terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Nº. 1901 - Doutrina Cooperativista
1. O cooperativismo é o factor mais consistente para a reforma da mentalidade burguesa predominante, bem como para o desenvolvimento económico e transformação social.
2. Abjurando a persecução doentia do lucro, os valores materiais realizados e destinados à produção de novos valores, jamais serão tidos para a manutenção de antagonismos de interesses e provocação de desequilíbrios sociais.
3. Logo, o objecto do cooperativismo monárquico-comunalista é atingir o social através de reformas no sector económico, bem como na prática financeira, a fim de gerar uma sociedade mais sã e justa.
4. Eliminando, por norma, o ganho que se obtém nas transacções comerciais, bem como prescindindo da intervenção redundante dos intermediários em todas as operações de compra e venda, os custos atingirão níveis substancialmente mais razoáveis.
5. Os sócios contribuem e controlam democraticamente o capital da sua unidade cooperativa, mantendo uma reserva como propriedade comum e recebendo, sempre que seja possível, o retorno (produtos e/ou descontos) na proporção das suas transacções.
6. Bom é ter sempre presente que o cooperativismo é um sistema económico voltado para as pessoas, tanto as associadas como as residentes na comunidade em que se encontram integradas.
7. Os excedentes - deduzidos das reservas indivisíveis e do retorno aos associados - serão aplicados em outras actividades que sejam, por estes, democraticamente, aprovadas.
Nau
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Nº. 1900 - Portal Comunalista
1. Um dos pilares da comunidade é a tradição - hábitos ou costumes adquiridos ao longo dos séculos.
2. O Chefe - o que comanda, o que dirige, o que governa - será um outro pilar.
3. Claro que a fundação da comunidade encontra-se sempre envolvida em pura ficção alegórica.
4. Força criadora e até mágica que a comunidade abraça como elo forjado pelo tempo, sustentada por sacerdotes que desta fazem profissão.
5. Crer na existência de entes superiores como causa ou fim é o condimento da religião cultivada pelos ditos sacerdotes.
6. A figura do chefe é temporal, embora possa ser transmitida por herança ou conluio da classe dominante.
7. Porém a comunidade é mera tendência para viver em conjunto.
Nau
domingo, 29 de janeiro de 2017
Nº. 1899 - Psyche
1. A energia que necessitamos para uma actividade equilibrada provem dos alimentos que consumimos, bem como do ar que respiramos.
2. O oxigénio fixado nos glóbolos vermelhos dos pulmões alimenta todas as células do corpo humano. Logo, quando a circulação sanguínea é irregular, disfunções celulares são inevitáveis.
3. Porém, o ritmo cardíaco varia com a idade: 60 pulsações por minuto aos vinte anos; 40 pulsações por minuto aos oitenta anos, condicionando os pertinentes reflexos.
4. A deterioração do número de pulsações acentua-se, como é óbvio, pelo avançar dos anos, até à paragem final, sendo esta eventualmente adiada por exercícios físicos regulares.
5. Os efeitos prejudiciais a uma boa circulação sanguínea provêm de esgotamentos físicos aleatórios, da hipertensão e excessos digestivos que aceleram o ritmo cardíaco.
6. Relaxar todo o organismo a fim de o proteger de possíveis esgotamentos ou excessos de qualquer ordem, será alimentá-lo com nutrientes adequados.
7. A hipófise (regendo a memória, bem como o pensamento) e a glândula pineal (centro psíquico) actuam directamente nas outras glândulas através de secreções, evitando ataques viciosos e/ou decadência periclitante.
Nau
sábado, 28 de janeiro de 2017
Nº. 1898 - Fim de Semana 4
1. Tanto o exercício físico regular como o mental são importantes para a manutenção de um corpo saudável.
2. Em qualquer idade, o ser humano poderá estimular o crescimento de novas células cerebrais incapacitantes.
3. Há dois séculos que a burguesia republicana dominante anda a cultivar o espírito carneirada no tecido social, promovendo o facciosismo, isto é, a divisão partidária.
4. Como não podia deixar de ser, a primeira machadada no associativismo luso foi dada pela Revolução Liberal através do Decreto de 7 de Maio de 1834 que extinguiu a "Casa dos Vinte e Quatro", as "Bolsas Marítimas" e quejandas.
5. Tanto o capitalismo liberal (mercados desregulados), como o capitalismo socialista (centralismo burocrático) alinham nos jogos partidários, suscitados e mantidos pelos plutocratas mafiosos.
6. Através do Estado de direito, os liberais protegem os interesses dos plutocratas; o centralismo burocrático dos socialistas, conluiados com os timocratas, mantêm o status quo em troca da passadeira vermelha estendida aos dirigentes políticos.
7. Só a multiplicação das células cooperativas em rede poderão sustar os ímpetos pantagruélicos de liberais e socialistas.
