sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Nº. 1897 - Luta Popular


1. Muitas são as cooperativas que há muito se afastaram dos princípios que são supostos defenderem e, à semelhança daqueles que procuram nos hospitais lenimentos para os seus males, saem de lá com problemas de saúde muito mais graves.

2. Logo, urge expurgar do movimento cooperativista as falsas unidades que, do do espírito associativo apenas vestem a roupagem que lhes convém, praticando o contrário dos termos do contrato original.

3. Através do Estado de Direito, os liberais protegem os interesses dos plutocratas; o centralismo burocrático dos socialistas, conluiados com os timocratas, mantêm o status quo em troca da passadeira vermelha para serventuários e dirigentes políticos.

4. Porém, os cooperativistas, pugnando por uma economia social, cultivam a autogestão, o espírito comunalista e o esbatimento da partidocracia que envenena as relações sociais, uma vez que dividir é açular a rivalidade para a conquista das cadeiras do poder. 

5. Voltamos a chamar a atenção para o facto da verdadeira democracia se verificar no associativismo cooperativista em que as decisões são tomadas responsavelmente, sem o esquema sornoso de delegar resoluções a terceiros.

6. Tanto a produção como o consumo deverão ser orientados para as reais necessidades da comuna, devendo a mesma estar preparada para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus residentes.

7. Só a multiplicação das células cooperativas em rede poderão sustar os ímpetos pantagruélicos de liberais e socialistas.

Nau

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