terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Nº. 1929 - Doutrina Cooperativista
1. Muitos são os que nos acusam de lirismo por obstinadamente defendermos a cooperação, opondo esta ao cenário social dos dirigentes e dos dirigidos.
2. Claro que os homens são da mesma espécie mas constituição física e capacidades diferentes, culturalmente adestrados a obedecer a razões que a própria razão desconhece.
3. Fácil é acreditar num deus omnisciente e omnipresente que tem dificuldade em controlar as convulsões geográficas e erradicar o mal, carecendo de preces monocórdicas para satisfazer o seu ego e pretensa superioridade.
4. Os Midas dos nossos tempos controlam a produção e o consumo - até dos bens essenciais! - através de financiamentos em que as margens de lucro são optimizadas em função do benefício devido aos plutocratas.
5. Por outro lado, a burguesia republicana dominante controla as decisões políticas bem como a administração pública e, embora submetida ao grande capital, satisfaz-se com o protagonismo da ribalta e as inerentes corrupções.
6. Logo, urge motivar cada um a assumir as pertinentes responsabilidades deixando de evocar direitos, estes resumidos a pão e circo, evocados de acordo com as conveniências momentâneas ou as vantagens que possa usufruir sobre os demais.
7. Seremos líricos pelo entusiasmo manifestado mas duplamente realistas por optar pela cooperação e pelo robustecimento da comuna abrindo o caminho para o regresso do rei.
Nau
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Nº. 1928 - Portal Comunalista
1. A Internet é uma imensa távola redonda onde a prática de dialogar é uma hipótese pouco explorada.
2. Muitos são aqueles que da mesa não se aproximam por nada terem a dizer, limitando-se a rabiscar o nome em frustração coprolália.
3. Rareiam as exposições doutrinárias limitadas a um fideísmo bafiento ou a um sectarismo comicieiro em que se insultam os contrários por falta de argumentos.
4. Os artigos de encomenda (catrapiscados da imprensa controlada pelo governo em função) aceitam comentários dos apoiantes ou dos desafectos deste, identificados por loas ou impropérios.
5. Claro que a propaganda do regime político vigente é disfarçada em espaços de educação cívica ou alienação maçónica, procurando incutir que democracia se resume à delegação da vontade própria a terceiros.
6. Os espaços monárquicos são preenchidos por grupos de rapaziada com sangue na guelra não afecta ao regime do barrete e/ou por venerandos tradicionalistas de causas sem efeito.
7. Aqui defendemos a reforma da mentalidade burguesa dominante, apostando na cooperação autogestionária e autofinanceira.
Nau
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Nº. 1927 - Psyche
1. O avanço tecnológico dos nossos dias, aparentemente imparável, soluciona muitos problemas graves e dá azo a outros tantos.
2. Claro que as dores de cabeça dos plutocratas resumem-se na aplicação dos seus capitais em projectos substancialmente rentáveis, uma vez que as bolas de cristal perderam o tradicional encanto.
3. Os demagogos ao serviço do grande capital vão promovendo as disputas partidárias, almejando por um lugar confortável nas cadeiras do poder político, uma vez que as grandes opções económicas lhes passam ao largo.
4. Não há dúvida que a Europa ao apostar na dita tecnologia prescinde da mão-de-obra barata, fomentando a subsídio-dependência para a maioria da população - tanto os que pretendem iniciar uma actividade profissional, como os que atingiram o término desta.
5. Ensaiam-se novos conflitos bélicos uma vez que a produção do respectivo equipamento é muito rentável e os combustíveis fósseis - com fim anunciado mas previsões insustentáveis - garantem largas margens de lucro.
6. O Novo Continente regurgita de drogas, conflitos sociais, intrigas políticas, culminando com o declínio da hegemonia norte-americana num eventual conflito com o Império Amarelo que, entretanto, atingiu um desenvolvimento técnico e financeiro sem retrocesso.
7. Também nas estepes da Santa Rússia o poder mongólico tornar-se-à mais exigente.
Nau
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Nº. 1926 - Fim de Semana 8
1. As infecções da pele e do tecido celular são de origem bacteriana, semelhantes aos microrganismos multicelulares e procariotas com assento na Assembleia da República.
