domingo, 18 de outubro de 2015

Nº. 1431 - Portal Comunalista


1. Subitamente, os velhos quadros dirigentes e as novas figuras governamentais do PS descobriram que sempre foram de esquerda e fazem questão do testemunhar.

2. O PCP, empurrado para um 4º lugar no grupo dos partidos que maior número de votos obtiveram nas recentes eleições legislativas, magnanimamente promete apoio a um eventual governo minoritário PS, este almejante pelas cadeiras do poder, e prepara a respectiva factura.

3. Claro que os bloquistas, inicialmente preocupados em segurar os votos herdados do PS no último acto eleitoral, seguem a peugada do PCP cientes do risco de uma nova consulta popular, mantendo o PS refém numa jogada de tudo ou nada.

4. O caminho ensaiado pelo PS é de alto risco uma vez que, se não satisfizer as exigências de uma esquerda no momento de glória desta, enfrentará as mais sérias manifestações sindicais que o acusarão de vendido aos interesses dos grandes plutocratas, aos colarinhos brancos de Bruxelas e aos ditames da chanceler Merkel.

5. Talvez este namoro do PS com a extrema esquerda possa durar cerca de ano e meio, porém a credibilidade do seu dirigente que, para justificar a sua orientação, vai levantando atoardas acerca da estabilidade da dívida pública portuguesa (aproximadamente 70% detida pelo estrangeiro) ficará cada vez mais debilitada e a queda provável começará pelo confronto no seio da própria esquerda.

6. Por outro lado, aos corifeus de Bruxelas tanto faz existir em Portugal um governo de direita como de esquerda, desde que sejam cumpridas as obrigações que, a seu tempo, deliberarem, porquanto nova crise económica (talvez pior do que a verificada em 2008) se avizinha.

7. Entre a dependência do PSD/CDS-PP do PS ou a dependência do PS do BE/PCP o diabo que escolha.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário