quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Nº. 1916 - RAC
1. Possivelmente não entregaríamos as rédeas do governo da comuna a um Kant - mesmo quando este valorizasse a razão prática em relação à função teórica - por excessos especulativos.
2. Não iríamos desenterrar Aristóteles porquanto a sua retórica aplicada à função governativa já se encontra, de longe, ultrapassada pela lábia de António Costa que na dialéctica platónica ninguém lhe leva a palma.
3. Jamais meteria Weber no governo, mesmo na hipótese do pluralismo de valores - quer na forma reflexiva, quer na experiência vivida - porquanto este baralharia ainda mais a mentalidade ocidental habituada a pensar segundo as normas monoteístas.
4. Também excluiríamos Confúcio do governo mesmo quando este - expurgado de toda a metafísica, de toda a tradição religiosa - voltasse a prometer a construção de uma moral fundamentada na natureza do homem e nas necessidades da sociedade - não há pachorra!
5. Spinoza seria uma boa escolha para o governo, uma vez que ele advoga a reforma da mentalidade pela contemplação, satisfazendo o espírito e o desejo - acquiescentia in se ipso - porém a ciência intuitiva conduz inexoravelmente ao Mercado que não a uma Economia Social.
6. Por outro lado, o transgressivo Marcuse no governo conduzir-nos-ia a uma unidimensionalidade tecnocrata que, eventualmente, destruiria a reificação e a petrificação social, i.e., um governo tão revolucionário como do camarada Trump.
7. Bem vistas as coisas, continuamos a optar pelo cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
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