2. Bom será a gente lusa fortalecer as suas redes de contacto - dentro e fora do rectângulo Europeu - porquanto a implosão do sistema capitalista está para breve, pois o Velho Continente afunda-se em quesílias de políticos arrivistas; o Reino Unido vê desmoronar a sua comunidade; os norte-americanos ensaiam uma ruptura interna; o perigo amarelo agudiza-se...
3. Nunca é demais repetir que o cooperativismo é uma doutrina sócio- económica fundamentada na liberdade humana e nos princípios de acção colectiva, trabalhando os associados em prol de um objectivo comum, para o desenvolvimento social sustentado e melhor qualidade de vida.
4. Sendo as cooperativas de consumo as mais numerosas, não restam dúvidas que a política imposta pelo capitalismo está a criar os necessários anticorpos para a reforma da mentalidade burguesa dominante.
5. Guardamos do passado as boas memórias que, servidas com parcimónia, são mais nostálgicas do que pro-activas e, posto que sejamos todos iguais mas de espécie diferente - sobretudo nas capacidades físicas e intelectuais - caprichamos pela eternidade que até aos deuses é negada.
6. Como dizia Miguel Torga no "Termo": "Pára, porque findou o tempo intemporal do amor e da graça concedida a quem nele, no seu barro original, modela a própria vida".
7. A Economia Social tem apenas uma solução, isto é, a sublime cooperação.
Nau
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Nº 1925 - Luta Popular
1. As rimas saem de modo espontâneo.
2. Luta, filho da mãe!
3. O popular é só para disfarçar.
4. Governo da burguesia = teocracia.
5. Os partidos no aperto não têm concerto.
6. Liberalismo, socialismo, comunismo, etc., é tudo tétera, digo, treta (quase que rimava!).
7. A economia Social tem apenas uma solução, isto é, a cooperação.
Nau
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Nº. 1924 - Prelo Real
Termo
Pára, imaginação!
Não há mais aventura, nem poesia.
A hora é de finados,
Com versos apagados
Na lareira onde fogueira ardia.
Pára, é lei.
Agora é só cansaço desiludido
E memória teimosa que entristece
O nada que acontece
E o muito acontecido.
Pára, porque findou
O tempo intemporal
Do amor e da graça concedida
A quem nele, no seu barro original,
Modela a própria vida.
Miguel Torga
Coimbra, 3 de Novembro de 1993
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Nº. 1923 - RAC
1. Guardamos do passado as boas memórias que, servidas com parcimónia, são mais nostálgicas do que pró-activas.
2. Somos todos iguais, mas de espécie - sobretudo capacidades físicas e intelectuais - diferentes, caprichando pela eternidade que até aos deuses é negada.
3. Irresoluto por natureza, o homem agrupa-se mimeticamente, predisposto a submeter-se ao primeiro fanfarrão que se arvora em cabo-de-guerra ou sacerdote de encomenda.
4. Alienável por acidente, assim se mantém o homem ao longo da vida, dado mais a servir do que ser servido, prostrando-se em frente de ídolos de pau carunchoso dos quais aguarda protecção, auxílio ou defesa.
5. Nascer, viver e morrer são fenómenos naturais pelo que convém usufruir o segundo com galhardia e satisfação, sem atropelos ou gloríolas de poucochinhos.
6. Actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim com outrem é manter o espírito aberto, responsável e solidário, uma vez que partilhamos um universo comum.
7. Bom seria que nos amássemos racionalmente e não que nos amassêmos indiscriminadamente.
Nau
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Nº. 1922 - Doutrina Cooperativista
1. A cooperativa é uma associação de cariz muito especial, com o objectivo de prestar serviços aos seus associados e actuar em nome destes, numa actividade económica de produção e consumo, sem intermediários; sem a persecução doentia de lucro.
2. Nunca é demais repetir que o cooperativismo é uma doutrina sócio-económica fundamentada na liberdade humana e nos princípios de acção colectiva, trabalhando os associados em prol de um objectivo comum, para o desenvolvimento social sustentado e melhor qualidade de vida.
3. O cooperativismo em Portugal tem fortes raízes nas associações do passado ("Casa dos 24", Bolsas Marítimas do Porto e de Lisboa, mútuas dos trabalhadores, etc.), tendo a primeira manifestação do moderno conceito cooperativo tido lugar em 1844 com a "Caixa Económica de Lisboa".
