quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Nº. 713 - Luta Popular
1. A dinâmica do PCTP/MRPP já se faz sentir nas autarquias, graças à determinação de pessoas como Joana Miranda à qual nos cumpre agradecer o exemplo dado.
2. "Não se poderá atribuir à inépcia ou fraca qualidade técnica da equipa governamental - desta e das que a precederam - o facto de estarem a transformar Portugal, no âmbito da divisão do trabalho na Europa a que sujeitaram o país, primeiro com os acordos com a CEE e, depois, através dos sucessivos Tratados com a União Europeia, numa qualquer 'Malásia' da Europa com mão de obra baratinha, pouco qualificada e dócil, para satisfação dos grandes grupos económicos-financeiros e industriais europeus..." www.lutapopularonline.org.
3. O visionamento da entrevista concedida por Garcia Pereira ao 'Em Foco' (ETV), esta realizada no dia 16 do corrente, é muito importante, compreendendo-se o silêncio que à mesma se pretende impor, pois o "genocídio fiscal do Orçamento de Estado para 2014" com a apresentação de números indesmentíveis corrobora o facto de que uma dívida que atinge 126% do produto interno bruto, com juros incomportáveis, torna-se de resolução eternizável.
4. Sem dúvida que os jogos partidários fazem parte da democracia mas que as próprias centrais sindicais - com solenes compromissos assumidos perante os trabalhadores - se deixem envolver nos mesmos a troco de tostões é inadmissível, justificando plenamente tal política a diminuição abrupta da massa de sindicalizados nas últimas três décadas.
5. "O que muda em Lisboa após a vitória de António Costa?": a capital continuará a ser sequestrada pelos interesses dos grandes grupos financeiros e imobiliários, através da desertificação pelo abandono dos residentes naturais e o surgimento de condomínios de luxo e de hotéis de charme; o PIB desce mais de 50% e as receitas são asseguradas por multas, emolumentos, perseguição e repressão de pequenos comerciantes, aumento do IMI e do IMT; o usufruto das margens do Tejo coninuará sequestrada por uma organização feudal que dá pelo nome de Administração do Porto de Lisboa...
6. "A população de Lisboa só conseguirá alterar a seu favor as condições de vida que leva à sua persistente expulsão da cidade se os candidatos que integram as listas autárquicas do PCTP/MRPP persistirem na consigna OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER! E vão consegui-lo com a perseverança na justeza da estratégia que propõem para que Lisboa se transforme numa capital europeia, dinâmica, moderna e progressiva.
7. Já ninguém duvida que o voto no PCTP/MRPP é o VOTO DO PROTESTO e novas manifestações já se avizinham...
Nau
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Nº. 712 - Prelo Real: Isabel Ztilwell
1. Isabel Stilwell - jornalista, escritora, directora do JORNAL DESTAK e das revistas PAIS & FILHOS e NOTÍCIAS MAGAZINE - é confesso apaixonada por romances históricos.
2. Porém, tem escrito livros de ficção, contos e histórias para crianças e, segundo consta, quando não está a escrever, fala para a ANTENA-1 ou em escolas, em conferências, debates e charlas, ainda sobejando tempo para a sua vida privada.
3. O livro com grande êxito de venda em 2007 foi D. FILIPA DE LENCASTRE, seguidos do D. CATARINA DE BRAGANÇA e D. AMÉLIA, que também se confirmaram como, a curto prazo, como sucessos editoriais.
4. No início de 2012 deu à estampa o livro D. MARIA II, cujas vendas atingiram mais de 45 mil exemplares, tendo esta obra merecido uma especial atenção no mercado brasileiro por ter por protagonista uma das filhas do Imperador do Brasil, D. Pedro I.
5. O livro ÍNCLITA GERAÇÃO foi recentemente apresentado pelo historiador Rui Ramos na FNAC CHIADO e, desde já, se vislumbra novo êxito editorial.
6. Quanto mais se fala na globalização e na importância da consolidação do mercado europeu, mais as reminiscências dos conhecimentos adquiridos ao longo dos nove séculos de história nos tocam sentimentalmente.
7. Em suma: ÍNCLITA GERAÇÃO, uma obra de Isabel Stilwell a não perder, como uma boa referência do passado.
Nau
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Nº. 711 - RAC
1. A real actividade cooperativa verifica-se na prática que não no intento.
2. Muitas pessoas evidenciam a sua longa permanência como sócios de cooperativas embora não participem na actividade destas.
3. Outros presumem que a cooperativa é o coio de sectários da mesma cor política actuando estes nessa conformidade.
4. Ambos os exemplos são meros devaneios, pecando o primeiro por falta de acção; o segundo por propósitos desviantes.
5. Justificm alguns a sua atitude negativa em relação às cooperativas por estas alegadamente potenciarem a competividade entre si.
6. Sinceramente não compreendemos como stisfazendo as suas necessidades económicas, sociais e culturais numa cooperativa motive a concorrência noutras unidades similares.
7. COOLABORA - Cooperativa de Consultoria e Intervenção Social desesnvolve programas de voluntariado universitário para uma cultura de paz e de não-violência em contextos escolares (www.coolabora.pt).
Nau
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Nº. 710 - Doutrina Cooperativa
1. Da conversa havida com uma passageira em trânsito por um aeroporto de uma grande capital europeia, da qual fiz uma breve introdução na última semana, restam ainda algumas mágoas.
2. Longas palestras tínhamos tido em grupo, num passado recente, acerca da reforma das mentalidades, da globalização, do avanço tecnológico, enfim de vários temas fracturantes porquanto nada é tabu para os cooperativistas monárquico-comunalistas.
3. Sem dúvida que o amor excessivo ao bem próprio, sem consideração pelos interesses alheios faz parte da natureza humana, mas pedra-de-toque da classe burguesa que enche a boca com as paçlavras liberdade, igualdade, fraternidade e estado de direito por mera conveniência.
