escola que urge fomentar para a construção de uma comunidade mais sã e justa.

3. De médico, poeta e louco todos nós temos um pouco e, talvez por isso, não hesitamos em meter uma colherada em alimentos desconhecidos, o que só um louco fará em caldeirões de feiticeiros; ou escrever desnecessariamente versos inflamados à sua Dulcineia; ou medicamentar-se para curar uma possível influenza.

4. Preconceitos de superioridade não passam disso mesmo - meros preconceitos - porquanto todos nós somos carentes de qualquer coisa: alento, capacidades físicas e/ou intelectuais, etc. - pelo o que importa é trabalhar para o bem comum, certos de que pergaminhos de nobreza, nomes sonantes - tal como largos cabedais ou títulos académicos - apenas servem para deslumbrar parolos, porquanto Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo.

5. Durante a Saturnália da Roma Antiga, grandes festas eram celebradas nesta quadra com  presentes, muito álcool e inerentes orgias, mas o que importa hoje é a confraternização - aproximação das pessoas como irmãs - para lá da eventual troca de presentes que alivia o sufoco que se verifica na actividade comercial.

6. A opção CMC é essencialmente pedagógica, exercitando o diálogo e o consenso entre os associados na defesa dos interesses comuns, tendo presente que aos partidos cabe a função doutrinária - mais Estado ou menos Estado - dilema que alimenta paixões mas não coarcta o pragmatismo cooperativista.

7. Tenham um bom fim de semana, não esquecendo que andar de afogadilho nem sempre é mais dinâmico, mas estratagema para fugir às agruras do presente.

Nau

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Nº. 1027 - Luta Popular


1. Ao contrário de muitos pseudos monárquicos que apenas sabem censurar aquilo que os outros fazem ou não fazem sem uma ideia construtiva, o PCTP/MRPP analisa factos e avança com soluções.

2. O regime político vigente soçobra enredado na corrupção a todos os níveis, manipulado por plutocratas e conluios internacionais de inspiração burguesa, tendo por recurso uma minoria "salvadora" que se presume imprescindível.

3. Exaustivamente se faz passar a ideia que o acto eleitoral é a expressão da democracia por designar uma opção por pendência ou escolha de alguém para ocupar um cargo ou desempenhar funções na comunidade.

4. Porém, a liberdade ou faculdade de escolha, sendo um direito, presume uma responsabilidade conscientemente assumida que apenas o cooperativismo cultiva ao motivar a união de pessoas com fins e interesses comuns.

5. O centralismo democrático leninista, organizando discussões temáticas no seio do partido e dando azo à constituição de facções neste, extrapolando as mesmas para as estruturas produtivas, peca somente pelas divergências das bases não serem saudáveis quando colidem com o vértice da pirâmide.

6. Logo, a opção CMC é essencialmente pedagógica, exercitando o diálogo e o consenso entre os associados na defesa dos interesses comuns, tendo presente que aos partidos cabe a função doutrinária - mais Estado ou menos Estado - dilema que alimenta paixões mas não coarcta o pragmatismo cooperativista.

7. Entretanto, o PCTP/MRPP, galhardamente, prossegue no bom combate denunciando injustiças, dando relevo às lutas dos trabalhadores, sejam estas do Metropolitano, da CP, da TAP, etc., pelo que, para manter uma sanidade mental escorreita lê, divulga e comenta lutapopular@pctp/mrpp.org.

Nau

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nº. 1026 - Prelo Real


1. O nascimento anual do Deus Sol (Dies Natalis Invicti Solis) era celebrado na Roma Antiga durante o solstício de inverno.

2. Claro que tal data era oportunamente escolhida por corresponder a um período em que os trabalhos agrícolas eram mais reduzidos.

3. Por outro lado, a aproximação da almejada primavera potenciava a troca de presentes e grandes festejos na Saturnalia romana.

4. Durante a Saturnalia da Roma Antiga, grandes festas públicas eram celebradas com presentes, muito álcool e inerentes orgias.