4. Numa unidade cooperativa os membros desta procuram desenvolver actividades produtivas e os meios de produção funcionam como propriedade colectiva. Numa associação com fins produtivos as pessoas associadas respondem pelas funções que exercem no desenvolvimento e defesa do património comum, pertencendo este aos associados.
5. "As empresas cooperativas constroem uma mundo melhor", esta foi a mensagem que correu por todo o mundo, após a Assembleia Geral das Nações Unidas ter proclamado 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas.
6. Segundo os dados facultados pela "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social" o número de cooperativas existentes em Portugal, no ano de 2009, era de 2390, cobrindo estas os sectores agrícola, artesanato, comercialização, comércio, crédito, cultura, ensino, habitação, pescas, produção operária, serviços e solidariedade social.
7. Sendo as cooperativas de consumo as mais numerosas, não restam dúvidas que a política imposta pelo capitalismo está a criar os necessários anticorpos para a reforma da mentalidade burguesa dominante.
Nau
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Nº. 1921 - Portal Comunalista
1. Repetir, repetir é a nossa sina. Porém, os visitantes dando uma vista de olhos nestes apontamentos, fazem-no a correr, sem tempo nem pachorra para um substancial comentário.
2. Os meus parceiros, impedidos de qualquer intervenção expressa por norma regulamentar, lá vão dizendo de sua justiça, sempre na expectativa do tempo ser de incertezas.
3. Certo é os plutocratas estarem cada vez mais pançudos e as rivalidades, de longe, ultrapassarem o carácter regional, passando de entre em breve ao tabuleiro internacional.
4. Sem dúvida que, durante os conflitos regionais, continentais e intercontinentais o poder da burguesia republicana dominante mais se consolidará.
5. Logo, o que importa é robustecer o espírito cooperativo a fim de que as mazelas antes e após os ditos conflitos possam ser rapidamente sanados pela dinâmica cooperativa.
6. Bom será a gente lusa fortalecer as suas redes de contacto - dentro e fora do rectângulo europeu - porquanto a implosão do sistema capitalista está para breve.
7. A Europa afunda-se em quezílias de políticos arrivistas; o Reino Unidos vê desmoronar a sua comunidade; os norte-americanos ensaiam uma ruptura interna; o perigo amarelo agudiza-se...
Nau
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Nº. 1920 - psyche
1. As infecções da pele e do tecido celular subcutâneo são de origem bacteriana.
2. A celulite, frequentemente causada pelo estreptococo, abrangendo uma ampla área rapidamente, chega a penetrar na corrente sanguínea, bem como por todo o organismo.
3. A fasceíte necrossante é uma outra forma de celulite muito grave porquanto destrói o tecido infectado por debaixo da pele.
4. A grangrena cutânea, geralmente associada a um menor fornecimento de sangue à zona afectada, é a morte do tecido.
5. A linfadenite é originada por um ou mais gânglios linfáticos.
6. A linfagite aguda resulta da inflamação de um ou mais vasos linfáticos devido a uma infecção estreptocócica.
7. Os abcessos cutâneos são causados por acumulações de pus por via bacteriana.
Nau
sábado, 18 de fevereiro de 2017
Nº. 1919 - Fim de Semana 7
1. Os microrganismos andam por tudo que é sítio - terra, mar e ar - emparceirando com a respectiva fauna.
2. Discutir uma questão, um assunto, um problema é examinar criteriosamente a matéria trazida por outros à colação.
3. Este espaço está sempre aberto. Entra quem quer debater ou levantar questões. Mas quanto a nobrezas e aristocracias, estamos conversados.
4. Aprendemos a caminhar com alguns incentivos e bons exemplos. Porém, na infância (talvez por excesso de protecção) procuram instilar em nós o espírito competitivo.
5. Não entregaríamos as rédeas do governo da comuna a um Kant - mesmo quando este valorizasse a razão prática em relação à função teórica - por excesso especulativo.
6. "E a voz da bailadeira franzina (Salomé) soa mais lenta, mais longa, mais sem mal, mais presente..."
7. A luta popular é simples apelo ao assumir de responsabilidades próprias, tal como sugerido pelo cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Nº. Nº. 1918 - Luta Popular
1. Bem visto, o poder político limita-se a estimular a produção e o rápido escoamento desta para um alegado aumento exponencial dos réditos públicos.
2. Obviamente que o programa é de total inspiração e controlo dos plutocratas, pois são estes que financiam tanto a função produtiva como a consumista, obtendo do lucro a parte de leão.