4. Os copiosos mercaos como, por exemplo, o estadunidesnse permitem a coexistência de grandes empreendedores, serventuários diligentes, gente endinheirada - mas também muita exclusão social - conseguindo a produção e escoamento dos seus produtos equilibradamente.
5. Já no final da guerra 1914-18 o Presidente Wilson dos Estados Unidos da América do Nortesugerira a formação de um grande mercado europeu, sem barreiras alfandegárias regionais, mas foi necessário uma segunda guerra fratricida para tal hipótese ser ensaiada.
6. Falta à intelligentsia europeia empunhar o gládio do cooperativismo comunalista e enfrentar tanto os socialismos burocráticos (centralizadores e deshumanizados), como os liberalismos de cariz timocrático (de grupos de pessoas élitistas com interesses e atributos semelhantes) a fim de construir uma comunidade mais justa e saudável.
7. A margamente comentava a nossa correligionária africana: perdera a fé em Deus na esperança de um ressurgimento do homem responsável (pelos seus actos e pelos de outrm) mas o espírito burguês tudo sobreleva e avassala na decadente civilização europeia.
Nau
domingo, 27 de outubro de 2013
Nº. 709 - Portal Comunalista
1. Aqui defendemos o cooperativismo como o reduto - trabalhoso mas eficaz - para sustar as investidas de uma burguesia possidentária (e respectivos serventuários), bem como o ardiloso minar de tecnocratas que, através de um centralismo burocrático, tanto servem à direita, como à esquerda.
2. Aqui não acreditamos que os dogmas de um credo religioso - tanto dos idealistas que atribuem a seres sobrenaturais a responsabilidade de tudo, bem como a materialistas que procuram ter uma explicação científica do mundo assumindo-se como abencerragens da mesma - sejam uma mais valia para a humanidade.
3. Aqui partimos da prova científica de que o homem pensa não por ter uma alma procedente de um Deus feito à imagem hominiana, mas um cérebro, sede de funções psíquicas, intelectuais e estados de consciência, capaz de superar o amor excessivo ao bem próprio e ter a devida consideração pelos interesses alheios.
4. Aqui não se procura, através da profusão de imagens de santos e santinhas, evocar um passado mítico, com a exclusão daqueles que promovem ou defendem uma opinião contrária a uma ortodoxia religiosa e/ou a uma corrente política adversa.
5. Aqui procura-se dar voz aos introvertidos - tanto aos que carecem de afoiteza para expressar as suas ideias, bem como àqueles caracterizados por uma viragem para si próprios, com base no predomínio de interesses pela vida interior em detrimento da realidade exterior.
6. Aqui conjuramos liberais, socialistas, sociais-democratas, comunistas, sociais-facistas, anarco-sindicalistas, isto é, todo o mundo a concertar os seus esforços - sem capelinhas políticas - para a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.
7. Aqui, uma vez mais, chamamos a atenção para o facto da cooperativa ser uma associação que, independentemente de qualquer credo religioso e/ou corrente política, procura atenuar a competividade entre as pessoas, opondo a cooperação e o apoio mútuo.
Nau
sábado, 26 de outubro de 2013
Nº. 708 - Psyche
1. O tamanho do pénis, a grande parte dos homens, provoca perturbações somáticas e psíquicas.
2. Muitos evitam peças de vestuário de ajustamento demasiado anatómico, a frequência de piscinas ou saunas, bem como áreas onde se pratique o nudismo.
3. A dimensão reduzida do pénis - real ou aparente - é a causa de baixa auto-estima, motivando os mais afoitos a procurar ajuda médica.
4. Contudo, a satisfação do próprio, bem como das parceiras sexuais é que importa, sendo raras as mulheres que se queixam do dito ser pequeno ou curto.
5. A cirurgia de aumento e/ou dos sistemas alternativos mecânicos são soluções evasivas porquanto, na maior parte das vezes, as perturbações são psicológicas que não físicas.
6. Por outro lado, as intervenções cirúrgicas, normalmente escondem meros interesses comerciais, tal como o tratamento através de produtos químicos que ferem o bolso e o bem-estar do candidato.
7. Não há um padrão fálico e o certo é que muitos homens sem preocupações quanto a isso não atingem a satisfação desejada, embora procurem na diversificação de parceiros o almejado equilíbrio.
Nau
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Nº. 707 - Fim de Semana 43
1. O voto responsabilizante é provável em decisões típicas numa assembleia restrita, porém mero artifício em resoluções assentes em actos delegados por carta-branca, isto é, sem possibilidade de verificação da anuência casual do delegante.
2. A reforma moral e social da comunidade só será possível quando assente na cooperação solidária; na equidade, isto é, na disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um; na faculdade de agir (ou não agir) por livre arbítrio; na aptidão para concertar e não apropriar doentiamente.
3. Defender o soberano (aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política como monarca, imperador ou chefe de estado a prazo) do desgaste de um executivo pouco feliz na sua actuação política através da exoneração dos ministros relapsos, foi recurso do passado e estratagema da república hodierna.
4. Urgente é sublinhar a importância das comunas na acepção de uso e domínio dos residentes, como expressão democrática, onde as decisões são tomadas pelo consenso possível e transportadas para o municipio que é o conjunto das freguesias, extensão territorial em que se exerce a jurisdição das respectivas vereações.
5. A leitura, aliás a arte de ler, é um diálogo sui generis porquanto as mensagens jorram dos textos e despertam em nós emoções várias, num dialogismo silencioso consigo próprio, surpreendendo umas vezes, outras estimulando interrogações, novas ideias e novas jornadas com o mesmo autor, caso este seja do nosso agrado.
6. O PCTP/MRPP não é propriamente um grupo de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos fins políticos ou eleição de clientela no Estado ou nas autarquias locais, mas a voz do protesto de todos nós; alfobre de políticos de mérito, tal como Garcia Pereira que urge integrar na AR.
