sábado, 31 de outubro de 2015

Nº. 1444 - Psyche


1. A variedade, a dissemelhança, a diferença são algumas das características da natureza, isto é, o universo físico do qual fazemos parte, rematado pelo conjunto das inerentes qualidades pelas quais um ser existe e se define.

2. Ao contrário do barrete frígio que se enfia, a base da Coroa Real é um círculo - símbolo da perenidade porquanto não tem princípio nem fim - elevando-se arquitectonicamente como expressão de um povo multissecular, de muitas e desvairadas gentes.

3. Desgosta-me a bandeira verde-rubra pelo mau concerto das cores e, sobretudo, por representar uma facção iberista, orquestrada por um luso-brasileiro que, do Novo Mundo, trouxera o radicalismo maçónico.

4. Não sendo partidário do liberalismo político-económico, revejo-me nas cores da bandeira azul e branca porquanto estas representam o planeta Terra no espaço sideral - próxima estrema a franquear - e o feixe heterocromático da política mais subtil que se chama liberdade.

5. Estou convencido que a almejada reforma social jamais será realizada por corifeus partidários, santos homens ou lutas populares, mas sim por um movimento racional - prático que não teórico - porquanto sem células activas e sócios participativos o real cooperativismo não é válida.

6. Tanto o liberalismo como o socialismo esgotaram as suas fórmulas mágicas, ambos enredadas num capitalismo camaleónico, emburguesado, que se alimenta da produção industrial e do consumo, financiados pelos mesmos usurários.

7. Apenas o autofinanciamento e a autogestão concertados pelos membros da cooperativa poderão dirimir os malefícios dos capitalismos plutocrático e/ou estatal.

Nau

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Nº. 1443 - Fim de semana 43


1. Todo o mundo dá-se ao trabalho de trabalhar, recusando o trabalho tal como é concebido e organizado nos dias de hoje. Produção industrial, mecanização e robotização. Contudo, o trabalho humano não prescinde do espírito cooperativo e da autogestão.

2. Ao defender a eleição do soberano - tanto colegial, como universalmente - a questão será: por que não alargar a candidatura a todos os eleitores, tal como é defendido pelos republicanos?. Será que os monárquicos vilipendiadores não passam de obtusos  cripto-republicanos?.

3. Educação, formação e informação são meios disponibilizados pelas cooperativas aos seus membros e a comunidade em geral a fim de contribuir para um melhor esclarecimento acerca do pensamento cooperativo e incentivo às novas associações de indivíduos segundo o modelo proposto por esta doutrina.

4. Como todo o mundo tem presente, o método pedagógico de perguntas e respostas tendentes  fazer brotar ideias novas, formadas à custa de outras já existentes, conduz ao sublime conhecimento do próprio erro, tal como está a ser ensaiado por António Costa.

5. Bom é certos monárquicos compreenderem que já não estamos numa época feudal ou senhorial em que os grupos sociais eram definidos pelo nascimento, mas sim em comunidades em que as relações de classe não se verificam entre grupos sociais, mas sim entre posições sociais.

6. A luta popular está conotada com a ideia de necessidade imediata de melhores condições de vida, não se tratando propriamente de um confronto de grupos sociais na versão tradicional, mas das posições sociais alçapremadas de modo inopinado.

7. Logo, a luta popular só poderá ser realizada por aqueles que ambicionam melhores condições de vida, sem discriminações sociais, raciais, políticas e religiosas, tal como é preconizado pelo cooperativismo.

Nau

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Nº. 1442 - Luta Popular


1. A luta popular está conotada com a ideia de necessidade imediata de melhores condições de vida.

2. Não se trata de um confronto de grupos sociais na versão tradicional, mas das posições sociais alçapremadas de modo inopinado.

3. Uma formação profissional meritória ou um currículo académico exemplar nem sempre proporcionam uma destacada posição na comunidade.

4. Frequentemente a transigência em certas circunstâncias das quais se tiram proveitos materiais imediatos são faits divers no campo político.

5. Precisamente no campo político é que têm ocorrido as cultivadas figuras míticas - Estaline, Hitler, Kim Il-sung, etc. - resultantes de lutas populares.

6. A lua popular aqui preconizada tem como substrato a ideia peregrina do cooperativismo no confronto directo com os capitalismos plutocrático e/ou estatal.

7. Logo, a luta popular só poderá ser realizada por aqueles que ambicionam melhores condições de vida, sem discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

Nau

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Nº. 1441 - Prelo Real


1. As comunidades - sempre mutáveis - caracterizam-se pelas suas funções, sendo agrícolas quando predomina a força braçal, a pecuária e o cultivo da terra. A permuta de mercadorias e a circulação fiduciária deram azo às comunidades mercantis que, pela acumulação de capitais, favoreceram o surto industrial e este ao avassalamento de todas as comunidades aos esquemas da produção e consumo.

2. Desde os tempos imemoriais, as comunidades obedeceram à lei do príncipe e à genialidade dos sacerdotes dos vários deuses, agora condensados na fórmula de Estado de Direito que protege os interesses do seu criador, isto é, o plutocrata e respectivos apaniguados, para os quais não existem fronteiras, apenas o contraponto do conhecimento, da solidariedade, da prática da autogestão - temas sublimes do cooperativismo.

3. O que motiva o homem é a conquista da felicidade que o obriga a trabalhar para lá da mera subsistência, felicidade vislumbrada num ápice sexual ou em resquícios daquilo que nunca morre, que se pressupõe eterno, imortal, agarrado à fome do poder e à exigência do domínio sobre outrem como linimento à certeza da morte inexorável.

4. Apostamos num futuro radioso em que a robotização, isto é, a capacidade de produzir trabalho sem custo humano, eliminará os parasitas que vivem do esforço laboral alheio e da dependência por nós consentida daqueles que exigem obediência em nome de um fictício interesse comum.