Nau
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Nº. 1897 - Luta Popular
1. Muitas são as cooperativas que há muito se afastaram dos princípios que são supostos defenderem e, à semelhança daqueles que procuram nos hospitais lenimentos para os seus males, saem de lá com problemas de saúde muito mais graves.
2. Logo, urge expurgar do movimento cooperativista as falsas unidades que, do do espírito associativo apenas vestem a roupagem que lhes convém, praticando o contrário dos termos do contrato original.
3. Através do Estado de Direito, os liberais protegem os interesses dos plutocratas; o centralismo burocrático dos socialistas, conluiados com os timocratas, mantêm o status quo em troca da passadeira vermelha para serventuários e dirigentes políticos.
4. Porém, os cooperativistas, pugnando por uma economia social, cultivam a autogestão, o espírito comunalista e o esbatimento da partidocracia que envenena as relações sociais, uma vez que dividir é açular a rivalidade para a conquista das cadeiras do poder.
5. Voltamos a chamar a atenção para o facto da verdadeira democracia se verificar no associativismo cooperativista em que as decisões são tomadas responsavelmente, sem o esquema sornoso de delegar resoluções a terceiros.
6. Tanto a produção como o consumo deverão ser orientados para as reais necessidades da comuna, devendo a mesma estar preparada para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus residentes.
7. Só a multiplicação das células cooperativas em rede poderão sustar os ímpetos pantagruélicos de liberais e socialistas.
Nau
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Nº 1896 - Prelo Real
Cooperativismo
O Sol nasce em Portugal,
Tal como a Democracia,
Renovado, triunfal,
Para todos - Monarquia.
Dos arcanos da História
Abre-se porto seguro;
Novas promessas de glória
No rumo para o futuro.
Eia avante Portugal!
Eia avante mocidade!
Arraial e arraial,
Pela nossa Liberdade!
Solidários somos nós,
No presente e no porvir,
P'lo legado dos Avós,
Pela herança a transmitir.
Na senda da equidade
Muito há a percorrer;
P'lo crisol da liberdade
É lutar, sem esmorecer.
Mas tudo renova e muda
Pela força da razão;
P'lo spírito d'entre ajuda,
E pela cooperação.
Eia avante Portugal...
Nau
in "monarquicos.com indice"
O Sol nasce em Portugal,
Tal como a Democracia,
Renovado, triunfal,
Para todos - Monarquia.
Dos arcanos da História
Abre-se porto seguro;
Novas promessas de glória
No rumo para o futuro.
Eia avante Portugal!
Eia avante mocidade!
Arraial e arraial,
Pela nossa Liberdade!
Solidários somos nós,
No presente e no porvir,
P'lo legado dos Avós,
Pela herança a transmitir.
Na senda da equidade
Muito há a percorrer;
P'lo crisol da liberdade
É lutar, sem esmorecer.
Mas tudo renova e muda
Pela força da razão;
P'lo spírito d'entre ajuda,
E pela cooperação.
Eia avante Portugal...
Nau
in "monarquicos.com indice"
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Nº. 1895 - RAC
1. No apontamento de ontem chamamos a atenção para o facto das associações populares portuguesas - comunais ou corporativas - terem sido extintas pela Revolução Liberal nas primeiras décadas do século XIX.
2- A incipiente burguesia portuguesa de então, deslumbrada pelos ventos que sopravam de França, correu alvoraçada para os braços dos capitalistas que lhe prometia financiamentos a baixo custo e a longo prazo.
3. Claro que a ideia que vingou foi haver dinheiro para gastar à fartazana e pagamentos diferidos, podendo estes serem sistematicamente prolongados ou simplesmente negados, como actualmente é sugerido pelas "engraçadinhas".
4. A banca rota bateu à porta várias vezes, mas nos jogos partidários a culpa era sempre dos outros, ganhando nestes jogos florais, tanto os plutocratas de carreira, como os serventuários que passavam pelos cadeirões do poder.
5. Cansados das politiquices de baixo nível, muitos foram aqueles que se filiaram nas organizações sindicais, porem estas pareciam ser mais uma associação vocacionada para a discórdia do que para a defesa dos associados.
6. Tanto o capitalismo liberal (mercados desregulados) como o capitalismo socialista (centralismo burocrático) alinham despudoradamente nos jogos partidários, suscitados e mantidos pelos grandes plutocratas.
7. Só a consolidação do espírito associativo poderá pôr cobro à vergonhosa exploração capitalista, tal como tem sido denunciado pelo CMC.
Nau
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Nº. 1394 - Doutrina Cooperativista
1. As unidades cooperativas são o fundamento e razão do movimento cooperativo.
2. Os princípios da doutrina cooperativa são: livre acesso e adesão voluntária; controlo, organização e gestão democrática; participação económica dos seus associados; autonomia e independência; educação, capacitação e informação; cooperação entre cooperativas; compromisso com a comunidade.