7. "Ó Portugal, hoje és nevoeiro... É a Hora!"
Nau
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Nº. 706 - Luta Popular
1. A indiferência e a apatia das pessoas em relação aos problemas dos outros faz parte da natureza humana, reagindo em coro de protestos somente quando a oportunidade se apresenta.
2. Na maioria dos casos, sempre que as dificuldades são grandes e o homem tem consciência de que, apenas só, poucas hipóteses terá em superá-las, a cooperação agiganta-se como recurso imediato e de carácter racional.
3. O presente ciclo económico em que o produto total da economia cai abruptamente para gáudio de usurários, políticos corruptos, jogos de guerra e hegemonias espúrias, o maralhal fica totalmente desprotegido.
4. Logo, as soluções musculadas ganham adeptos - tanto à direita, como à esquerda - resignando-se a maioria pois esta é quem paga as crises; quem alomba com os pedregulhos para a construção de templos, porquanto a fé sobrepõe-se à esperança.
5. Incansavelmente o PCTP/MRPP tem procurado despertar as consciências opondo ao fideísmo de recurso o materialismo dialético; ao centralismo das burocracias um centralismo mais tecnocrático; ao desvario partidário, a disciplina maoísta.
6. Porém, na Europa dos nossos dias - à semelhança do que se verificou no conflito 1914/18 - vencem os interesses particulares aos justificados protestos da maioria alienada pelo consumismo (pão) e o futebol (circo).
7. Nós, os cooperativistas, privilegiamos a cooperação num critério solidário; observamos estritamente a equidade e, segundo a faculdade de agir de um ou outro modo (ou não agir) por livre arbítrio, tal resultará o clamar pelo regresso do Rei.
Nau
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Nº. 705 - Prelo Real
1. Esta a resenha dos livros cuja leitura é sugerida para os longos serões de inverno que ora se avizinham.
2. "D. Francisca de Bragança". Autor: Maria João Fialho Gouveia. Edição Topseller. Romance inspirado na vida de uma princesa portuguesa.
3. "Mães e Filhas com História". Autor: Fátima Lopes. Edição Esfera dos Livros. História da História com rosto português.
4. "Ínclita Geração". Autor: Isabel Stilwell. Edição Esfera dos Livros. Tramas históricos explorados por uma escritora de mérito.
5. "O Reino - Honra, Coragem e Glória". Autor: José Manuel Marques. Edição Marcador. Dom Afonso Henriques e a fundação de Portugal.
6. "D. Teresa de Távora - A Amante do Rei". Autor: Sara Rodi. Edição Esfera dos Liuvros. Adultério real no século marcado pelo terramoto de Lisboa.
7. A crítica literária destas obras de autores sobejamente conhecidos será bem vinda.
Nau
terça-feira, 22 de outubro de 2013
nº. 704 - RAC
1. Ugente é sublinhar o espírito cooperativo que vem das brumas do passado, fermento do progresso nas artes, nas ciências, nos costumes, etc., de um povo.
2. Urgente é sublinhar a importância das cooperativas no desenvolvimento económico e social da civilização europeia e, concomitantemente, na comunidade portuguesa.
3. Urgente é sublinhar a importância das comunas na acepção de uso e domínio dos residentes, como expressão democrática, onde as decisões são tomadas pelo consenso possível.
4. Urgente é sublinhar que o município, no conjunto das suas freguesias, é a extensão territorial em que se exerce a jurisdição das respectivas vereações, logo, reduto comunalista.
5. Urgente é sublinhar que o voto - como panaceia republicana - é mero absurdo e arma viviosa, redimível quando fautor de consensos no assumir das responsabilidades.
6. Urgente é sublinhar que a prática cooperativa não é realizável de braços cruzados porquanto ela é mera interacção/motivação, isto é, acção mútua de pessoas e conjugação de interesses.
7. A Cooperativa de Consumo de Braço de Prata CRL, foi constituida em 1894. Tem sede na Rua Vale Formoso de Baixo 93-103, 1950-280 Lisboa, deicando-se ao comércio a retalho em outros estabelecimentos não especializados, com predominância de produtos alimentares, bebidas ou tabaco.
Nau
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Nº. 703 - Doutrina Cooperativa
1. Cooperação (concorrência de auxílio, de forças, de meios, para algum fim) é sinonímia de responsabilidade partilhada.
2. Assim, a cooperativa torna a vida das pessoas e das comunidades em que estas se encontram integradas mais justa, equitativa e democrática.
3. O redentorismo monárquico - em tudo semelhante à propaganda do bacalhau a pataco dos mistificadores republicanos - presume ser um regresso ao passado a panaceia para males endémicos.
4. Há quem goste de canja de peixe - ora que a coma e lhe faça bom proveito - mas não precisa de enfrenesiar a vida dos mais com receitas políticas do passado que não fazem sentido nos nossos dias.
5. De facto, o presidencialismo da V República francesa procura defender o soberano do desgaste de um executivo pouco feliz na sua actuação política, através do estratagema da exoneração dos ministros de evidente reduzido carisma.
6. Ora, que a V República francesa macaqueie o passado monárquico é compreensível, talvez por ter visto esgotados os enredados jogos timocráticos estadunidenses; o regurgitar autocrático russófilo; o patológico regime teocrático do Irão e/ou o caudilhismo que não se limita ao continente africano.
7. Nós, cooperativistas, na acepção monárquico-comunalista, só aceitamos o voto como instrumento de proximidade/responsabilidade na comuna; resignamo-nos apenas ao voto inconsequente e irresponsabilizante para o acesso partidário à Casa da Democracia.
Nau
domingo, 20 de outubro de 2013
Nº. 702 - Portal Comunalista
1. Com alguma surpresa, cruzámo-nos no aeroporto: eu seguia para o meu destino; ela não arranjara voo directo para Lisboa e aproveitava a oportunidade para visitar uma grande cidade europeia.
