terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Nº. 1922 - Doutrina Cooperativista


1. A cooperativa é uma associação de cariz muito especial, com o objectivo de prestar serviços aos seus associados e actuar em nome destes, numa actividade económica de produção e consumo, sem intermediários; sem a persecução doentia de lucro.

2. Nunca é demais repetir que o cooperativismo é uma doutrina sócio-económica fundamentada na liberdade humana e nos princípios de acção colectiva, trabalhando os associados em prol de um objectivo comum, para o desenvolvimento social sustentado e melhor qualidade de vida.

3. O cooperativismo em Portugal tem fortes raízes nas associações do passado ("Casa dos 24", Bolsas Marítimas do Porto e de Lisboa, mútuas dos trabalhadores, etc.), tendo a primeira manifestação do moderno conceito cooperativo tido lugar em 1844 com a "Caixa Económica de Lisboa".

4. Numa unidade cooperativa os membros desta procuram desenvolver actividades produtivas e os meios de produção funcionam como propriedade colectiva. Numa associação com fins produtivos as pessoas associadas respondem pelas funções que exercem no desenvolvimento e defesa do património comum, pertencendo este aos associados.

5. "As empresas cooperativas constroem uma mundo melhor", esta foi a mensagem que correu por todo o mundo, após a Assembleia Geral das Nações Unidas ter proclamado 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas.

6. Segundo os dados facultados pela "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social" o número de cooperativas existentes em Portugal, no ano de 2009, era de 2390, cobrindo estas os sectores agrícola, artesanato, comercialização, comércio, crédito, cultura, ensino, habitação, pescas, produção operária, serviços e solidariedade social.

7. Sendo as cooperativas de consumo as mais numerosas, não restam dúvidas que a política imposta pelo capitalismo está a criar os necessários anticorpos para a reforma da mentalidade burguesa dominante.

Nau 

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