3. De facto é através do lucro que a burguesia hierarquizada mantém o seu domínio sobre a comunidade uma vez que o progresso está associado ao consumo que não à satisfação das necessidades básicas.
4. Porém o sector empresarial (tanto o fabril como o mercador) o bairro, a comuna, a cidade, etc. manifestam interdependências funcionais, susceptíveis de diluirem o poder sectário.
5. Logo, delegar o poder de decisão a terceiros e, sob a capa destes, agirem numa base de confiança e numa legitimidade absurda é tão-somente caprichar na manutenção do status quo.
6. Paulatinamente deverá ser privilegiado a autogestão e o autofinanciamento, porquanto são estas duas funções que capacitarão qualquer de nós a satisfazer, racionalmente, as nossas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. A luta popular é simples apelo ao assumir de responsabilidades próprias, tal como tem sido sugerido pelo CMC.
Nau
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Nº. 1917 - Prelo Real
Salomé
Como a lua quando nasce
Em tardes de Julho
A sua boca
Pequenina e recortada
Como a flor da romanzeira.
E os seus olhos muito vagos,
Como a verem além-mundo,
Assemelhavam dois vales
Com dois lagos de cristal azul fundo.
Ao longe, num mar de sangue,
Morre o sol.
E uma aragem muito fria
Faz ondular as palmeiras.
Com damasco precioso
Foi coberto o amplo piso
Guarnecido por mosaicos
E vasos d'oiro lavrado.
Fizeram-se juramentos!
E ela, sorrindo, orgulhosa
Ergueu-se quase divina!
Soaram palmas, exclamações e delírio!
- Já ninguém pediu mais vinho!
Baila, baila minha filha!
- Sim; bailarei como nunca!
E o corpete,
Na dança,
Descai-lhe suavemente
Deixando ver os dois seios,
pequeninos, volumosos,
Com dois frutos doirado.
Como tu bailas, amor!
Soltam-se os véus; e em redor
Da sua graça
Da sua carne delgada,
Parecem névoas de seda.
Um grande rubi, soberbo,
Resplandece entre os seus seios
Como se fosse uma estrela!...
Está quase nua!
Mas continua bailando...
No rosto do rei Tetrarca
Há lágrimas e tristeza.
Agora, baila, pizando
Os brocados que envolveram
O seu corpo de Princesa...
Sobre o seu sexo
Brilham duas esmeraldas
De raro fulgor.
E a voz lenta
Da bailadeira franzina,
Soa mais lenta, mais longa,
Mais sensual e mais quente:
"Profeta dos olhos negros,
Hás-de ser meu esta noite
Antes da lua surgir..."
António Botto
in "Canções"
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Nº. 1916 - RAC
1. Possivelmente não entregaríamos as rédeas do governo da comuna a um Kant - mesmo quando este valorizasse a razão prática em relação à função teórica - por excessos especulativos.
2. Não iríamos desenterrar Aristóteles porquanto a sua retórica aplicada à função governativa já se encontra, de longe, ultrapassada pela lábia de António Costa que na dialéctica platónica ninguém lhe leva a palma.
3. Jamais meteria Weber no governo, mesmo na hipótese do pluralismo de valores - quer na forma reflexiva, quer na experiência vivida - porquanto este baralharia ainda mais a mentalidade ocidental habituada a pensar segundo as normas monoteístas.
4. Também excluiríamos Confúcio do governo mesmo quando este - expurgado de toda a metafísica, de toda a tradição religiosa - voltasse a prometer a construção de uma moral fundamentada na natureza do homem e nas necessidades da sociedade - não há pachorra!
5. Spinoza seria uma boa escolha para o governo, uma vez que ele advoga a reforma da mentalidade pela contemplação, satisfazendo o espírito e o desejo - acquiescentia in se ipso - porém a ciência intuitiva conduz inexoravelmente ao Mercado que não a uma Economia Social.
6. Por outro lado, o transgressivo Marcuse no governo conduzir-nos-ia a uma unidimensionalidade tecnocrata que, eventualmente, destruiria a reificação e a petrificação social, i.e., um governo tão revolucionário como do camarada Trump.