2. Acabara de matar saudades da sua terra natal, em África; ver como estava a família e conhecer o neto que acabara de completar uns três anitos, mas dava sinais de uma vivacidade salutar.
3. O semblante triste da minha amiga não me enganava e, como dispunha de algumas horas de uma longa espera, procurei indagar a razão da tristeza que se mantinha estampada no seu rosto.
4. Trabalhava horas a fio e, como vivesse nos arredores de Lisboa, levantava-se de madrugada e regressava, na estação outonal, já noite cerrada, paa amealhar dinheiro e socorrer o filho que, segundo ele dissera, estava cravado de dívidas.
5. Contudo, o cenário com que se deparou nesta sua visita parecia diferente: o filho fora buscá-la ao aeroporto em viatura própria; a casa em que viviam - ele, a mulher, o filho e a empregada doméstica - era ampla; o estilo de vida deles idêntico à de uma família da burguesia acima da classe média, em Lisboa.
6. A dada altura, aventou a hipótese de regressar à sua terra amada, sugerindo ao filho que lhe arranjasse trabalho na grande empresa em que ele exercia funções directivas - nem que fosse para limpezas! - pois o continuado apoio financeiro ao filho seria mantido.
7. Que não, que não era aconselhável o regresso e, quanto à mesada, não era para ele, mas para o neto... A minha amiga desabafou: falam vocês da reforma moral e social da comunidade! Isto já não tem cura - autêntica praga.
Nau
sábado, 19 de outubro de 2013
Nº. 7001 - Psyche
1. Se um ataque vicioso, perpetrado com uma arma indubitavelmente letal, fosse sustado pelo agredido com uma fatal golpada de bisturi, este seria levado a julgamento como alegado assassino.
2. Porém, se numa mal sucedida intervenção cirúrgica o bisturi fosse a causa provável da morte do paciente, tal facto seria tido como um acto médico, apenas punível se tivesse havido negligência profissional.
3. Os exemplos dramáticos trazidos à colação apenas pretendem salientar que o mesmo instrumento tem leituras diferentes em diferentes contextos, pelo que o dito deverá ser conceptualizado na função que não no geral.
4. Assim, o voto apurado numa assembleia restrita, mesmo quando não manifesta a opção da maioria acerca do assunto submetido à aprovação, exprime o consenso possível, todos englobando na mesma responsabilidade.
5. Contudo, o sufrágio universal realizado através do concurso de votantes - criteriosos poucos; clubísticos muitos; anódinos a maioria - ninguém responsabiliza, porquanto o boletim metido na urna para o escrutínio eleitoral por um néscio tem idêntico valor ao do sensato votante.
6. Esta é uma das traves mestras do comunalismo o qual defende o voto de proximidade, isto é, aquele realizado sem a paixão exagerada pelo clube a que se pertence ou com o que, doentiamente, se simpatiza.
7. O voto do maralhal é adequado à Casa da Democracia onde as formações sectárias se confrontam, sob a pressão do poder popular (as comunas) e a vigilância consensual da figura do Rei.
Nau
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Nº. 700 - Fim de Semana 42
1. Terminei a semana com a afirmação de que só a Monarquia de génese consensual poderá obviar as disputas partidárias no topo da comunidade, tornando-se o corolário do coperativismo comunalista.
2. O voto nas urnas, como opinião individual num sufrágio que se este estende a tudo e a todos, é o refúgio daqueles que actuam sem compromisso e/ou sem critério ponderados, num consenso inconsequente.
3. Da Lei das Bases da Economia Social (Lei nº. 30/2013) sublinhamos que o importante será sempre a conciliação entre o interesse dos associados (utilizadores ou beneficiários) e o interesse geral da comunidade.
4. A formação e a prática são mais valias para o bem-estar pessoal e a dinâmica de progresso na comuna em que nos encontramos integrados, pelo que o acompanhamento das novas tecnologias através do regresso às aulas para os cursos disponiblizados nos estabelecimentos de ensino são desafios enriquecedores.
5. Finda a II Grande Guerra (1945) Jack Cal procura o rasto de tesouros nazis numa cidade (Lisboa emmeados do século passado) cada vez mais imprevisível - este o tema do recente livro de Domingos Amaral - "O Retrato da Mãe de Hitler", edição Casa das Letras.
6. A democracia pratica-se na proximidade das pessoas estimuladas pelos critérios da cooperação e na comuna das comunas, isto é, nas juntas de freguesia e nos respectivos municípios - sem qualquer espírito clubista - enquanto que os negócios da comunidade têm lugar em residência própria: a Casa da Democracia.
7. Claro que os eventuais visitantes, numa leitura apressada, não terão possibilidade de se aperceber do que aqui ficou escrito ao longo de vários meses, mas uma coisa vos garanto: o cooperativismo comunalista tem por objecto a reforma moral e social da comunidade, logo, aplanar o caminho para o regresso do Rei.
Nau
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Nº. 699 - Luta Popular
1. Voltam à carga os adeptos do imobilismo sublinhando que não é curial ter a doutrina cooperativa uma feição política, implicitamente exigindo a castração da rapaziada cá do sítio.
2. Sem dúvida que o imparável movimento cooperativo tem por objecto - como muito bem definira António Sérgio - "a reforma moral e social [da Comunidade], feita pelo povo por acção libérrima, sem a mínima dependência dos maiorais do Estado".
3. Mais acrescentava o mestre António Sérgio: "Pretende [o cooperativismo] abolir o antagonismo de interesses, tornar possíveis as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum, assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo, suprimir as barreiras profissionais e de classe".
4. À abolição do antagonismo de interesses enunciado por António Sérgio acrescentamos nós o dirimir das opções políticas e/ou religiosas, como atitude individual na persecução dos objectivos concertados dentro da unidade cooperativa.
5. Dando prioridade à defesa dos interesses comuns e abjurando os clubismos alegadamente tidos como opção política, os cooperativistas asseguram o almejado equilíbrio dentro da comuna, relegando os confrontos partidários para sede própria, isto é, a Casa da Democracia.
