1. A democracia em Portugal tem largo número de apoiantes, a começar pelo PCP que até nos vetustos quadros manifesta saudades pela democrática União Soviética.
2. O Bloco do Louçã, digo, de Esquerda, parente pobre do PCP, tem hoje largo número de candidatos democratas para preencher os quadros da função pública, tornando-se deste modo um verbo de encher.
3. Claro que os democratas socialistas são um caso à parte, caindo para os dois lados, arte que o próprio Sócrates (entenda-se, o político luso) não teve a oportunidade do ensaiar, sendo injustamente criticado pelos seus pares.
4. O PPD/PSD oscila entre os democratas populares e os sociais-democratas, ambos com o olho no tacho, regozijando-se pelo facto da Troika que lhe fora dada pelos socialistas possa transformar-se em trocos a partilhar com os mesmos.
5. Empurrado para a direita, o centrismo democrata-cristão não tem Deus padre que o salve do horribilis trambolhão, pois nem a Iniciativa Liberal, nem os PAN eleitos dão a mão e/ou o trazeiro para os salvar.
6. Chega de sectarismos democráticos, pois mesmo com ventura inteligente, Portugal está a saldo no mercado internacional e na expectativa de um eventual Cavalo de Troia dos lados do Império Amarelo.
7. A alternativa para os portugueses libertários será a multiplicação das unidades cooperativas, na expectativa de uma administração pública e produção industrial, ambas digitalizadas.
Nau
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