terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Nº. 1908 - Doutrina Cooperativista


1. A apologia da cooperação no último apontamento talvez possa despertar alguma simpatia dos empedernidos monárquicos.

2. Pretender alcançar o outro mundo, isto é, ganhar a eternidade com o maná que venha dos céus é tempo e oportunidades perdidas.

3. Tanto a Monarquia como a República apresentam tradições veneráveis - a primeira como formação do Reino de Portugal; a segunda como intermezzo periclitante.

4. A primeira fundou e aventurou-se; a segunda estrangeirou-se e esgotou o partidarismo em delírios corruptores pelo punho dominante da burguesia republicana.

5. Logo, a insegurança do presente jamais será equilibrada com o recurso a deuses, bem como de sacerdotes profissionais, mas pelo desenvolvimento de uma Economia Social.

6. A multiplicação das células cooperativas - estas destinadas à satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados - é recurso inadiável.

7. Monarquia é governo de um só, isto é, do Povo, sendo o nosso Rei o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

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