5. Bom é certos monárquicos compreenderem que já não estamos numa época feudal ou senhorial em que os grupos sociais eram definidos pelo nascimento, mas sim em comunidades em que as relações de classe não se verificam entre grupos sociais, mas sim entre posições sociais.

6. O socialismo advoga o predomínio da sociedade sobre o indivíduo; a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo, além de uma controlada distribuição da riqueza, com a abolição do capital, entendendo-se por Estado a população residente num determinado espaço geográfico sujeita a um governo próprio e leis comuns, numa versão apoucada de Reino.

7. Por outro lado, o liberalismo - campeão da liberdade individual - defende a propriedade privada e o empreendedorismo como a via mais adequada para a criação de riqueza, procurando limitar a intervenção estatal nas relações comerciais, progressivamente reduzindo os impostos e desburocratizando a administração pública, escudados por um Estado de Direito, bem como por um esquema de voto anódino que lhes garante o controlo do poder político.

Nau

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Nº. 1440 - RAC


1. Segundo parece, certos monárquicos têm tido enorme dificuldade em entender o á-bê-cê do cooperativismo.

2. Num recente apontamento, tivemos a preocupação de transcrever a versão inglesa dos fundamentos do cooperativismo a fim de agilizar a compreensão da doutrina económica aqui defendida.

3. Claro que os ditos monárquicos pouco assimilaram daquela versão, porém sempre poderão fazer judiciosas críticas à Economia Social alegando ter lido os perfunctórios rudimentos em inglês.

4. Também no Brasil se verifica um caso similar de disfunção cognitiva, procurando um monárquico carioca decorar, através de frequentes visitas diárias, o comentário que fez a um dos nossos apontamentos.

5. Na grande política à portuguesa existem partidos políticos que, chegando a abdicar dos seus princípios, solidarizam-se com um camarada que, desde os tempos socráticos tinha a ambição de ser primeiro ministro.

6. Como todo mundo tem presente, o método pedagógico de perguntas e respostas tendentes a fazer brotar ideias novas, formadas à custa de outras já existentes, conduz ao sublime conhecimento do próprio erro, tal como está a ser ensaiado por António Costa.

7. Porém, a real actividade cooperativista anda muito ao arrepio, isto é, a contragosto das lides do nosso tempo.

Nau

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Nº. 1439 - Doutrina Cooperativista


1st Principle: Voluntary and Open Membership.

     Cooperatives are voluntary organizations, open to all persons and able to use their services
     willing to accept the responsabilities of membership, without gender, social, racial, political,
     or religous discrimination.

2nd Principle: Democratic Member Control.

      Cooperatives are democratic organizations controlled by their members, who actively participate
      in setting their policies and making decisions. Men and women serving as elected representatives
      are accountable to membership. In primary cooperatives, members have equal voting rights (one
      member one vote), and cooperatives at other levels are also organized in a democratic manner.

3rd Principle: Member Eonomic Participation.

      Members contribute equitably to, and democratically control, the capital of their cooperative.
      They usually receive limited compensation, if any, on capital subscribed as a condition of
      membership. Members allocate surpluses for any or all of the following purposes: developing
      their cooperative; benefiting members in proportion to their transactions with the cooperative;
      and supporting other activties approved by the membership.

4th Principle: Autonomy and Independence.

      Cooperatives are autonomous, self-help organizations controlled by their members. If they enter
      into agreements with other oganizations, including governments, or raise capital from external
      sources, they do so on terms that ensure democratic control by their members and mantain their
     cooperative autonomy.

5th Principle: Education, Training, and Information.

      Cooperatives provide education and training for their members, elected representatives,
      managers, and employees so they can contribute effectively to the development of their
      cooperatives. They inform the general public - particularly young people and opinion leaders -
      about the nature and benefits of cooperative.

6th Principle: Cooperation among cooperatives.

      Cooperatives serve their members most effectively and strengthen the cooperative movement by
      working together through local, national, regional, and international structures.

7th Principle: Concern for Community.
     
      While focusing on member needs and wishes, cooperatives work for the sustainable development
      of their commuities.

Nau

domingo, 25 de outubro de 2015

Nº. 1438 - Portal Comunalista


1. Em vez do apelo ao debate de ideias procura-se a venda de receitas políticas na Internet.

2, Os promotores de tais receitas, depois de longamente compulsarem o receituário das avozinhas, esgotam a capacidade argumentativa em curto espaço de tempo.

3. Talvez a preocupação dos organizadores de tais blogs políticos seja a imortalização dos nomes dos intervenientes esquecendo que o eventual silêncio é prenúncio de morte prematura.

4. A vulgarização destes esquemas inconsequentes, tornam normal a anormalidade de assumidos monárquicos que saem a defender a selecção de pretendentes à Coroa Portuguesa através de eventual referendum.

5. Bom é ter presente que as poucas monarquias que adoptavam a eleição colegial do soberano apenas pretendiam contemplar uma classe dirigente bem como a alternativa desta nas cadeiras do poder.

6. Ao defender a eleição do soberano - tanto colegial como universal - a questão será: por que não alargar a candidatura a todos os eleitores, tal como é preconizado pelos republicanos?. Será que estes ditos monárquicos não passam de obtusos cripto-republicanos?.

7. Mais grave do que as dúvidas levantadas está o facto dos supostos monárquicos nunca terem entendido que monarquia não é sinónimo de passadismo e/ou de fé intransigente e doentia.

Nau

sábado, 24 de outubro de 2015

Nº. 1437 - Psyche


1. O trabalho é a aplicação das forças e faculdades humanas - tanto físicas como intelectuais - na realização de objetivos.

2. Pressupondo-se uma razão ou motivação, o trabalho justifica-se pela finalidade e valor relativo, contentamento, aliás, mero aprazimento, necessário ou involuntário.