7. Bem vistas as coisas, continuamos a optar pelo cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Nº. 1915 - Doutrina Cooperativista
1. Aprendemos a caminhar com alguns incentivos e bons exemplos.
2. Cooperamos nas brincadeiras infantis e amuamos a fim de chamar a atenção dos mais.
3. Porém, na infância (talvez por excesso de protecção) procuram instilar em nós o espírito da competição.
4. A aprendizagem oficial não é um acumular de experiências, mas esquemas para ultrapassagens.
5. Estimulam a apropriação para incutir em nós o espírito do consumo, reforçando o sector produtivo.
6. Progresso social sim. Objectivo - a conquista da felicidade, sem atropelos e fúteis protagonismos.
7. Diga não aos intermediários; retire o lucro dos altares! Aposte na cooperação.
Nau
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Nº. 1914 - Portal Comunalista
1. Nem sempre as condições de trabalho aqui são boas e as urgências não permitem uma cuidada revisão.
2. Porém, apontar erros não é ofensivo mas bem salutar, demonstrando que o visitante está atento à matéria.
3. Dado que este espaço está aberto para todo o tipo de cavaqueiras, quando a coisa está preta, dê à luz, por favor.
4. Se o primeiro-ministro tiver que ser indigitado por vias meramente aleatórias, qual é o problema!
5. Claro que as decisões tomadas nas diferentes comunas deverão ser confrontadas em fórum próprio e concertadas em obediência ao interesse geral.
6. Discutir uma questão, um assunto, um problema é questionar a matéria trazida por outrem à colação.
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7. O portal está sempre aberto. Entra quem quer debater ou levantar questões. Mas, quanto a nobreza e aristocracias, estamos conversados.
Nau
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Nº. 1913 - Psyche
1. Os microorganismos andam por tudo que é sítio - terra, mar e ar - emparceirando com a respectiva fauna.
2. Diariamente comemos, bebemos e respiramos microrganismos que raramente nos provocam sérias infecções.
3. Embora maioritariamente inofensivos - na pele, na boca, nos intestinos, etc. - a sua multiplicação depende das defesas do hospedeiro.
4. Alguns microrganismos chegam a proteger o corpo humano, sendo pomposamente denominados por flora residente.
5. Claro que as condições sanitárias, os hábitos alimentares, bem como os higiénicos, têm grande influência na formação da dita flora.
6. As bactérias e os fungos são a maioria dos microrganismos que tanto beneficiam o hospedeiro (simbiose) como o prejudicam (parasitismo).
7. Esperando ter satisfeito a sua curiosidade, lembro que o fenómeno da multiplicação de microrganismos que não afectam o hospedeiro é designado pr comensalismo.
Nau
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Nº. 1912 - Fim de Semana 6
1. As perturbações do humor, sendo uma doença psiquiátrica, consistem de períodos prolongados de depressão ou de euforia excessiva.
2. Os deuses, porém, são o espelho da nossa insegurança; pouco vale a redução destes à unidade dado que somos a parte integrante.
3. Pretender alcançar o outro mundo, i.e., ganhar a eternidade com o maná que venha dos céus é tempo e oportunidades perdidas.
4. Logo, a multiplicação das células cooperativas robustecerá o poder local ganhando este maior autonomia em relação ao centralismo burocrático.
5. A delegação do poder de decisão a terceiros pela via eleitoral é manifesta fraude democrática cultivada pela burguesia republicana dominante.
6. Urge exercitar os poderes comunais, corporativos e académicos porquanto será através da democratização destes que se realizará a reforma do espírito de classe burguês.
7. A designação aleatória eventualmente poderá recair em incapazes - falta de aptidão, interesses divergentes ou impedimentos legais - sendo contudo menos gravosa que a sectária.
Nau
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
Nº. 1911 - Luta Popular
1. A Democracia fundamenta-se na autoridade emanada do Povo e materializada na participação deste na gestão da comuna.
2. Logo, qualquer função democrática deverá ser exercida com largo consenso da população mas jamais por mera imposição de directórios partidários.
3. Dando o acto eleitoral azo à formação de grupos de interesses, a designação aleatória dos dirigentes sectoriais apresenta-se como a alternativa mais adequada.
4. Bom é salientar que a função - tanto dirigente como representativa - nem sequer é profissional mas um dever dos comunalistas, isenta de quaisquer privilégios.
5. A classe política arvorada profissionalmente tende a actuar como a correia de transmissão dos oligarcas que, viciosamente, financiam a produção e o consumo.