5. Quando força dominante em Roma, os cristãos proibiram a Saturnalia, tornando esta a festa do nascimento de Jesus, com data aprazada para o 25 de dezembro.

6. A troca de presentes da Saturnalia foi mantida, porém associada às oferendas a Jesus dos míticos reis magos Baltazar, Belchior e Gaspar.

7. O que ora importa é a confraternização - aproximação das pessoas como irmãs - para lá da eventual troca de presentes que alivia o sufoco que se verifica na actividade comercial.

Nau

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nº. 1025 - RAC


1. Exemplos não faltam e regularmente utilizamos serviços disponibilizados por cooperativas sem nos apercebermos da matriz da organização.

2. Quanto mais eficiente for uma cooperativa, maior número de clientes acumula, permitindo a criação de novas actividades, bem como melhor remuneração de dirigentes e dos trabalhadores associados.

3. Olhos postos nos mercados externos, bom seria que as cooperativas de raiz portuguesa espalhadas pelo mundo, neste espaço apresentassem eventual intercâmbio dentro da doutrina comungada.

4. Grupos de pessoas com atributos semelhantes - género, capacidades, profissão, etc. - expressam uma diferença, mas é esta diferença, quando inteligentemente concertada, que permite o progresso e o bem-estar na comunidade.

5. Preconceitos de superioridade não passam de isso mesmo - meros preconceitos - porquanto todos nós somos carentes de qualquer coisa: alento, capacidades físicas e/ou intelectuais, etc. - pelo que o que importa é trabalhar para o bem comum.

6. Pergaminhos de nobreza, nomes sonantes - tal como largos cabedais ou títulos académicos - apenas servem para deslumbrar parolos, porquanto Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo.

7. A burguesia - tanto a do centralismo burocrático (liberal ou socialista), como aquela conotada com a ditadura em nome dos proletários (social-fascista) - só poderá ser contida por uma eficaz cultura cooperativista,

Nau

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nº. 1024 - Doutrina Cooperativista


1. A ignorância é tão-somente ausência de conhecimentos que a um licenciado em psicologia o inibe de praticar actos médicos e a uma pessoa que não se encontra legalmente habilitada para o exercício de medicina de prescrever receituários.

2. Porém, de médico, poeta e louco todos nós temos um pouco e, talvez por isso, não hesitamos em meter uma colherada em alimentos desconhecidos, o que só um louco fará em caldeirões de feiticeiros; ou escrever desnecessariamente versos inflamados à sua Dulcineia; ou medicamentar-se para curar uma possível influenza.

3. Meter a fouce em seara alheia (que raio, hoje só me sai provérbios!), isto é, meter-se no que lhe não diz respeito por mero espírito opinativo, necessidade de esclarecimentos ou incentivos de parceiros niquentos (a quem enfiar a touca que se cuide!) não é grave, conforme sublinhado nos pressupostos.

4. Logo, sem qualquer ímpeto de curiosidade ou preocupação em se inteirar do que é o cooperativismo, doutos conselheiros Acácios enfatuadamente dizem ser o cooperativismo um conceito social muito à esquerda para o seu gosto, eventualmente conotado com os kibbutzes israelitas, de carácter voluntário, baseado em trabalho colectivo, autogestão e propriedade comum dos meios de produção.

5. Outros evocam a sua "longa" experiência como membros de qualquer cooperativa, tendo-se limitado ao pagamento de quotas durante um curto espaço de tempo sem nunca se dignarem em participar na autogestão da mesma - quer para obter benefícios, quer para se integrarem na correspondente actividade associativa.

6. Por isso não nos cansamos de repetir: a cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida.

7. Só a prática cooperativista poderá moderar a exploração dos plutocratas e domínio da classe burguesa.

Nau

domingo, 14 de dezembro de 2014

Nº. 1123 - Portal Comunalista


1. A Europa sempre foi uma porta de entrada para turbas flagelados pelos infortúnios ocorridos nas suas longínquas fronteiras.