3. Todo o mundo dá-se ao trabalho de trabalhar, recusando o trabalho tal como é concebido e organizado nos dias de hoje.

4. Por mais que se alargue o período de férias, se antecipe a idade da reforma ou se nivelem as remunerações, a insatisfação continua latente.

5. O taylorismo consiste na obtenção do máximo rendimento das unidades produtivas, condicionando e equiparando o trabalhador a simples máquina lucrativa.

6. Talvez a automatização possa atingir um nível tal que a intervenção do trabalhador se reduza a mera operação de controlo.

7. Produção industrial, mecanização, automatização e robotização. Contudo, o trabalho humano não prescinde do espírito cooperativo e da autogestão.

Nau

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Nº. 1436 - Fim de Semana 43


1. Trabalho é sempre trabalho e, mesmo quando se pretende eliminar os parasitas que vivem confortavelmente do trabalho alheio, estes reaparecem sob as capas de comissário do povo e/ou agentes sociais.

2. Para os corifeus de Bruxelas tanto faz existir um governo de direita como de esquerda, desde que sejam cumpridas as obrigações que, a seu tempo, deliberarem, porquanto nova crise económica (talvez pior do que a verificada em 2008) se avizinha.

3. Alegadamente os Estados endividam-se para, através dos fundos obtidos por essa via, investirem na produção de riqueza, contudo parte dos ditos fundos são desperdiçados em projectos improfícuos, normalmente sem responsáveis apurados.

4. Cooperar é trabalhar juntamente tanto na concepção dos projectos como na realização dos mesmos, tendo como obectivo a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de cada um dos cooperadores envolvidos.

5. Do jeito adquirido na infância, Tonecas passou os verdes anos a correr atrás das gatas ou, segundo ele confessava, a andar de gatas, isto é, muito preocupado com o seu futuro.

6. Quando se pensa em reformas sociais, imediatamente ocorre a ideia da luta popular, mas a verdadeira luta popular só é possível através de um forte impulso cooperativista.

7. O CMC é a adequada resposta.

Nau

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Nº. 1435 - Luta Popular


1. Quando se pensa em reformas sociais, imediatamente ocorre a ideia da luta popular.

2. Sempre que o autoritarismo sobreleva a razão, almeja-se por uma agressiva luta popular.

3. Perante injustiças gritantes, exigimos uma radical luta popular.

4. A exploração do trabalho alheio pelos plutocratas inflexíveis exige uma inteligente luta popular.

5. Claro que a "democracia" partidocrática só poderá ser desmascarada por uma esclarecida luta popular.

6. A ditadura das minorias (plutocratas, teocráticas, partidocráticas e/ou em nome do proletariado) será apenas erradicada por uma decidida luta popular.

7. Logo, a verdadeira luta popular só é possível através de um forte impulso cooperativista.

Nau

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Nº. 1434 - Prelo Real


1. Tonecas foi sempre uma criança muito especial. Com poucos anitos queria mama e davam-lhe chucha. Foi um chuchalista precoce.

2. Gatinhando pelo Rato Mickey a que davam corda, Tonecas palrava horas a fio, tendo sido o primeiro ministro, digo, primeiro nisto, de acordo com a monitora do parque infantil.

3. Criança traquina, buliçosa, procurava sempre tirar o brinquedo das mãos das outras crianças, não desistindo mesmo sob as ameaças de permanecer em quarto escuro.

4. Do jeito adquirido na infância, passou os verdes anos a correr atrás das gatas ou, segundo ele confessava, a andar de gatas, isto é, muito preocupado com o seu futuro.

5. Quando das brincadeiras de alto coturno, tentou ultrapassar só trastes mas, o mais finório, mandou-o para a câmara... de gás, porquanto a coisa já lhe cheirava mal.

6. Tonecas não é de vingançazinhas, mas não perdoa, pelo que jura a pés juntos que, no jogo da glória, nunca ter voltado à casa da partida, sem passar pela prisão.

7. Poderá Tonecas continuar atrás das gatas e montá-las, se necessário for, mas quanto ao índio Geronimo  a história é outra - lui è troppo vecchio.

Nau

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Nº. 1433 - RAC


1. A actividade cooperativa não se limita ao mero registo como sócio e ao pagamento regular das pertinentes quotas.

2. Nas sociedades recreativas desportivas ou culturais aqueles dois passos (registo e pagamento de quotas) são importantes mas negligenciáveis, ombreando com os parceiros do lazer.

3. Pouca diferença se verifica entre o sócio de uma colectividade recreativa e o sócio de uma associação política, ambos defendendo as cores suas preferidas e os símbolos objecto de várias interpretações, resultantes do enunciado das propostas.

4. Claro que as intenções, os altos desígnios, depende da intensidade com que o sócio vive os triunfos ou os desaires do seu clube ou partido, sendo os fundamentos mera indicação sumária comum às agremiações similares.

5. Distancia-se o cooperativismo tanto da clubite como da partidarite uma vez que entre os cooperativistas não são admissíveis discriminações sociais, raciais ou religiosas, pois o que importa é o espírito da cooperação.

6. Logo, cooperar é trabalhar juntamente, tanto na concepção dos projectos como na realização dos mesmos, tendo como objectivo a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de cada um dos cooperadores envolvidos.

7. A actividade da unidade cooperativa poderá ser orientada para a produção, o consumo, os sectores profissionais, o ensino, etc.; a associação das unidades afins poderá ter lugar em uniões, federações e/ou confederações.

Nau

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Nº. 1432 - Doutrina Cooperativista


1. As reformas sociais prometidas pelos partidos burgueses jamais se realizarão porquanto estes existem apenas para garantir vencimentos pecuniários e aposentações confortáveis aos seus apaniguados.