6. Eventualmente a designação aleatória poderá recair em incapazes - falta de aptidão, interesses divergentes ou impedimentos legais - sendo contudo menos gravosa que a sectária.
7. Apenas a figura do rei, hereditário e vitalício, assume o cargo por aclamação, devendo o primeiro-ministro (aleatoriamente indigitado) formar governo por sua livre iniciativa mas dependendo das Cortes - comunas, corporações e academias.
Nau
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Nº. 1910 - Prelo Real
Dá-me a tua mão
Deixa que a minha solidão
prolongue mais a tua
- para aqui os dois de mãos dadas
nas noites estreladas,
a ver os fantasmas dançar na lua.
Dá-me a tua mão, companheira,
até ao Abismo da Ternura Derradeira.
José Gomes Ferreira
in "Poeta Militante I"
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Nº. 1909 - RAC
1. A democracia defendida neste espaço tem por fundamento a autogestão (sem intermediários) e o autofinanciamento.
2. Logo, a multiplicação das células cooperativas robustecerá o poder local ganhando este maior autonomia em relação ao centralismo burocrático.
3. Comunas, economicamente e socialmente exercitadas no poder de todos os indivíduos residentes, esbaterão tendencialmente o facciosismo político.
4. A delegação do poder de decisão a terceiros pela via eleitoral é manifesta fraude democrática cultivada pela burguesia republicana dominante.
5. Urge exercitar os poderes comunais, corporativos e académicos porquanto será através da democratização destes que se realizará a reforma do espírito de classe burguesa.
6. O soberano - hereditário e vitalício - reina, mas não governa, obviando as disputas partidárias no topo da Comunidade das comunidades.
7. De facto, Monarquia é o governo de um só, isto é, do Povo, sem distinções partidárias, apenas tendo por base o mérito, capacidade ou importância social.
Nau
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Nº. 1908 - Doutrina Cooperativista
1. A apologia da cooperação no último apontamento talvez possa despertar alguma simpatia dos empedernidos monárquicos.
2. Pretender alcançar o outro mundo, isto é, ganhar a eternidade com o maná que venha dos céus é tempo e oportunidades perdidas.
3. Tanto a Monarquia como a República apresentam tradições veneráveis - a primeira como formação do Reino de Portugal; a segunda como intermezzo periclitante.
4. A primeira fundou e aventurou-se; a segunda estrangeirou-se e esgotou o partidarismo em delírios corruptores pelo punho dominante da burguesia republicana.
5. Logo, a insegurança do presente jamais será equilibrada com o recurso a deuses, bem como de sacerdotes profissionais, mas pelo desenvolvimento de uma Economia Social.
6. A multiplicação das células cooperativas - estas destinadas à satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados - é recurso inadiável.
7. Monarquia é governo de um só, isto é, do Povo, sendo o nosso Rei o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Nº. 1907 - Portal Comunalista
1. Os deuses são o espelho da nossa insegurança; pouco vale a redução destes à unidade dado que somos a parte integrante.
2. Logo, como seres humanos, podemos equilibrar a nossa presença através da cooperação, visto que rebaixar iguais para se sentir superior é menoridade intelectual.
3. Duvido que as frequentes ladainhas tornem os homens mais sãos e justos, mas apenas sirva para consolidar a subordinação da maioria ao poder sacerdotal.
4. Claro que na noite dos tempos o acatamento a tudo o que era importante para a subsistência da comunidade seria uma obrigação indeclinável.
5. Desde logo, a aptidão de alguns resultante da destreza física e/ou experiência adquirida se impôs aos mais como sagrado - doutrina religiosa.
6. Governava quem tinha o poder de decisão apropriado; o maralhal, cada um por si, literalmente mourejava em progressivo alheamento das raízes cooperativas.
7. A energia é universal e, fazendo nós parte desta, urgente é discutir a via mais segura para uma cooperação realmente eficaz.
Nau
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Nº. 1906 - Psyche
1. As perturbações do humor, sendo uma doença psiquiátrica, consistem de períodos prolongados de depressão ou de euforia excessivos.
2. Tanto a tristeza como a alegria fazem parte do quotidiano de qualquer pessoa, mas a depressão crónica manifesta-se como doença maníaco-depressiva ou perturbação bipolar.