3. Em Portugal, a "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social" tem por objecto promover o fortalecimento do sector da economia social, aprofundando a cooperação entre o Estado e as organizações que o integram.
4. As entidades cooperadoras da "CASES" são: Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local - ANIMAR; Confederação Cooperativa Portuguesa CCRL - CONFECOOP; Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, CCRL - CONFRAGI; Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade - CNIS; União das Misericórdias Portuguesas - UMP; União das Mutualidades Portuguesas - UMP.
5. Sem dúvida que a cooperação e o apoio mútuo que reúne a acção de várias pessoas interessadas em satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, atingiram grande importância na segunda década do século XX.
6. Porém, o espírito associativo sempre se manifestou em Portugal ao longo dos séculos, ora como corporações de ofícios comunais (Casa dos Vinte e Quatro, 1383), ora como bolsas marítimas ou dos mercadores do século XIII.
7. Como não podia deixar de ser, a primeira machadada no associativismo luso foi dada pela Revolução Liberal, através do Decreto de 7 de Maio de 1834 que extinguiu tais organizações.
Nau
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Nº. 1893 - Portal Comunalista
1. Mais uma vez este portal se abre de par em par "e dentro vejo só, cheio de dor, silêncio, escuridão e nada mais.
2. Os desafios da semana passada, condensados em temas fulcrais, passaram desapercebidos, apesar de um razoável número de visitantes tenha por aí andado.
3. Sem dúvida que a Internet poderia transformar-se num forum democrático. Porém, o alheamento da maioria e a falta de vergonha de outros tantos não facilita.
4. Nas suas tamanquinhas permanecem os compulsivos para os quais a fé suplanta a razão, bastando um olhar nostálgico passadista para satisfazer as suas preocupações sociais.
5. Há dois séculos que a burguesia republicana dominante anda a cultivar o espírito de carneirada no tecido social, promovendo o facciosismo, isto é, a divisão partidária.
6. A opção sectária não é sinónimo de pensar mas puro clubismo que, levado ao extremo, se resume nas ditaduras fascistas ou sociais-fascistas em voga por esse mundo fora.
7. Logo, continuamos dialogantes - cooperativistas e comunalistas - aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
domingo, 22 de janeiro de 2017
Nº. 1892 - Psyche
1. Todo o exercício físico regular bem como o mental são importantes para a manutenção de um corpo saudável.
2. A aerobiótica, activando os genes do cérebro, reverte o declínio da memória graças ao crescimento de novas células.
3. Claro que as ansiedades, a diminuição do libido, as dores de cabeça crónicas são devidas ao consumo de alimentos hipercalóricos.
4. Os hidratos de carbono prejudiciais, isto é, aqueles que contêm glúten ou elevado teor de açúcares são os agentes de doenças degenerativas.
5. Em qualquer idade, o ser humano poderá estimular o crescimento de novas células cerebrais evitando assim doenças incapacitantes, nocivas.
6. A atrofia cerebral compromete a flexibilidade cognitiva pelo que, sublinhamos uma vez mais, a importância do exercício físico, sem o recurso a drogas viciantes.
7. Boas gorduras (ómega 3) e dietas ricas em proteínas não garantem a eternidade, mas uma recta final digna e satisfatória.
Nau
sábado, 21 de janeiro de 2017
Nº. 1891 - Fim de Semana 3
1. Os factos sociais constituem um universo caótico - "uma rapsódia de sensações", como afirmava Kant - dado que o ideal não passa de uma construção da mente susceptível de questionar a realidade.
2. A comuna é uma extensão territorial em que os habitantes dessa circunscrição exercem a direcção dos negócios públicos. Os gestores das comunas são, preferencialmente, nomeados de entre os residentes da comuna, por sorteio electrónico e por um determinado período.
3. Muitas aplicações têm sido dadas ao princípio cooperativo, incluindo a manipulação destas, tanto por liberais como por socialistas. Claro que os objectivos do cooperativismo também poderão ser deturpados por aqueles que procuram esquemas ínvios para satisfazer os seus apetites pantagruélicos.
4. Criar redes cooperativas sãs com práticos objectivos, sem o espírito sectário instigado pela burguesia republicana dominante, é a solução mais realista para a construção de uma comunidade mais democrática e harmoniosa.
5. De facto, a fome de imortalidade é tão grande que os plutocratas competem entre si a fim de aparecerem nas revistas mundanas como os homens mais ricos do Planeta Azul, com fotografias, biografia e pormenores da vida privada.
