quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Nº. 1895 - RAC


1. No apontamento de ontem chamamos a atenção para o facto das associações populares portuguesas - comunais ou corporativas - terem sido extintas pela Revolução Liberal nas primeiras décadas do século XIX.

2- A incipiente burguesia portuguesa de então, deslumbrada pelos ventos que sopravam de França, correu alvoraçada para os braços dos capitalistas que lhe prometia financiamentos a baixo custo e a longo prazo.

3. Claro que a ideia que vingou foi haver dinheiro para gastar à fartazana e pagamentos diferidos, podendo estes serem sistematicamente prolongados ou simplesmente negados, como actualmente é sugerido pelas "engraçadinhas".

4. A banca rota bateu à porta várias vezes, mas nos jogos partidários a culpa era sempre dos outros, ganhando nestes jogos florais, tanto os plutocratas de carreira, como os serventuários que passavam pelos cadeirões do poder.

5. Cansados das politiquices de baixo nível, muitos foram aqueles que se filiaram nas organizações sindicais, porem estas pareciam ser mais uma associação vocacionada para a discórdia do que para a defesa dos associados.

6. Tanto o capitalismo liberal (mercados desregulados) como o capitalismo socialista (centralismo burocrático) alinham despudoradamente nos jogos partidários, suscitados e mantidos pelos grandes plutocratas.

7. Só a consolidação do espírito associativo poderá pôr cobro à vergonhosa exploração capitalista, tal como tem sido denunciado pelo CMC.

Nau

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