6. Sendo o cooperativismo o escudo ideal para sustar as aventuras do centralismo burocrático e das viciosas manipulações egoístas, estas embrulhadas num amor excessivo aos bens próprios e ambas de cariz oligárquico, a reforma moral e social preconizada por António Sérgio ganhará a desejada consistência.
7. Logo, a conjunção do espírito cooperativo com a prática comunalista justificará o regresso do Rei por este obviar as disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Nº 698 - Prelo Real: Domingos Amaral
1. Domingos Amaral tirou a licenciatura em Economia pela Universidade Católica, de Lisboa, e fez o mestrado em Relações Internacionais pela Universidade de Columbia, de Nova Iorque.
2. Iniciou a sua carreira como jornalista no semanário "O Independente", colaborando com regularidade em várias publicações tais como "O Diário de Notícias", "Grande Reportagem", "City"e "Fortune"
3. Colaborou igualmente, como jornalista, na "Rádio Comercial" bem como na estação televisiva "SIC" e, como seria natural, em várias publicações da sua especialidade, nomeadamente o "Diário Económico".
4. Ao seu primeiro livro, "Amor à primeira vista", dado à estampa em 1998, seguiu-se "O fanático do sushi", em 2000, "S. João Baptista", 2004, "Enquanto Salazar dormia...", 2006, e "Já ninguém morre de amor", 2008, todos eles edições da Casa das Letras.
5. A obra mais recente de Domingos Amaral, "O Retrato da Mãe de Hitler", também edição da Casa das Letras, 2013, vem confirmar a vocação natural deste escritor e o justificado êxito editorial.
6. Com uma elegância peculiar, Domingos Amaral chocou, há poucos dias, o panorama político luso afirmando: "A direita portuguesa, do PSD e do CDS, é provavelmente uma das direitas mais casmurras e teimosas do mundo".
7. Aqui recomenda-se a leitura do texto integral do comentário político deste laureado escritor a correr na Internet desde a passada 6ª-feira, dia 11 do corrente.
Nau
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Nº. 697 - RAC
1. A prática (experiência adquirida no exercício de qualquer arte ou ciência) e a formação (apuramento de conhecimentos gerais e de técnicas) são instrumentos indispensáveis a qualquer profissional.
2. Deliberadamente fiz a inversão dos termos salientando a prática em primeiro lugar, deixando para segundas núpcias a formação, esta tida como um conjunto de informes e dados necessários à execução de qualquer projecto.
3. A formação, maneira por que se constitui a mentalidade ou carácter, começa nos primeiros passos quando o infante vai, progressivamente, ganhando a sua autonomia.
4. Por vezes abraçamos uma profissão pela força das circunstâncias, desconhecendo as implicações que tal acto irá condicionar a nossa maneira de estar na vida, pelo que uma aprendizagem prévia, em termos de informação, observação ou conhecimento (por muito superficial que este seja) será um bom trunfo.
5. Também na prática cooperativa (após uma ponderada reflexão acerca do que nos poderá ser mais agradável) vamos adquirindo um modus faciendi adequado às capacidades próprias, bem como às dos cooperantes envolvidos.
6. Nos dias que correm, mudar de profissão ou enriquecer os nossos conhecimentos com uma formação mais extensiva é uma hipótese a considerar, tendo presente que, do esforço dispendido, poderá resultar maiores proventos, tanto materiais como espirituais.
7. Várias cooperativas de ensino (vezes sem conta aqui nomeadas) poderão ser a solução a longo termo mas, para uma formação mais prática do que teórica, sugerimos, de novo, a Escola Laser, em Lisboa, Praça Bernardo Santareno 3-B 1900-098, tlf. 21 813 290.
Nau
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Nº. 696 - Doutrina Cooperativa: LBES
1. A Lei de Bases da Economia Social (Lei nº. 30/2013) foi aprovada na AR no dia 15 de Março e entrou em vigor a 8 de Junho último, consagrando o primado das pessoas e dos objectivos sociais.
2. A adesão e participação é livre e voluntária aceitando os seus membros a responsabilidade de sócios, sem descriminação social, racial, política ou religiosa.
3. O controlo dos respectivos órgãos sociais é feito exclusivamente pelos associados, com participação activa no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões.
4. Importante será sempre a conciliação entre o interesse dos associados (utilizadores ou beneficiários) e o interesse geral da comunidade.
5. Em toda a actividade estará sempre presente o respeito pelos valores da solidariedade, da equidade e da não-descriminação; da coesão social, da responsabilidade própria, bem como da subsidariedade.
6. Deverá ser cultivada a gestão autónoma e independente das autoridades públicas e de quaisquer outras entidades exteriores à Economia Social.
7. A afectação dos excedentes à presecução dos fins estatutários deverá ser efectuada de acordo com o interesse consagrado pela LBES.
Nau
domingo, 13 de outubro de 2013
Nº. 695 - Portal Comunalista
1. Chamaram a atenção para o facto de no último apontamento ter sido sublinhado o antagonismo entre o voto e o consenso.
2. De facto, os vereadores do poder autárquico são designados nominalmente pelo sufrágio mas destes esperamos que vença o consenso que não a tirania do voto.
3. A tirania do voto verficou-se no último sufrágio autárquico em que os vereadores foram designados pelos partidos apenas com 40% do apoio dos eleitores.
4. O sistema político em que o fundamento da autoridade é o povo materializa-se na participação conscenciosa deste e não em resultados espúrios.
5. Na manipulação dos votos apurados ganham sempre os usurpadores do poder democrático e os incorrigíveis demagogos, tipo Hugo Chaves & Sucr.
6. Logo, o consenso é um dos fundamentos da cooperação, averso às manipulações corruptoras denunciadas nos parágrafos antecedentes, mesmo quando embrulhadas em fantasias.
7. A própria instituição monárquica tem por base o consenso que as manipuladas e manipuladoras eleições de soberanos a prazo evidenciam, plenamente justificando a figura do Rei.
Nau
sábado, 12 de outubro de 2013
Nº. 694 - Psyche
1. Tanto a cooperação como o comunalismo poderão ser opções republicanas, mas tempo de viragem na conjugação das mesmas.
2. Cooperar, no contexto da economia e sociologia, é agir concertadamente em função de objectivos de interesses gerais dos participantes.
3. Sendo a satisfação pessoal a motivação para o processo cooperativo, deste resulta um sentimento de aprovação tácito e harmonioso.
4. O comunalismo tem por fundamento a autonomia grupal localizada, restrita e responsável por actos próprios e pelos de outrem.
5. Logo, o republicanismo como delegação sistemática de direitos por tempo limitado a indivíduos designados por votação é mero contra-senso.
6. A prática da cooperação num sistema de autonomia grupal localizada tem por base a aquiescência que não o voto.
7. Só a Monarquia de génese consensual poderá obviar as disputas partidárias no topo da comunidade, tornando-se o corolário do cooperativismo comunalista.
Nau
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Nº. 693 - Fim de Semana 41
1. O recaldo das autárquicas tem sido clubisticamente apreciado, mas com a redução do número de freguesias (menor proximidade dos residentes com os seus vereadores) e uma abstenção da ordem dos 60% a democracia sai mais enfraquecida.
2. Claro que o cooperativismo não é uma coisa fácil - obriga à cooperação; à realização de consensos; dá muito trabalho - e a maioria o que pretende é pão e circo.
3. Exemplos para uma actividade cooperativa regular não faltam, mas a maioria dos monárquicos (à semelhança daqueles que se dizem republicanos) não sabem o que querem.
4. A actividade cooperativa, volto a repetir, é indício de realização pessoal, fortalecendo a consciência das normas de conduta e dos problemas concernentes à sociedade que motiva a prática daquilo que consideramos justo.
5. O novo livro de José Milhazes, "Cunhal, Brejnev e o 25 de Abril" está a provocar engulhos a muita gente pelo que aconselhamos a leitura e apelamos aos pertinentes comentários.
6. Os fundamentos do cooperativismo monárquico-comunalista têm sido avançados neste espaço mas, embora o número de visitantes seja elevado, poucos mostram interesse em prestar a sua colaboração.
7. E dentro de cinquenta dias perfazemos dois anos de actividade.
Nau
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Nº. 692 - Luta Popular
1. Não somos socialistas porquanto estes lutam em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção e da supressão das classes sociais dando azo a um centralismo burocrático e novas classes sociais: os dirigentes e os dirigidos.
2. Não somos sociais-democratas porquanto estes, na linha tradicional socialista, preconizam a obtenção de reformas sociais por meios parlamentares, tendo por objectivo uma distribuição mais igualitária das riquezas, dando origem a um clubismo idêntico ao dos outros socialistas.
3. Não somos comunistas porquanto estes advogando um sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada que, ligado a uma doutrina materialista, anuncia o fim da luta de classes após a fase intermédia da mesma levada a cabo por uma ditadura do proletariado.
4. Não somos liberais porquanto estes defendendo um sistema político-religioso no qual o Estado se proclama independente de todos os credos fideístas, propõe uma intervenção mínima na economia baseado no Estado de Direito que apenas protege os possidentes e conduz a outro tipo de centralismo burocrático que alegadamente combatem.
5. Não somos anarquistas - ou conforme modernamente se vende, anarco-sincadicalistas - porquanto estes proclama uma doutrina político-social destruidora do Estado de Direito atribuido aos sindicatos um papel fundamental na luta pela emancipação dos trabalhadores em relação aos empresários, sem intervenções partidárias.
6. Somos comunalistas, lutamos pela consolidação do poder popular através do grupo de pessoas residentes que formam as freguesias, dando o conjunto destas origem aos municípios - extensão territorial em que a jurisdição é exercida por vereadores que administram e governam pelas suas próprias leis.
7. Os comunalistas almejam para que o exercício partidário tenha lugar na Casa da Democracia e o poder popular (sem quaisquer clubismos) se exerça na proximidade dos residentes, estimulando o espírito da cooperação que é o fundamento do cooperativismo monárquico-comunalistas - monárquico pela figura do Rei obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Nº. 691 - Prelo Real: José Milhazes
1. Terminado o curso do liceu na Póvoa de Varzim, sua terra natal, José Milhazes parte, aos 19 anos, para a União Soviética, a fim de se licenciar em História na Universidade Estatal de Moscovo.
2. Cedo se dedicou à tradução de obras literárias de mestres russos (Tolstoi, Turgueniev, Erofeev) para a sua língua materna, actuando simultaneamente como correspondente para o jornal "Público" e a estação televisiva SIC.
3. A tese do seu doutoramento na Faculdade de Letras da Universidade do Porto teve o curioso título de "Influências das ideias liberais espanholas e portuguesas na Rússia", tendo o trabalho sido aprovado por unanimidade.
4. Investigador denodado dos arquivos da antiga União Soviética, José Milhazes publicou importantes obras acerca do Portugal ultramarino tais como "Angola: o princípio do fim da União Soviética", edição Vega, 2008, bem como "Golpe Nito Alves e outros momentos da História de Angola vista do Kremelin", edição Aletheia, 2013.
5. Na mesma linha, escreveu um importante trabalho acerca de Moçambique com o título "Samora Machel: Atentado ou Acidente?", edição Aletheia, 2010, disponível na FNAC, Lisboa.
6. Recentemente, este autor publicou uma polémica obra acerca da política portuguesa "Cunhal, Brejnev e o 25 de Abril", edição Quixote, 2013, que tem dado azo a acesas discussões na Internet.
7. Segundo parece outros dois livros publicados em russo em 2012 e 2013, em colaboração com a sua mulher, tem tido igual êxito na Rússia dos nossos dias.
Nau
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Nº. 690 - RAC
1. Todos nós já utilizamos serviços disponibilizados por cooperativas sem nos preocuparmos em saber como estas funcionam, apenas avaliando o grau de satisfação por nós obtido.
2. Sem dúvida que a cooperação é uma forma de agir e, embora todo mundo tenha presente que tal conceito exige a prática em grupo, por vezes apenas vemos o funcionário que executa o serviço.
3. Na luta pela sobrevivência, desde os tempos imemoriais, a ação em grupo, numa função cooperativa, é sinal de sucesso, fortalecendo a consciência moral e social que motiva a prática daquilo que consideramos normal e justo.
4. O termo economia social tão em voga nos nossos dias tem como motor privilegiado as associações, as cooperativas, as fundações, as mutualidades e as misericórdias que são optimas ferramentas geradoras de emprego.
5. Não nos iludamos, pois a riqueza, isto é, a abundância de recursos naturais apenas será útil quando devidamente trabalhada, tal como um terreno inculto que, apresentando potencialidades, magros proventos poderá de imediato oferecer.
6. Jovens (menos de 35 anos) representam 31% dos trabalhadores das cooperativas portuguesas, a maioria (93%) trabalhando a tempo inteiro e a contrato sem termo previamente estabelecido.
7. Quando nos deslocamos de taxi (www.cooptaxis.pt); quando decidimos alargar a nossa formação académica (www.ispa.pt); quando optamos por angariar conhecimentos numa agricultura ecológica (www.biosite-com.blogspot.pt) utilizamos os serviços de unidades cooperativas.
Nau
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Nº. 689 - Doutrina Cooperativa
1. A rapaziada que se esforça a dar "Vivas ao Rei" bom será poupar a garganta deligenciando estabelecer um cibercafé.
2. Tudo que meterem no cibercafé - mobiliário, equipamentos, material informático, etc. - será propriedade da cooperativa e os sócios que dela se afastarem não terão direito a qualquer reembolso.
3. A cooperativa é a mesa redonda à cerca da qual os sócios tomam lugar, desenvolvendo todo o tipo de actividades: culturais, formativas, recriativas e/ou criativas.
4. O cibercafé será um primeiro passo para a formação de uma cooperativa de consumo através da qual se procederá à aquisição de bens essenciais por atacado para o sustento de várias famílias.
5. As cooperativas de serviços - reparação de equipamentos; aplicação de anti-virus em pc´s; criação de blogs, etc. - poderão ser uma boa ajuda económica a jovens ainda a estudar e/ou com dificuldade em encontrar saída para a sua formação profissional.
6. Na área da saúde, uma cooperativa englobando recem-formados enfermeiros poderá ser um bom investimento profissional dando assistência a pessoas muito idosas e/ou jovens mamãs, através do aconselhamento/apoio nas horas difíceis.
7. Praticando também se vai aprendendo a efectuar uma racional gestão do tempo/dinheiro, concertando actividades e realizando consensos; aplanado o caminho para um comunalismo mais saudável que abreviará oregresso do Rei.
Nau
domingo, 6 de outubro de 2013
Nº. 688 - Portal Comunalista
1. Para os comunalistas, os quase 60% de abstenção no último acto eleitoral relativo ao poder autárquico foi muito penoso.
2. Tal facto evidencia uma insofismável vitória oligárquica na via para um maior centralismo burocrático, tão do agrado dos partidos do arco governamental.
3. À minoria que controla os bens de produção econdiciona as iniciativas partidárias tal centralismo burocrático é vantajoso por obviar o contacto directo com a ralé.
4. Por outro lado, os partidos (com fundamentos doutrinários convenientemente metidos na gaveta) o centralismo permite a domesticação do poder autárquico, tanto pela via clubística (vulgo, partidária), como pelas contemplações financeiras.
5. Sem as ditas preocupações doutrinárias, os partidos actuam como meras associações onde se discute negócios, se distribue prebendas e sinecuras, colocando-se o interesse do clube acima dos mais.
6. Volto a sublinhar: os socialistas almejam por uma sociedade sem classes sociais mas, quanto mais tarde, melhor; os sociais-democratas advogam a redistribuição da riqueza apropriando-se convenientemente da dita; os comunistas assumem-se como meros fideístas; os neo-liberais cultivam o individualismo.
7. Urgente é motivar os comunalistas criteriosos a expulsar dos órgãos autárquicos o clubismo impante que por lá grassa como erva daninha.
Nau
sábado, 5 de outubro de 2013
Nº. 687 - Psyche
1. Apenas manipulando os números dos resultados eleitorais das últimas autárquicas, todos os partidos clamam vitória estrondosa.
2. Também o PCPT/MRPP duplicou o número de votos nestas eleições em relação aos números apurados no acto eleitoral de 2009.
3. O BE perde a única presidência de câmara que tinha conquistado na anterior eleição autárquica e vê reduzido oseu número de apoiantes.
4. Como não podia deixar de ser, a vitória estrondosa só poderá ser atribuida à abstenção que, por falha de nove décimas, quase atingiu os 60%.
5. De facto, os independentes ganham alguma visibilidade, mais pela figura daquele que encabeça a lista do que pelo real desejo de mudança.
6. Aqui defendemos (e continuaremos a defender nas próximas eleições legislativas) o PCTP/MRPP como voto de protesto, porquanto os grandes partidos apenas garantem o imobilismo.
7. Bom será fazer um pequeno actode reflexão: acabámos de assistir ao confronto de ideias e doutrinas ou a mera disputa clubística?.
Nau
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Nº. 686 - Fim de Semana
1. Tabu para muita gente, o sexo não faz parte de qualquer curriculum scholae pelo que a aprendizagem é realizada pela observação/informação adquirida.
2. Monárquicos por toleima e pouco bestunto abundam na Internet, porém raros são aqueles que têm ideias claras acerca da instituição que dizem defender, impondo credos religiosos e soluções políticas que nem ao Menino Jesus interessam.
