quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Nº. 706 - Luta Popular
1. A indiferência e a apatia das pessoas em relação aos problemas dos outros faz parte da natureza humana, reagindo em coro de protestos somente quando a oportunidade se apresenta.
2. Na maioria dos casos, sempre que as dificuldades são grandes e o homem tem consciência de que, apenas só, poucas hipóteses terá em superá-las, a cooperação agiganta-se como recurso imediato e de carácter racional.
3. O presente ciclo económico em que o produto total da economia cai abruptamente para gáudio de usurários, políticos corruptos, jogos de guerra e hegemonias espúrias, o maralhal fica totalmente desprotegido.
4. Logo, as soluções musculadas ganham adeptos - tanto à direita, como à esquerda - resignando-se a maioria pois esta é quem paga as crises; quem alomba com os pedregulhos para a construção de templos, porquanto a fé sobrepõe-se à esperança.
5. Incansavelmente o PCTP/MRPP tem procurado despertar as consciências opondo ao fideísmo de recurso o materialismo dialético; ao centralismo das burocracias um centralismo mais tecnocrático; ao desvario partidário, a disciplina maoísta.
6. Porém, na Europa dos nossos dias - à semelhança do que se verificou no conflito 1914/18 - vencem os interesses particulares aos justificados protestos da maioria alienada pelo consumismo (pão) e o futebol (circo).
7. Nós, os cooperativistas, privilegiamos a cooperação num critério solidário; observamos estritamente a equidade e, segundo a faculdade de agir de um ou outro modo (ou não agir) por livre arbítrio, tal resultará o clamar pelo regresso do Rei.
Nau
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