2. Os europeus são o produto da caldeação de povos há muito tempo enredados em ideologias e movimentos políticos regionais, orquestrados por uma burguesia monopolista e governantes apaniguados da mesma.

3. Alguns europeus já se aperceberam que a Europa - de comunidades várias a uma só voz - somente poderá cultivar uma solidariedade com crescimento equilibrado através de uma política orçamental e uma política externa próprias.

4. Porém, o espírito oligopolista burguês, apoiado numa minoria que controla os bens de produção, apenas está interessado em fomentar organismos burocráticos que curam de minudências dando azo a que, nas regiões de pouco recursos, as economias mais robustas imperem.

5. O recente sistema presidencial, obviando o acesso ao topo da comunidade de Chefes de Estado de países de menor dimensão (regional/populacional), unicamente expressa o interesse da burguesia dominante que - à semelhança de um Barroso (PT), um Juncker (LU), um Rompuy (BE) ou um Tusk (PL) - não representam um desafio aos seus diktats.

6. As democracias nominais terão que passar por uma renovação de mentalidades, uma sociedade civil mais forte, uma cidadania mais consciente e adversa ao cultivado subsídio-dependentista corruptível.

7. Sem dúvida que a prática cooperativista é a grande escola que urge fomentar para a construção de uma comunidade mais sã e justa.

Nau

sábado, 13 de dezembro de 2014

Nº. 1122 - Psyche


1. Matria poderá ser a substituição arbitrária do termo patria, embora muitos sociólogos defendam a matriarca como base da família.

2. Entre os Antigos, patriarca era o chefe do lar e, quanto mais idoso - provavelmente pela experiência vivida - mais respeitável.

3. Na primeira evidencia-se a relação aos filhos - amamentação, primeiros passos, amor; no segundo sublinha-se a referência dos filhos - solidez comportamental, desenvolvimento, liberdade.

4. O extravasamento das relações familiares para o grupo de habitantes de um determinado lugar onde se nasceu é, por vezes, exaltado como nacionalismo.

5. Porém, o adepto acerbado daquilo que é natural de uma região - país - é mera aspiração em constituir um Estado autónomo, logo: sentimento ideológico.

6. A faculdade de se governar pelas sua próprias regras e/ou de dirigir-se segundo a sua própria vontade é prática cooperativista.

7. Por conseguinte, o amor, a liberdade e a aspiração autonómica consubstanciam-se na ideia peregrina da cooperação.

Nau

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Nº. 1121 - Fim de Semana 52


1. Na óptica do presuntivo herdeiro da coroa Portuguesa, dom Duarte Pio, políticas erradas de um "desenvolvimento sem progresso", aliadas a uma burocracia centralizadora e lenta, têm coarctado até as iniciativas de pequenos e grandes empresários, sendo urgente a dinamização de um Estado moderno e eficiente.

2. A descentralização da administração pública, em favor dos municípios, foi bandeira de Alexandre Herculano que procurou reforçar o poder local após a revolução vintista. Porém, o facciosismo político de inspiração burguesa tem corrompido o espírito municipalista devido ao sufrágio anódino, limitando-se o munícipe a delegar o seu poder de decisão aos membros dos partidos sufragados.

3. Logo, o despertar para o cooperativismo significa contribuir para a reforma da impante mentalidade burguesa, mas grande número daqueles que se dizem monárquicos preferem chafurdar na prática de maldizer em vez de estudar, analisar ou concorrer com ideias para eventuais soluções.

4. Como é óbvio, em todas as cooperativas existirão membros com tendências monárquicas, republicanas ou apolíticas, mas todos dispostos em aceitar as responsabilidades de sócios, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

5. Tutelados por uma burguesia submetida ao capital-deus num mundo globalizado, assistimos à continuação dos jogos políticos internacionais de confrontos a esmo, estes susceptíveis de aumentar o consumismo, tanto no sector armamentista e bélico, como na produção de drogas viciantes.