3. Como alternativa ao centralismo burocrático defendemos a via cooperativista que motivará os comunalistas criteriosos a clamar pelo regresso do Rei por este obviar disputas partidárias no topo da instituição política.
4. Sem dúvida que o empreendorismo concertado e responsável será o adequado motor para a criação de riqueza porquqnto, sem esta, as necessidades essenciais e, sobretudo, a existência da comunidade não é viável.
5. Falar dos nossos escritores é importante - mesmo quando estes não comungam a doutrina aqui exposta - porquanto a escrita, além de um aparente acto trivial de comunicação para o escritor, torna-se um bom exercício de introspecção até para o leitor descomprometido.
6. O último acto eleitoral permitiu que uma caterva de dinossaurios do PS viesse a público falar de estrondosa vitória apenas porque António Costa, em Lisboa, obtem uma maioria confortável, restando a este aguardar a oportunidade para tomar as rédeas do seu partido.
7. Amanhã, com mais vagar, voltaremos ao assunto das eleições autárquicas de 20013.
Nau
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Nº. 685 - Luta Popular
1. Sejamos realistas em toda a acepção da palavra - a luta popular é um mito.
2. Por mera aplicação das forças e capacidades do homem alguns dedicam-se à dfesa de princípios que são gratos a minorias caprichosas, estas agindo por motivos irracionais.
3. A maioria das pessoas apenas está interessada em pão e circo, tal como nuns séculos atrás - mesmo recuando aos tempos primitivos - em que uns trabalham pela subsistência e a minoria por conveniência própria.
4. Talvez a idade da recoleta fosse mais fácil, embora recheada de perigos pela ignorância das propriedades do fruto apercebido, pela disputa do mesmo por alguns, tudo isto acrescido pelo ambiente que, por vezes, não era favorável, e povoado por outros animais vorazes.
5. O cultivo da terra, talvez mais gratificante pela segurança como grupo sedentário, cedo este foi explorado por minorias que impuseram deuses e muito dispêndio de energias na construção de altares e em cerimónias esotéricas.
6. Em centros populacionais com alguma relevância, pessoas viviam em autênticos tugúrios vizinhos de templos grandiosos onde o ouro e pedras preciosas feriam a dignidade humana.
7. A luta popular não é apenas um mito, mas o culto do irracional materializado em estádios de futebol e ostentações espúrias, orquestradas pelas minorias viciosas.
Nau
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Nº. 684 - Prelo Real: J. Baptista Nunes
1. Escritor prolixo - romances, peças de teatro, poesia, crítica literária, ensaio - J. Baptista Nunes é um novo Afonso Duarte do século XXI, sempre um passo à frente do seu tempo.
2. Com uma vasta cultura - filológica e filosófica - este autor romanceia episódios hist´ricos que investigou; revela as atitudes do emigrante no máximo aproveitamento das circunstâncias em favor de si próprio; delineia roteiros; estuda algumas das figuras mais notáveis da literatura anterior ao 25 de Abril de 1975.
3. A sua primeira obra literária, "História Romanceada da Conspiração de 1817", editada pelo jornal "O Castanheirense", teve lugar no recuado ano de 1964, tendo o autor então 36 anos, mas com bastante actividad no sector jornalístico.
4. Seguiu-se "A Outra Face da História", edição da "Sociedade de Expansão Cultural", obra destinada à ribalta e representada em 1978, nos Bombeiros Voluntários de Agualva-Cacem.
5. Foi também no ano de 1978 que o autor deu à estampa "O Roteiro Inesperado", edição "Sociedade de Expansão Cultural", e, no ano seguinte, "O Brasileiro e a Depradação Cultural", edição do autor.
6. A crítica literária foi compilada no livro "Artifícios da Palavra", edição da "Sociedade de Expansão Cultural" em 1975, e alguns dos seus poemas incluidos em "Há Qualquer Coisa - Poesia a Catorze", Editorial Minerva, ano 2000.
7. Todas estas obras com o preço unitário de Euros 9.99 serão remetidos à cobrança (desconto de 20% para revenda) pela "Novos Seniores - Cooperativa de Solidariedade Social, CRL" - novos.seniores@sapo.pt.
Nau
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Nº. 683 - RAC
1. A real actividade cooperativa não se limita àquela praticada por unidades que adquiriram personalidade jurídica de pessoa colectiva autónoma.
2. Cada membro de uma cooperativa e/ou mero simpatizante desta deverá sublinhar a sua diferença a qual consiste na moderação do consumo de artigos supérfluos; empenhamento na realização de projectos auto-sustentáveis; recurso ao mutualismo renunciando financiamentos usurários.
3. As cooperativas de consumo, procurando satisfazer as necessidades dos seus associados na compra de artigos essenciais, obvia a peregrinação de várias famílias aos centros mercantis onde se sacrifica o tempo de lazer a hábitos adquiridos e gastos supérfluos.
4. O empreendorismo concertado e responsável, tem por objecto a criação de riqueza através das cooperativas agrícolas; das cooperativas das artes piscatórias; das cooperativas industriais; das cooperativas de serviços, i.e., um mundo de actividades que engloba o artesanato, as artes e o ensino.
5. Sem a persecução doentia do lucro e o tendencial endividamento criado por este, a cooperativa tem o recurso do mutualismo próprio e/ou dos sistemas de auxílio congénere que se robustecerão pela prática e interesses comuns.
6. Claro que o cooperativismo não é uma doutrina totalitária, coexistindo pacificamente, tanto nos mercados desregulados, como nos mercados do centralismo burocrático, dando azo aos aumento em número dos comunalistas criteriosos.
7. As abelhas (como trabalhadoras e empreendedoras eficientes) são um bom exemplo para o comunalismo aqui defendido, pelo que sugerimos uma visita ao "Monte do Mel", www.montedomel.blogspot.com.
Nau
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