2. Sendo o esquema dos plutocratas o financiamento atido à produção e consumo, auferindo a partir de ambos largos proventos, o poder dos ditos plutocratas estende-se a todos os continentes e aos próprios Estados tidos como soberanos.

3. Porém, o estímulo ao consumo que os órgãos de comunicação social - gráfica, hertziana e telópticamente - veiculam incidem sobre os bens não-essenciais porquanto são estes que inundam os mercados sob patentes e licenças incontornáveis.

4. Alegadamente os Estados endividam-se para, através dos fundos obtidos por essa via, investirem na produção de riqueza, contudo parte dos ditos fundos são desperdiçados em obras e  projectos improfícuos, normalmente sem responsáveis apurados.

5. O voto anódino, isto é, totalmente irresponsável, continua a pretender justificar a democracia burguesa vigente, mesmo quando o número de eleitores dificilmente atinge os 50%, permitindo clubisticamente, o acesso às cadeiras do poder dos demagogos de cada facção.

6. Só o aumento em número das unidades cooperativas, como células eucariontes da comunidade, poderão criar uma rede social suficientemente forte para enfrentar os ímpetos dos plutocratas liberais ou dos burocratas socialistas.

7. O CMC significa solidariedade e autogestão; retoma da ideia peregrina de reino, sem discriminações socais, raciais ou religiosas; regresso do soberano hereditário por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 18 de outubro de 2015

Nº. 1431 - Portal Comunalista


1. Subitamente, os velhos quadros dirigentes e as novas figuras governamentais do PS descobriram que sempre foram de esquerda e fazem questão do testemunhar.

2. O PCP, empurrado para um 4º lugar no grupo dos partidos que maior número de votos obtiveram nas recentes eleições legislativas, magnanimamente promete apoio a um eventual governo minoritário PS, este almejante pelas cadeiras do poder, e prepara a respectiva factura.

3. Claro que os bloquistas, inicialmente preocupados em segurar os votos herdados do PS no último acto eleitoral, seguem a peugada do PCP cientes do risco de uma nova consulta popular, mantendo o PS refém numa jogada de tudo ou nada.

4. O caminho ensaiado pelo PS é de alto risco uma vez que, se não satisfizer as exigências de uma esquerda no momento de glória desta, enfrentará as mais sérias manifestações sindicais que o acusarão de vendido aos interesses dos grandes plutocratas, aos colarinhos brancos de Bruxelas e aos ditames da chanceler Merkel.

5. Talvez este namoro do PS com a extrema esquerda possa durar cerca de ano e meio, porém a credibilidade do seu dirigente que, para justificar a sua orientação, vai levantando atoardas acerca da estabilidade da dívida pública portuguesa (aproximadamente 70% detida pelo estrangeiro) ficará cada vez mais debilitada e a queda provável começará pelo confronto no seio da própria esquerda.

6. Por outro lado, aos corifeus de Bruxelas tanto faz existir em Portugal um governo de direita como de esquerda, desde que sejam cumpridas as obrigações que, a seu tempo, deliberarem, porquanto nova crise económica (talvez pior do que a verificada em 2008) se avizinha.

7. Entre a dependência do PSD/CDS-PP do PS ou a dependência do PS do BE/PCP o diabo que escolha.

Nau

sábado, 17 de outubro de 2015

Nº. 1430 - Psyche


1. Segundo Platão, a utopia seria um sistema altamente disciplinador, inflexível e autoritário a fim de conter os prevaricadores e dissuadir os endémicos agentes da corrupção.

2. Porém, nos dias de hoje a utopia é sinónimo de liberdade sem peias, devassidão incontrolada e prazeres fortuitos, algo apetecível mas impossível de ser atingido.

3. O simples acto de racionalizar tem por cenário o desejo e o imaginário, um sonho que vale a pena levar ao infinito, mas que a realidade, nua e crua, demonstra ser Eden de má produção cinematográfica.

4. Embora originalmente brutal, a utopia foi vendida ao longo dos séculos da civilização europeia sob cores suaves, contrastando com os horrores de George Orwell no "Animal Farm" em que este parodia a realidade estalinista.

5. A revolução industrial exige o aumento progressivo da adequada mecanização, mão de obra qualificada, escoamento rápido do produto final, logo elevados financiamentos ao sector produtivo, bem como ao mercado consumidor.

6. Na burocratização socialista, os valores orientados para o sector produtivo, bem como para o escoamento do produto final exigem o esforço de operários e directrizes de responsáveis, isto é, de trabalhadores.

7. Trabalho é sempre trabalho e, mesmo quando se pretende eliminar os parasitas que vivem confortavelmente do duro trabalho alheio, estes reaparecem sob as capas de comissários do povo e/ou agentes sociais - a utopia é a religião universal.

Nau

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Nº. 1429 - Fim de Semana 42


1. O homem novo apregoado pela religião marxista não passa de um pequeno burguês.

2. Claro que os cooperativistas defendem uma Economia Social, fomentando a multiplicação das unidades cooperativas que, geradoras de emprego e da prática autogestionária, colmatam os excessos do liberalismo plutocrático, bem como dos socialismos burocráticos.

3. No entanto, sem um aumento substancial do espírito cooperativo não será possível a reforma da impante mentalidade burguesa, desenrolando-se a vida pela força das circunstâncias e raramente obedecendo a um projecto linear.

4. As recentes eleições demonstram à saciedade grande descrédito das formações políticas envolvidas, ultrapassando os 40% o número de abstencionistas, o qual foi o maior até à presente data.

5. Não tendo eu dotes de pitonisa, vejo a esquerda alvoraçada garantir a passagem ao António Costa, sem qualquer exigência de amesendar no compadrio, mas batendo o pé  com irrealistas reivindicações político-sociais.

6. Dentro em breve ouviremos o povo cantar em coro: um Costa matou el-Rei, outro Costa o Presidente. Só nos falta mesmo um Costa, que do Costa nos livre a gente!