6. A natureza do homem é fraca para realizar as pertinentes reformas sociais pela via do coração, sendo a prática cooperativa mais racional nos objectivos a satisfazer, pelo que as comunidades com regras próprias, mesmo sem o estatuto cooperativo, são um estímulo para a doutrina defendida neste espaço.

7. Não há comunalismo saudável sem uma reforma da mentalidade burguesa pela via cooperativista.

Nau 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nº. 1120 - Luta Popular


1. No apontamento de ontem foi traçado um quadro apocalítico, na linha da mensagem da Cova de Iria.

2. Porém, a mensagem religiosa apela para a fé num deus feito à nossa imagem e semelhança; a linha aqui sugerida é apenas cooperativista.

3. A natureza do homem é fraca para realizar as pertinentes reformas sociais pela via do coração; a prática cooperativa é mais racional nos objectivos a satisfazer.

4. Segundo me relataram, já existem comunidades em Portugal, mormente nas áreas agrícolas e zonas estivais, onde são disponibilizadas cama e comida em troca de serviços.

5. Os serviços tanto poderão limitar-se à conservação do espaço comum - limpezas, tratamento de roupas, confecção de alimentos, etc. - como à formação profissional, tendo presente que a componente turística não se limita ao aluguer de caravanas.

6. A título de curiosidade, salientarei que, no sector pedagógico, além do ensino da língua e cultura portuguesas, os cursos com maior audiência são do segmento da informática, mecânica e electricidade.

7. Embora algumas das referidas comunidades tenham regras próprias e não estatuto cooperativo, são um bom estímulo para a doutrina aqui defendida.

Nau

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nº. 1119 - Prelo Real


1. A burguesia, classe social gerada na Idade Média nos grandes centros populacionais de então - os burgos - onde efectuavam as suas transacções mercantis, floresceu graças à conquista progressiva de novos mercados.

2. O entesourar de largos cabedais havidos com a actividade comercial permitiu a emergência de dois novos grupos: os usurários, que arrecadavam e emprestavam capitais mediante o pagamento de juros por parte do devedor; os empresários de sucesso, isto é, aqueles que arrecadavam sólidos bens de fortuna.

3. Por outro lado, a nobreza - de mera classe castrense turbulenta virou a titulares cortesãos sustentada por capitais pouco reprodutivos por falta de empreendedorismo tonificador - foi progressivamente arredada das suas funções administrativas pela emergente classe mercantil.

4. Assim, o direito penal do liberalismo (que tinha servido para neutralizar uma nobreza de pergaminhos) foi inexoravelmente substituída por outros recursos penais de caracter positivista, estes tendentes a proteger uma burguesia ameaçada pelo assalto das classes materialmente pouco favorecidas.

5. Tutelada por uma burguesia submetida ao capital-deus num mundo globalizado, assistimos à continuação dos jogos políticos de confrontos a esmo, estes susceptíveis de aumentar o consumismo, tanto no sector armamentista, como na produção de drogas viciantes.

6. No seio das super-potências são cultivadas as técnicas do confronto e na Rússia dos nossos dias, sob forte contestação popular, Putin pretende aliciar a maralha, estendendo as suas garras aos Países Bálticos, à Bielo-Rússia, Eslováquia e Polónia, oferecendo parte desta última à Alemanha com o beneplácito da mesma deitar a mão à República Checa e à Áustria.

7. A hegemonia capitalista estadunidense é contestada nas cinco partes do planeta Terra e a China Vermelha, dentro em breve, ultrapassará o esquema de grande potência regional, olhos postos na Mongólia siberiana... para nós resta o cooperativismo, tónico para o robustecimento da consciência popular.

Nau

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Nº. 1118 - RAC


1. Ao longo da existência deste espaço, temos veiculado algumas notícias das actividades de várias cooperativas.

2. O objectivo tem sido de aproximar potenciais associados, bem como informar os serviços e/ou produtos disponibilizados por essas unidades cooperativas.

3. Sendo o universo cooperativo muito vasto - mesmo aquele limitado ao rectângulo português na Península Ibérica - foi aqui sugerido a apresentação de motu próprio dessas organizações.