6. Como afirmava Ary dos Santos: "Desbaratamos deuses procurando um que nos satisfaça ou justifique (...) pois deuses somos nós", porém, dizemos nós aqui, continuamos a delegar o nosso destino nas mãos de demagogos que, tal como Trump, apenas têm fome de poder.
7. Definir princípios, metas e acções concertadas em vez de se arregimentar em causas sem efeito, é passo de gigante num Portugal que definha sem rei e sem norte.
Nau
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Nº. 1890 - Luta popular
1. Os actuais monárquicos portugueses são uma espécie política envergonhada pela fragilidade, isto é, pouco aprofundamento das suas convicções.
2. Alardeando o seu apego às tradições lusas - embrulhadas num credo religioso bafiento - não passam de burgueses de meia tigela, manifestando-se apenas em grupos privados.
3. Com agilizados títulos académicos e apelidos vagamente sonantes, a dita espécie monárquica é a vergonha dos seus mestres, capados por vontade própria; vagamente liberais ou socialistas, de acordo com as circunstâncias.
4. O apelo de Paulo Especial no "www.monarquicos.com" (ver apontamento 1834) continua sem qualquer resposta, por falta de transparência, de objectivos e de programas de acção, uma vez que cada grupelho se extingue a curto prazo por simples exaustão.
5. Definir princípios, metas e acções concertadas em vez de se arregimentarem em causas sem efeito, é passo de gigante num Portugal que definha sem rei e sem norte.
6. No nosso entender, a verdadeira democracia é praticada no seio de pequenas células cooperativas, isto é, grupos de pessoas que procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. Bom é ter presente que o cooperativismo se pratica em todos os campos: artesanato, comercialização, consumo, crédito, cultura, ensino, habitação, pescas, produção agrícola, produção operária, serviços, solidariedade social e outras mais.
Nau
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
Nº. 1889 Prelo Real
Ecce Homo
Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique
Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.
Pois deuses somos nós. Deuses do fogo
Molhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,forem nossos,
Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.
Ary dos Santos
in "Liturgia do Sangue"
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Nº. 1880 - RAC
1. Frequentemente levantamos questões acerca do capitalismo da burguesia republicana dominante, mas poucos visitantes parecem interessados nesta temática.
2. As opções políticas num universo pluripartidário são cultivadas pela dita burguesia como expressão verdadeiramente democrática, embora estas apenas evidenciem uma obediência maquiavélica de dividir para governar.
3. Também nos campeonatos desportivos o clubismo é levado ao rubro uma vez que a competição (por ser neste campo ainda mais irracional) é tida como a mola para o salto do progresso!
4. Voltamos a repetir: a persecução doentia do lucro torna aceitável que uma droga, destinada a atenuar as dores nevrálgicas, seja recomendada sabendo de antemão que a mesma provocará sérios problemas em diferentes órgãos do corpo humano.
5. Com a irresponsabilidade política habitual chega-se a anunciar que a produção de transgénicos acabará com a fome no Planeta Azul, fazendo ouvidos de mercador às denúncias de malformação que estas produzem em várias gerações.
6. A fome de imortalidade é tão grande que os plutocratas competem entre si a fim de aparecerem nas revistas mundanas como os homens mais ricos do planeta, com fotografias, biografia e pormenores da vida privada.
7. Nada temos contra a acumulação da riqueza desde que esta não tenha sido realizada através da exploração dos carenciados e pondo em risco a saúde da maioria da população.
Nau
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Nº. 1887 - Doutrina Cooperativista
1. A cooperação é mera concorrência de forças, de meios para algum fim; prática consensual que vem da noite dos tempos.
2. Muitas aplicações têm sido dadas ao princípio cooperativo, incluindo a manipulação destas, tanto por liberais como por socialistas.
3. Claro que os objectivos do cooperativismo também poderão ser deturpados por aqueles que procuram esquemas ínvios para satisfazer os seus apetites pantagruélicos.
4. Unidades de ensino - elementar, médio e superior - são apresentadas como promotoras de formação social cooperativa, embora existam e funcionem como meras empresas lucrativas.
5. O mesmo se verifica em grandes unidade fabris/comerciais em que o controlo por uma minoria dispensa a participação dos associados, funcionando algumas até como unidades bancárias.
6. Começar pela formação de uma simples célula cooperativa (5 associados) para a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus membros - é passo de gigante.
7. Criar redes cooperativas com os mesmos objectivos - sem o espírito sectário instigado pela burguesia republicana dominante - é a solução mais realista para a construção de uma comunidade mais sã e robusta.
Nau
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Nº. 1886 - Portal Comunalista
1. Em arremedo de debate de ideias, avanço nas conjecturas doutrinárias e estilo polémico, a saber: Portal, átrio do comunalismo.
2. Comunalista, relativo ou pertencente ao comunalismo.
3. Logo, comunalismo, sistema político, económico e social baseado na comuna e no conceito cooperativo.
4. A comuna é uma extensão territorial em que os habitantes dessa circunscrição exercem a direcção dos negócios públicos.