7. Os partidos do arco governamental poderão continuar nos seus jogos de guerras; as telenovelas da SIC e da TVI poderão ser reeditadas (agora com novas protagonistas femininas) para gaudio do eleitorado bloquista; Jerónimo de Sousa (numa 4ª posição) regozijar-se-á com mais um deputado...

Nau

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Nº. 1428 - Luta Popular


1. "Como é que o PCP e o Bloco podem apoiar um governo desta natureza? E que diferença existe entre o governo da Troica, conduzido por Costa ou pela coligação de direita e de extrema-direita? Que política de 'esquerda' é esta que se propõe o PCP e o Bloco, ao apoiarem o governo de António Costa e do PS"?.

2. "Política de 'esquerda' esta? Isto não é 'política de esquerda'. Isto é tudo um putedo!. E é contra este putedo todo que se têm de erguer o povo trabalhador, a classe dos operários e os verdadeiros comunistas". Estas são as linhas escritas pelo punho de Arnaldo de Matos, no Luta Popular, órgão oficial do PCTP/MRPP, de 11 do corrente.

3. Compreendemos a sanha de Arnaldo de Matos contra o rotativismo republicano vigente, não esquecendo que a atitude do soberano a prazo e actual residente no Palácio de Belém está dentro da lógica do dito regímen, em que o eleito procura defender, por todos os esquemas ao sem alcance, o partido da sua eleição, confirmando o aspecto anti- democrático, deste sistema político.

4. Embora o PCTP/MRPP declare ter sofrido uma profunda derrota eleitoral no domingo 4 de Outubro, certo é que o núcleo duro respondeu à chamada dos seus mentores, como é habitual, verificando-se uma dispersão dos votos dos simpatizantes que, à semelhança do que aconteceu com os indefectíveis apoiantes do PCP, se refugiaram no Bloco para não permitir uma maioria absoluta do PS.

5. As posições políticas assumidas pelo PCTP/MRPP são claras e não negociáveis, ao contrário daquilo que os sociais-fascistas, bem como os diletantes revolucionários do Bloco estão a fazer, em troca da cenourinha acenada pelo PS que pretende retomar o discurso do Syriza, para renovada humilhação dos portugueses.

6. Os partidos do arco governamental poderão continuar nos seus jogos de guerras; as telenovelas da SIC  e da TVI poderão ser reeditadas (agora com novas protagonistas femininas) para gaudio do eleitorado bloquista; Jerónimo de Sousa, numa 4ª posição, regozijara-se-á com mais um deputado, mas...

7. O PCTP/MRPP tem apenas de cerrar fileiras e não desencadear uma caça às bruxas dado que estas encontram-se todas ao serviço do camarada António Costa.

Nau

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Nº. 1427 - Prelo Real


1. O autor laureado desta semana é António Costa, ex-ministro de Sócrates, ex-presidente da autarquia lisboeta e ex-secretário-geral do PS.

2. Não tendo eu dotes de pitonisa, vejo a alvoroçada esquerda garantir passagem ao António Costa, sem qualquer exigência de amesendar no compadrio, mas batendo o pé com irrealistas reivindicações político-sociais.

3. Com um fraco sector industrial, anémico empreendedorismo e total dependência dos mercados externos, Portugal vai alegremente perdendo a sua soberania em favor dos plutocratas europeus e dos não europeus.

4. Procura-se no endividamento externo robustecer a indústria, revivificar a economia, produzir riqueza, porém a corrupção, o clientelismo e a ideia de viver acima dos seus recursos estão a hipotecar, cada vez mais o futuro e a soberania dos portugueses.

5. Os políticos fazem promessas que, de antemão, sabem não ter meios para as satisfazer, assegurando para si reformas confortáveis e, sobretudo, a vaidade em disfrutar do efémero protagonismo de ter como assento as cadeiras do poder.

6. A indolência, o expediente e o consumo são o leitmotiv da maioria da população que apenas ambiciona ser pensionista do Estado, de preferência a partir dos 40 anos de idade, além de embolsar largos cabedais "apanhados" a esmo.

7. Logo, ave António Costa, nos morituri te salutamus.

Nau

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Nº. 1426 - RAC


1. As recentes eleições demonstram à saciedade grande descrédito das formações políticas envolvidas.

2. O número de abstencionistas nas últimas eleições legislativas ultrapassa os 40%, tendo sido o maior até à presente data.

3. Logo, menos de 50% dos eleitores votaram em partidos socialistas - sociais-democratas, socialistas contemporizadores, sociais-fascistas, etc. - e cerca de 10% no único partido não socialista com assento parlamentar.

4. As franjas políticas, embora negligenciáveis (como certo demagogo que, simpatizante monárquico, ganhou lugar no parlamento europeu mas, como fundador de um partido republicano, teve estenderete democrático) limitam-se a animar a festa.

5. Porém, as franjas para os já cansados dos jogos partidários, são a porta de saída num aperto eleitoral ganhando assento parlamentar com animais, ambientalismos e até pessoas!.

6. Sem dúvida que os votos socialistas do 25A foram transferidos para o Bloco de Esquerda que, segundo me confirmou um dos seus activistas, difere apenas do original em questões de estilo.

7. Aos conservadores resta fazer campanha por Marcelo Rebelo de Sousa que, como soberano a prazo, irá equilibrar o desaire do PS nas últimas eleições legislativas.

Nau

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Nº. 1425 - Doutrina Cooperativista


1. Sem um aumento substancial do espírito cooperativo não será possível a reforma da impante mentalidade burguesa.

2. Fechada nas suas capelinhas, a maioria das pessoas limita-se a vociferar contra tudo e contra todos, incapaz de dialogar e/ou tomar qualquer decisão de fundo.

3. Aliás, a vida desenrola-se pela força das circunstâncias e raramente obedece a um projecto linear, nas fases de descoberta, de aventura e de oportunidade.