4. O padrão recomendado seria o de 7 parágrafos, os mais sucintos possíveis, centrados na localização e actividades, a fim de motivar a aproximação de novos sócios e/ou eventuais clientes.

5. Como é óbvio, em todas as cooperativas existirão membros com tendências monárquicas, republicanas ou apolíticas, mas todos dispostos a aceitar as responsabilidades de sócios, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

6. Logo, embora este espaço defenda a prática comunalista de inspiração monárquica, a via recomendada é o cooperativismo, dado que o que importa é a reforma da tutelar mentalidade burguesa.

7. Diga não à apropriação doentia e capitalista; seja um cooperador/a activo/a.

Nau

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Nº. 1117 - Doutrina Cooperativa


1. Despertar para o cooperativismo, tal significa contribuir para a reforma da impante mentalidade burguesa.

2. Mas grande número daqueles que se dizem monárquicos preferem chafurdar na prática de mal-dizer em vez de estudar, analisar ou concorrer com ideias para eventuais soluções.

3. Atribuindo todo o mal que nos aflige ao regime político vigente, aos governos que temos tido, aos partidos que por aí medram e ao voto anódino irresponsável, o que pretendem os ditos monárquicos?.

4. Segundo parece, a resposta será o regresso do Rei para que seja mantido o statu quo: os mesmos governantes, a mesma partidocracia, o mesmo sistema eleitoralista.

5. Bom é ter presente que a figura do rei é sui generis - reina, mas não governa - servindo como o rosto da Comunidade; obviando disputas partidárias como soberano hereditário e vitalício devido à sua génese isenta de conotações sectárias.

6. Claro que os partidos políticos - grupos de pessoas unidas pela mesma doutrina social para a consecução dos seus objectivos de intervenção nos negócios públicos - são indispensáveis numa comunidade democrática.

7. Porém, ser monárquico e propor a eleição do soberano (prática da burguesia republicana) sem compreender que o princípio hereditário, por razões óbvias, é Lei Fundamental, perfila-se como extravagância eleitoralista, meramente irresponsável.

Nau

domingo, 7 de dezembro de 2014

Nº. 1116 - Portal Comunalista


1. A comuna é uma forma de organização política, social e económica com raízes na civilização portuguesa.

2. Nos tempos medievais, as populações emancipavam-se da tutela feudal e ganhavam administração própria graças à carta de lei concedida pelo monarca.

3. A descentralização da administração pública, em favor dos municípios, foi bandeira de Alexandre herculano que procurou reforçar o poder local após a revolução vintista.

4. Porém, o facciosismo político de inspiração burguesa tem corrompido o espírito municipalista devido ao sufrágio anódino, limitando-se o munícipe a delegar o seu poder de decisão aos membros dos partidos sufragados.

5. Logo, urge colmatar o défice democrático do presente através de organizações geridas por todos os membros que, de acordo com os estatutos societários, deverão ser ouvidos e participar activamente nas ditas organizações.

6. Células importantes do comunalismo aqui defendido - as cooperativas - induzem à cooperação entre as pessoas e tal conceito, extravasado para a grande Comunidade, de certo que fomentará reformas do ponto de vista comportamental e organizacional de grande relevância.

7. Este cantinho, denominado por Portal comunalista, é a plataforma disponibilizada para tais debates.

Nau

sábado, 6 de dezembro de 2014

Nº. 1115 - Psyche


1. Na mensagem do Primeiro de Dezembro do corrente ano, S.A.R. Dom Duarte Pio sublinha a angústia dos portugueses pelas dificuldades financeiras em que se encontram, devido à irresponsabilidade dos políticos que nos têm governado.

2. O apoio do presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa a todos aqueles que, civicamente, se manifestam por um Portugal mais justo e independente é expresso na referida mensagem, lembrando que "o cidadão deve estar ao serviço do Estado e o Estado ao serviço da pessoa".