5. Os gestores das comunas são, preferencialmente, nomeados de entre os residentes da comuna, por sorteio electrónico e por determinado período.
6. Claro que os partidos políticos teriam assento em câmara própria onde apresentariam os seus projectos à Comunidade.
7. Uma segunda câmara mas corporativa funcionaria, a par da câmara política, e os representantes de ambas, em conjunto com os delegados das comunas, reunir-se-iam na Casa da Democracia, isto é, as Cortes, para deliberarem sobre questões de interesse público.
Nau
domingo, 15 de janeiro de 2017
Nº. 1885 - Psyche
1. A sociologia de acção é pouco mais do que a vida quotidiana.
2. Tal princípio é incompatível com o ideal, isto é, o movimento de ideias, tanto do estruturalismo como do neo-marxismo, predominantes de 1960 a 1970.
3. Os factos sociais constituem um universo caótico - "uma rapsódia de sensações", como afirmava Kant - dado que o ideal não passa de uma construção da mente susceptível de questionar a realidade.
4. A sociologia tem por fundamento a história dado que o conhecimento que se tem acerca de qualquer coisa poderá reflectir a informação de meros dados intemporais.
5. Um grupo de interesses representa, forçosamente, um minoria pela preocupação de concertar as suas acções de modo eficaz, e de acordo com as circunstâncias do momento.
6. Sempre que um grupo impõe um comportamento uniformizado aos seus membros (agindo como uma seita) distancia-se do mundo ao seu redor, considerando este normalmente como hostil.
7. A sociologia de acção é mera orientação, com altos e baixos, tal como a sociologia durkeimiana, a sociologia marxista ou a sociologia estruturalista.
Nau
Nº. 1884 - Fim de Semana 2
1. Na transição para a vida adulta, o cérebro humano passa por grandes mudanças. Distúrbios poderão ocorrer sem graves riscos; apenas preocupantes quando tidos em idade madura.
2. Os atrasos, estes verificados nos pagamentos da administração pública, no final do ano transacto, apenas serviram para inglês ver, digo, Bruxelas ver e nada mais.
3.Porém, avizinhando-se o aumento das taxas de juro (pouco favoráveis ao governo e pesadas para o bolso dos cidadãos) ninguém pode dormir descansado uma vez que o optimismo foice, crescendo o índio de martelo em punho.
4. Vislumbram os inspirados oráculos o confronto entre as células cooperativas, equiparando estas a empresas capitalistas cujo objectivo é a persecução doentia do lucro, esquecendo que o cooperativismo se articula por uniões, federações e confederações solidárias.
5. Segundo Artur Oliveira, a República vigente é mais dispendiosa de qualquer uma das monarquias europeias, sendo isso apenas devido à voracidade dos políticos lusos - ver texto de Adriano Moreira acerca deste assunto, apontamento nº. 1845.
6. Bem avisado, o poeta José Travaços Santos lembra que, vivendo no presente, não esquece as raízes milenares que o formaram, chamando nós a atenção para o facto de sermos reconhecidos como povo independente desde o 5 de Outubro de 1143 que não a partir da maçónica revelia, no mesmíssimo dia, mas de 1910.
7. Sugerimos a multiplicação das células cooperativas dado que a partir destas se adquire a prática de uma autêntica democracia baseada no voto explícito, verdadeiramente responsável.
Nau
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Nº. 1883 - Luta Popular
1. Acidentalmente afastados do mundo fragilizamos porquanto vimos de uma espécie gregária.
2. Embora a reflexão em si abra caminho para um entendimento mais aprofundado, a paz consensual é mais virtuosa.
3. Logo, conjecturar segundo um exercício mental experimentado é permanecer na multidão atento e operoso, confiante da prática da vida; abjurando teorias espúrias.
4. Paulatinamente evocando a luta popular, arredados de inseguranças ou de esquemas particulares, enveredamos pelo consenso a fim de sustar os ímpetos doentios da burguesia republicana dominante.
5. Sugerimos a multiplicação das células cooperativas dado que a partir destas se adquire a prática de uma autêntica democracia, baseada no voto explícito e responsável.
6. Abrimos o caminho - através da satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos associados - para o estabelecimento e consolidação de várias comunas harmoniosas.
7. Preparamos a via consensual para o regresso do soberano, hereditário e vitalício, obviando lutas partidárias no topo da Comunidade das comunidades.
Nau
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
1882 - Prelo Real
Cidadania
no momento
sou protagonista do meu tempo.
Só quem não sente o apelo milenar
das raízes
pode ficar indiferente.
Sem vida que valha a pena
é já corpo moribundo no presente.