4. Nos primeiros passos, seguimos os exemplos e as instruções dos progenitores; nos seguintes desafiamos o mundo; o risco vem depois e o sucesso depende das oportunidades e do projecto que se abraçou.

5. Bom seria que na fase das instruções nos incutissem o espírito de cooperação, em vez do desafio e da rivalidade que envenenam o viver comum.

6. Nos verdes anos, sôfregos em disfrutar os prazeres do mundo, arriscamos uma má preparação profissional e/ou académica, protelando o delineamento e realização de projectos.

7. A cooperar aprende-se os primeiros passos; a solidariedade cultiva-se através da camaradagem; o projecto cooperativista desenvolve-se a par doutras actividades.

Nau

domingo, 11 de outubro de 2015

Nº. 1424 - Portal Comunalista


1. Num coro de protestos devido à subida de impostos e o elevado custo de vida, alguém argumentava que comprara, com o suor do seu rosto, um andar nos arredores de Lisboa, sendo agora obrigado a pagar impostos até ao fim dos seus dias.

2. A pessoa em questão não se conformava que tivesse que pagar algo que já era seu, mesmo após de lhe terem chamado a atenção para o facto de que os proprietários com casas arrendadas pagam impostos, mesmo quando nelas não residem.

3. Os liberais defendem a propriedade privada, com unhas e dentes, e o empreendedorismo como a via mais adequada para a criação de riqueza, escudados por um Estado de Direito, bem como por um esquema de voto anódino que lhes garante o controlo do poder político.

4. Por outro lado, os socialistas, demagogicamente, advogam o fim da propriedade privada, baseados num pluralismo político que, progressivamente, realizará a transformação socialista da sociedade por meio de reformas que apenas lhes garantem o acesso às cadeiras do poder de burocratas encartados.

5. Na mesma linha, os comunistas fazem bandeira de um sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada, bem como da colectivização dos meios de produção, através do controlo do poder político por uma minoria dirigente em nome do proletariado.

6. Os cooperativistas defendem uma Economia Social, fomentando a multiplicação das unidades cooperativas que, geradoras de emprego e incentivadoras da prática autogestionária, colmatam o excessos do liberalismo plutocrático, bem como dos socialismos burocráticos.

7. Repetir, repetir estas teses nunca é demais porquanto a falta de debates acerca das mesmas é sinal de apatia confrangedora.

Nau

sábado, 10 de outubro de 2015

Nº. 1423 - Psyche


1. Os sentimentos e a faculdade de raciocinar, sem o recurso a relações divinas, são o desafio que se impõe ao género humano.

2. A reverência às coisas sagradas, isto é, o temor de Deus, impõe um conjunto de preceitos e práticas através das quais se pretende comunicar com seres hipoteticamente superiores.

3. O ser necessário, confundido com o mundo, nada tem de científico ou racional, apenas justificando o odium theologicum que largamente se cultiva para alimentar os seus mentores.

4. Claro que o absoluto significa exactamente o princípio, mas o princípio sem princípio determinável porquanto Deus não tem qualquer religião.

5. A teoria da essência, sugerindo uma lógica de liberdade absoluta, assenta nos termos de uma reflexão perfeita de si e em si.

6. Embora Hegel tenha afirmado "o que é racional é real e o que é real é racional", a realidade é definida pela unidade da essência e da existência, do interior e do exterior.

7. O homem novo apregoado pela religião marxista não passa de um "pequeno burguês.

Nau


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Nº. 1422 - Fim de Semana 41


1. O sadismo - perversão sexual em que a auto-excitação resulta da dor ou sofrimento infligido à pessoa com quem se mantém a relação e/ou a um terceiro - é a ilação que se poderá tirar do resultado do último acto eleitoral.

2. Como é sabido, o clubismo não passa duma paixão exagerada pelo partido político, digo, clube a que se pertence ou com que se simpatiza, predispondo-se o correligionário a adaptar as suas opiniões e comportamentos de modo a se identificar com a facção escolhida.

3. Os socialistas, particularmente aqueles que defendem a ditadura do proletariado, afirmam que as democracias não são democráticas uma vez que os capitalistas dominam a produção, o consumo e os centros de decisão política, porém, uns são mais socialistas do que outros.

4. Claro que o golpe de Estado do 25A em Lisboa precipitou os acontecimentos em todo o mundo português, procurando os bem instalados na vida assegurar uma existência confortável, enquanto que os oportunistas deitavam a mão a tudo que podiam embolsar.

5. Todos têm presente que a famosa saga da "Guerra das Estrelas", de George Lucas, se inspira nos tempos medievais, com o aggiornamento das grandes assembleias onde a intriga política é o prato do dia, tal como se está a verificar em território medievalesco luso.

6. A maioria da população portuguesa, não confiando na política de Bruxelas, teme a saída da comunidade europeia pela inexistência de um projecto próprio, mostrando-se céptica quanto à capacidade dos actuais políticos lusos, optando pelo habitual esmoler.

7. Sem dúvida que o dia de hoje em Portugal é pior do que o dia de ontem, porém muito melhor do que o dia de amanhã.

Nau

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Nº. 1421 - Luta Popular


1. O directório do PCTP/MRPP, com a frontalidade que lhe é peculiar, assume o desaire sofrido no último acto eleitoral.

2. Já foram agendadas reuniões públicas para análise minuciosa das campanhas levadas a cabo nos vários distritos do país e aguardam-se sugestões de filiados e simpatizantes para relançar as actividades do PCTP/MRPP.

3. Segundo parece, os quadros dirigentes do PCTP/MRPP exercem as funções de meros gestores, aguardando os pareceres de todos aqueles que queiram participar nas assembleias agendadas para os pertinentes debates.