3. Considerando fundamentais as boas vontades mobilizadas por muitas Associações Cívicas, bem como por alguns partidos políticos, S.A.R. Dom Duarte Pio convida todo o mundo para, de boa vontade, contribuir para um futuro melhor, pondo de lado quezílias que para nada servem.

4. Políticas erradas de um "desenvolvimento sem progresso", aliadas a uma burocracia centralizadora e lenta têm coartado até as iniciativas de pequenos e grandes empresários, sendo urgente a dinamização de um Estado moderno e eficiente.

5. Tal eficiência não pressupõe a substituição do sector privado na criação de riqueza por organizações estatais, estas fracas perante os poderosos e expeditas "em manter um sector empresarial subsídio-dependente".

6. As iniciativas tomadas pela Casa Real nos contactos externos, bem como a política de aproximação aos países da CPLP - Brasil incluído - são sucinta e naturalmente mencionadas, demonstrando que S.A.R. Dom Duarte Pio desenvolve uma política de influências que não uma actividade partidária.

7. Uma vez mais, o Chefe da Casa Real Portuguesa confirma a sua total disponibilidade para servir o seu país.

Nau

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Nº. 1114 - Fim de Semana 49


1. Durante a sua existência o homem tem inúmeras oportunidades para aumentar tanto a sua capacidade física, como a espiritual, porém esta tende a seguir a via mais hedonística.

2. Mas cabe a nós, meros comunalistas, empenhadamente concertar as políticas mais adequadas às nossas necessidades - económicas, sociais e culturais - através de uma plataforma comum, isto é, o cooperativismo.

3. Reforçando a coesão social e gerando fundos pela via associativa, a unidade genial de trabalho cooperativo promove uma cidadania realmente actuante e eficaz, cultivando valores sublimes e democráticos.

4. Trabalho burocratizante; lutas contra a incompreensão e/ou má vontade de alguns; desalentos de outros; sornice (até dos mais chegados) e intrigalhismo habitual são práticas inevitáveis na gestação de uma cooperativa.

5. Mentes deslumbradas por teorias espúrias procuram encaminhar os povos para mundos aprazíveis em que as ditas mentes enformam a classe dirigente, papagueando democracias e instilando trilogias de conveniências urdidas no recuado século XVIII.

6. As soluções propostas pelo PCTP/MRPP, embora não merecendo o beneplácito dos corifeus da União Europeia, são uma hipótese a considerar, servindo como ariete contra o muro das minorias alcandoradas.

7. Entretanto, voltamos a recomendar a leitura do texto integral da mensagem Primeiro de Dezembro 2014 de S.A.R. Dom Duarte Pio.

Nau

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nº. 1113 - Luta Popular


1. Lutar é esforçar-se por qualquer coisa: pela existência no tempo e no espaço; pelos bens essenciais para sustentar a vida; por aquilo que lhe é querido.

2. A luta pressupõe alvo, isto é, finalidade clara que se tem em mente, logo, ideia bem definida das metas a atingir evitando o esbracejar sem Rei e sem Norte.

3. Forçoso será abrir aqui um parêntesis para chamar a atenção para o facto de Rei significar a referência, e Norte a meta que se pretende atingir.

4. Porém, alardear a sua opção monárquica, com base no sistema parlamentar vigente e a estirpe de políticos que nos regem, é continuar sob a tutela de uma burguesia de largos cabedais e cariz monopolista.

5. Os ventos que sopram pela Europa adentro vão no sentido do aumento da burocratização, com óbvio proteccionismo dos recursos dos bem-aventurados.

6. As soluções propostas pelo PCPT/MRPP, não merecendo o beneplácito da União Europeia, são uma hipótese a considerar, servindo como ariete contra o muro das minorias alcandoradas.

7. No entanto, os monárquicos não poderão continuar de braços cruzados, avançando para uma prática cooperativista que coloca nas mãos do povo o real poder de decisão.

Nau

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nº. 1112 - Prelo Real


1. Há datas com uma força mágica que espelham o povo que as criaram, regendo as suas vidas e as suas condutas.

2. No coração português, a tendência centrípeta dessa força será denominada como o Espírito Ibérico; o pendor centrífugo resultante de cultivadas experiências cunham o Espírito de Liberdade sempre latente na gente lusa.

