quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Nº. 1875 - Prelo Real

             Humana Condição


         Um sonhar-me distante, um longe incrível
         É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço
         Que se fixa no mundo ao invisível
         Como se o mundo andasse por meu braço,

         Existo além: Sou animal terrível
         De Jesus com o mundo-Deus na mão.
         Sou para além do mundo concebível
         Onde morre e começa a criação.

         Eu, homem, sondo e meço o Infinito;
         Sou corpo e espírito, esse corpo oculto,
         E é só na mão de Deus que ressuscito.

         E chamam a isto humana condição...
         Um nada, e tudo: - Vivo me sepulto
         Dentro e fora do próprio coração.

                                   Afonso Duarte

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