4. Tendo acompanhado as intervenções das figuras de proa nos mídias portugueses - nomeadamente no canal ETV - através dos vídeos que nos foram disponibilizados, presumimos que os fracos resultados eleitorais atingidos nesta última consulta se devem à actual conjuntura política.

5. A maioria da população portuguesa, não confiando na política de Bruxelas, receia a saída do comunidade europeia pela inexistência de um projecto verdadeiramente português, mostrando-se céptica quanto à capacidade dos actuais políticos, optando pelos esquemas de subsídio-dependentismo.

6. No panorama internacional, continuam a medrar os jogos do grande capital e dos seus apaniguados centrados nas reservas petrolíferas, na indústria farmacêutica, nas drogas naturais e/ou sintéticas, nos armamentos e outras coisas da mesma jaez.

7. Impossibilitados de uma deslocação a Portugal durante os próximos meses, tentaremos acompanhar de longe o que por lá se passa.

Nau

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Nº. 1420 - Prelo Real


1. Muitos são os monárquicos que lamentam que o 5 de Outubro tenha deixado de ser feriado oficial, por meras razões sentimentais.

2. Em 5 de Outubro de 1143, o rei de Leão e Castela reconhecia a soberania de seu primo, D. Afonso Henriques, sobre as terras de Entre-Douro-e-Minho, isto é, o berço de Portugal.

3. As relações amorosas da regente do Condado Portucalense, mãe de D. Afonso Henriques, com João Peres de Trava, da Galiza, obrigou o nosso primeiro rei a expulsar a progenitora das suas terras.

4. Claro que esta questão familiar afastou, definitivamente, Portugal da Galiza, uma vez que esta se manteve ligada aos reinos vizinhos de Leão e Castela.

5. Interessante seria que os nossos romancistas, à semelhança de Isabel Stilwell e Domingos Amaral, continuassem a pegar neste tema que, aliás, tem muito pano para mangas.

6. Todos têm presente que a famosa saga da "Guerra das Estrelas", de George Lucas, inspira-se nos tempos medievais, com o aggiornamento das grandes assembleias onde a intriga política é o prato do dia.

7. Não foi inocentemente que os republicanos usurparam a data do 5 de Outubro, uma vez que a república foi proclamada a 4 desse mês, em Loures, mas os provincianos não têm direito a entrar na história.

Nau

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Nº. 1419 - RAC: O Engenheiro, III


1. O predestinado engenheiro mecânico - que supostamente tivera uma preparação técnica numa universidade londrina - lá ia dando corda ao grande projecto que o papá lhe encomendara.

2. Na sua capacidade de administrador, o jovem engenheiro angolano empurrava os imbróglios da linha de montagem para o pessoal francês e os problemas administrativos para os seus subordinados, uma vez que ele era suposto apenas preocupar-se com a adequada alta tecnologia.

3. As notícias das actividades dos guerrilheiros com  intenções de destruir a linha de montagem dos camiões franceses careciam de autenticidade, mas eram propaladas com muita convicção, dando importância a um projecto que demorava a entrar nos eixos.

4. Claro que as improvisações eram constantes, particularmente quando o exército em campanha pedia sobressalentes para reparações inadiáveis, sendo estes catrapiscados dos stocks da linha de montagem dando origem a guerras intestinas pela falha de comunicação entre os diversos departamentos.

5. O futuro era olhado com relativo optimismo uma vez que a população, tanto os naturais evoluídos como as aves de permanência temporária, tinha consciência da falta de quadros para responder às necessidades da grande Angola, sendo estas atendidas por uma administração burocrática, mas com larga experiência profissional.

6. Porém, o golpe de Estado do 25A em Lisboa precipitou os acontecimentos em Luanda, procurando os já instalados na vida assegurar a sua presença, enquanto que os oportunistas deitavam a mão a tudo que podiam embolsar.

7. O nosso engenheiro, sem a experiência paterna, nada acautelara para um futuro incerto e, aos primeiros sinais de perigo, fez as malas e desandou para Lisboa, com meia dúzia de apaniguados, aventurando-se noutros tipos de montagens de grande teatralidade.

Nau

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Nº. 1418 - Doutrina Cooperativista


1. Invariavelmente, os manuais didáticos definem a democracia como forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo.

2. No aprofundamento das raízes, discreteia-se acerca da origem da palavra grega 'demokratia' salientando que 'demos' significa povo e 'kratia' poder, este trapaceado por governo.

3. Um passo mais à frente já não é o povo que governa, mas os representantes eleitos por meio do voto anódino, compreendendo este tanto o voto acreterioso, como o voto sectário, meramente clubístico.

4. Os socialistas, particularmente aqueles que defendem a ditadura do proletariado, afirmam que as democracias não são democráticas uma vez que os capitalistas dominam a produção, o consumo e os centros de decisão política.

5. Sistematicamente se tem procurado confundir república (em que o soberano é a prazo) com democracias esquecendo os exemplos do passado (República Romana), bem como as de fresca data - república demagógica venezuelana, república teocrática do Irão e república timocrática estadunidense.

6. As unidades cooperativas, na prática autogestionária que é um dos seus timbres, são autênticas células democráticas que, pela sua multiplicação garantem o rejuvenescimento do autêntico espírito de comunidade: solidário, autogestionário e realista.

7 Claro que a globalização decorrente tudo avassala, mas os residentes dos espaços geográficos delimitados por tradições multisseculares trabalharão para o regresso do soberano, hereditário e vitalício, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

domingo, 4 de outubro de 2015

Nº. 1417 - Portal Comunalista


1. Sem ideias claras do que se pretende fazer, será como navegar com todos os ventos, isto é, adaptar-se a qualquer sistema ou doutrina política.

2. Para grande número de pessoas, ser monárquico é uma questão sentimental; uma disposição afectiva em relação a coisas de ordem moral ou estética, em suma, mero clubismo.

