segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Nº. 1411 - Doutrina Cooperativista


1. Iguais como espécie humana, diferentes como homens, isto é, como seres animados e racionais.

2. A coragem, força, vigor, ânimo, além da capacidade de trabalhar, de desenvolver, de fomentar, de promover, variam de homem para homem, mas a concertação de indivíduos com estas qualidades é o fundamento do cooperativismo.

3. Mentes por suposição liberais, favoráveis à liberdade civil e política, admitindo opiniões diferentes das suas, tanto nos aspetos estéticos como nos religiosos, presumem ser eles os eleitos para conduzir a massa ignara, atropelando-se para tomar as rédeas do poder.

4. Aqueles que lutam em defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas através do controlo do poder político por forças minoritárias, agem com idêntica fome de poder.

5. Para lá das necessidades básicas - subsistência e reprodução - o homem sente-se fascinado (encanto que perturba a razão) pelo exercício do domínio sobre algo que poderá ser da mesma espécie ou de natureza inferior - cavalos, animais domésticos e outras coisas da mesma jaez.

6. O Poder - capacidade de deliberar, de modo arbitrário, sobre outrem - é a via para satisfazer tais intentos utilizada pela burguesia liberal, nomeadamente os plutocratas, bem como pela minoria dirigente socialista, assumida como uma nova aristocracia parlamentar ou travestida em ditadura do proletariado.

7. Claro que o voto anódino liberal, bem como a consulta em assembleias piramidais apenas satisfazem o poder discricionário, defendendo os cooperativistas o voto responsável, possível através do diálogo e do consenso nas unidades autogestionárias, isto é, a cooperativa.

Nau

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