José Travaços Santos
in "Guarda Livros"
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Nº. 1881 - RAC
1. Numa deambulação pelos blogs monárquicos, dei com um texto de perguntas e respostas assinado por Artur Oliveira em que este assegura que, no regime republicano, nem todos os cargos políticos são elegíveis. Porém, o mesmo acontece nas monarquias.
2. Que a república portuguesa é mais dispendiosa do que qualquer uma das monarquias europeias é apenas devido à voracidade dos políticos lusos - ler texto de Adriano Moreira acerca deste assunto - apontamento 1846.
3. Que a estabilidade política das monarquias europeias, em relação às repúblicas seja evidente é mais uma questão de cultura do povo do que de opção política. Será que Espanha já não pertence à Europa?
4. Que as repúblicas sejam tendencialmente unitárias em relação às monarquias é pouco defensável, mas...
5. Que as monarquias europeias contribuem para o prestígio do país é mais questão do povo do que da instituição política.
6. Que as monarquias europeias sejam empresas mais lucrativas do que as repúblicas é critério nebuloso do autor do referido texto.
7. Que os beligerantes invasores procurem aprisionar as famílas reais é mera estratégia política, idêntica à gizada pela salazarquia em meados do século passado.
Nau
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Nº. 1880 - Doutrina Cooperativista
1. O confronto partidário é estimulado pela burguesia republicana dominante como a melhor via para um progresso social.
2. Num campeonato desportivo, sempre que vitórias são alcançadas nos vários encontros, estas são largamente celebradas pelos satisfeitos adeptos. Porém, os verdadeiros beneficiados são apenas os jogadores e respectivos dirigentes que se lucupletam com os prémios pecuniários.
3. Por outro lado, os clientes dos clubes partidários são mais exigentes, procurando sugar benesses dos corifeus que aleatoriamente apoiam, fazendo jogos "desportivos" entre equipas de solteiros e casados pelo ensejo de pontapear a bola no parlamento.
4. Claro que no topo da hierarquia republicana dominante estão os plutocratas concertados, financiando a produção e o consumo; apadrinhando os governos dóceis e penalizando os transfugas com mão férrea.
5. Tanto a competição liberal como o centralismo socialista poderão ser ambos combatidos pela multiplicação das células cooperativas, estas vocacionadas para a satisfação racional das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.
6. Vislumbram os oráculos inspiradores o confronto entre as células cooperativas equiparando estas a empresas capitalistas cujo objectivo é a persecução doentia do lucro, esquecendo que o cooperativismo se articula por uniões, federações e confederações solidárias.
7. Logo, o que importa é abjurar o espírito partidário - aliás, clubista - e manter firme o seu poder de decisão, sem o delegar à burguesia republicana dominante.
Nau
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Nº. 1879 - Portal Comunalista
1. A geringonça - liderada pelo ilusionista António Costa, este apoiado pelas engraçadinhas e tolerado pelo índio Jerónimo - prossegue na sua marche aux flambeaux.
2. Claro que os atrasos verificados nos pagamentos da administração pública no final do ano transacto apenas serviram para mascarar equilíbrios orçamentais, logo, para inglês ver, digo, Bruxelas ver.
3. O objectivo do ilusionista é criar uma atmosfera de simpatia que lhe permita ganhar uma posição confortável nas eleições autárquicas, lá para o mês de Outubro, usadas como catapulta para consolidação do poder PS.
4. Por outro lado, as engraçadinhas vão sugando tudo o que lhes passa pelos beiços, embora mostrando-se insatisfeitas com os resultados para não destoar da firmeza da foice e do martelo, numa dinâmica de arrasamento do tradicional centrão.
5. Hipótese de eleições antecipadas para a Assembleia da República ainda não está posta de lado, mas tal não seria favorável às autárquicas, dando asas aos parceiros do ilusionista, num casamento de conveniência.
6. Mas, avizinhando-se o aumento das taxas de juro (pouco favoráveis ao governo e pesadas para o bolso dos contribuintes) ninguém pode dormir descansado uma vez que o optimismo foice, crescendo o índio de martelo em punho.
7. Porque não debater tal cenário neste espaço? Quem tem dúvidas?.
Nau
domingo, 8 de janeiro de 2017
Nº. 1878 - Psyche
1. Na transição para a vida adulta, o cérebro humano passa por grandes mudanças.
2. Claro que o ambiente familiar - mais pacífico ou menos equilibrado - é factor de compreensível agitação emocional.
3. Na adolescência os impulsos são incontroláveis, com riscos de fascínio irresistível e de afirmação pessoal.
4. Tais características, por vezes, são devidas a uma formação tardia de alguns sistemas do cérebro.
5. Embora o cérebro atinja cerca de 90% do tamanho adulto aos seis anos de idade, muita chuva cairá até à normal maturação.