3. Como é sabido, o clubismo é uma paixão exagerada pelo partido político, digo, clube a que se pertence ou com que se simpatiza, predispondo-se o correligionário a adaptar a suas opiniões e comportamentos de modo a ser integrado no grupo.

4. Por outro lado, democracia significa poder do povo e, sendo o poder o fundamento da ciência social, este encontra-se centrado nas actividades e comportamentos dos seres humanos, mais como teoria do que como prática corrente.

5. Democracia, porém, consiste no poder de regrar a sociedade política consensualmente, através do diálogo e da cooperação, sem discriminações sociais, raciais, sectárias ou religiosas, como função de governo ou, segundo alguns doutrinadores logicamente sugerem, administração do povo.

6. O poder moderador ao rei pertence, embora alguns o tenham como coordenador do governo em que os ministros são escrutiniozados sistematicamente pela assembleia popular.

7. Soberano apenas a figura do rei por ocupar o primeiro lugar na jerarquia política, a fim de obviar disputas sectárias no topo da Comunidade.

Nau

sábado, 3 de outubro de 2015

Nº. 1416 - Psyche


1. Sem o  relacionamento sexual entre os dois sexos, a raça humana deixaria de existir.

2. O sexo genético é determinado pelos cromossomas (genótipo feminino XX; masculino XY). Quando o cromossomo doado pelo pai é X o nascituro será menina; menino quando for Y.

3. Homens e mulheres produzem hormonas - substância química segregada pelas glândulas endócrinas - os primeiros em grandes quantidades de andrógenos enquanto o sistema feminino produz maior quantidade de estrógenos e progestinas.

4. Define-se impulso sexual, em termos operacionais, como a frequência com que os organismos praticam o acto sexual ou outros comportamentos afins, resultante de incentivos espontâneos - tumefacção do tecido eréctil nos genitais de ambos os sexos.

5. As orientações sexuais, aparentemente, são aleatórias, exercendo a sociedade fortes pressões para  aproximação dos dois sexos, embora estes, nas crises existenciais, fiquem sujeitos à corticotropina, substância química responsável pelos impulso comportamentais.

6. Dificuldade da mulher em atingir o orgasmo ou ejaculação precoce dos homens são também factores de grande ansiedade no desempenho sexual que poderá ser superado por terapeutas e/ou
aconselhamento doutros técnicos qualificados.

7. O sadismo - perversão sexual em que a auto-exitação resulta da dor ou sofrimento infligido à pessoa com que se mantém a relação e/ou a um terceiro - exige pronta denúncia e adequado tratamento.

Nau

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Nº. 1415 - Fim de Semana 40


1. Justificar a opção monárquica, sem as críticas habituais, é a missão que se impõe a todos os que se assumem como defensores daquela doutrina política.

2. A maioria dos monárquicos pertence a dois grandes grupos: os simpatizantes (que da doutrina pouco sabem) e os pragmáticos, estes um tanto ou quanto hostis ao racionalismo e, sobretudo, ao pensamento sistemático. A ambos, no próximo acto eleitoral, recomendo o voto no PCTP/MRPP.

3. Para lá das necessidades básicas - subsistência e reprodução - o homem sente-se fascinado (encanto que perturba a razão) pelo exercício do domínio sobre algo que poderá ser da mesma espécie ou natureza inferior. Melhor será evitar tal fascínio e, no próximo acto eleitoral, votar no PCTP/MRPP.

4. O espírito cooperativo, cultivado na realização de projectos em que o diálogo e o consenso sublimam a autogestão, é enrobustecido pela prática, dentro e fora da sua unidade cooperativa, encontrando-se em boa forma para, nas próximas eleições, votar no PCTP/MRPP.

5. Devotos (não sendo o mesmo que de votos) é que o regimen vigente precisa. Porém, para contrariar a ditadura dos plutocratas - liberais, socialistas, fascistas ou sociais-fascistas - melhor é votar, no próximo acto eleitoral, no PCTP/MRPP.

6. Assim, embora dentro do espírito do regímen vigente, o PCTP/MRPP actua como as hormonas melatoninas, lutando e eliminando as células cancerígenas. Logo, o que importa é, no próximo acto eleitoral, votar no PCTP/MRPP.

7. Compreendo que o acidental leitor tenha curiosidade em saber o sentido do meu voto. Claro que é segredo de polichinelo: voto no PCTP/MRPP.

Nau

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Nº. 1414 - Luta Popular


1. Porquê votar no PCTP/MRPP e não nas facções que se dizem monárquicas?

2. A falta de credibilidade das facções que se apresentam ao acto eleitoral (as monárquicas inclusive) advém do facto das suas receitas serem meramente lenitivas e nunca contemplarem as questões de fundo.

3. Com enviesado suporte doutrinário, as disputas partidárias desenrolam-se mais numa feição clubística do que num confronto de teses, orientadas para aliciar os lorpas e não para convencer os eternos indecisos.

4. A responsabilidade dos demagogos - mais empenhados em estimular as paixões populares do que satisfazer as necessidades decorrentes - é assaz conhecida, encapotando convenientemente os plutocratas sem rosto.

5. Como armas de arremesso vêm sempre as histórias dos endividamentos excessivos; dos submarinos inicialmente negociados pelos socialistas, deslustrando a justiça portuguesa em relação à celeridade acutilante da congénere alemã.

6. A comuna é o espaço geográfico consensual onde residem grupos de pessoas numa co-vizinhança equilibrada, propícia à germinação de células cooperativas onde a solidariedade, a democracia do voto responsável, a autogestão e a co-propriedade harmoniosamente se verifica, sem discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

7. O PCTP/MRPP, embora dentro do espírito do regímen vigente, actua como as hormonas melalatoninas, lutando e eliminando as células cancerígenas. Logo, o que importa é, no próximo acto eleitoral, votar no PCTP/MRPP.

Nau