3. A tristeza, aspecto de quem revela mágoa ou aflição, poderá ter efeitos benéficos como reacção normal a casos funestos, afastamentos, descréditos ou situações da mesma sorte, envolvendo possibilidade de satisfatória recuperação.
4. Porém, a depressão como doença psiquiátrica evidencia uma magnitude desproporcionada, quer na intensidade tal como na injustificada persistência, carecendo de adequado acompanhamento médico.
5. A preocupação exagerada com o estado de saúde e/ou sofrimentos irreais não passam de meras depressões, habitualmente manifestadas entre os 20 e os 50 anos, tendo-se acentuado esta tendência em meados do século passado.
6. Os episódios depressivos duram, sintomaticamente, entre 6 a 9 meses ao longo da vida originados por factores hereditários, acontecimentos emocionalmente desagradáveis, esgotamento físico geral ou efeitos secundários de alguns tratamentos.
7. Bom é ter presente que certos fármacos - anfetaminas, contraceptivos orais, reserpina, inibidores da monoaminoxidase e outros - poderão causar perturbações físicas, acentuadamente depressivas.
Nau
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Nº. 1905 - Fim de Semana 5
1. A energia que necessitamos para uma actividade equilibrada provem dos alimentos que consumimos, bem como do ar que respiramos.
2. Regendo a memória, bem como o pensamento, a hipófise e a glândula pineal (centro psíquico) actuam através de secreções, evitando ataques perniciosos e/ou decadência súbita.
3. Crer na existência de entes superiores como causa ou fim é o condimento da religião cultivada por sacerdotes, apoiada por largo número de crentes que pretendem trocar a passagem na vida pela vida eterna.
4. O cooperativismo é o factor mais consistente para a reforma da mentalidade burguesa predominante, bem como para o desenvolvimento económico e transformação social.
5. Sem dúvida que o movimento progressivo parece imparável; porém, há sempre um Kim Jung-un que, em bicos de pés, exige a vassalagem dos párias da sua espécie.
6. "Eu amo tudo o que foi, tudo o que já não é (...) só porque foi, e voou, e hoje é já outro dia".
7. Claro que o CMC não é a panaceia mas o exercício democrático para o firme acesso à Estrada Real.
Nau
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
Nº 1904 - Luta Popular
1. Sentimos a luta como apelo a uma acção concertada - acordo comum de insatisfeitos com o rumo social contemporâneo.
2. Jamais aceitaremos a luta como espectáculo deleitoso da burguesia republicana dominante que, na luta partidária, enrobustece o seu poder de decisão.
3. O popular, tido como do agrado do povo, da multidão, é mera redundância, uma vez que as simpatias deste vão para o pão e circo.
4. Logo, os gestos populares, organizados pelos partidários do povo, i.e., os demagogos, apenas servem para a dita burguesia ganhar acesso às cadeiras do poder.
5. Urge incentivar o combate às figuras vampíricas dos plutocratas e respectivos serventuários que controlam a produção e o consumo pela via financeira.
6. O cooperativismo monárquico-comunalista advoga a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais através da multiplicação das células cooperativas.
7. Claro que o CMC não é a panaceia mas o exercício democrático para o acesso firme à Estrada Real.
Nau
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
Nº 1903 - Prelo Real
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já me não dói
A antiga e errónea fé
O ontem que a dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Nº. 1902 - RAC
1. O avanço nos conhecimentos científicos é impressionante - já ensaiamos a produção de energia análoga à do astro-rei.
2. A vantagem no combate a maleitas há pouco tempo fatais é impressionante, mas contagiamos a população com epidemias perniciosas numa deslocação às casas de saúde.
3. Progredimos na arte castrense - sobretudo na produção de armas destrutivas - e não resistimos à tentação de ensaios irresponsáveis, procurando eliminar os nossos adversários.
4. O movimento progressivo da civilização parece imparável, mas há sempre um Kim Jung-un que, em bicos de pés, exige a vassalagem dos párias da sua espécie.
5. A marcha para diante da civilização e das instituições políticas avança em compasso de espera - o mais do mesmo.
6. Contudo, a tendência do género humano para a perfeição, para a felicidade, é um logro, arrastando deuses carentes, através da exploração sacerdotal.
7. Resta-nos o movimento progressivo para a reforma social (sem competições e/ou reservas mesquinhas) na multiplicação das unidades cooperativas.
Nau
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