6. Dado que as diferentes regiões do cérebro têm diferentes rítmos de desenvolvimento, os conceitos morais e o planeamento do futuro são tardiamente formados no córtex pré-frontal.
7. Logo, distúrbios psiquiátricos poderão ocorrer na adolescência sem graves riscos, embora preocupantes na idade adulta.
Nau
sábado, 7 de janeiro de 2017
Nº. 1877 - Fim de Semana 1
1. À investida da burguesia republicana, opõem os burgueses tradicionalistas santuários e a mesmíssima ideia de pátria, num conjunto racionalmente organizado ou hierarquizado que não admite contestações formais.
2. Porém, o conjunto de pessoas - de diferentes etnias e de diferentes credos mas civilização comum - que habita na área da comuna exercendo o seu inalienável poder de decisão é o real alicerce da Democracia.
3. Todo o mundo reconhece a importância do cooperativismo, excepto os liberais e os socialistas comprometidos com a partidocracia e, enquanto o cooperativismo funciona como investimento de desenvolvimento económico e social, a burguesia republicana dominante continua a apostar na finalidade lucrativa do capitalismo.
4. Embora a "Fada da Electricidade" no século XXI se apresente com novas potencialidades, a ditadura do "crude oil" mantem-se como fonte de substancial rendimento dos plutocratas, no Instituto Max Planck ensaia-se a fusão de átomos de hélio gerando uma energia análoga à do Sol.
5. Nas palavras de Afonso Duarte "um sonhar-me distante, um longe incrível é agora o meu estado: eu sonho o Espaço que se fixa no mundo ao invisível como se o mundo andasse por meu braço (...) e chamam a isto a humana condição... um nada, e tudo: - Vivo me sepulto dentro e fora do próprio coração".
6. Terra à terra, a classe burguesa alcançou um desenvolvimento notável após a abertura de novas rotas comerciais ao Oriente e, mais tarde, para o Novo Mundo, tornando-se a classe dominante após a Revolução Industrial, pelos vastos cabedais acumulados.
7. Progressivamente controlando a produção e o consumo por via financeira, a alta burguesia fomenta o assalto ao poder político pela classe média, enquanto à maioria disponível é imposto o jogo partidocrata.
Nau
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Nº. 1876 - Luta Popular
1. As povoações agrupadas a castelos ou mosteiros na Idade Média, designadas por burgos, natural e progressivamente se transformaram em centros de transacções comerciais.
2. Logo, o habitante do burgo passou a ser conhecido como burguês em relação ao que vivia no campo ou arroteava a terra no sentido de obter sustento para satisfação das suas necessidades básicas.
3. A classe social burguesa alcançou um desenvolvimento notável após a abertura de novas rotas comerciais para Oriente e, mais tarde, para o Novo Mundo, tornando-se a classe dominante após a Revolução Industrial, pelos vastos cabedais acumulados.
4. Progressivamente controlando a produção e o consumo por via financeira, a alta burguesia fomentou o assalto ao poder político pela classe média que, ao gorar as expectativas do seu patrono, descerá a um escalão inferior, como mera serventuária.
5. À maioria disponível é imposto o jogo partidário, pomposamente apelidado de democrático, em que os árbitros são alcunhados de deputados, actuando estes como meros demagogos na venda do bacalhau a pataco.
6. Convenientemente, o soberano da burguesia dominante é a prazo a fim de este apoiar a sua cor preferida e vedar o acesso aos contrários, sempre em nome de uma pátria mítica e de valores sublimes, difíceis de enumerar.
7. A luta popular só fará sentido quando assumida pelo próprio através da multiplicação das células cooperativas e aplanando o caminho para o regresso do soberano hereditário e vitalício.
Nau
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Nº. 1875 - Prelo Real
Humana Condição
Um sonhar-me distante, um longe incrível
É agora o meu estado: Eu sonho o Espaço
Que se fixa no mundo ao invisível
Como se o mundo andasse por meu braço,
Existo além: Sou animal terrível
De Jesus com o mundo-Deus na mão.
Sou para além do mundo concebível
Onde morre e começa a criação.
Eu, homem, sondo e meço o Infinito;
Sou corpo e espírito, esse corpo oculto,
E é só na mão de Deus que ressuscito.
E chamam a isto humana condição...
Um nada, e tudo: - Vivo me sepulto
Dentro e fora do próprio coração.
Afonso Duarte
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Nº. 1874 - RAC
1. No início do século passado, a Exposição Universal de Paris, consagrada à "Fada Electricidade", anunciava uma nova energia para um novo mundo.
2. Max Planck avançava com a teoria dos quanta abrindo novos caminhos para a física, contestando princípios euclidianos e newtonianos.