3. A dinâmica das colectividades assente nos valores próprios das regiões tomou-se de amores pelo mar - dado que este representa o espraiar da Liberdade - unidas em torno do seu Rei, porquanto toda expansão carece de um ponto de referência.

4. Mentes deslumbradas por teorias espúrias procuram encaminhar os povos para paraísos aprazíveis em que as ditas mentes enformam a classe dirigente, papagueando democracias e instilando trilogias de conveniências urdidas no recuado século XVIII.

5. Claro que na periclitante fortaleza europeia o centralismo "aristocrático" teme o espírito das regiões, procurando suprimir - à semelhança da recomendação para ser omitido o Primeiro de Dezembro - todas as referências à Liberdade dado que esta nada tem de monólito, enrobustecendo-se na diversidade e culturas afins.

6. O Primeiro de dezembro - vagamente conotado com o episódio da recuperação de uma autonomia política - é o dia em que o presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa se dirige aos seus súbditos, tanto do rectângulo ibérico, como da diáspora que o toma como a sublime referência.

7. O texto integral da mensagem de S.A.R. Dom Duarte Pio está disponível em https://pt-pt.facebook.com/domduarte.

Nau

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Nº. 1111 - RAC


1. Terminei o apontamento de ontem aventando a hipótese de férias conjuntas de amigos ser organizada numa propriedade rural pertença de um dos familiares.

2. Este projecto até poderá ser ambivalente porquanto alivia o proprietário do peso de uma exploração agrícola; permite aos veraneantes uma aprendizagem ao vivo do que é um empreendimento rural.

3. A criação de um ciberespaço onde se tornam possíveis os encontros de várias pessoas interessadas nas novas tecnologias; onde se manifestam as capacidades de trabalho de cada indivíduo, etc., será uma excelente base para um desenvolvimento cooperativista.

4. Quem trabalha no duro procura, nas horas de lazer, desfrutar de um ripanço supostamente reparador, mas tal é mera suposição dado que o enriquecimento físico (energias) e intelectual (novos conhecimentos) é a alternativa realmente compensadora.

5. Trabalho burocrático; lutas contra a incompreensão e/ou má vontade de alguns membros; desalento de alguns; sornice (até dos mais chegados) e intrigalhismo habitual são práticas inevitáveis na gestação de uma unidade cooperativa.

6. O encolher d ombros é sinónimo de desistência e esta é prenúncio de frustrações arrasadoras, pelo que o alardear de cooperativas que apenas auferem o título e escamoteiam a prática só é possível por negligência deliberada dos associados.

7. Vamos à luta!.

Nau

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Nº. 1110 - Doutrina Cooperativista


1. As cooperativas, as fundações, as mutualidades e as misericórdias fazem parte do universo da economia social e são instrumentos geradores de emprego.

2. Claro que a união de esforços, da visão empreendedora partilhada, da resposta concertada a uma necessidade comum, potencia uma comunidade mais sã e justa.

3. Reforçando a coesão social e gerando capital pela via associativa, a cooperativa motiva uma cidadania activa, uma solidariedade prática e eficaz, cultivando valores autenticamente democráticos.

4. A cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais  comuns, através de uma empresa de propriedade comum.

5. Sendo necessárias apenas 5 pessoas para criar uma cooperativa em Portugal, os primeiros passos deverão ser dados num arrumo de ideias, concertação de acções, verificação de hipóteses, porquanto os instrumentos legais terão lugar em tempo oportuno.

6. De um arremedo de tertúlia, o agrupamento de amigos passa a actividades mais profícuas que vão desde a racionalização das compras de bens essenciais para as respectivas famílias, às deslocações destas com o menor número de veículos.

7. E por que não ensaiar umas férias conjuntas em propriedades rurais de famílias carentes e/ou unidades alugadas para o efeito?.

Nau