terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Nº. 1929 - Doutrina Cooperativista
1. Muitos são os que nos acusam de lirismo por obstinadamente defendermos a cooperação, opondo esta ao cenário social dos dirigentes e dos dirigidos.
2. Claro que os homens são da mesma espécie mas constituição física e capacidades diferentes, culturalmente adestrados a obedecer a razões que a própria razão desconhece.
3. Fácil é acreditar num deus omnisciente e omnipresente que tem dificuldade em controlar as convulsões geográficas e erradicar o mal, carecendo de preces monocórdicas para satisfazer o seu ego e pretensa superioridade.
4. Os Midas dos nossos tempos controlam a produção e o consumo - até dos bens essenciais! - através de financiamentos em que as margens de lucro são optimizadas em função do benefício devido aos plutocratas.
5. Por outro lado, a burguesia republicana dominante controla as decisões políticas bem como a administração pública e, embora submetida ao grande capital, satisfaz-se com o protagonismo da ribalta e as inerentes corrupções.
6. Logo, urge motivar cada um a assumir as pertinentes responsabilidades deixando de evocar direitos, estes resumidos a pão e circo, evocados de acordo com as conveniências momentâneas ou as vantagens que possa usufruir sobre os demais.
7. Seremos líricos pelo entusiasmo manifestado mas duplamente realistas por optar pela cooperação e pelo robustecimento da comuna abrindo o caminho para o regresso do rei.
Nau
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