3. Morre a rainha Vitória, símbolo do poder britânico e do colonialismo europeu, baseado na mão de obra barata e na exploração de recursos naturais longe das suas fronteiras.
4. A velha rivalidade cultivada em solo europeu abala a velha ordem em guerras suicidárias que ganham cariz mundial com a participação de vários continentes.
5. Embora a "Fada Electricidade" no século XXI se apresente com novas potencialidades, a ditadura do "crude oil" mantém-se como fonte de substanciais rendimentos dos plutocratas habituais.
6. A teoria dos quanta de Max Planck foi revolucionária no século passado e, no Instituto que homenageia o cientista alemão, presentemente é ensaiada a fusão de átomos de hélio, gerando uma energia análoga à do Sol.
7. O fim natural da rainha Isabel II aproxima-se e o poder britânico, ancorado nas antigas colónias, pretende soçobrar à Europa envilecida.
Nau
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Nº. 1873 - Doutrina Cooperativista
1. Todo o mundo reconhece a importância do cooperativismo, excepto os liberais e os socialistas comprometidos com a dinâmica partidária.
2. Enquanto o cooperativismo funciona como instrumento de desenvolvimento económico e social, a burguesia republicana dominante continua a apostar na finalidade lucrativa do capitalismo.
3. Sendo o benefício residual obtido em operações de compra e venda ou mera produção - deduzidos dos respectivos encargos - o objectivo dos plutocratas, estes procuram, por essa via, controlar o poder político.
4. Claro que as actividades económicas dos plutocratas não se limitam a satisfazer as necessidades básicas da população, mas sim aumentar o consumo dos artigos proporcionadores de melhor margem de lucro.
5. Prometem os liberais, através de impostos moderados sobre a produção/consumo manter um nível social equilibrado que a todos satisfaça, incluindo a burguesia sua aliada e conivente.
6. Apostam os socialistas na redistribuição da riqueza, favorecendo os mais carenciados, embora se limitem a empalmar os melhores resultados a favor da classe burguesa dirigente.
7. Voltamos a repetir: os cooperativistas procuram satisfazer racionalmente as suas necessidades económicas, sociais e culturais através da multiplicação das células cooperativas.
Nau
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Nº. 1872 - Portal Comunalista
1. O sequaz do comunalismo defende a doutrina social que preconiza a descentralização da administração pública através das circunscrições territoriais.
2. Logo, o conjunto de pessoas - de diferentes etnias e diferentes credos mas civilização comum - que habita na área da comuna exercendo o seu poder de decisão é o real alicerce da Democracia.
3. Decidir mediante exame prévio é função normal na actividade cooperativa que, robustecendo o espírito associativo de carácter solidário, combate, de modo eficaz, a burguesia republicana dominante.
4. Conceitos formados sem fundamento sério impedem o diálogo esclarecedor, firmando-se cada um nas suas tamanquinhas, mais preocupados em sustentar a dignidade pessoal do que informar-se cabalmente.
5. Muitos são aqueles que se passeiam por este espaço dedicado ao cooperativismo comunalista de inspiração monárquica, mas poucos se afoitam em discutir as teses aqui defendidas por mero clubismo ou razões teologastras.
6. Defender uma "democracia" de base pluri ou monopartidária é simples perda de tempo; defender um credo religioso como reduto da verdade é fraudulência deliberada; defender o indefensável tapando o sol com peneiras é absurdismo irracional.
7. A avestruz também foge do perigo enterrando a cabeça na areia.
Nau
domingo, 1 de janeiro de 2017
Nº. 1871 - Psyche
1. A sofrida humilhação dos franceses perante a rendição de Napoleão III às forças alemãs foi insidiosamente explorada pela burguesia republicana.
2. Mascarada de modernice, alguns intelectuais abraçavam a trilogia "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" mais como desobrigação, nivelamento e camaradagem, tida como ciência em que os conhecimentos são acumulados de modo linear.
3. Porém, a física quântica que, segundo Einstein, formula leis que regem multidões e não indivíduos, arruínam o determinismo em vigor desde Laplace, em que a coisa não pode começar a existir sem uma causa que a produza.
4. Embora existindo sempre uma parte de acaso no destino dos átomos, os arreigados conservadores vivem na crença absoluta, numa adesão sem restrições aos dogmas de uma doutrina religiosa.
5. Logo, à investida da burguesia republicana opõem os burgueses tradicionalistas santuários e a mesmíssima ideia de pátria, num conjunto racionalmente organizado ou hierarquizado que não admite contestações formais.
6. A figura do rei, hereditário e vitalício, contingencialmente equiparado ao soberano a prazo, agilita a ditadura - tanto de esquerda, como de direita - de agrado do regime económico ora liberal, ora socialista.
7. No entanto, a reforma radical das comunidades só na cooperação se concretiza.
Nau
Assinar:
Comentários (Atom)