segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Nº. 6332 - Portal Comunalista 4/1/2021

1. Com distâncias variáveis, sendo algumas continentais, mantemos um diálogo constante de desacordos e concertos que o escriba circunstante adopta ou adia para melhor esclarecimento. 

2. Para Norberto Bobbio, historiador do pensamento político italiano, nem todo o poder é sinónimo de autoridade, mesmo quando exercida como norma estabilizadora entre aqueles que participam da mesma relação social.

3. O poder paterno; o poder do mestre sobre o discípulo; o poder possível e/ou eficaz em determinada circunstância, será a faculdade de agir, física ou moralmente, por valimento próprio que não por mera dominação.

4. Claro que o poder público resultante das normas jurídicas gerais e obrigatórias ditadas pela burguesia republicana dominante, dentro em breve, se tornarão obsoletas devido ao progressivo avanço de uma organização administrativa e produção industrial, ambas electrónicas.

5. Todavia, o poder sem restrições ao colectivo pertence, sendo o desígnio deste a consolidação do Reino, espaço geográfico tradicional de residência optativa onde as comunas afins se robustecem pelo processo cooperativo.

6. A figura consensual do rei, hereditário e vitalício, obvia disputas sectárias, que tanto servem para liberais e socialistas se manterem no poder político como serventuários do grande capital, na prossecução doentia do lucro.

7. Em suma: o anarco-comunalismo monárquico é a expressão do Portugal descomprometido e a Monarquia a vontade do povo.

Nau


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